Anima Dead- Fic Interativa

46 Dracule- Capitulo 3- A neve se mancha de vermelho


Notas iniciais
Como eu disse, aqui vai o segundo capitulo, como estou inspirado vou postar mais dois ou três amanhã. De madrugada eu vou ver se postou outro para vocês. Espero que gostem.

Dracule

08 de Julho.

Eles nos cercaram logo após a execução de Jimmy. Não levaram nossas armas então quer dizer que temos que lutar. Jack observava o homem que Howard baleou em meio ao caos que gerou o primeiro tiro. A meu lado estavam Gaspar, Raj e Bill contra sete deles ao nosso redor e mais cinco. Estávamos em desvantagem mas queríamos lutar. Mesmo que morrêssemos ali.

- Prendam aqueles dois! – Ordenava Jack a dois homens armados com rifles. Eles apontaram suas armas para Maya e Howard que já estavam correndo para bem longe dali. – Fogo. – Os homens apontam seus rifles para os dois que correm pela praça a uns vinte metros, não posso deixar mais dos nossos morrerem e garanto que Gaspar também não.

Puxo um dos guardas que apontam a arma em minha cabeça pelo cano de seu rifle e o jogo na direção de outros dois. Gaspar faz o mesmo. Raj corre para longe dali também. Covarde. Bill tira seu revolver cromado e atira duas vezes no peito de um dos homens ao nosso redor, a maioria está no chão sem controle. Gaspar pega seu rifle e o engatilha, estamos prontos. Saco minha Ak e corro em direção a um pequeno monte de pedras que tem na praça e salto atrás dela escapando dos vários tiros disparados. Dou uma olhada rápida para não ser baleado pelos cantos do monte de pedras e vejo Gaspar atrás de um banco de concreto disparando contra os homens de Jack, todas pessoas correm desesperadas procurando por um abrigo. Não vejo Bill nem Earl no meio do tiroteio. Os tiros que atingem o monte de pedras fazem um som semelhante à quando se quebra uma rocha a arremessando no chão, são armas potentes as deles, não posso bobear. Levanto somente minhas mãos que seguram meu fuzil e disparo várias vezes na direção dos homens. Não sei se algum dos tiros acertou um deles mas é só para saberem que não sou facilmente intimidado.

Os tiros continuam e começam a se tornar mais intensos. Dou outra olhada e todos estão protegidos por detrás de alguma barricada improvisada que encontraram, como eu. Levanto uma parte do meu corpo, assim posso ter uma visão mais ampla do campo de batalha. Uma parte dos atiradores estão atrás de uma carroça que eles transportavam produtos de uma parte para outra da comunidade. Ela é de madeira, péssima escolha. Olho bem e vejo dois atiradores nos maiores prédios ao redor da praça. Eu nem os tinha notado antes, que sorte que não me viram. Mas se algum deles avistar Gaspar, Bill ou Earl eles estão ferrados! Ainda com o corpo levantado disparo várias vezes contra a carroça onde eles estão. Os outros não consigo ver. Merda.

Eles me avistaram e estão atirando contra mim. Alguns atiram nos outros. Isso tá virando uma puta guerra do caralho. E eu não quero perder. Depois que eles cessam os vários disparos contra minha barricada me apresso e corro o mais rápido que consigo até me aproximar de Gaspar que está atrás do banco deitado no gramado recarregando seu rifle, deslizo com muita agilidade no gramado e paro sentado de costas atrás de um carvalho enorme no meio da praça perto de Gaspar, ele é meu companheiro, tenho que avisa-lo.

- Gaspar! – Ele me olha jogando o pente vazio no gramado cheio de neve. Faço um sinal apontando para os atiradores nos prédios. Ele retribui com um sorriso de agradecimento e em seguida se levanta disparando várias vezes contra os homens de Jack. Olho pelo canto de meu abrigo no carvalho e vejo Jack correndo junto com um de seus homens, é o maior. Onde estão Bill e Earl? Merda! Só somos dois contra nove! Covardes! Covardes!

Um dos tiros passa raspando o carvalho e tira uma lasca dele fazendo com que eu vá para o canto oposto de onde o tiro atingiu. Atiro algumas vezes contra eles e retomo minha posição de guarda. Qualquer merda que fizermos seremos baleados. Olho para cima e vejo o quão grande é o carvalho. Acho que tive uma ideia. Deixo meu fuzil solto pendurado pela bandoleira e começo a escalar o enorme carvalho como um alpinista em uma prova de velocidade, cravo meus dedos sobre a madeira fazendo com que eles machuquem muito. Os tiros continuam a ser disparados, eles devem achar que ainda estou na parte inferior do carvalho e desperdiçam toda sua munição. Idiotas.

Chego quase no topo da enorme arvore. Deve ter entre oito metros ou dez. Mesmo com várias folhas secas atrapalhando minha visão ainda consigo ver onde estão meus inimigos. Agora tenho a visão totalmente ampla de toda praça. Vejo perfeitamente os que se escondem detrás da carroça de madeira. São cinco. E os outros dois “atiradores de elite” nos prédios. Eles nem me notaram, quanta falta de experiência. Pego minha Ak-47 e miro nos homens da carroça, vou atirar aleatoriamente para que não disparem contra mim ao descobrirem minha presença, mas acho que talvez seja melhor eliminar os dois que estão no prédio. Aponto para um deles que está no terraço do prédio com um rifle que não consigo distinguir qual é. Ele está longe a uns vinte e cinco metros. O recuo da Ak-47 não é tão forte mas mesmo assim não será fácil atingi-los. Merda! Mas não tenho tempo a perder. Concentro minha mira na reta de sua cabeça, posso atingir seu olho, maxilar ou pescoço. Não vai ser um tiro certeiro. Mudo meu fuzil para semiautomático puxando um pequeno gatilho em sua lateral, agora é a hora. A mira está perfeita, então dou um único disparo que o atingi rapidamente na região da face enquanto ele empunhava seu rifle. Peguei o filho da puta! Puxo o gatilho para mudar para o modo automático e já miro nos homens que estão na carroça, disparo várias vezes contra eles fazendo o sangue esguichar e eles correrem para longe de seu abrigo. Não sei quantos matei mas foi o suficiente para nos deixar com vantagem. Estou mantendo o equilíbrio no topo do carvalho com os pés apoiados nos galhos grossos, qualquer desequilíbrio e eu caio daqui como um pássaro sem asas.

Agora falta um dos atiradores. Os tiros continuam lá no solo, ainda escuto os disparos da arma de Gaspar, sinal que ele ainda está vivo. Agora aponto para o segundo atirador e..

Ptow! – Caio de cima do carvalho, o desgraçado me pegou! Meu corpo vai batendo em vários galhos e acabo caindo de cara em um monte de neve. Minha visão vai se borrando e a neve ficando vermelha, vejo os pés de Gaspar, o reconheço pelas botas que usa. Os tiros vão se tornando ecos e acabo por....

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Notas finais
E então, ele morreu ou não? O que acham?