Anima Dead- Fic Interativa
41 Howard- Capitulo 5-Invasão.
Notas iniciais
E sobre o nome, eu mudei porque quando coloquei "Apocalipse zumbi", eu não esperava ter muita gente acompanhando, só tinha criado para ver se ia ser legal, mas o nome original mesmo é esse "Anima Dead". Fica mais original assim também, porque tem um milhão de historias que chamam Apocalipse zumbi por ai. Flw
Howard
08 de Julho
Todos estão preocupados com o julgamento de Jim. Eu particularmente acredito que ele seja o assassino. Não sou de confiar muito em desconhecidos e ele foi o primeiro com quem não me simpatizei depois desse Earl.
Ao abrir meus olhos pela manhã fria vejo Maya se trocando, ela já vestiu a calça jeans negra e está com os seios há mostra sem sutiã, são lindos peitos os dela, de porte medianos e apalpáveis, meus preferidos ultimamente. Me levanto com essa bela vista, mesmo tendo um só olho agora... Tinha até esquecido daquela experiência terrível e que eu preferia nem me lembrar... Eu juro que ainda matarei aquela desgraçada um dia. Mesmo quando tudo isso acabar, isso se acabar.
Me levanto da cama enquanto Maya já veste sua camisa regata branca, em seguida ela veste uma jaqueta fina e por cima uma mais grossa de cor azul escura. Coloca seu cachecol e uma touca de frio.
– Bom dia. – Ela diz enquanto pego minhas roupas em minha mochila. Visto uma camisa de mangas longas verde escura e coloca minha jaqueta de couro bem aconchegante de cor cinza. Visto botas para poder caminhar normalmente pela neve. Aceno para Maya. – Kim e Josh desapareceram. – Ela diz em um tom de preocupação. Maya se tornou grande amiga de Kim nesses dois meses. E como assim desapareceram?
– Desapareceram? Tem certeza?
– Na verdade não. Todos acham que eles só estão dando uma volta por ai mas eu acho o contrário. Algo está errado. – Ela sempre foi de suspeitar de coisas idiotas.
– Não acredito também que eles tenham desaparecidos.
– Você não acredita em nada Howard. – Ela pega sua pistola M9 em sua mochila e checa o pente. Coloca-a em sua cintura me encarando com os cabelos soltos realçando a beleza de seu rosto.
– Porque está levando a arma?
– Caso precisar. Foi o que Gaspar disse. Para levarmos as armas.
– E desde quando alguém elegeu aquele robô do exército o líder?
– Ele tem experiência neste ramo. Era major do exército. – Não me conformo com isto. Nunca me conformei. Ele e seu “namorado” como diz Earl parece que agem sem nos avisar, isso muitas vezes nos deixam em confusões no qual eles nem sequer sabem se vão conseguir tirar a gente.
– Humpf! – Resmungo também pegando minha pistola G17 e a colocando em minha cintura junto ao coldre que fica meio solto.
Saio de nosso quarto descendo as escadas ajeitando minha jaqueta, faz muito frio. Coço minha barba que está bem comprida. A porta da entrada está aberta e Raj e Dracule saem não a fechando ao me avistarem. Saio e Maya vem logo depois deixando a porta encostada. Todos estamos indo para a praça onde haverá o grande julgamento de Jim. Ou nem tão grande assim.
A praça está cheia, todas pessoas da comunidade estão lá em volta da plataforma de madeira cochichando revoltadas. Jack está perto de Jimmy que está em uma cadeira cercado por dois homens armados. Gaspar também está na plataforma sentado junto a Raj que acabará de se juntar a ele.
Jack chama a atenção de todos e começa a falar.
– Estamos aqui perante o suspeito de assassinar a jovem Emily de quinze anos em sua própria casa no dia de ontem durante a tarde. – Ele aponta para Jimmy que está com algumas escoriações. Gaspar está muito irritado ao ver o amigo neste estado e logo se levanta já falando bem alto.
– Porque diabos acham que Jimmy é um assassino? Porque não o deixam falar? Eu nem sequer ouvi sua voz! Estão impedindo-o de falar? É isto!? – Ele grita muito irritado. Jack faz sinal para ele sentar e as pessoas gritam segurando em mãos pás e machados. Caso não houvessem homens armados na plataforma com certeza já teriam estripado o pobre Jim.
