Romeu ligou o carro, dirigiu cuidadosamente pela estrada sem falar nada. Alguns minutos depois ele resolveu puxar conversa.

-Hinata... Perdoe a minha negligência.

-Não se preocupe.

-Só uma coisa – Romeu parou o carro suavemente.

-Pode falar.

-Não preciso – Romeu me puxou pela cintura e beijou carinhosamente a minha face. Depois seus lábios deslizaram pelas minhas feições e ficaram a centímetros dos meus. Não relutei nem por um segundo.

Olhamo-nos por uns minutos. Captando o que estava acontecendo, eu comecei a encabula, o empurrei e dei um grito. Ele se afastou, tentou desconversar enquanto tirava o carro da inércia.

-Bem... Não podemos ir à festa molhados deste jeito. O que vamos fazer?

-O jeito é arranjar outra roupa.

-Te deixo em casa?

-Pode ser.

-Só uma coisa.

-Depende – desviei o olhar, lembrando do que acontecera agora a pouco depois que ele disse a mesma frase.

-O que foi aquilo? Aquela técnica?

-É uma habilidade desenvolvida a partir de um dom familiar. Minha família é conhecida pelo seu incrível donjutso; o bakugan.

-Então você é uma ninja?

-Sou.

-Aprecio as artes marciais. Achei incrível o que você fez. Só estranhei uma coisa.

-Diga.

-Por que você estava com medo daquele lugar sendo que você possui tamanho poder?

-Porque nem tudo pode ser atingido pelos meus golpes. Estávamos lidando com o sobrenatural, não tem como ‘lutar’ contra isso fisicamente. De nada adiantaria o meu golpe dentro daquela escola inundada.

-Tem razão.

Seguimos para minha casa sem falar nada após este diálogo. Por sorte, meus pais não estavam. Caso contrário eu teria que passar por um interrogatório até alcançar o meu quarto. Romeu ficou esperado na sala. Distraiu-se com meu gato de estimação.

-Hinata, como o seu gato se chama?

-Sexta feira treze.

-Ta brincando?

-Não estou não.

Romeu parou de acariciar o gato.

-É brincadeira! O nome dele é meia noite.

-Cruzes!

-Te peguei de novo – falei rindo – Ele se chama Yago.

-Belo nome.

Estranho dizer isto, mas eu não me senti nervosa pra escolher uma roupa. Assim que abri meu guarda-roupa, meu vestido branco chamou a minha atenção. Troquei de roupa no banheiro * (observação: meu quarto era uma suíte) * e assim que sai me olhei no espelho. Vi o Romeu me olhando, já que o espelho ficava de frente para a porta. Virei-me para ver Romeu. Ele tinha saído da sala e estava na porta do meu quarto me observando.

-O que foi? – perguntei constrangida

-Não acha que está muito curto não?

-Não acho. – respondi intrigada.

-Dá uma volta pra eu ver melhor.

-Por que você não espera na sala?

-Estou bem aqui.

Andei até Romeu. Ele me olhou de cima a baixo. Dei um sorriso para ele e ele respondeu com outro sorriso. Fechei a porta na cara dele. Romeu ficou danado comigo, bateu na porta exigindo explicações para tal comportamento, pois segundo ele, ele só queria ajudar.