Anima Dead- Fic Interativa

30 Howard- Capitulo 4-Desejo de vingança.


Notas iniciais
Aqui vai, já o capitulo numero 30 e.e Caramba
Bem, espero que gostem hahaha

Howard

Dia 5-


No dia anterior fui para o hospital atrás de Maya. Acabei atraindo vários zumbis comigo, tive que fugir e acabei os levando para lá. Entrei pelos fundos e matei dois guardas, não encontrei Maya, fui capturado por Dave. Já deve fazer umas dez horas que estou aqui apanhando dos guardas e ouvindo as historias de Ruby, descobri que ela é esposa de Preston que é o líder desses sobreviventes. E que ela é sadomasoquista. Não cheguei a ver Preston.

Estou trancado em algum quarto no terceiro andar. Dois guardas armados estão em frente a porta para me impedir de sair. Deve ter uns dez guardas por ai. Várias pessoas foram mortas, não foi bem minha intenção causar tantas mortes...

Os guardas estão conversando entre si bem baixo. Ambos armados com rifles de caça. Eram pessoas comuns antes de tudo acontecer, mas esse desastre mostra quem realmente somos. Olho pela janela, estou algemado em uma das camas. A janela traz alguns feixes de luz, mesmo com o tempo nublado. Essa semana ainda começa a nevar, pelos meus conhecimentos climáticos. Será que vou estar vivo para ver a neve cair pela ultima vez? Eu sempre gostei desse clima. Eu abandonei Maya naquele dia, tinha que salva-la, ela estava fazendo a coisa certa e acabei optando por não ajuda-la, resultou na quase morte dela e agora na minha.

A porta se abre e Ruby aparece, ela está sem a jaqueta de médica. Segurando em mãos um revolver taurus nove milímetros. Ela diz:


– Que bom que está acordado. Eu ainda tenho muito trabalho a fazer com você. – Merda. Vadia desgraçada.


– Me mata logo. – Ela ri histericamente de minha fala em um tom de desanimo.


– Te matar? E perder toda diversão? Não. Você matou dois dos nossos e acha que a morte é sua punição merecida? Ai que se engana. – Ela pede uma faca para um dos guardas, ele retira a faca de sua bota e coloca nas mãos de Ruby.


– Acho que a pior punição que pode me dar é a de ficar olhando para essa sua cada de vadia. – Os guardas ficam irritados com o insulto a Ruby, um deles chuta meu rosto com força. Cuspo sangue no chão e sorrio ironicamente. Ruby segura meu rosto e coloca de frente com o seu, ela parece irritada, cuspo todo sangue que acumulei em sua boca. Ela solta meu rosto e limpa o sangue xingando. Se vira em minha direção e diz irritada:


– Segurem esse desgraçado! – Em um tom de fúria. Acho que não foi uma boa ideia. Merda. Seus homens me seguram pelos braços e o torcem os colocando em minhas costas, qualquer movimento e eles quebram eles. Porra. Ruby segura meu rosto em sua direção. – A pior punição é de olhar para meu rosto de vadia não é? – E enfia a ponta da lamina em meu olho direito, a faca é grande e rasga todo meu glóbulo ocular, consigo até sentir a faca penetrando e destruindo os músculos de meu olho direito, meu olho esquerdo começa a lacrimejar e grito de muita dor enquanto ela se degusta e retira a faca, o sangue escorre em grande quantidade, ela deve ter perfurado meu nervo óptico, a dor é imensa e os guardas me soltam, começo a me contorcer de tanta dor. – E agora? Você acha que isso é sofrer? Então me aguarde. – Ela chuta minha barriga com muita força enquanto fico agonizando no chão com muito sangue.


Desgraçada! Ah!


Eu... Vou morrer...


...

...

...

...

...


Abro meu olho esquerdo e na tentativa impulsiva de abrir o direito sinto uma enorme dor, droga... Coloco a mão sobre o rosto e vejo um curativo em meu olho ferido. Eu não consigo acreditar que ela fez isso... Desgraçada. A dor ainda é enorme e mal consigo ter forças para me levantar. Ainda estou jogado algemado perto da cama. A porta está aberta e somente um guarda está lá.

