Ania
2 Borboletas
Notas iniciais
Eram lindas, eram como asas de anjos, mas as penas eram feitas de asas de insetos, mesmo tentando se convencer que não eram reais, Ania não podia negar que elas eram lindas.
Finalmente conseguindo se levantar ela decide estudar o lugar, para tentar entender onde estava e como chegou ali. Era um clareira, haviam muitas flores e borboletas ali, e estava cercada, era como que se tivesse caído em um cratera, como não, foi exatamente o que aconteceu. Como não havia nem uma arvore ela podia ver bem o lugar, sabia que se quisesse sobreviver, tinha que dar um jeito de sair da li, não tinha agua ou qualquer coisa comestível em lugar nem um.
Ela nunca teve medo de altura, o que seria útil agora. Analisando as paredes de pedra, ela encontrou um ponto que julgou ser melhor ponto para escalar e começou a tentar subir, tentar sendo a palavra chave, mesmo que sempre tenha sido boa em subir em lugares que não devia, pra fugir dos castigos que recebia dos pais, ela ainda não estava acostumada com o peso extra, não conseguia subir nem um metro sem cair.
Depois de muito tempo, e diversas tentativas ela se deu por vencida, seria impossível escalar com aquelas coisas nas suas costas e ela se recusava a tentar voar, até por que, não tinha a mínima ideia de como fazer isso.
Como se sentissem sua frustração as borboletas, uma a uma, começaram a se aproximar, e derrepente Ania estava cercada por elas, de todas as cores e tamanhos. De alguma forma, que ela definitivamente não conseguiria explicar, ela sabia que elas queriam te dizer algo, queriam te ajudar a voar.Nem uma palavra foi trocada, mas Ania agora sabia exatamente o que fazer para sair dali, e como poderia conseguir.
Ela abriu suas asas, o que a fez parecer ainda menor do que era, e começou a bate-las, primeiro lentamente, para se acostumar, então aumentou a velocidade, quando deu por si, ja estava a uns bons metros acima do chão. Ela continuou a voar até conseguir sair da li, então pousou.
Seu objetivo havia sido comprido, mas e agora? Ela não tinha para onde ir. Não poderia voltar para sua vila, ou qualquer outra na verdade, não com aquelas asas. Não sobreviveria muito tempo na floresta sozinha, afinal era apenas uma criança, ela so tinha 11 anos, na verdade, 12, hoje era seu aniversario. A simples lembrança disso a fez estremecer, odiava aniversarios, os seus nunca foram o que tinham que ser, uma celebração do dia em que nasceu, e do fato de ter vivido mais um outro, seus pais viam o seu aniversario como o dia em que ela foi deixada no lugar de sua verdadeira filha, porque não so tinha certeza que ela não era filha deles, como tinham certeza que a troca havia sido feita no dia em que nasceu. Ania sempre acreditou que isso não passava de bobagem, que eles nunca quiseram ter tido uma filha, então a tratavam como escrava, mas agora ela tinha asas, então talvez eles não fossem tão loucos no final das contas.
Ela começou a andar sem rumo pela floresta, com a ponta de suas asas se arrastando pelo chão, em busca de um lago ou nascente, onde poderia beber um pouco de agua, ou alguma arvore ou arbusto com frutas para comer.
Depois de um tempo, cansada e com fome, ela deita no chão, o sol estava quase se pondo, ela gastou mais tempo do que imaginava tentando sair da cratera e com a noite chegando, não poderia fazer mais muita coisa. Então ela escolheu uma arvora cujos os galhos pareciam que aguentariam o peso dela para que ela pudesse dormir, ja que dormir no chão parecia muito arriscado, ela voou ate um dos galhos e se ajeitou da forma mais confortável e dormiu contando as estrelas.
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