Anima Dead- Fic Interativa
43 Kim Williams- Capitulo 6 - A origem.
Notas iniciais
Esse capitulo como já viram no titulo vai explicar um pouco da historia de tudo isso. Espero que gostem dele. Até o próximo.
Kim
08 de Julho
Na noite anterior tentei ir até a casa do pai de Emily para tentar tirar algumas informações e provas para inocentar Jimmy. Mas acabei me deparando com uma terrível descoberta, ao interrogar o homem em meio de perguntas e mais perguntas acabei descobrindo que ele era o assassino de sua própria filha. Josh acabou sendo rendido por ele e me fez entregar minhas armas, ele é um homem forte já que foi lenhador um dia. Depois só me lembro de ser dopada e escutar o som do motor do carro. Não sei onde estou, nem se estou viva.
Abro meus olhos que estão embaraçados, tento reconhecer rapidamente a área que estou. Vejo arvores que vão girando em minha visão como se seus galhos tivessem vida. Boto a mão em minha cabeça e tento recompor minha consciência e visão. Aos poucos ela vai melhorando e a tonteira passando. Estou em uma floresta, toda coberta por neve, o frio é imenso. Tento me mover mas acabo trombando em algo feito de metal, percebo que estou cercada por barras de ferro, reconhecendo melhor acabo notando que é uma pequena jaula de ferro enferrujado, oh merda! No canto da jaula tem uma faca não muito grande, pego ela. Tento me mover mas minha mão está acorrentada em uma das barras. Cadê Josh? Começo a procura-lo ao meu redor, se ele está aqui tenho certeza que não está muito distante de mim. Vejo outra jaula a uns três metros da minha, lá está Josh acordado fumando um cigarro também acorrentado. Porque ele não nos matou?
- Você está bem? – Escuto sua voz meio rouca, ele solta a fumaça pelo nariz e se senta encostado nas barras. Tá um frio da merda aqui, pelo menos ele deixou nossas roupas.
- Estou... Não sei, e você? Como está?
- Estou bem. Parece que nos demos mal dessa vez.
- É... Uma hora dessas Jimmy deve estar sendo executado injustamente... – Digo também sentando perto das barras. Não há nada que eu possa fazer.
- É uma lástima muito grande.
- Sim...
- Porque você acha que ele não nos matou?
- Não faço a menor ideia. Talvez ele vá nos torturar ou coisas do tipo... Não quero nem pensar nisso... – Ele continua a fumar seu cigarro dando várias tragadas.
- Quer dizer que vamos morrer.
- Sim...
- Então... Acho que está na hora de te contar o que eu sei. – Como assim? Ele não me contou tudo? Mudo minha fisionomia para curiosa e ao mesmo tempo impaciente. Se ele esteve escondendo algo de mim esse tempo todo, agora é a hora de botar as cartas na mesa e dizer tudo que sabe mesmo.
- Contar o que sabe? Então você mentiu quando te encontramos a dois meses atrás?
- Não. Eu só não contei tudo pois acreditava que logo teria a cura e se as pessoas que não são “importantes” soubessem a verdade. – Ele disse fazendo aspas com os dedos. O que isso quer dizer? Eu não sou importante e completou? – Iria gerar um certo tipo de polemica voltada ao governo não só americano mas como também de outras grandes nações que se envolveram neste projeto.
- Eu... Não estou entendendo... Não poderíamos saber o porquê de todos mortos voltarem a vida pois senão o governo perderia todo seu poder? Foi o que entendi do que disse.
- Correto. Não só poder, mas dinheiro também, muito dinheiro. E o mais importante. O respeito de seu povo. – Ainda não estou captando muito bem a ideia.
- E o que aconteceu de tão ruim assim? – Indago apreensiva.
- Bem... Tudo começou a cerca de dez anos atrás quando a Rússia encontrou em suas propriedades uma caverna submersa. A descoberta foi feita por um cientista chamado Dimitri Khrushchev. Então o exército russo bloqueou todos locais possíveis que eram de acesso a esta caverna, o exército rondava por lá e vários cientistas foram chamados para fazer pesquisas. O que eles diziam nos jornais era que encontraram diamantes no fundo da caverna. Mas era tudo mentira. O que encontraram de verdade era algo que eles acreditavam que iria mudar a humanidade.
- E o que era? – Digo em um tom de interesse muito grande.
