Anima Dead- Fic Interativa
22 Kim Williams- Capitulo 4- Cigarros.
Notas iniciais
Kim
Armas:
Pistola M9 (4/15)
Itens:
Feijão enlatado x2
Barras de cereais x4
Lanterna
Mapa local
Kim
Dia 4-
Foi uma bela descoberta ontem. Jimmy me convidou para um jantar, tive que recusar, não quero mesmo me relacionar com ninguém daqui, são muito velhos para mim. Não que seja um preconceito meu, mas é que acho que é melhor não ter ninguém do que uma pessoa que pode morrer a qualquer instante.
A luz penetra meus olhos, já é manhã, noite passada tomei um delicioso banho quente, comi uma bela refeição e dormi bem. Ahh que relaxante, meu quarto está meio bagunçado, quando tiver mais tempo vou organiza-lo do meu jeito. Está fazendo frio mesmo faltando dois meses para o inverno. Me levanto e vou até meu novo guarda-roupas, lá guardei algumas roupas que tinha em minha mochila. Tá na hora de trocar esse shorts. Visto uma calça jeans, uma camisa com mangas curtas verde e uma jaqueta de frio bem confortável preta. Agora temos agua para poder escovar os dentes e fazer necessidades em paz, haha.
Saio de meu quarto e o tranco com minha chave, vejo Jake atirando pedras em garrafas vazias, ele não está falando muito ultimamente, acho que Penny era sua namorada... Coitado dele. Gaspar está ajeitando seu jipe, acho que ele vai sair. Ele pega alguns galões vazios de gasolina e joga na traseira do carro, vou rumo a sua direção. Ele veste uma jaqueta do exercito com um emblema no ombro. Sua barba está crescendo. Ele monta no jipe e me olha.
– Bom dia. – Aceno e sorrio colocando as mãos nos bolsos da jaqueta.
– Aonde está indo?
– Estou indo atrás de gasolina em um posto aqui perto.
– Hum. Posso ir com você?
– Pode. – Subo no jipe, bem, não tomei café da manhã. Mas isso deixa pra depois quando voltarmos, se voltarmos.
Jake abre o portão, ele passa por ele e sai pela estrada com seu jipe barulhento. Seu rifle está do lado junto a uma espada japonesa. Eu nunca tinha visto ela aqui.
– Interessante, nunca tinha notado que você tinha uma espada. – Digo a pegando em mãos e examinando, a bainha é banhada a ouro e tem algumas escritas em japonês. É uma bela arma, puxo a lamina para fora da bainha e fico admirando o brilho retumbante da arma.
– Eu a tenho há quase quatro anos. É uma Ninjaken, era uma arma usada pelos ninjas desde a época de Naga, como o nome já diz. É uma das armas mais comum e de maior reputação que um ninja pode carregar. Ela é pequena podendo ser manejada com uma só mão e é facilmente acessível, não tendo dificuldades para tira-la da bainha no meio de um combate. – Ele diz ainda mantendo o foco na estrada. Que bela espada e uma historia interessante, nunca tinha visto uma arma dessas de verdade, as que toquei antes eram só replicas, mas essa aqui parece muito afiada.
– Uau! Isso é o máximo. – Gaspar sorri por uns instantes.
– Eu comprei ela por dois mil dólares de um major japonês. Nós éramos amigos, ele me apresentou a arte da espada. E desde então me interessei.
– Você treinava com essa espada em uma academia?
– Eu era quase mestre na arte. Só que para me tornar um mesmo demoraria uns quinze ou vinte anos. – Esse cara é major e quase mestre em luta de espadas, acho que encontrei o lado certo para ficar mesmo.
– Isso é incrível!
– Eu sei. – Gaspar não demonstra muito suas emoções, ele geralmente fica calado ou pensativo. Mas até que ele é um cara legal.
Um posto de gasolina está próximo, ele fica olhando um mapa que está aberto encima de sua cintura. Me levanto apoiando as mãos nas bordas da vidraça do jipe enquanto ele para em frente ao posto abandonado. Vejo alguns zumbis mortos com as cabeças esmagadas e um grupo de homens linchando uma pessoa que grita por ajuda. Gaspar pega sua espada e coloca nas costas, o rifle ele empunha em mãos e desce do jipe apontando a arma para os homens.
– Que merda é essa!? – Ele grita irritado com os homens que não sentiram sua presença, eles param de bater no pobre coitado, é um homem de cabelos curtos castanhos, olhos azuis e barba rasa, veste um terno social e é bem bonito. O homem retira as mãos do rosto, ele estava o protegendo, os meliantes carregam bastões e barras de ferro. O homem bonito parece machucado. Um dos meliantes veste roupas de motoqueiro, tem os cabelos compridos e barba grande, aparenta estar nos quarenta, ele é forte, este homem responde enquanto os outros ficam calados:
– Esse filho da puta aqui é um maldito cientista! Ele que causou essa porra toda cara! – Linchar um cientista por achar que ele sozinho foi a causa disso tudo? Esses caras são muito burros pelo visto. Desço do jipe mostrando minha presença, os homens ficam me olhando de cima em baixo e assoviando bem baixinho, descarados. Um deles diz:
– Gostosa. – Gaspar aponta a arma para o descarado.
– Cala a boca! E você ai. – Ele aponta para o cientista gato. – Vem aqui. – O homem de cabelos compridos entra na frente do cientista que estava se levantando.
– Qual é cara? Tá querendo levar o cientista aqui achando que vai ser numa boa?
– Não me faça repetir. – Diz Gaspar já irritado.