– Como eu disse ontem para vocês. Caso ele for dado como culpado... – Jack olha para Gaspar que está com os braços cruzados e com um frio olhar direcionado a Jack, ele desvia seu olhar de Gaspar para a multidão e completa o que dizia. — Ele será executado aqui mesmo. – Todos gritam perante Jack, parecem satisfeitos com a punição. Gaspar lança um olhar para Dracule que corresponde acenando a cabeça, ele carrega sua tradicional Ak em costas a segurando pela bandoleira. Olho para Maya que me puxa minha mão me levando para longe dali. O que ela quer? Transar?
Maya me leva até a rua principal onde normalmente fica lotada por aquelas pessoas, mas parecem ocupadas agora.
– Aonde está me levando? – Digo soltando sua mão, ela para e se vira em minha direção dizendo.
– Estou te levando comigo para procurar por Kim e Josh.
– De novo isso? Que merda. – Resmungo já me virando para voltar até o julgamento. Escuto sua voz suave e doce.
– Por favor. –Ah! Merda. Me viro e a encaro com meu único olho emburrado. A sigo.
Não sei bem onde Maya está me levando mas ela anda pelas ruas da comunidade como se estivesse procurando por algo que já sabe onde está.
– Aqui. – Ela diz parando em frente a uma das diversas casas da rua. Ela é uma casa não muito grande que fica entre dois edifícios. O Jardim está coberto por neve e alguns anões de jardim. Olho para Maya que já vai se adentrando na varanda da casa. Vou até ela que bate na porta algumas vezes.
– Quem mora ai?
– O pai da garota morta. – Ela diz esfregando suas mãos para se aquecer. Retiro minhas luvas e dou para ela que agradece com um belo sorriso.
– E o que pretende fazer ai? – Ela bate na porta novamente após ouvirmos um estranho som vindo de dentro da casa.
– Interrogar o homem. Quero saber como isso aconteceu e porque ele não estava presente no julgamento da própria filha.
– E como sabe que ele é o pai da garota morta?
– Kim me contou antes de sumir com Josh ontem. – Os estranhos sons continuam, Maya se irrita e chuta a porta gritando. – Tem alguém ai!? – Estendo minha mão na direção da maçaneta e abro a porta, Maya me olha sorrindo e termina de abrir a porta. Ela vai na frente e entro logo atrás com a mão na arma pronto para saca-la caso algo oferecer perigo.
A sala de estar está vazia e no tapete já avisto manchas de sangue seco. Aponto para o sangue e Maya faz sinal de silêncio com os dedos direcionados em sua boca. Uma escada fica no final do corredor e a direita uma cozinha com a porta semiaberta. Maya se assusta ao olhar em um canto menos iluminado da sala, olho e vejo um homem com a barba ruiva, careca de olhos azuis. Vestindo uma calça preta larga com alças sobre uma camisa branca sentado em uma poltrona com as pernas cruzadas. Ele é meio gordo e encima de uma mesa a seu lado está uma faca de cozinha. Continuo com a mão na arma. Qualquer movimento eu atiro. O homem fuma um charuto longo e com um cheiro forte, ele retira o charuto de seus lábios e fala em meio a escuridão.
– Porque invadiram minha casa? – Maya fica muda por causa do susto e também um pouco envergonhada por ter sido pega assim desprevenida. Respondo por ela.
– Temos algumas perguntas para você sobre... – Ele me interrompe.
– Sobre minha filha. E conheço vocês, são os amigos do assassino. – O homem volta a colocar o charuto em sua boca.
– Escute aqui, o Jimmy não é o assassino! – Exclama Maya fazendo sinais com as mãos como uma rapper. Odeio essa mania dela.
– Meu filho o flagrou esfaquear minha garota várias vezes. Ainda acham que ele não é o assassino mesmo? Idiotas. – Quanta frieza que este homem fala sobre a morte da filha. A garota faleceu ontem e ela fala com uma calma enorme. Isto é estranho.
– Mas... – Maya fica sem palavras. Noto novamente o sangue seco no tapete.
– Esse sangue é da... – Ele acena positivamente com a cabeça ainda com o charuto na boca. – Você não acha melhor tirar isso daqui? Deve ser uma coisa ruim lembrar de tudo aquilo.