Escuto vários tiros vindo dos corredores do hospital, o guarda sai do quarto onde estou e fico sozinho. Tenho que fazer algo. Senão aquela desgraçada vai me matar, e eu vou mata-la primeiro. Tento me soltar mas ainda estou algemado, só a vadia tem as chaves, que merda! Escuto uma voz conhecida vindo do teto.


– Ei! – Em um tom meio baixo quase cochichando. Olho para cima e vejo uma passagem dos dutos de ar, e atrás da grade está Maya, porra! Me levanto e ela olha aterrorizada para meu olho direito tapado com as bandagens. Me sinto envergonhado por isso...


Ela chuta a grade dos dutos abrindo passagem, salta no quarto.

– Vai embora daqui! Se te pegarem vão te matar. – Digo tentando afasta-la. Mas ela não recua e dá um tiro na corrente da algema com uma Ak-47 me libertando. Em seguida me puxa pelas mãos me ajudando a levantar e me guia até o duto de onde veio.


– Deus. O que fizeram com você? – Ela me ajuda a subir pois estou sem forças. Dois guardas aparecem na porta confusos, antes mesmo de sacarem suas armas ela dá vários tiros neles, não consigo ver onde pegaram os tiros pois já estou no duto. Ela sobe em seguida e vou na frente seguindo suas instruções.


–--------- Longe dali


Maya e eu conseguimos sair do hospital, o duto deu na lavanderia e saímos pela garagem. Tenho certeza que não nos perseguiram. Estamos seguindo uma estrada de terra perto de um rio. Maya ainda carregando sua arma na bandoleira e me ajudando a andar. Estou fraco, com fome e sede.


– Me desculpe Howard. Eu podia ter evitado e...

– Não é culpa sua. Eu que abandonei você, foi uma troca justo, olho por olho, dente por dente.


– Não é justo não. Aquela vadia vai ver! – Estranho que nesses cinco dias eu e Maya desenvolvemos uma afinidade e ligação grande até. Mesmo ela sendo mais velha que eu. Tenho apenas dezessete anos.


– A minha vingança eu vou ter em breve. – Digo em um tom frio. Avistamos uma cabana perto do rio, está escurecendo. Vamos caminhando lentamente até o rio. Me ajoelho diante a agua e começo a beber usando as mãos. Maya faz o mesmo. A agua mostra meu reflexo, fico observando a bandagem em meu olho direito e a dor agonizante que passei, meu corpo chega a arrepiar. Coloco as mãos sobre o rosto, não vou chorar, não vou mostrar fraqueza.


– O que é aquil.. – Ela para de falar e me puxa correndo em direção as arvores. Que merda? Ela se esconde atrás de uma das arvores junto comigo.


– O que foi? – Ela tapa minha boca e mostra usando o dedo indicador. Tento olhar, agora é mais difícil pois só tenho um maldito olho...


Minha visão ainda está meio sem foco. Mas o que vejo é algo realmente assustador. Andando perto da cabana está uma criatura de quase três metros, com corpo humano, o maxilar está a mostra, e o rosto todo cheio de deformações tão grandes que metade de seu crânio fica a mostra. Os braços são enormes e um deles está cheio de veias negras e inchadas. A criatura é de cor meio vermelha e os olhos pequenos e vazios. Não tem nada, ele é cego, algo em comum entre nós. Os dentes são tão grandes, deve ter cinco centímetros cada dente, chega a sair de sua boca. E a criatura ainda carrega com a enorme mão esquerda um machado de lenhador muito grande o arrastando pelo gramado e segurando na outra mão uma mulher infectada. Ele posiciona a mulher perto da cabana levanta o machado e solta um rugido arrepiante, em seguida crava o machado no chão, a grama alta nos impossibilita de ver a ação completa. Depois ele puxa um pedaço do fêmur e enfia no braço que segura o machado onde tem vários ossos cravados. O monstro sai arrastando seu machado pela floresta. Eu e Maya ficamos boquiabertos com o que vemos. Eu nunca vi algo parecido com isso. Meu coração fica disparado só de lembrar, eu achava que as coisas não iam piorar. Meus pensamentos chegam a desaparecer.



Escolhas (A ação será feita ao acordar):

1- Seguir para o lado de onde a criatura veio. (Não é o lado que ela foi)

2- Seguir pelo lado oposto do rio que leva na cidade de Bluepone.

3- Ir para o lado do rio que leva para longe da cidade.



Notas finais
Não fiquem revolts haha