Anima Dead- Fic Interativa
20 Howard- Capitulo 3- Pegadas.
Notas iniciais
Howard
Dia 3-
Depois de Maya se virar contra Harry e Dave ela acabou sendo desmaiada. Ajudei Dave e leva-la até o hospital onde ele dizia que ela ia sofrer as consequências. O motivo de eu ter deixado? É porque eu não quero só matar um deles, mas sim todos.
Discuti com Ruby sobre Maya, ela acabou negando a liberdade dela e disse que se eu não colaborasse daria um fim em mim também. Eu sei que ela não é manda chuva dai, tenho certeza.
Voltei até Bluepone com minha perua, eles tentaram saber onde eu estava indo, mas não revelei. Aliás, eu nem sei ao certo porque estou indo salvar Maya, talvez eu esteja começando a gostar dela... Merda.
Deve ser uma quatro horas da tarde. A cidade está enfestada de criaturas bizarras, minha arma ficou com Dave, mas eu sei um lugar onde posso achar mais. Dirijo pelas ruas caóticas, alguns deles tentam socar o carro mas passo atropelando-os. Meu objetivo principal está próximo. As criaturas parecem cansadas. Devem ter matado todos da cidade também.
Paro o carro em frente do quartel do Xerife. Alguns carros estão em volta formando uma barricada contra os monstros. Desço da perua e fecho a porta. Coloco as mãos nos bolsos da blusa de frio que estava com Maya e vou rumo ao quartel. Passo entre os carros e já avisto sangue nos chãos e na porta de entrada. Em volta várias marcas de tiro, retiro as mãos do bolso e já entro no quartel atento a qualquer movimento. Vejo alguns zumbis mortos encostados nas paredes e jogados no chão. Há muito sangue na área, também tem guardas com marcas de tiros em vez de mordidas... Que porra aconteceu aqui? A recepção está vazia, somente sangue e morte no local. Parece que alguém já passou por aqui antes... Escuto passos, olho para a direção dos passos e vejo um homem com roupas de policial e os cabelos curtos loiros, olhos castanhos e segurando uma Magnum.357, levanto as mãos para o ar, ele me encara seriamente, seu peito está enfaixado e com manchas de sangue na roupa.
– Calma ai amigo. Eu estou desarmado.
– Quem é você? – Ele ainda não tira a mira da arma de minha cabeça, se ele disparar eu viro carne moída.
– Meu nome é Howard Mather. Eu vim em paz cara. – O cowboy abaixa sua arma e ainda não tira a expressão séria.
– Pensei que era um daqueles bastardos.
– Está se referindo aos mortos?
– Não. Aos vivos mesmo. – Olho ao redor enquanto abaixo as mãos. Então está explicado, eles foram atacados, mas o que levaria alguém a fazer isso neste caos?
– O que aconteceu aqui?
– Foi um ataque. Eles apareceram aqui anteontem e disseram que queriam todas armas da delegacia. O xerife disse que não ia entregar merda nenhuma. Então eles atiraram, somos poucos. Não aguentamos o ataque e só sobrou eu. – Isso me é familiar...
– Espere um pouco... Eu conheço essas pessoas. – Ele arregala seus olhos e se aproxima.
– São uns desgraçados. Sem consciência.
– Isso é verdade. Eu vou confronta-los hoje. – Ele me olha assustado.
– Sozinho?
– Sim. É a única maneira de salvar minha amiga.
– E você veio aqui pra que? Vai me matar e roubar as armas restantes?
– Não. Eu vim pedir algumas emprestadas. – Ele ri.
– Emprestadas? E quando vai me devolver? Quando morrer?
– Não. Quando eu acabar com todos eles.
– Hahaha. Você é engraçado garoto. – Ele limpa algumas lágrimas de seus olhos de tanto ri. – Eu to na merda mesmo. Naquela sala ali tem um rifle e munição, pode pegar, eu nem sei usar aquela merda.
– Obrigado. – Vou até a sala, o rifle está encima da mesa, é um rifle de precisão M-21, do lado estão alguns pentes, são quatro no total, a arma tem capacidade para cinco tiros. Olho para trás para ver se o homem não está olhando. Pego também encima da mesa quatro walkie-talkies e cigarros. Jogo tudo na mochila que tem dois enlatados e minhas ferramentas. Está cheia, preciso de uma bolsa maior. Coloco o rifle nas costas e saio.
– Pode ficar com a arma gladiador! – Ele grita enquanto ri, deve estar delirando já com o seu ferimento.
Vou até a perua mas algo chama minha atenção. No meio da rua tem enormes pegas no asfalto, que criatura fez isso? Parecem pegadas de gigantes, e logo a frente os postes estão quebrados e os carros todos dos lados das ruas, como se algo estivesse feito seu caminho por ali. Deus... Eu devo estar delirando também. Monto na perua e agora tenho que pensar bem no que irei fazer, não acredito que vou arriscar minha vida por aquela mulher.
Escolhas:
1- Atirar nos guardas escondido atrás da perua usando o rifle.
2- Tentar achar uma passagem pelos fundos e tentar descobrir onde Maya está furtivamente.
3- Destruir o gerador de energia do hospital e invadi-lo para confrontar Ruby e interroga-la sobre o paradeiro de Maya, furtivamente.
4- Não salvar Maya, ir para longe.
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