Notas iniciais
Olá todo mundo, estou voltando e... bom... tenho umas coisinhas a dizer.
Gostaria de fazer uma pequena não tão pequena assim nota, sobre esta fic. Não deixei tão explicita assim no último capítulo, no entanto, quero deixar claro que esta fic é de uma realidade alternativa, ou seja, os fatos ocorridos nas ultimas temporadas não são relevantes para esta história. Mais especificamente, a guerra entre alfas, o perigo eminente entre as matilhas não existe, a existência de outras matilhas é real, mas o clima de guerra por território não será relevado aqui, não, esta história releva a visão de que o Stiles é o ÚNICO humano das matilhas que não é 'útil', quando digo útil eu quero dizer que: ele não luta, ele não tem magia, ele não é lobisomem, ele não sabe nem usar uma arma!
O que foi excluído da série:
1. A outra matilha não é uma matilha cheia de alfas
2. Jackson não foi morto
3. A família de Alison não quer matar os lobisomens (mas eles ainda se odeiam)
4. Derek e Scott não estão separados
5. Peter não foi morto pelo Derek, pelo incêndio, pelo mundo, pelos caçadores o que for! Ele VIVE! Só abdicou de sua liderança para o Derek.
Os seguintes fatos são importantes para a história:
1. Todos quem o Derek transformou em lobisomem CONTINUAM lobisomem, inclusive, fazem parte de sua alcateia.
2. Lydia está com Jackson e a Alison com o Scott.
3. Peter está vivo.
4. Isaac não é um foragido ou o que for, mas ele decidiu morar com o Derek por escolha própria.
5. Jackson não está "morto", vivo, estudioso e filho da puta sem coração de sempre.
6. Derek ainda é o alfa, no entanto, algumas mudanças serão feitas em sua dinâmica de liderança.
7. E por fim, a cidade tem conhecimento dos lobisomens.
Espero que isso possa ajudar a entenderem melhor a história, vou tentar aprofundar isso entre os capítulos, por isso o Peter está vivo! Enfim, boa leitura.

Capítulo dois.

O silêncio acolhedor que Stiles se acostumara sumira no cotidiano escolar, até mesmo em casa, seu pai aparecia com mais frequência. No entanto, não a solidão, parecia-lhe que nunca iria se curar desse vazio que se instalara nele, sentia-se um tolo por sentir isso, mas o frio no peito o transtornava sempre em que o silêncio era cortado pelas vozes dos outros.

Fungou, remexendo na bolsa cheia de pastas e papéis que ele conseguira acumular desde que encontrara Derek da última vez. Stiles não poderia explicar o porquê, mas ele não conseguira esquecer aquela noite. Talvez fosse o trauma de quase ter sido estuprado por um lobisomem semiconsciente. Estremeceu. Escondeu a bolsa no chão do jipe enquanto separava a sacola de compras sobre o acento do carro. Por que ele tinha de servir de empregado pros lobisomens que nem mesmo o respeitam? Por que ele tinha de obedecer a cada ordem estupida e mesquinha do alfa daquela alcateia estranha? Ah, claro, ele era o humano de estimação!

Levou um susto quando ergueu os olhos de volta para a estrada de galhos e folhas secas, arregalando os olhos e fazendo os pneus reclamarem pela parada brusca na terra escorregadia. – Mas que merda...? – resmungou, sentindo suas mãos tremidas se apertarem contra o volante do carro.

Aquele... aquele era o Derek? Bom, aquilo era um lobo com certeza, podia enxergar sua silhueta muito bem para distinguir, no entanto, não conseguia enxergar "quem" era o lobisomem. Engoliu em seco, pensando em dar a ré e simplesmente voltar para a cidade, por outro lado, o lobisomem era rápido E adorava uma boa caçada. Encolheu os olhos quando o som de galhos secos sendo quebrados se fez presente perto de seu jipe, fazendo-o sobressaltar e olhar pelo retrovisor central do carro o que mais temia. Ele estava cercado, tinha no mínimo uns 15 lobisomens ao seu redor, mas aparentemente nenhum dos que estavam ao seu redor se aproximava mais do que o que o encarava, frente a frente.

Fechou os olhos com força quando os uivos se fizeram presente e Stiles fez a primeira coisa que lhe veio à cabeça. Ele rezou. Pela primeira vez em sua vida, ele rezou como se não houvesse um amanhã, implorando a sabe-se Circe quem pudesse ajuda-lo naquela situação... incomoda, no mínimo. Que disparate! Aquilo não podia ser seu fim!

O lobisomem da frente rosnou e saltou, assustando Stiles o suficiente para ele apertar o pé no acelerador e fazer os pneus cantarem sobre os cascalhos e galhos. O lobisomem rasgou o teto de seu jipe, rolando no chão que ele deixava para trás. Rápido. Desesperado.