– Não se meta na minha vida garoto. Quero os dois fora daqui agora. – O homem apaga o resto do charuto e o joga em um cinzeiro. Em seguida pega outro em uma caixa encima da mesa.
– Maya. – Olho para ela que está paralisada. Ela me dá um olhar de relance, ela sabe que não tem como salvar Jimmy mais. E ainda sua amiga desapareceu, deve ser preocupante.
– Tudo bem... – Ela vai até porta decepcionada. Dou uma última olhada para o homem da barba ruiva e vejo ele acendendo o outro charuto com um isqueiro, esse isqueiro... Ele me é familiar. Fico parado o observando, ele me encara fechando o isqueiro que tem as inicias “JS”. Josh... Esse isqueiro é de Josh, eu tenho certeza!
– Ei! – Digo bem alto chamando atenção de Maya que quase saia da casa. O homem coloca o isqueiro sobre a mesa e retira o charuto de sua boca.
– O que? – Ele diz seco. Vou me aproximando, Maya fica na porta assustada.
– Onde conseguiu este isqueiro? – Pergunto quase do seu lado. O homem olha para o isqueiro e me encara quieto. – Responda! – Ele se levanta pegando a faca e vem em minha direção, com a faca em mãos ele faz um movimento rápido de cima para baixa na tentativa de me esfaquear, seguro seu braço que é muito forte e ele me empurra até a parede da sala de estar fazendo força para cravar a faca no meu peito. – Maya! – Grito pedindo por sua ajuda. Ela pega uma cadeira e bate na cabeça do barba ruiva fazendo ele perder um pouco da força, neste momento desvio sua mão e dobro seu pulso fazendo a faca cair no chão, acerto um soco em seu rosto e ele cai no chão meio sentado. Maya chuta sua cabeça e ele cai de lado levando vários chutes. – Onde está Josh!? – E chuto sua barriga com força. O homem ri cuspindo sangue.
– Eu não sei! – Chuto novamente sua barriga com mais força. Maya o segura pelo colarinho da camisa, o homem dá uma cabeçada em seu rosto e está prestes a acerta-la com um murro, piso em seu braço com força pressionando-o no chão e ela dá vários socos em seu queixo. O homem fica meio desnorteado e com o rosto todo ensanguentado.
– Me diga. Você quem matou a garota não é? – Ela diz abaixando as calças do homem revelando suas pernas peludas, em seguida abaixa seu short que usa por baixo mostrando aquele pau nojento pra caralho.
– O que você vai fazer Maya? – Ela pega a faca do homem no chão.
– Segure ele bem forte. – O homem abre um dos olhos e tenta fazer força para se soltar mas acerto outro soco em seu rosto. O que essa garota vai fazer? Arrancar o pau dele? Ela posiciona a ponta da faca em suas bolas e diz com a voz bem calma. – Comece a falar a verdade, e é bom contar tudo de uma vez senão eu vou enfiar essa faca aqui em suas bolas e acredite. Eu já fiz coisas piores do que isso em minha vida. – Olho para ela assustado e ela sorri. Espero que ela nunca arranque minhas bolas. – Diga algo! – Ela levanta a faca e o homem grita desesperado.
– Não! Não! Não! Eu conto! Eu conto! – Algumas lágrimas de medo escorrem em seu rosto. Eu sei como ele se sente. Na verdade eu imagino isto.
– Então conte e rápido.
– Eu... Eu matei minha filha... – Maya me olha espantada e o homem continua. – Eu a matei.
– Porque fez isso? – Pergunta ainda o pressionando no chão.
– Porque... Eu... – O homem fica quieto, Maya ameaça cravar a faca em seu saco escrotal, ele solta rapidamente as palavras de desespero. – Ela... Resistiu... Ai seu amigo invadiu minha casa e tentou impedir, ele chegou tarde demais, eu já tinha a matado.
– E porque seu filho disse que Jimmy o matou em vez de você? – Ela pergunta com a faca encostada em seu saco.
– Porque... Eu o ameacei de morte...
– Desgraçado! – Grita Maya irritada. – E onde estão Kim e Josh!? Responda!
– Eles vieram aqui de madrugada e eu os peguei desprevenidos... Eu os matei. – Olho para Maya, ela está explodindo em fúria. Está exposto em seus olhos.
O que diabos fazer com esse cara?
Escolhas:
1- Executar o assassino.
2- Leva-lo ao julgamento para inocentar Jimmy.
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