Anima Dead- Fic Interativa

52 Chase e Beth- Capitulo 6- Encontro nada agradável.


Notas iniciais
Ontem não deu pra postar mas hoje vai ter dois aqui como compensação dos capítulos diários. Espero que gostem deste capitulo e.e
Até mais povo o/

Chase e Bethany (Narrado por Chase.)


Dia 11 de Julho.


Já se passaram cinco dias que estamos nesta fazenda, não é um local nada seguro, todos dias aparecem pelo menos dez ou quinze zumbis. Não todos de uma vez, claro.

Bethany treina com seu arco no celeiro, Markus a ajudou a fazer algumas flechas com a madeira das arvores.

Kubikova sempre sai para checar os arredores, ela faz isso toda manhã e antes de dormir.

Alexander participa de uma espécie de fisioterapia improvisada junto a April, sua perna melhorou um pouco mesmo não tendo os medicamentos necessários, ele agora vai mancar para sempre.

Mary continua quieta em seu quarto, não sai de lá para quase nada a não ser comer.

Akey a garota nova parece ter perdido a memória, ela é uma garota muito doce e sempre anda junto com sua espada europeia mesmo não fazendo ideia de como usa-la. Comecei uma amizade com ela, é bem divertida e engraçada, aliás eu preciso de uma namorada também... Mas não sei se é bom ter uma no meio disso tudo.

Markus além de ajudar Beth também treina com seu machado de incêndio e ajuda a limpar a área. A tarde ele vai até o riacho e volta com vários peixes frescos, não sei como ele faz isso mas é de grande ajuda para todos.

Como Phil morreu e ele era o nosso melhor mecânico não conseguimos arrumar o caminhão de carga que encontramos perto da fazenda, estava cheio de bujões de gás.

Todos os dias vou até o telhado e fico observando os arredores, temo que tenhamos sido seguidos por aquelas pessoas ou aquela criatura que matou Phil. Sei que uma hora ou outra teremos de sair daqui.


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Sentado na beira do telhado estou, meu fiel rifle ao meu lado junto com a caixa de balas. Tenho doze tiros restantes, tenho que economizar, só no tempo que ficamos aqui já gastei vinte e sete balas. A comida estaria escassa se não fosse Markus e seus peixes.

Já é tarde e lá de cima tenho a visão de toda floresta ao redor da fazenda. Consigo até ver alguns zumbis perambulando, Beth está trancada no celeiro praticando com seu arco. Perto do riacho estão Alex e April, ela o ajuda a caminhar o escorando em seus ombros. Kubikova permanece sentada em uma cerca observando o campo cheio de neve.

Ouço um barulho vindo de cima do telhado, me viro e vejo Akey se sentando a meu lado. Ela veste uma calça justa, sapatos simples, uma camisa de mangas longas azul, um manto por cima da roupa e uma touca de frio.


– Olá, eu nem te vi hoje. – Ela diz simpaticamente, abro um espaço para ela a meu lado limpando a neve da beira do telhado.


– Nem eu, como você está?


– Estou ótima. Como vai a vigília? – Ela solta uns risos baixos.


– Bem... Vai bem! Hoje não teve nada de suspeito.


– Eu aprecio sua preocupação com o grupo, eu sou nova aqui e já notei que são todos bem ligados tirando aquela mulher francesa.


– A Kubikova é assim mesmo, as vezes acho que ela nos usaria como comida de zumbis para seguir seu caminho.


– Nossa, não acho que ela é má a esse ponto. Acho que ela nos mataria antes de nos usar como ração. – Solto um riso.


– É! Acho que está certa, não é que eu não goste dela, mas acho que ela não gosta da gente.


– Ela não gostou de mim no dia que a vi pela primeira vez.


– Eu gostei de você. – Ela fica vermelha, sorrio e fito meus olhos para os arredores da fazenda também envergonhado. Acabei de cantar a garota.


– Eu também gosto de você... Você foi muito gentil comigo nesta semana...


– Bem... – Olho para ela também encabulada, nós dois soltamos risadas que vão parando aos poucos e nos olhos se fitam como se um espaguete tivesse de minha boca até a dela. Nossos rostos vão se aproximando. – Me desculpe! – Me afasto dela envergonhado. Merda!


– Não peça desculpas... Eu quero... Eu gosto de você Chase... – Caralho!


– Eu... Também gosto de você Akey... Só que não sei se seria certo, o mundo, as coisas do jeito que estão e... – Ela me agarra e me beija intensamente, retribuo e começamos e trocar caricias encima do telhado sem se importar com a queda que podemos sofrer.