Sem controle.

Não se surpreendeu quando seu jipe batera de frente em uma árvore grande, mas também não ficou nada feliz com isso. Óbvio que agora os lobisomens teriam ainda mais chances de encontrá-lo, de pegá-lo.

Sentia um líquido quente escorrer por sua testa quando levantou a cabeça do volante e, com os olhos embaçados e mãos trêmulas, Stiles arrastou-se para fora do carro, caindo deitado em meio às folhas secas. Gemeu e tossiu audivelmente, não se importando com o som que fazia, só o cheiro já era o bastante para fazer os lobisomens acharem-no. Arrastou-se pelo chão sujo, sua roupa rasgando-se pelos gravetos pontiagudos, pedras maltratando suas mãos feridas e o sangue não ajudava em nada a sua visão.

Perdeu as forças para se levantar.

Perdeu as esperanças de escapar.

E agora os lobisomens estavam ali, a sua volta novamente, desta vem em um circulo perfeito e.. bem próximos de Stiles. Meio homens, meio lobos, rosnando, salivando e cheirando o ar em desespero visível. Ou seria fome? O círculo se abriu minimamente, dando espaço para um homem grande corpulento passar. E quando Stiles dizia grande, era enorme, do tamanho de um arranha-céu.

O homem estava levemente curvado, flexionando as garras grandes de mal cuidadas, um rosnado levemente alto se fazendo presente por sua garganta. Ele tinha músculos por demais, mas Stiles não conseguia ver muito além disso. Não conseguia ver o rosto do homem, não conseguia nem ver o cabelo dele, ele parecia... uma sombra de um homem, ou de um lobisomem. Engoliu em seco quando um lobisomem tentou chegar mais perto e o grandalhão rosnou alto, saltando sobre o mais fraco. Então começou, três outros pularam sobre Stiles, mas os outros pulavam juntos para ajudar o grandão a... proteger Stiles. Ou seria uma disputa pra ver quem o comia?

Arrastou-se no chão levemente, tentando não chamar a atenção. No entanto não conseguira dar nem mesmo um passo, diga-se de passagem, quando sua cabeça sangrenta bateu em algo duro. Ouviu rosnados, ouviu gritos humanos no meio, tiros, até que uma luz ofuscante cegou seus olhos. Seu nome fora proferido por várias vozes, junto com frases sem sentido algum, e latidos, rosnados. Até um uivo agudo se fez presente eu seu ouvido e olhos vermelhos encaravam-no bem de perto.

Pois Derek estava sobre ele, mas não era totalmente o Derek, era um borrão que lembrava ao alfa da matilha da cidade. O alfa mais jovem da história. Viu-o sorrir, e aquilo era medonho, porque de tudo no mundo, Derek sorrindo nunca – enfatizando ao nunca – quando Derek Hale sorria, nunca era coisa boa. Nem mesmo quando aquele sorriso cheio de dentes humanos era para Stiles, principalmentequando o sorriso era para Stiles, porque isso significava que algo nada bom iria acontecer com o Stiles.

Abriu a boca para perguntar o que estava acontecendo quando Derek pegou-lhe pela mão e o levantou. Eles estavam na casa Hale, não aquela casa velha e mal cuidada, mas a casa Hale dos velhos tempos. De antes da tragédia ter ocorrido, de antes de Derek ter de se tornar o alfa para a família não ser exterminada por completo, para salvar sua irmã, para que ele pudesse ter a chance de seguir em frente na sua cidade. Em um resumo, aquela casa era, A Casa, o ícone da cidade de poder e que eles possuíam lobisomens para protegê-los. Stiles sabia disso, ele podia sentir.

Ele teria prestado mais atenção para os detalhes da casa arrumada, se não fosse por Derek estar arrastando-o – não literalmente, claro – para fora da mesma. Ele cambaleou, sentiu as pernas doerem, tentou parar, mas Derek pareceu não estar vendo sua dor. Sentiu seu estomago começar a dar voltas e arder. Travou e quase caiu quando Derek não parou, tropeçando e, de alguma forma ele conseguiu achar forças para tanto, ele gritou, assustado com as manchas de sangue em suas roupas.

- Derek! – tentou chamar a atenção do mais velho. Sentia-se zonzo, sem forças e com muita dor. Sabia que estava convalescendo quando teve de se segurar no braço do moreno para se manter em pé. Ouviu rir, um riso calmo e contido. – Derek... – chamou novamente em um sussurro, ao qual o outro ignorou e, de prontidão, abraçou-o pela cintura por trás.

