Angels and Fairies: The War
1 Capitulo 1 – Um dia normal
Notas iniciais
Espero que gostem.
15 de Maio de 2012.
Acordei as 6:00 em ponto, quando o despertador começou a gritar. Levantei e desliguei-o. Relutantemente, arrumei todos os cadernos dentro da bolsa. Abri a porta do quarto e a caminho da cozinha — que era separada da sala por um balcão — joguei a bolsa no sofá. Minha mãe estava com seu casaco branco fazendo nosso café da manhã. Sentei a mesa. No meu prato, haviam torradas com geleia de morango e café quentinho. Logo, Clarity apareceu na cadeira ao meu lado, juntas, nós tomamos nosso café da manhã e fomos ao banheiro. Vinte minutos depois, estávamos prontas para a escola. Clarity com seu casaco e sapatos beges, e eu com meu casaco vermelho e botas marrons. Estava entrando o inverno, o que significa: manhãs frias, dias quentes, noites geladas. Nada de neve, nada de casacos de pele falsa, nada de clima sem dinamismo. Isso é Brasil.
[...]
— Gente, vou falar uma coisa para vocês, — comecei. — nada, nada mesmo, vai nos impedir de fazer essas festinhas de sexta.
— Claro, nada exceto nossos pais, Deus, o destino e o mundo. — Miles caçoou.
— Aff. — joguei uma almofada nele. — Você entendeu.
O barulho do portão elétrico da casa da Mona começou a fazer barulho. Ele estava abrindo. Ninguém precisou falar nada, todos sabiam o que fazer. Mona se jogou na cama cobrindo-lhe até a cabeça. Sarah apagou o abajur e deitou na cama ao lado de Mona. Miles e eu deitamos nos colchões do chão. Todos fecharam os olhos. Todos já estavam acostumados a fingir que estavam dormindo. A mãe da Mona entrou no quarto. Espiou-nos. Espiamos ela com os olhos semifechados e por debaixo das cobertas. Ela fechou a janela e saiu. Conseguimos.
Acontece que, toda vez que fingimos dormir por que a mãe da Mona não pode nos ver acordados, Sarah e Mona sempre dormiam. Miles também, as vezes. Mas eu nunca consigo dormir. Depois de alguns minutos, levantei e me sentei na janela. Naquele lado da cidade, era tudo tão lindo. Tinha o mar a direita, a cidade barulhenta a esquerda e o céu estrelado em cima. Absorta em meus pensamentos, ouço uma voz.
— Você acordada, que novidade.
Dei um pulo.
— Puta que pariu. — coloquei a mão no coração. — Não faz isso.
— Desculpa. — ele deu seu melhor sorriso.
Cheguei para o lado, ele se sentou na janela também. Suspirei. Ia acontecer de novo. A gente iria ficar se encarando e não ia acontecer nada.
— Me responde uma coisa? — perguntei. Não sei de onde surgiu a coragem, mas perguntei.
— O que?
— O que você sente por mim? — era mais fácil encarar as estrelas agora, mas não seria justo.
Encarei-o.
— Acho que uma "queda" não é o suficiente. — depois de alguns segundos encarando as estrelas, ele me deu essa resposta surpreendente. — E você?
— Eu acho que uma "queda dupla" não é suficiente. — mesmo surpresa, respondi a pergunta.
Nos beijamos em baixo das estrelas. Com Mona e Sarah do lado. Com os pais da Mona no quarto ao lado e seu cachorro nos observando do quintal. Noite perfeita.
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