Animê Bizarre
17 Explique-se
Romeu ligou o carro, dirigiu cuidadosamente pela estrada sem falar nada. Alguns minutos depois ele resolveu puxar conversa.
-Hinata... Perdoe a minha negligência.
-Não se preocupe.
-Só uma coisa – Romeu parou o carro suavemente.
-Pode falar.
-Não preciso – Romeu me puxou pela cintura e beijou carinhosamente a minha face. Depois seus lábios deslizaram pelas minhas feições e ficaram a centímetros dos meus. Não relutei nem por um segundo.
Olhamo-nos por uns minutos. Captando o que estava acontecendo, eu comecei a encabula, o empurrei e dei um grito. Ele se afastou, tentou desconversar enquanto tirava o carro da inércia.
-Bem... Não podemos ir à festa molhados deste jeito. O que vamos fazer?
-O jeito é arranjar outra roupa.
-Te deixo em casa?
-Pode ser.
-Só uma coisa.
-Depende – desviei o olhar, lembrando do que acontecera agora a pouco depois que ele disse a mesma frase.
-O que foi aquilo? Aquela técnica?
-É uma habilidade desenvolvida a partir de um dom familiar. Minha família é conhecida pelo seu incrível donjutso; o bakugan.
-Então você é uma ninja?
-Sou.
-Aprecio as artes marciais. Achei incrível o que você fez. Só estranhei uma coisa.
-Diga.
-Por que você estava com medo daquele lugar sendo que você possui tamanho poder?
-Porque nem tudo pode ser atingido pelos meus golpes. Estávamos lidando com o sobrenatural, não tem como ‘lutar’ contra isso fisicamente. De nada adiantaria o meu golpe dentro daquela escola inundada.
-Tem razão.
Seguimos para minha casa sem falar nada após este diálogo. Por sorte, meus pais não estavam. Caso contrário eu teria que passar por um interrogatório até alcançar o meu quarto. Romeu ficou esperado na sala. Distraiu-se com meu gato de estimação.
-Hinata, como o seu gato se chama?
-Sexta feira treze.
-Ta brincando?
-Não estou não.
Romeu parou de acariciar o gato.
-É brincadeira! O nome dele é meia noite.
-Cruzes!
-Te peguei de novo – falei rindo – Ele se chama Yago.
-Belo nome.
Estranho dizer isto, mas eu não me senti nervosa pra escolher uma roupa. Assim que abri meu guarda-roupa, meu vestido branco chamou a minha atenção. Troquei de roupa no banheiro * (observação: meu quarto era uma suíte) * e assim que sai me olhei no espelho. Vi o Romeu me olhando, já que o espelho ficava de frente para a porta. Virei-me para ver Romeu. Ele tinha saído da sala e estava na porta do meu quarto me observando.
-O que foi? – perguntei constrangida
-Não acha que está muito curto não?
-Não acho. – respondi intrigada.
-Dá uma volta pra eu ver melhor.
-Por que você não espera na sala?
-Estou bem aqui.
Andei até Romeu. Ele me olhou de cima a baixo. Dei um sorriso para ele e ele respondeu com outro sorriso. Fechei a porta na cara dele. Romeu ficou danado comigo, bateu na porta exigindo explicações para tal comportamento, pois segundo ele, ele só queria ajudar.
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