Animos
5 Capítulo 5
Quando chegamos em minha casa, vamos até a sala de estar e começamos a planejar como toda a situação do aeroporto irá acontecer. Sanders conecta meu notebook na televisão para podermos visualizar melhor. Enquanto ele falava e desenhava no notebook os planos por cima da planta baixa do aeroporto John F. Kennedy, eu ia fazendo uma lista com o que precisaríamos, como armas, equipamentos para comunicação e roupas.
Depois de ter planejado o andamento do plano e tudo mais, Sanders disse que passaria em uma loja para poder comprar munição e coletes, e depois ia falar com alguns agentes de confiança para poder participar do plano. Sanders saiu e eu fui pro meu quarto, pego uma bolsa e sigo até a sala secreta. Coloco tudo o que vou precisar na bolsa, além de uma pistola na minha cintura por dentro da calça, só por comodidade.
Está anoitecendo e eu preciso me preparar para o dia seguinte. Vou até a cozinha e ponho uma daquelas pizzas que vêm congelada no forno. A pizza é fina e quase sem calabresas por cima. Fico revendo os equipamentos, limpando as pistolas, organizando as granadas nos bolsos internos da bolsa, carregando a pistola e verificando a bateria dos equipamentos.
Após comer a pizza, levo a bolsa até meu quarto e deixo perto da porta. Tomo um banho gelado, faço a barba, me corto fazendo a barba.
Vou para a cama.
Decido colocar a arma debaixo do travesseiro, por segurança. Olhos fechados. Estava quase conseguindo dormir quando ouvi um barulho no banheiro. Espero dez segundos. Vejo um rato saindo do meu quarto em direção ao corredor. Sacar minha pistola e dar um tiro no maldito. Acho que não seria nada agradável explodir o rato bem no meio do meu quarto, e ter que dormir com um cheiro das estranhas dele no meu chão e alguns respingos de sangue na parede. Controlando minha impaciência, uma consequência do cansaço, vou atrás do rato e consigo pegar ele. Abrir a janela. Jogar ele pra fora de casa. Ele tem seu momento, voando durante dois segundos, mas não fazendo ideia do que ta acontecendo.
Relaxa, ele é só um...rato, como aquele seu tio que ninguém gosta. A diferença entre os dois é que o rato faz juízo ao seu título de ‘rato’.
Sim, eu sei que pegar um rato não é fácil, mas minha agilidade e impaciência justificam o feito do dia. Agora sim, acredito que posso dormir em paz.
Era 8:20 e eu ouço um estrondo na cozinha. Será que o rato trouxe sua gangue de ratos? Foi algo como uma vassoura caindo. Puxo minha pistola que estava debaixo do travesseiro, mantenho ela apontada para que eu possa atirar o mais rápido possível no intruso, sendo ele um rato ou não. Decido ir descalço pra não fazer nenhum barulho que alertasse minha chegada enquanto atravessava o corredor.
Quando chego na área de serviço, abro a porta cuidadosamente, preparo o meu assalto com a arma carregada e apontada. Um tiro e você morre, eu digo.
- Dios mío! O que é isso ?! — diz ela, assustada.
Era apenas Marta, uma boa mulher de origem latina, de cinquenta anos que todos os sábados vinha limpar minha casa e organizar tudo. A pobre mulher deve ter visto a morte quando eu abri a porta. Ela de pele morena, instantaneamente ficou pálida. Pensei que ela fosse desmaiar, ali mesmo, mas felizmente ela aguentou o assusto. Puta que pariu, hein Marta. Eu peço desculpas e digo que pensei que fosse alguém invadindo meu apartamento. Eu tinha esquecido completamente que a senhora viria hoje.
- Certo certo, Sr. Thurman. Eu bem que notei a bagunça na porta de entrada, mas não se preocupe que eu chamarei o marceneiro para conserta-la.
Muito obrigado, Marta. Agora eu preciso tomar um banho que eu sairei para almoçar.
Volto ao meu quarto, a arma agora está em cima do meu criado mudo e eu estou no banheiro tomando um bom banho. Após ter saído do banho, ponho meu terno Armani.
O céu nublado, porém mesmo as nuvens tampando os raios de sol, alguns ainda saiam pelas laterais e passavam pelas nuvens, como em um amanhecer. Muito gay, não?
Botei minha arma na cintura e levei a bolsa que eu tinha preparado na noite anterior. Coloco no porta-malas do carro. Dirijo durante onze minutos até um ótimo restaurante mexicano.
Burritos!
Quesadilla!
Claro, os Mariachis!
Enquanto almoçava, liguei pro Sanders para confirmar se estava tudo indo conforme o planejado. Ele já tinha comprado pistolas com silenciadores e já havia contratado os agentes de confiança pro nosso trabalhinho. Bom, com pelo menos isso eu não iria precisar me preocupar mais. Depois de terminar meu almoço, vou até um beco para me encontrar com Sanders e a equipe. Lá, dividimos as armas para cada um e os equipamentos também. Ficou combinado de que eu chegaria as 15:40 no Terminal e que Sanders e os agentes disfarçados chegariam 20 minutos antes para poder se misturar na multidão.
Dito e feito. Cheguei no horário combinado com Sanders. Me sentei em uma cadeira e fiquei esperando Maxwell aparecer. Eu conseguia ver os agentes posicionados e já tínhamos testado os equipamentos de comunicação. Esperei até 16:20, quando finalmente pude ver Maxwell, vestindo um terno azul-marinho escuro carregando uma maleta preta. Ele se senta ao meu lado:
Voíla, filho da mãe. Pensei que você não fosse aparecer.
- Enfim, vamos aos negócios, sim? — então ele abre a maleta. Dentro dela há alguns papéis que ele tira e me dá.
Que diabos são esses...mas que merda é essa, Maxwell? Você vai arma pra cima de mim ainda?
- Ora, Erik, você ainda pergunta? Olhe o que você planejava fazer com nossa equipe, com nosso país! — ele continua. — Essas são as provas de que você roubou informações de nosso servidor central. E você já deve ter imaginado que, se você não cumprir o que eu disser, você nunca mais verá aquele rostinho bonito, além de claro estar no topo da lista pro FBI, CIA, Interpol...
Estou interessado na Julie agora, sobre seus esquemas no governo eu me preocupo depois. Só me diga onde ela está que acabaremos logo com todo esse seu esquema.
- Você sempre com esse linguajar desprezível. Enfim, vamos acabar com isso. Aqui, pegue este papel. Todas as coordenadas de onde ela está estão ai. Boa sorte, você vai precisar.
Então ele me entrega o papel, ajusta sua gravata no colarinho, fecha a maleta e caminha em direção a saída do aeroporto. Aquele homem não tem ‘coração’, e não deveria ter mesmo. Não para os negócios. Envolver emoções em assuntos sérios é o pior defeito que alguém possa ter, ainda mais quando se trabalha no governo. Maxwell nunca envolveu vida pessoal com o trabalho, e muito menos eu fiz isso. Ninguém realmente sabe como ele é fora do escritório, pois nenhum de nós nunca viu ele fora de lá.
Depois de Maxwell ter saído do aeroporto John F. Kennedy, Sanders vem até mim. Eu digo que o que devemos fazer agora é analisar o local, formar um plano e manter contato com estes agentes de confiança. Ele então se despede de mim e, com os agentes, vai embora. Agora tenho dois objetivos. O primeiro é salvar Julie, e o segundo, não ser incriminado e conseguir acabar com todos os planos de Maxwell e seus aliados.
Fale com o autor