Animadora de festas

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Nome: Kuchiki Rukia.

Ocupação: Estudante.

Atividade extracurricular: Animadora de festas.

“Por que mesmo que eu estou aqui?” – Pensava um garoto de estranhos cabelos laranja que segurava um copo de refrigerante quente – “Lembrei, culpa do meu diferente pai que achou que as minhas irmãs precisavam de animação e resolveu dar uma festa com tudo a que tem direito” – o garoto concluiu o pensamento rolando os olhos.

Ele sabia que o pai queria o bem das filhas, principalmente quando estava chegando o dia do ano que completariam oito anos da morte da mãe.

Ele suspirou dando um gole no refrigerante, fazendo uma careta em seguida. Aquilo parecia xixi.

Olhou ao redor. Apenas crianças. Crianças em seus dez e onze anos. Pirralhos infernais.

Bufou. Não sabia o que ainda estava fazendo ali, talvez soubesse, mas preferia esquecer o motivo se não teria mais razões para querer estrangular o pai. Queria esquecer que estava com aquele nariz de palhaço. E pior ainda, queria esquecer o horrível macacão vermelho de pintas brancas que usava, ah se queria!

“Tudo pelo bem das minhas irmãs” – ele repetia isso em pensamento como se fosse um mantra. Ou isso ou era o pai estrangulado. Suspirou cansado.

Olhou mais uma vez ao redor identificando suas irmãs que se divertiam um pouco longe dali, viu também o seu pai que puxava um trenzinho, rolou os olhos, talvez pela milésima vez naquele dia, diante da cena bizarra que viu. O velho não tinha jeito mesmo.

Viu o seu tão odiado primo Kon, ele se divertia – embora tivesse a mesma idade de Ichigo – cantando junto com os pirralhos uma dessas músicas barulhentas que dão dor de cabeça só de ler a letra.

Viu sua vizinha e também colega de classe, Inoue, ela se divertia brincado de adoleta com uma das pirralhinhas. Como será que ela conseguia? Isso era uma incógnita para Ichigo.

Virou o corpo olhando para a direção contrária, vendo desse ângulo um dos animadores da festa. Ela uma garota, não conseguiu visualizar o seu rosto, mas ela era baixinha e estava fantasiada de coelho cor de rosa, só poderia ser louca! Como que alguém poderia escolher trabalhar com isso?

“Tudo bem” – Ichigo pensava – “pode ser que ela tenha que sustentar uns cinco ou seis filhos, mas tem que ser um coelho rosa? Faz-me lembrar até aquela doida” – ele balançou a cabeça tentando esquecer os milhares de desenhos maus feitos de coelhos esquisitos que invadiram a sua mente.

Ichigo continuou escondido mais um tempo atrás da coluna que tinha ali. Não queria ser abrigado a animar aquela festa já tão animada.

Só seu pai mesmo para fazê-lo se fantasiar de palhaço!

“Tudo pelo bem das minhas irmãs” – ele continuava a repetir em pensamento.

Ele estava concentrado em repetir isso até que um grito invadiu a sua tão pacifica mente.

- Ô palhaço! – Alguém o encontrara no seu esconderijo, e aquela voz não lhe era estranha...

- O que foi?! – Ele falou com toda a boa educação e calma que lhe restava.

- Ichigo? – A pequena figura encarou o palhaço.

- Rukia?! – O jovem visualizou o coelho cor-de-rosa.

- Por que você está vestido de palhaço? – Ela estava verdadeiramente surpresa. Achava que era mais fácil Ishida, o nerd da sua classe, se vestir de palhaço do que Ichigo, achava que era mais fácil ele cometer um crime a fazer isso.

- Eu é que pergunto. O que faz você aqui vestida de coelha? – Ele estava de olhos arregalados, surpreso, mas não tanto. Mas se fosse qualquer outro bicho, aí sim ele se surpreenderia, porém Rukia vestida de coelho não era surpresa, não era a primeira vez que ele a via assim.

- Perguntei primeiro baka! – Ela como uma boa moça educada respondeu, dando em seguida uma voadora no palhaço fazendo com que algumas crianças que estavam perto rirem de Ichigo, porém assim que viram a cara assassina de Ichigo chegaram a conclusão que aquele não era o lugar mais divertido da festa para ficar.

- Meu pai que está dando essa festa – ele estava emburrado – então ele me obrigou a usar isso, se não eu teria de dormir fora de casa.

- Interessante – Rukia tinha um sorriso irônico nos lábios, o que deu uma vontade imensa em Ichigo de lhe dar um soco.

- E você? Por que raios que parta está vestida de coelho?

- Eu sou animadora de festas! Não é obvio? – Ela disse como se fosse a coisa mais natural do mundo.

- Claro que não é obvio se não eu não teria perguntado – Depois dessa Ichigo levou outro cascudo.

- Baka! Eu trabalho nos finais de semana com isso. Meu Nii-sama achou que seria bom para o meu currículo eu ter essas atividades extras! E além do mais eu ganho uma rendinha no final do mês a mais. Diferente de você eu não sou vagabunda – ela deu um sorriso vitorioso quando percebeu que Ichigo estava da mesma cor do cabelo de tanta raiva que sentia da pequena.

- Eu não sou vagabundo, e você fica gorda com essa roupa.

- Não fico! – Ela gritou atraindo olhares de algumas crianças.