- Encontraram algo terrível mas mal sabiam disso. Era uma espécie de organismo que surgiu lá dentro não se sabe como. Ele se movia e era pegajoso como uma lula. Eles o levaram para fazer pesquisas e tentar descobrir sua origem. E nesse meio tempo os Estados Unidos e a Checoslováquia já estavam sabendo do estranho organismo por meio de espiões. Então eles decidiram se intrometer e a Rússia acabou os colocando no meio das pesquisas com medo de espalharem a verdade pelo mundo. Era algo só deles, algo que não queriam dividir com ninguém, em suas mentes eles tinham em mãos o pote de ouro do fim do arco-íris. Eles sabiam que aquilo era algo totalmente novo. Inédito. – Arregalo os meus olhos explodindo de curiosidade com a cabeça entre as barras de ferro da jaula. Josh continua. – Todos estavam apreensivos e começaram a fazer as descobertas o mais rápido que conseguiam. Tinham os melhores cientistas, os melhores agentes.
- E o que descobriram? – Indago balançando as barras da jaula impaciente.
- Aquele organismo de certa maneira tinha infectado a todos que tinham entrado em contato com ele, era algo que ficava no ar, uma espécie de vírus desconhecido e mortal. Então todos cientistas russos que o tinham encontrado na caverna antes morreram logo. Isso incluiria Dimitri. Mas não, ele foi o único dos quarenta e cinco cientistas que não morreu. E em cerca de duas horas os que morreram voltaram a vida com instintos selvagens e canibais. Foram todos eliminados pelos soldados. Dimitri foi colocado em quarentena e o organismo permanecia em uma sala toda lacrada, só entrava lá aqueles que tinham máxima proteção. Roupas especiais, mascaras. Tudo para evitar uma possível infecção pelo novo vírus. Então começaram as pesquisas com Dimitri. Examinaram ele de todas maneiras possíveis e o que ele tinha em seu corpo era algo que combatia esse vírus, anticorpos poderosos que o deixava imune a infecção causada pelo organismo. Tiraram muito sangue do pobre cientista. Tudo para deixar guardado caso as coisas ficassem críticas. Então as pesquisas continuaram e os homens não dormiam, eles queriam saber o que era aquilo, da onde veio e como foi para lá. Nada tinha respostas. A conclusão que chegaram é que aquilo não pertencia a esse planeta e era um organismo alienígena que deve ter chegado a terra por algum fragmento de meteoro ou não se sabe o que.
- Meu deus! Isso é.. Isso é bizarro, é surpreendente e.. e...
- Continuando. Então a Rússia junto aos Estados Unidos e a Checoslováquia reconheceram o enorme poder que tinham em mãos e a partir do organismo criaram várias vacinas com doses exatas e a injetavam em cobaias humanas. A maioria eram homens que receberam sentença de morte ou estupradores. A vacina era aplicada e em minutos eles se transformavam nas criaturas canibais. A partir da vacina e dos vários experimentos eles desenvolviam vacinas mais poderosas e por ai foi indo. Testavam todas as vacinas em Dimitri mas não dava em nada, o cientista só sentia uma enorme dor no corpo e febre mas não se transformava em um infectado. Dimitri sabia que o que estavam fazendo era errado, eles queriam criar uma vacina que seria utilizada por soldados para poderem regenerar seus ferimentos em combate. Era a arma perfeita, ainda mais para os Estados Unidos que na época estavam em um terrível confronto com o Iraque. Eles queriam vencer a qualquer custo. Mas na tentativa de criar a vacina especial acabaram fracassando e matando todas as cobaias. Então eles continuaram suas pesquisas ao longo dos anos e manterão esse projeto bem no fundo do poço onde ninguém podia enxergar. Mas algo acabou dando errado. Aqueles que eram contra o projeto conseguiram se infiltrar e roubar várias amostras das vacinas e fugiram. Todos só esperavam o pior. E foi o que aconteceu. Não se sabe como o vírus se espalhou rapidamente pelo mundo todo e gerou esse apocalipse. Esse é praticamente o fim dos tempos mesmo. E é isso. – Ele encerra e acende outro cigarro. Fico perplexa de tanto que me impressionei com a história, eu não consigo acreditar nisso, é algo tão complexo e bizarro e...
- E como você sabe disso tudo? – Ele para de fumar o cigarro, a fumaça sai por sua boca e ele fica me olhando sério. Em seguida responde calmamente.
- Porque eu não sou um cientista. Sou um agente do governo americano de grande renome. E eu presenciei tudo isso a cerca dez anos atrás. — ... Eu...
Escolhas:
1- Cortar a mão acorrentada com a faca.
2- Esperar por ajuda.
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