Angels In Heaven

2 Começando a Aventura


Notas iniciais

COMENTEM PEXUAL!!!

PS: esses lugares que eu cito na fic existem mesmo tah? Eu pesquisei mto na net antes de escrever! hahahaha

Cap 2 – Começando a aventura!

Peguei alguns ônibus até a rodoviária central da cidade. Lá estava eu, sozinha e decidida a viajar para o máximo de lugares que eu pudesse ir.
“Todos os nossos planos de viagens magníficas, nossos sonhos de conhecer lugares estranhos, tudo. Leve-a com você e mostre a ela tudo o que o papai teria coragem de fazer. Mostre a ela os lugares que estivemos e onde iríamos estar juntos, pois mesmo não me vendo, eu estarei lá com vocês” foi o que ele me disse no sonho e eu estava determinada a realizar. Iria mostrar tudo para minha pequena, sem ter um lugar fixo para que ela viesse ao mundo, contanto que ele ainda estivesse conosco.
Comprei minha passagem para Youngstown, em New York. Eu e o Gerard sempre sonhávamos em ir no Old Fort Niagara, um forte de 1726 todo em pedra e que tem painéis onde é contada um pouco da história de New York. Ele sempre me dizia que era um lugar lindo e que um dia iríamos lá juntos. Agora seria diferente, mas ele ainda estaria comigo, eu sei disso. Entrei no ônibus e aguardei o motorista dar partida. Seriam umas 3 ou 4 horas de viagem até lá, ponto inicial da minha viagem.
Tudo estava como planejado, se não fosse por quem eu vi pela janela. Ele mesmo, Mikey.
Ele parecia saber que eu estava ali, dentro daquele ônibus, fugindo de tudo. Mas ele não teve tempo de ter certeza, o motorista deu partida e eu deixei uma lágrima cair no meu rosto enquanto o olhava correndo atrás do ônibus. Me partiu o coração ver que ele também chorava.
Agora era tarde, e novamente eu não tive como me despedir de quem eu gosto.

A viagem não foi tão perfeita como eu imaginava. O ônibus não estava cheio e o banco ao meu lado seguiu vazio até o destino. Eu acho que foi até melhor, pois eu não estava muito afim de conversar com nenhum desconhecido. A única coisa incômoda era ela, que não parava de se mexer um só minuto, parecendo sentir que pela primeira vez estava longe de casa.
Depois de 1 hora e meia de viagem eu adormeci vencida pelo cansaço e adrenalina. Antes eu tivesse me mantido acordada, só assim não lembraria daquele dia tão triste.

------- Flashback --------
- vamos, Gerard. Já tá ficando tarde. – eu insistia.
- calma, meu amor. Nós já vamos. – ele dizia entre uma golada e outra de cerveja.
- então chega de beber, você vai dirigir esqueceu?
- essa é só a saideira, eu juro.
- você já disse isso umas quinhentas vezes, Gerard! – eu me irritei. Odiava vê-lo bêbado, era deprimente.
- ela tem razão, Gerard. É melhor você parar por aqui. – Mikey dizia tirando o copo da mão dele..
- eu também to indo embora. Amanhã é dia de trabalho né? Tem reunião bem cedinho com aquele empresário chato. – Frank dizia largando o copo de cerveja na mesa.
Vendo todos indo embora da festa e sem outra alternativa, ele aceitou o que eu disse. Nos despedimos de Tom e Clara, os donos da festa, e fomos para o estacionamento. Mikey e Frank já tinham ido embora, só restavam nós dois. Antes de entramos no carro, Gerard me agarrou e me ‘imprensou’ contra a porta, beijando com voracidade o meu pescoço.
- Gerard, pára. – eu disse séria.
- o que foi? Você não gosta? – ele dizia me beijando com mais ‘vontade’.
- você está me machucando. Vai machucar sua filha, também.
Assim que ele me ouviu dizendo isso, parece que o espírito do Gerard bêbado tinha ido embora. Ele me largou e sem dizer nada, entrou no carro. Eu entrei logo depois, ainda sem reação mas muito chateada. Isso era visível e acho que ele também percebeu.
- me perdoa por tudo? – foi o que ele disse depois de um certo tempo que estávamos na estrada.
Eu nem tive tempo de responder. Na mesma hora que meus olhos se encontraram com os dele, eu vi de relance um clarão e senti a força da batida.
Acordei no dia seguinte numa cama de hospital, com Kary, minha amiga, em volta da minha cama. Pude ver que Mikey chorava incontrolavelmente no canto do quarto. Abri os olhos e vi os dois vindo pra cima de mim.
- Mikey, ela acordou! – Kary gritou. – Marie, Marie!! Ai meu Deus, que bom que você acordou! – ela dizia chorando.
- onde eu estou?
- no hospital. Mas não fala, você ainda não tá bem. – ela disse tentando parar de chorar.
- cadê o Gerard? – eu perguntei mas não precisei de resposta pra perceber o que tinha acontecido com ele. Apenas os olhares que eu recebi já me disseram tudo o que eu precisava saber.
Comecei a chorar desesperadamente e de repente ouvi os aparelhos começarem a apitar. Aquilo não era um bom sinal e eu comecei a ver tudo escuro até que apaguei de novo.
Na próxima vez que eu abri os olhos, já tinham se passado 2 semanas desde o acidente. Novamente, Kary estava lá comigo. Ela cuidava de mim todo esse tempo como uma irmã mais nova que eu nunca tive. Eu ainda estava no hospital, mas dessa vez era em um quarto diferente e percebi que minha barriga tinha crescido um pouco mais.
- bom dia, bela adormecida! – Kary disse com um enorme sorriso no rosto – Quase você me mata de susto! Ninguém queria acreditar que você iria acordar, só eu e o Mikey!! Mas nós tínhamos razão, eu disse!
- calma Kary, eu ainda não morri. – eu disse pra descontrair.
- nem brinca com isso! Você ficou 2 semanas em coma!! Quase que perde o bebê também! – meu sorriso sumiu e deu lugar à tristeza.
- mas acabei perdendo o homem da minha vida. – eu disse chorando e ela me abraçou.
------- Fim do Flashback --------

