Ao fim da festa, Tom já estava embriagado. Georg paquerava uma garota em algum lugar por ai e Gustav... Sei lá onde ele se meteu. Eu continuava a conversar com Bill. A última música, em homenagem ao dia, foi lenta para que os casais e amigos (ou ‘amigos’) dançassem juntinho. No centro do salão, eu dançava com o Tom. Foi o único do Tokio Hotel que eu ainda não tinha dançado, então por que não?

Cenas quentes envolviam aquele salão. De um lado, Georg e uma garota se amassavam. Do outro o Gustav, até então sumido, aparece com a ‘amiga’ em momentos um pouco particulares. E perto de mim Bill dançava com uma colega.

Pouco depois das safadezas dele começarem eu me cansei e pedi pra trocar de par com o Bill. A garota aceitou completamente eufórica por ter que dançar com o sem vergonha do Tom. Em alguns minutos, Tom desapareceu com a garota. Fiquei sozinha com o Bill no meio do salão, sendo o centro das atenções. Os outros alunos nos olhavam maliciosamente e um boato começou a correr. Perceptível com sempre, Bill comentou:

-Parece que já estamos dando o que falar.

-Ahaam! Como vai encarar isso?

-Ignoro. Já me acostumei com esse povinho pervertido. Esqueceu que eu tenho um lá em casa?- Bill mencionou hilariamente o Tom.

-Esqueci completamente.

Quando a música acabou, um grupo com três garotos passou por nós fazendo comentários maldosos. De sacanagem com a cara deles, beijei o rosto de Bill. Ele olhou pros garotos com uma cara de satisfação.

-Desculpa pela ousadia. Quis implicar com eles um pouco.

-Que bom que você tem senso de humor.

-Ô casalzinho – brincou Georg – Eu e o Gustav estamos indo. Vocês vão ficar mais?

-Não. Já estamos indo – respondeu Bill.

-Depois fala do Tom, né Bill? – falou Gustav.

-Pelo menos eu fiquei a vista, não é Gustav?

-Não sei do que você está falando- disfarçou Gustav – Eu não desapareci. Vocês apenas não sabiam onde eu estava – argumentou aumentando ainda mais sua culpa no cartório.

-Vamos embora Bill?- perguntou Tom.

-No meu ou no seu carro?

-Deixa o Gustav ir com o meu carro.

-Então está bem. Quer uma carona, Hinata?

-Não quero dar trabalho.

-De maneira alguma – disse Tom.

Chegando ao carro de Bill, um lamborgine preto, Tom abriu a porta do motorista.

-Saia daí, Tom! Eu dirijo, vá pro banco de trás.

-De trás? Eu vou na frente.

-Olha a educação Tom.

-Deixa ele, Bill.

-O carro é meu então vaza daí.

-Não me incomodo, é sério.

-Quer saber? Vou deixá-los a sós. Vou com o Gustav no MEU CARRO.

-Ótimo.

Tom saiu cambaleando em direção a uma Mercedes azul escura. Gustav ainda não estava no carro... Prefiro não comentar o que ele estava fazendo ^^. O Georg já tinha ido. Bill, aproveitando a ausência do irmão, ligou o som no máximo e acelerou com tudo. Cantávamos freneticamente Scream, errando a letra de vez em quando de tanta empolgação. Confesso que os erros foram meus >.<, mas o Bill errou uma vez junto comigo.

-Que horas são?

-Humnn, ta cedo. Ainda vai dar onze horas.

-Ta cedo mesmo.

-Que horas a outra festa acabaria?

-Duas da manhã.

-Cedo.

-Nem tanto.

-O que combinou com seus pais?

-Que eu dormiria na casa de uma amiga – de repente me lembrei que não tinha avisado Mey do meu paradeiro – Ai, caramba, me esqueci de ligar pra ela – peguei meu celular rapidamente e para meu alívio, ela não tinha ligado ou deixado mensagens. Provavelmente estava muito feliz com o Yu.

-Quer voltar pra essa festa?

-Não, de jeito nenhum – disse muito irritada.

-Tom me contou parte da história. Diga a sua versão, por favor.

-Em resumo, eu briguei com o Romeu e ele foi rude comigo.

-Quanto às duas metidas?

-Se metera no inicio da briga, mas Romeu pediu pra elas saírem e foi a partir daí que tudo piorou.

-Que merda, ein? Mas quer saber? Tive uma idéia.

-Qual?

-Ainda tem fôlego pra virar a noite?

-Claro.

-Liga pra sua amiga e pergunta se ela quer vir com a gente num luau.

-Não estamos vestidos pra isso.

-E daí? A intenção é que vale.

Liguei para Mey, como fora pedido. Ela demorou um pouco para atender.

-Hinata? – falou uma voz desesperada do outro lado da linha – Onde você foi? Quase me mata de preocupação.

-Calma Mey, calma. Eu fui à festa do colégio do irmão do Tom.

-Ai, que bom que você está bem!

-A propósito, o Bill está perguntando se você quer vir com a gente num luau.

-Luau? Vou ter que trocar de roupa antes.

-Não precisa, não estamos tão formais assim.

-É a intenção que vale – gritou Bill perto de mim.

-Isso foi o Bill?

-Foi. Ele está aqui comigo.

-O Yu pode ir?

-Só um minuto – me virei para Bill – o namorado dela pode vir? O Yu?

-Claro, eu conheço o Yu. Fala pra ele que é um convite do Bill.

-Beleza! – peguei o telefone – Mey, o Bill pediu pra falar que é um convite dele.

-Maravilha. Em quanto tempo vocês chegam?

-Uns dez minutos.

-Ok – Mey desligou.

-Então, o que vai ser?

-Eles vão.

-Até as duas?

-Pode ser.

-Vamos lá, anime-se.