O beijo vai se tornando mais intenso, a meses que eu não beijava uma garota, estava até me esquecendo de como era a sensação e Akey... Bem... Eu gosto dela, ela é linda e meiga mas perdeu a memória e se caso ela já tivesse um namorado ou algo assim... Mas isto não importa no momento.

Escuto a voz de Bethany lá de baixo:


– Ei! Larga o meu maninho! – Ela tem muito ciúmes de quando eu namorava com outras garotas. Bem, eu também tinha dela e ainda tenho.

Paramos o beijo em meio a risos, olho para ela que está emburrada e sorrio.

– Se você quer namorar meu irmão tem que conversar comigo antes! – Ela grita lá de baixo apontando o dedo para Akey com a outra mão na cintura. Ela solta risos das frases de Beth e fica vermelha, seguro sua mão e Beth não para de nos encarar ainda.

Enquanto Beth nos encara seriamente. Vejo algo que chama muito minha atenção.

Descendo a estrada de terra em direção a fazenda vem um pequeno comboio sendo guiado por um jipe e seguido por duas caminhonetes e duas motos. Beth também nota e corre para dentro da casa, pego meu rifle e mando Akey entrar e avisar os outros. Aponto para o jipe e vejo um homem forte e com a expressão séria, cabelos curtos e barba grande. Subo a mira e vejo em uma das caminhonetes um garoto de cabelos compridos e com um tapa olho, a seu lado fica uma garota bonita com um rosto conhecido... Agora boto a mira nos caras da moto, um tem os cabelos compridos e sem capacete, bem forte e armado, o outro é quase parecido só que sem os cabelos tão compridos, tem a barba grande e uma escopeta nas costas. Eles não tem cara de serem boas pessoas, mas quem disse que temos boas pessoas conosco?

Vejo Alexander vindo para a casa com April o ajudando a caminhar. Markus também aparece vestindo um macacão mostrando seus músculos exagerados e segurando seu machado ao lado de Beth empunhando seu arco e flecha. Vejo Kubie ainda sentada na cerca somente observando a chegada do comboio.


Eles param seus veículos a poucos metros de distância de meu grupo, descem armados com fuzis, pistolas e facas. Fico com o dedo no gatilho apontando para o cara do jipe que é o maior deles, qualquer coisa e estouro sua cabeça.

Todos descem e param atrás do homem do jipe, eles estão com as expressões sérias e com as armas abaixadas. Alex fala em meio ao silêncio e olhares.


– O que vocês querem aqui? – Ele pergunta ao lado de April segurando na outra mão sua Colt-45.


– Só queremos um lugar para ficar, não sabíamos que aqui estava ocupado. – Diz o indiano desarmado de cabelos longos e enrolados. – Então estamos de saída não é? – Ele faz uma pergunta direcionada ao grupo.


– Não. Vamos ficar. – Diz o motoqueiro cabeludo segurando uma escopeta de cano serrado apoiada no ombro.


– E quem disse que vão ficar? – Indaga Markus já se irritando com a ousadia dos desconhecidos.


– Eu disse. – O motoqueiro retruca.


– Ei, Earl! Pare com isso, estamos tentando ser simpáticos. – Diz a garota com o rosto familiar. O grandão fica quieto. – E eu conheço essas pessoas, bem... Nem todas mas conheço.


– Você os conhece de onde? – Indaga o cara do tapa olho.

– Bem, aquela garota ali na cerca- Apontou para Kubikova. – Me salvou quando aquelas pessoas do hospital tinham me sequestrado e depois nos encontramos com essas pessoas mas fui embora rápido demais para salva-lo.


– Agora que falou eu me lembro de você. – Diz Kubikova saindo de perto da cerca. – Só não me lembro destas pessoas.


– São meus amigos, eles não são más pessoas. – Diz a garota que agora estou me recordando.


– Que sejam más ou não, já nos deram uma má impressão. – Markus diz encanado com o motoqueiro cabeludo que permanece com a escopeta serrada em seu ombro.


– Essa fazenda pertencia a algum de vocês? – Diz o outro motoqueiro.


– Não, chegamos aqui a quatro dias. – Alexander responde a indagação do motoqueiro.


– Nós não estamos pedindo estadia permanente aqui, só um ou dois dias, depois vamos embora, acabamos de perder um membro do grupo. – O indiano fala interrompendo qualquer outra fala.


– Hum... – Alexander olha para os outros pensativo.

Notas finais
Escolhas somente para o grupo de Alex tomar:

1- Deixar que fiquem.

2- Não deixar e os mandarem embora.