Sentiu beijos em sua nuca e pescoço, gemendo baixinho pela mistura de dor e carinho que sentia. Levou suas mãos ensanguentadas para os braços de Derek, tentando afastá-lo. Ouviu grunhir algo em seu ouvido que não entendeu. Então um rosnado baixo. – Vai dar certo, Stiles, você vai ver...

- O que...?

- Logo você vai poder sair de novo, eu prometo. Jackson está com Lydia e eles estão se entendendo. – Dizia em seu ouvido, não mais que um sussurro gentil, ao menos, comparado aos tempos em que Stiles convivera com o lobisomem, isso aparentava ser o jeito gentil dele. Foi girado igual a um boneco nos braços do mais velho, choramingando quando suas pernas se embolaram, inertes e ele teve o rosto imprensado contra o peito liso e forte. – Isaac está preocupado com você, ele acha que não está comendo o suficiente para se manter são. – Seu queixo foi erguido gentilmente, fazendo-o olhar entregue para os olhos vermelhos sangue diante de si. – Eu não posso suportar por tempo demais.

- O que...?! – arregalou os olhos. Como Derek podia estar falando se sua boca nem se mexia. Tentou empurrar-se do outro, mas suas tremulas mãos não tinham mais forças para nem se mexer, sangue gotejando de seus dedos finos. Derek lhe sorriu de novo, um sorriso que lhe mostrou os dentes, agora presas, sujos de sangue também. Tentou gritar, tentou fugir, tentou fazer qualquer coisa, em vão.

Um rosnado saiu da garganta do lobisomem, fazendo uma onda sonora violenta bater e arrepiar o pescoço de Stiles. As presas alongadas rasgando a pele de seu pescoço. Chorava com suas últimas forças antes de desfalecer nos braços do lobisomem, ambos caindo em uma queda livre em que o rio e a negridão do lugar eram seus companheiros. – Stiles – gemeu o outro em seu pescoço, o corpo dele prensado ao seu.

- Meu Stiles... – o som de sua voz estava longe e mais suave, apesar do leve rosnado presente na entonação. Era estranho ouvir Derek gemer daquela forma. – Stiles... meu, meu! Meu companheiro... só meu...

Seu corpo ficou pesado e o pânico o acometeu quando o ar faltou em seus pulmões. Rosnados misturaram-se aos gemidos enquanto ele tentava cavar entre a escuridão à sua volta em busca de ar. No entanto, logo ele não conseguia mais mover-se, seus braços presos por garras finas e ferozes, prensando-o com mais força do que o necessário, fazendo Stiles gemer e choramingar pela dor de seus ossos sendo machucados daquela forma bruta. O corpo claramente mais forte que o seu posicionou-se contra suas costas, movimentando-se sobre ele enquanto – o que Stiles não queria descobrir o que era – esfregava sua dureza contra as nádegas do menor.

Tentou gritar, mas sua voz não saiu pela garganta a fora, sendo abafada aos seus ouvidos. Remexeu-se em seu enclausuro, mas ao sentir os ossos dos ombros doerem pela movimentação bruta ele foi obrigado a deitar-se e... rezar. É. Stiles estava para virar padre de tanto que estava rezando ultimamente.

Os corpos em atrito emanavam calor constante pela fricção de peles, ardidas em chamas hormonais, causando correntes elétricas através deles. Gemidos baixos espalhavam-se pelo ar, expondo o desejo e prazer que o ato em si atiçava nos dois. Sim, porque Stiles podia não desejar aquilo, mas que seu corpo reagia era algo óbvio... e nojento. Ele sentia seus ouvidos arderem e ele tinha vontade de chorar pelo rosnado misturado a gemidos humanos cheios de malicia, a língua úmida que lhe tocava a pele sem pudor algum, as mãos grandes e firmes que lhe prendiam de bruços enquanto aquele membro duro e... grande – GIGANTE – se esfregava com ímpeto contra suas nádegas.

Um rosnado mais alto retumbou contra suas costas, assim que a língua travessa e assediadora se fixou em suas costas, fazendo um carinho possessivo na linha da coluna vertebral. Presas arranharam sua pele, fazendo um arrepio subir sua espinha dorsal e suas próprias cavaram a escuridão, prendendo-se em um tecido macio e irreconhecível.

A falta de ar estava fazendo-o quase perder os sentidos, quando em um ultimo suspiro forçado, ele pôde ouvir seu próprio gemido escapar entre o travesseiro de seu quarto, fazendo-se ecoar pelo ambiente. Talvez, somente talvez, assim Derek tenha acordado de seu torpor sexual, suas mãos soltando os braços de Stiles, para começar a explorar seu corpo nu, marcando-o com suas unhas grandes, fazendo-o sangrar nos lençóis de sua cama.

Gemeu mais alto, tossindo pela garganta machucada, curvando-se para frente quando as mãos do lobisomem agarraram suas nádegas e as separaram com brusquidão. Em um movimento, Derek raspou sua entrada com o membro pulsante.

