Anima Dead- Fic Interativa
17 Maya / Howard Capitulo 3-Confronto.
Notas iniciais
Maya
Dia 2-
Meu deus. Isso me pegou de surpresa, eu até estava tirando uma boa impressão de Dave e seu amigo Harry, mas nunca imaginei que eles estariam fazendo algo desse tipo. Nem fodendo que deixarei. Uma coisa que odeio é opressão, ameaçar os fracos. Howard diz enquanto fico parada com as mãos ao ar pela mira de Harry:
– Está tudo bem. Não vamos atrapalhar. Venha Maya. – Ele diz enquanto anda em direção a perua. Dave sorri e aponta a arma para o homem do portão. Harry tira a mira de meu rosto também.
– O que está fazendo Howard? – Digo bem baixinho enquanto caminho ao seu lado.
– Não tem nada que possamos fazer. Eles vão acabar nos matando e matando as pessoas dai. Não vamos agir por impulso, temos que pensar melhor antes de arriscar nossas vidas.
– Você está ficando maluco? Vai deixar eles morrerem na mão de dois idiotas? É isso? – Ele me ignora e continua a caminhar. – É um covarde mesmo Howard. – Ele ainda ignora, tenho que fazer algo com esses desgraçados ou não me chamo Maya.
Olho para trás, estão distraídos conversando com o homem do portão, é a hora. Estendo minha mão em direção a arma de Howard que está presa em sua cintura por baixo da calça na frente. O agarro por trás, ele para. Deito minha mão em seu abdômen, ele dá uma olha por cima do ombro vendo minha expressão de raiva.
– Pode pegar. Sua mira deve ser melhor que a minha. Mas tome cuidado. – Sorrio. Vou descendo minha mão para chegar até a arma, que abdômen definido, hum. Enfio minha mão por dentro de sua calça e pego a arma, admito que deu vontade em pegar outra coisa que não fosse a arma haha. Mas isso não vem ao caso. Vou puxando a arma com cautela de dentro de sua cintura. – Cuidado pra não atirar no meu pau. – Ele diz meio amedrontado. Sorrio e retiro a arma por completo.
– Vá para a perua. – Me viro com a arma em mãos. Vou em rumo a Dave e Harry. Agora tenho fazer meu melhor para não sair daqui em um caixão.
Miro em Harry primeiro, ele tem que ser o primeiro por carregar uma arma maior. Ele está de costas com a arma abaixada. Dou três tiros. Um pega em seu ombro, o outro nas costas perto do pescoço e o terceiro perto do quadril, ele grita e vai de encontro ao chão com seu corpo envergado. Dave vira gritando:
– Puta desgraçada! – Ele atira com sua Ak-47 várias vezes, salto atrás de um carro batido que está perto. Os tiros ricocheteiam e destroem o solo onde atingi. Ele não para de atirar e gritar. A puta aqui é ele e não eu. Entro embaixo do carro.
Só consigo ver seus pés se aproximando, ele percorre por volta do carro. Giro para lado contrário de onde ele está, já sai de baixo do carro. Me escondo estreitamente atrás de uma das rodas. Escuto o som de sua arma batendo no chão, ele deve ter se abaixado para olhar embaixo do carro. Salto por cima do capô e o vejo abaixado, ele me olha. Aponto a arma para sua cabeça e...Oh merda! A munição acabou. Dave ao notar salta em minha cintura e me derruba de costas no chão. Ele está encima de meu corpo e começa a me enforcar com sua arma jogada no chão. Ele é mais forte do que eu, não consigo lutar... E...
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Dia 3-
Eu morri? Acho que ainda não.
Desperto repentinamente, como se tivesse acordado de um pesadelo. Olho em volta e está totalmente escuro, que lugar é esse? Escuto o gemido das criaturas bem baixinho. Merda! Vou me dirigindo cautelosamente até um canto da sala escura, minhas costas batem em uma parede. Fico lá parada com o coração acelerado. Os gemidos aumentam, merda! Merda! Merda! Escuto um barulho vindo de outra sala, depois o som da porta abrindo, um feixe de luz entra quase me cegando. Veio de um corredor, lá está Ruby e dois homens armados. Ela me olha seriamente. Lembro que tivemos uma conversa pela manhã, ela me pediu para ajudar a cuidar dos feridos, se mostrava uma mulher solidária e bondosa, mas acho que isso está mudando. Ela acende a luz e se revela um quarto de hospital. Com várias camas e armários. Nos cantos estão alguns zumbis acorrentados nas camas que está presas no chão, eles são crianças, idosos e mulheres. Todos em estado avançado de decomposição, por isso o mal cheiro. Tento me mover mas também estou acorrentada, só que com as duas mãos no teto em uma barra de aço que atravessa a sala, é onde ficam as cortinas. Ruby diz enquanto se aproxima.
– Se você gritar ou tentar alguma coisa. Vai morrer.
– O que está acontecendo aqui!? – Ela dá um tapa forte em meu rosto.
– Você aleijou Harry. E tentou matar Dave. Você é uma assassina e está ameaçando a segurança das pessoas daqui!
– O que!? Aqueles malucos queriam matar pessoas inocentes para tomar seus mantimentos. Eu sou a assassina aqui?
– Você tem que entender que o mundo não é mais o mesmo. Os mais fortes sobrevivem agora. E seu ataque resultou em mais um dia que essas pessoas vão passar fome. E ainda aleijou uma pessoa muito querida aqui sua puta desgraçada! – Ela me dá um soco, cuspo sangue no chão.
– Vocês são malucos. Só isso a dizer. – O sangue escorre por minha boca. – E me manter aqui vai te trazer vingança? Me mate logo. – Ela se levanta sorrindo.
– Não. Quero que sofra um pouco. Meus homens aqui se encantaram com você. Eles estão com seus paus latejantes para te foder. – Olho com nojo para os homens.
– Não tinha uns mais bonitinhos não? – Eles ficam irritados. Um chuta minha barriga enquanto rio. O outro começa a desabotoar sua calça. Ruby o impede.
– Espere! Me de sua faca. – Um dos homens retira do coturno uma faca pequena e bem afiada. Ela pega e me encara com um olhar malicioso. Seus homens me levantam e me imobilizam com um sinal dela.
– O que você vai fazer sua vadia? – Ela puxa minha camisa e a rasga com a faca deixando a mostra o vinculo de meus seios. Fico olhando meio tremula. A faca é colocada por baixo de meu sutiã e ela posiciona embaixo de uma artéria. Começa a pressionar bem devagar, até se fazer um pequeno corte e escorrer um pouco de sangue. Mas um homem surge na porta também armado, ele diz:
– Senhorita! Oh... – Ao vê-la tentando me furar com a faca ele se vira sem jeito e assustado.
– O que foi Neville? – Ruby retira a faca de meus seios e fica segurando-a.
– É que aquele cara que veio junto a Dave. Ele quer falar com você.
– Justo agora? Que merda! Venham! – Os homens a seguem e ela deixa a faca cair perto da porta que se fecha. A escuridão volta, minhas pernas tremem, por fora posso estar calma mas por dentro estou desabando de tanto medo... Não quero ficar aqui, não mais...
O que faço? Penso enquanto escorrem lágrimas por meu rosto.
Escolhas:
1- Esperar.
2- Tentar se soltar.
3- Gritar por ajuda.
4- Tentar soltar os zumbis.
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