– E tu vai fazer o que? Botar uma bala na minha testa? Pelo menos luta que nem homem. – Gaspar abaixa sua arma bem devagar.
– Você quer lutar comigo? É isso que tá querendo dizer? – O homem acena a cabeça positivamente.
– Exatamente. Eu e voc.. – Gaspar acerta um soco que pega na reta do maxilar do homem, consegui ouvir até seu queixo se deslocando e os dentes voando junto ao sangue. Ele cai no chão inconsciente e com sangue escorrendo pela boca e narinas. Os homens se preparam para atacar mas tiro minha arma e aponto para eles junto a Gaspar que já esta empunhando seu rifle.
– Vocês dão o fora daqui. Agora! – Ele dá um tiro para o alto e os homens saem correndo pela estrada xingando, o cientista recebe ajuda de Gaspar para se levantar.
– Eu cuido dele, vá pegar gasolina Gaspar. – Digo me aproximando do homem, Gaspar concorda e vai até a traseira de seu jipe pegar os galões para abastecer. O homem bate as mãos em seu terno tirando a poeira, abro minha mochila e pego um lençol que usava na cabeça para me proteger do sol. – Permite? – Digo aproximando o lençol dos ferimentos em seu rosto.
– Vai em frente. – Com o lençol vou limpando o sangue em seu rosto e os cortes. Ele só sofreu alguns machucados com os socos e chutes, deu sorte que chegamos a tempo. – Qual seu nome? – Diz o homem dos olhos lindos.
– Meu nome é Kim. E o seu é?
– Josh. – Guardo o lenço em minha mochila e o levo até o jipe. Ele se senta na parte traseira. Gaspar está ocupado com o combustível.
– Você é mesmo um cientista Josh? – Ele sorri, meu deus, que lindo sorriso, com os lábios carnudos que realçam mais ainda seus olhos azuis e... Oh céus no que estou pensando?
– Sou sim, bem... Pelo menos eu costumava ser.
– Uau... E como veio parar aqui? – Ele fica olhando para o céu. E responde depois de uns segundos.
– Eu... Fugi do laboratório onde trabalhava.
– Porque?
– Eles não aguentaram, morreram todos.
– Nossa... Eu... Sinto muito.
– Tá tudo bem. Eu nem gostava daqueles caras mesmo. – Nossa, que homem mais misterioso... E gato...
– Aonde ficava seu laboratório?
– Muito longe daqui. Eu cheguei aqui junto com uns militares e.. – Gaspar o interrompe jogando o ultimo galão na traseira perto de Josh.
– Militares? E o que aconteceram com eles? – Josh coça seus cabelos bagunçados e desleixados.
– Foram mortos também. – Ele joga seu rifle do lado do banco e acena para eu entrar, abro a porta e me sento. Gaspar dá partida meio quieto. Depois de um tempo dirigindo ele volta a falar:
– Eram quantos?
– Dezessete e com armamento pesado. – Como dezessete soldados treinados e bem armados morreram para essas criaturas lerdas?
– E eles foram mortos por estas criaturas medíocres? – Ele procura nos bolsos de seu terno por algo e finalmente tira uma pequena cartela de cigarros, retira um cigarro e o acende usando um isqueiro dourado. Dá algumas tragadas e solta a fumaça pelo ar enquanto seus cabelos voam com o vento.
– Não. Eles foram mortos por outra coisa. Uma coisa bem mais forte. — Não me contenho e exclamo espantada.
– Como é!? – Gaspar estende sua mão posicionando o retrovisor na direção de Josh que ainda dá umas tragadas em seu cigarro.
– É isso mesmo que ouviram. Eu não to falando de coisas como estas ai. São gigantes, fortes, rápidos, espertos. – Gigantes? Minha reação é de espanto, fico boquiaberta enquanto Gaspar está seriamente espantado.
– Gigantes?
– Sim. Vocês acham que essas criaturas vagando por ai são mortos-vivos como nos filmes de terror? Ou que são causas bíblicas? – Ficamos quietos. – Não. É um vírus terrível que causou tudo isso. Eles o chamavam de “Anima”, é uma palavra em latim, o significado é “reanimar”. Eu não cheguei a participar do projeto Anima mas conhecei quem fazia parte. Disseram que era algo de outro mundo, um tipo de organismo que encontraram não sei aonde, mas aquele organismo não era daqui, eu tenho certeza. E foram várias sessões de experiências com cobaias humanas e era terrível. Como vocês viram essas pessoas infectadas são apenas o começo. Daqui a alguns meses vão aparecer os “mutadores”. São pessoas que contem um sangue especial e acabam se tornando criaturas grotescas e assustadoras, mais violentas que o normal e mais temíveis. Ai sim eu vou poder dizer que estou com medo. – Ele joga seu cigarro fora e já retira outra de sua cartela. Ficamos calados, meu corpo está tomado pelo medo. Se isso que ele disse for mesmo verdade... Quer dizer que não temos salvação...Oh deus...
Gaspar não disse uma palavra na viagem de volta para o hotel. Josh não parecia muito preocupado também, somente eu estava assustada.
Jake abre o portão, desço do jipe, Jimmy está encima do telhado olhando para Josh meio confuso, aceno para ele que retribui também acenando.
– Você pode pegar um dos quartos, temos comida e luz, já que é novo você pode tomar um banho. – Digo indo para meu quarto guardar meus pertences.
Esse cara novo, Josh... Algo me chama atenção nele...
Escolhas:
1- Interagir com Josh, conhece-lo melhor.
2- Ajudar Jimmy e Gaspar a explorar os arredores do Hotel.
3- Descansar.
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