Acordei com um homem me chamando pra avisar que a viagem tinha acabado. Olhei pela janela e estava na rodoviária de Youngstown. Esfreguei os olhos que estavam molhados, com certeza eu estava chorando enquanto sonhava, e peguei minha mochila.
Do lado de fora, um mundo novo, pessoas que eu não conhecia, lugares que eu nunca vi. Pedi informação para chegar no Old Fort Niagara e com o mapa em mãos eu entrei no ônibus que me indicaram. Não era tão longe e eu cheguei bem rápido. Desci do ônibus em frente à placa onde estava escrito: “Welcome to Old Fort Niagara!”. Fiquei feliz que pelo menos não tinha errado o caminho.
- consegui chegar até aqui, meu amor, como você me pediu. Espero que fique comigo e não me deixe. – eu disse com a esperança que ele me ouvisse, onde quer que ele estivesse.
Assim que dei meu primeiro passo, eu senti uma mão em meu ombro. Alguém tinha me parado e eu sentia que o conhecia antes mesmo de me virar e ver quem era.
Não estava errada, era mesmo o Mikey.
- Marie... – ele disse ofegante.
- Mikey... – eu o olhava sem acreditar – o que faz aqui??
- eu não podia te deixar sozinha nessa aventura. Então eu te segui. – ele me disse com preocupação na voz.
- mas... você me seguiu?? Como você soube onde me encontrar?
- hoje de manhã, eu liguei pra sua casa e a Kary estava desesperada sem saber onde você estava. Você a deixou muito preocupada. Eu perguntei a ela onde você poderia ter ido, qualquer lugar, e ela disse pra eu tentar na rodoviária. Eu corri pra lá mas quando cheguei vi você dentro do ônibus indo embora. Perguntei pras pessoas que estavam lá pra onde aquele ônibus estava indo e uma mulher me disse o local. Aí eu entrei no carro e corri o máximo que pude atrás do ônibus. Na rodoviária eu vi quando você pegou outro ônibus e também te segui, chegando até aqui. – ele disse tão rápido que até eu mesma fiquei impressionada.
- nossa.... você fez tudo isso... só pra me encontrar?
Ele ficou vermelho. Me dei conta que ele não tinha coragem pra responder. Tentei dar um sorriso e acabei deixando escapar uma risada boba, de felicidade. Era estranho, eu estava feliz mas não sabia por quê. Como eu poderia estar feliz se meus planos de fugir e viajar sozinha tinham ido por água abaixo? Eu não sabia e acho que nem ele.
- vamos entrar? – ele disse cortando meus pensamentos.
Ele pegou em minha mão e eu gelei. A mão dele era macia como a do Gerard, mas também era mais magra e gelada. Acho que ele também estava nervoso.
Sorri e nós dois, quero dizer, nós três entramos no Forte. Lá dentro era realmente lindo, tinham vários quadros antigos com imagens muito interessantes. Não tive como não lembrar dele, se ele estivesse ali com certeza estaria maravilhado com tanta arte. Senti uma brisa passando por mim e olhei pra cima.
- o que foi? – Mikey perguntou.
- ele está aqui. – eu disse e ele sorriu.
Era bom conversar sobre isso com Mikey, ele não dizia que eu era maluca, e se não acreditava em mim, pelo menos sabia entender meus sentimentos.
Continuamos ali até o dia acabar e neve começar a cair do lado de fora. A noite surgia e com ela a indecisão de voltar ou não pra casa.
- vamos voltar? – Mikey perguntou enquanto enrolava o cachecol no meu pescoço. Seu rosto tão próximo ao meu...
- eu não sei...
- você não está achando que eu vou te deixar aqui sozinha, está? – ele me olhou bravo. Por um instante eu senti medo, era como se eu visse o Gerard ali, bem na minha frente.
- não Mikey, não é isso... é que eu preciso cumprir o que eu prometi.
- pra quem?
- pra mim mesma. – eu senti que o olhar dele mudou, estava mais calmo – eu quero ir em todos os lugares que eu e seu irmão planejamos. Eu prometi isso a ele também.
Mikey me olhou com pena e depois desviou o olhar pra um ponto distante. Eu vi que ele pensava em alguma solução pra me convencer a ir embora com ele.
- eu vou com você. – ele disse.
- o quê? – eu perguntei sem acreditar.
- eu disse que vou com você. Pra onde você for, eu vou também.
- Mikey!! – eu fiquei de boca aberta. Não tinha como acreditar no que ele estava me propondo. – você não pode...
- claro que eu posso! E nada mais justo do que eu cuidar de você e da minha sobrinha. Eu devo isso ao Gerard, ele ia querer que eu cuidasse de vocês.
Eu fiquei calada. Era incrível como ele se preocupava comigo, como ele queria me ver bem. Eu senti meu coração esquentar e meu bebê se mexer.
- mas antes eu preciso arrumar minhas coisas. Vamos voltar e viajamos amanhã. – o olhar dele brilhava. Ele nem esperou minha resposta, me puxou pela mão e abriu a porta do carro. Ele ficou me olhando esperando que eu entrasse e sem alternativa, eu entrei.

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Notas finais
Essa história dela com o Mikey ainda vai render mto.... hehehe