- Fica sim, é só olhar no espelho que você vai ver que se acrescentaram cinco quilos na sua barriga – Ichigo sorria debochadamente vendo o desespero se instaurar de Rukia.

- Eu não estou gorda! – dessa vez ela não gritou, mas sim rosnou para Ichigo, sua paciência estava acabando, e ele era a pessoa certa para descontar.

- Além de gorda é estressada, ou seria TPM? – Ichigo não sabe o que aconteceu depois, só sabe que sentiu algo quente em sua bochecha. As unhas de Rukia fincaram fundo nela.

- Baka! – O tom de Rukia foi preocupado – Olha só o que você me fez fazer! – Vem cá! – ela o arrastou para fora da festa por uma porta lateral, ela abriu a porta e arrastou Ichigo para fora, o fazendo sentar-se na escadinha que lá havia.

A porta fez um barulho seco quando foi fechada, e Rukia pedia a Deus que ninguém houvesse escutado e que também ninguém desse falta deles.

- Sua maluca! – Ichigo disse baixinho, seus dedos estavam manchados com seu sangue. Havia três arranhões fundos feitos pelas unhas de Rukia na sua bochecha do lado direito – Você é um Wolverine da vida ou tem lâminas nas unhas?

- Baka! Eu já disse que foi você o culpado pelo o que aconteceu, nada teria acontecido se você soubesse manter essa boca suja fechada – a pequena falou enquanto com uma toalhinha limpava o sangue do rosto do jovem.

- Apenas eu fui o culpado?

- É melhor ficar calado.

Rukia continuou a limpar o rosto dele até perceber que o sangue havia parado de escorrer. Teve de admitir, ela havia sido um pouco violenta de mais com ele, admitia isso para ela mesma, mas nem mesmo por tortura admitiria isso para ele, isso nunca!

Ichigo pensava no que falara. Uma parte dele lhe dizia que fora de mais, que deveria pedir desculpas, sua consciência pesava, mas outra parte lhe dizia que apenas ela era a culpada, que ela estava estressada de mais e que ela não deveria ficar descontando isso nos outros, e principalmente nele.

Enquanto Ichigo continuava com a sua batalha interna se deveria ou não pedir desculpas ele não percebeu que Rukia havia parado de mexer em sua bochecha e que agora estava sentada muito quieta ao seu lado.

- Desculpa – foi o que ele escutou vindo na voz agora calma e baixa de Rukia. Primeiro ele se sentiu surpreso, e depois envergonhado. Deveria ter sido ele a pedir desculpa primeiro; ele havia provocado.

- Desculpe-me também, eu não deveria ter te provocado.

Ficaram em silêncio durante um tempo. Rukia olhava para as suas mãos, envergonhada. De repente o clima ali havia se tornado pesado de mais.

A lua estava grande e redonda a cima das suas cabeças, as estrelas brilhavam e uma brisa suave afagava lhes o rosto.

- Rukia – a voz de Ichigo não tinha irritação e nem culpa, ela estava suave, tão quanto à brisa que bagunçava lhes os cabelos.

Rukia levantou a cabeça se deparando com os olhos castanhos de Ichigo, eles estavam como que derretidos. Ichigo se via refletido nos grandes olhos turquesa dela. Era um poço profundo.

- Sim? – A voz dela foi baixa, como se falar alto fosse atrapalhar o momento.

- Você não está gorda, você nunca foi gorda.

Ela sorriu, queria escutar isso dele.

- Que bom que sabe – ela resmungou baixo, mas não tão baixo que ele não pudesse escutar. Ichigo sorriu, ela não estava magoada.

- Vamos voltar?

- Não – ela respondeu e completou – lá está quente e barulhento, vamos ficar aqui mais um pouco.

Ichigo se aproximou mais, enlaçando-a pela cintura e a aconchegando ao seu lado, fazendo-a encostar a cabeça em seu peito. Deu lhe um beijo nos cabelos e lhe afagou a face delicadamente, amava esses momentos.

- Você está certa.

- Baka, eu sempre estou certa – ela resmungava, fazendo o jovem sorrir – e me diga como é que o meu namorando não sabe que eu trabalho nos finais de semana? Você achava o que? Que eu não saia com você para ir ao cinema por que tinha um amante? – Ela falava ranzinza, cada vez mais mal-humorada.

- Eu não achava nada, agora cala a boca e veja a lua – ele beijou novamente seus cabelos e quando ela levantou a cabeça para poder ver a lua ele delicadamente deu lhe um beijo nos lábios, ficando ambos em seguida apreciando o momento que era apenas testemunhado pelas estrelas.

- Eu te amo baka.

- Eu é quem deveria dizer isso primeiro – ele beijou-a novamente e completou a poucos centímetros do rosto dela – eu te amo primeiro nanica.

Eles riram e se beijaram nas demoradamente dessa vez.

Até que uma festa de crianças em um domingo à noite não era de todo mal, principalmente quando sua namorada era uma coelha cor-de-rosa.

Fim

FanFic meio bobinha mais que eu gostei muito de fazer xD

Espero que tenha sido do agrado de vocês!

Digam a sua opinião: Devo continuar a escrever Bleach ou devo me jogar de uma penhasco e voltar a escrever apenas Naruto?? – SUASUAHSUASHU — ;P

Bjuxx ;**

Ja ne – xauzin

Reviews?

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!