Stiles arregalou os olhos assustados e tentou escapar. Agarrou a cabeceira da cama, erguendo o corpo para fugir, mas o lobisomem rosnou ameaçador, espalmando as mãos peludas contra a cabeça de Stiles e o fez afundá-la novamente contra o travesseiro. Debateu-se, lutou contra aquilo, gemendo e choramingando. – Não... não, por favor, não!

Um latido estranho, um tanto mais fino e menos impressionante que os de Derek. Stiles franziu o cenho, mas ignorou, tentando tirar as patas do lobisomem de cima de suas costas, o pânico o acometeu. O membro grande e duro posicionando-se contra sua entrada, cutucando-a propositalmente, mas nunca o penetrando. – NÃO! – soltou o grito, tentando fechar as pernas, a mão do lobo tentando conte-lo – POR FAVOR, POR FAVOR, DEREK! PARE! – gemeu desesperado o nome do lobisomem, soluçando em convulsão. – D-Derek, por favor... ahh... Derek!

Ele rosnou de novo, dessa vez um rosnado mais alto, longo, raivoso, quase ensandecido. O corpo forte ergueu-se em seus joelhos, descolando seu corpo de Stiles, liberando-o para uma lufada profunda e desesperada por ar. O lobisomem uivou, um uivo sofrido, duro, quase um clamado!

Stiles virou ligeiramente o corpo, tentando escapar, mas então braços de um pelo loiro e pálido o abraçaram e o corpo forte deitou-se sobre ele novamente. Gemeu assustado, tendo o lado de seu rosto lambuzado e babado enquanto o lobisomem loiro começava a investir contra ele novamente. Dessa vez mais duro, firme, violento. A pélvis ossuda do loiro o açoitando as nádegas macias, suas pernas sendo forçadas a se separarem ao máximo possível para que o membro grande se esfregasse melhor em sua bunda.

Um uivo zumbiu contra seu ouvido quando o lobisomem curvou-se sobre ele, jogando sua pélvis contra sua bunda, duas, três vezes e um líquido quente e viscoso se espalhou por suas costas e nádegas, lambuzando-o.

Sua bile subiu pela garganta, fazendo-a doer e amargar. Suas mãos, fechadas em punhos, tentavam a todo o custo impedir que os gemidos humanos e cheios de prazer, ou melhor dizendo, satisfação no que fizera chegassem aos seus ouvidos. Mais ainda, Stiles chorava ferido, magoado, acovardado pelo o que sentira. Ele... ele sentira prazer, de inicio, óbvio, mesmo com a confusão, com o medo e com a clara... excitação da situação em que se encontrava com o lobisomem loiro.

Seu rosto fora imprensado de novo no travesseiro, com um rosnado de ameaça e Stiles não se mexeu, não fez nada, nem sequer respirou. Sentiu o corpo suado sair de cima do seu, as mãos, agora humanas de novo, arrastando-se pelo seu corpo e desenhando as gotas de sêmen em suas costas, brincando com sua bunda redonda. Então o frio e a solidão do quarto se fez presente.

Stiles estava sozinho de novo.

Trêmulo, fraco, marcado, ferido... morto.

Stiles estava morto.

Por que, mesmo agora, com a adrenalina fazendo seu cérebro trabalha a mil por hora, depois de tudo. Ele podia entender que estava morto, ao menos... ele sentia como.

Se não fosse assim... logo estaria. Algo dizia dentro dele que aquilo não era a última vez, muito menos que aquilo não chegava nem perto do que estava pela frente.

E de olhos arregalados, com o coração na boca, misturando-se a sua bile e um desejo insano de atirar em si mesmo, Stiles percebeu que Derek não tinha pelos loiros. Não. Derek era moreno, pelagem escura como a noite, como a escuridão que o perseguia, como o frio.

Aquele lobisomem não era Derek.

E o que aquilo importava? Stiles não sabia dizer! Stiles não queria saber! Porque, sinceramente, quais motivos, um homem morto gostaria de conhecer ou entender o seu assassino?

Stiles era um homem morto.

Notas finais
Enfim, ai está o segundo capítulo da fic. Não tenho de me repetir não é? Grandes ideias possuem uma grande necessidade de reviews! *cantando*
Obrigada a todos que comentaram a fanfic e que chegaram até aqui, eu fiquei realmente feliz com os comentários e espero poder lê-los novamente com esse capítulo. Um beijo a todos, quero suas opiniões sobre esse novo lobisomem, curiosos não hesitem em perguntar ou dar indicações, ainda estou em uma "pequena" dúvida do que irá acontecer com este lobisomem e quero a opinião de vocês para decidir, igual ao meu Derek!