Notas iniciais
Oi, gente! Como vão todos? Então, esse é o penúltimo capítulo de Angels e daqui a pouco vou postar o último... yep, a fic está chegando ao fim. Da para acreditar? Bem, sem mais delongas... Tenham uma boa leitura!

Pov by Jenn

Após a luz se dissipar, abri meus olhos e me encontrei num lugar diferente. Era o jardim do palácio, suspirei aliviada por estar ali, mas olhei em volta um pouco desconfiada. Aquele momento no quarto foi bastante tenso. E aqueles ossos... não entendo porque ele os guardava justo naquele baú. Mas ao menos consegui o anel.
— Jennet! — gritou Derek. Ele estava saindo do palácio com Wick apoiado em seu ombro, pelo visto algo o mago não estava bem.

Corri até eles.
— O que aconteceu?

— Ele não está se sentindo muito bem — alertou Derek.

Wick parecia realmente muito pálido e estava com um olhar misteriosamente distante.
— Senhor Wick, o que sente?

Ele não respondeu, apenas continuou olhando para frente, com o pensamento longe.
— Bem, deixe-me ajudar! — respondi e peguei um dos braços de Wick, o envolvendo em volta de meu pescoço.

— Então, Jennet... o que aconteceu lá dentro? Conseguiu acabar com ele?

— Não, Derek. Ele ainda está lá. Não consegui detê-lo, mas consegui pegar uma coisinha dele... adivinha? Eu peguei o anel de três reis! — eu disse contente.

— O ANEL?! Você realmente conseguiu? — Lil Wick perguntou acordando do transe e sorrindo.

— Sim, senhor. Mas desculpe, não consegui recuperar seu medalhão.

— Tudo bem, menina. Não tem problema. Agora temos uma coisa muito mais poderosa que aquilo em mãos! Mas espere... você disse que Strayder ainda está lá dentro, certo? — assenti — Bom, então acho melhor nos apressarmos e voltar logo para a aldeia.

Todos concordamos e caminhamos em direção aos portões do palácio.

— Espera! — eu disse e todos pararam — eu tive uma idéia!

— Que idéia, mocinha? — Shendrick perguntou.

— Essa! — e então comecei a fazer um pedido.

"Sagrado anel de três reis, eu peço a ti, que nos ajude nesse momento e faça o palácio de Strayder ir a ruína imediatamente!"

E assim foi feito. Olhamos para trás e vimos o palácio daquele infeliz cair aos pedaços e então ir abaixo de uma só vez.
— É, agora ele já era! — comentou Shendrick.

— Infelizmente, não. Ele ainda está vivo, mas o bom é que ganhamos tempo. Vamos!

— Esperem! — disse Shendrick — não podemos voltar a cavalo para a aldeia. Strayder pode nos alcançar e o exécito já deve estar atacando a aldeia!

— O quê? Atacando a aldeia? — Wick perguntou e então explicamos a ele o que a feirante tinha nos contado.

— Essa não! Precisamos mesmo ir rápido a aldeia! Shendrick — ele se voltou para o gato branco — preciso que me permita te transformar em outro animal e rápido!

— LOUIIIIS! — era o grito de Strayder.

— Mas que animal, senhor? — perguntou o gato.

— Um dragão. Iremos precisar de um dragão.

Shendrick acabou por aceitar e permitiu que o amo o transformasse no outro animal. E assim, Lil Wick pronunciou palavras em outra lingua e Shendrick começou a crescer e ganhar garras, escamas e duas enormes asas.
Strayder deu mais um grito e nós não hesitamos em montar no novo dragão. Primeiro Wick subiu, depois fui eu e por fim Derek. Um explosão no palácio surgiu e espalhou várias pedras pelos ares. Shendrick rapidamente tomou voo e saimos da área de perigo. Agora estavamos sobre a floresta negra e mais a frente, como vários pontinhos brancos, eu avistei a aldeia.

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Quando estavamos no final da floresta de Kane, apareceram cinco dragões a nossa frente cuspindo fogo. Mas Wick foi rápido, antes que o fogo nos atingisse, ele pronunciou algumas palavras e os dragões se transformaram em pequenos ratinhos. Ratinhos estes que acabaram caindo por conta da gravidade.

No entanto, nossa felicidade durou pouco, uma trupe de bruxas apareceu e jogou bombas de fedor na gente. Começamos a tossir com o cheiro, que era extremamente nauseante e enjoativo. Misture ovos podres e leite azedo, agora imagine isso com um fedor muito mais intenso... é, esse era o cheiro da bomba de fedor.
— Cara, que nojo! — gritei e me arrependi. Um pouco da fumaça da bomba entrou na minha boca — Droga, eu não tô me sentindo bem.

— Há, não! Nem pensem em vomitar em mim! — disse Shendrick.

Uma bruxa passou por nós rindo e outra estava bem na frente de Shendrick. Essa era mais decidida em seus feitiços, lançou um raio verde em Shendrick e ele se transformou num porco.
Isso fez com que todos nós desabassemos e caissemos de uma altura enorme.

Iriamos morrer espatifados no chão, mas por sorte, caimos dentro de um celeiro e aterrisamos em um amontoado de feno.

— Eu ainda tô vivo mesmo? — perguntou Derek se levantando do feno.

— Por incrível que pareça, está sim — respondeu Wick se levantando.

Shendrick grunhiu como porco e ele parecia deprimido. Com certeza odiava a idéia de ter sido transformado naquele animal, ele era orgulhoso demais para ser apenas um porco.
— Senhor Wick, acho que Shendrick gostaria de voltar a — comecei a dizer, mas Wick tampou minha boca e me jogou junto com ele no meio da pilha de feno.

— Esses cavalos são gostosos demais! — disse uma voz grossa.

E Shendrick grunhiu de medo, mas Wick o calou com um feitiço.
— Esconda-se — o mago sussurrou ao seu companheiro, mas Shendrick parecia não ter ouvido seu amo.

— Sim, são muito bons. Mas parece que eu ouvi um porco! Você viu algum porco por aqui?

— Um porco? É, eu também acabei de ouvir um porco. Mas não vejo nenhum! Vamos até o outro lado!

E então a porta foi aberta e se agachando para passar por ali, lá estava um grande ogro. E em suas mãos ele tinha metade de um cavalo. Ele deu uma mordida no animal e o mastigou de boca aberta. Eu quase dê um grito, mas Wick ainda estava tampando minha boca. Não entendo como alguém poderia ter coragem de comer um cavalo! Isso era horrível! Cavalos são animais tão dóceis, mas parece que o ogro não se importava com isso. Ele se importava mesmo é em ficar de barriga cheia. Em seguida seu companheiro passou pela porta também. Ele foi o primeiro a avistar o porco, Shendrick.
— Olhá só, ai está ele!

— Quem é que vai ser nosso banquete? Quem é? — o ogro riu — é você!

Me soltei de Wick e me levantei as pressas.
— Não — gritei e me coloquei na frente do porco. Saquei minha espada e a apontei para os ogros que eram três vezes maiores que eu.

— Mas que linda! Um anjinho! Nosso lanche predileto! — ele passou sua lingua roxa nos lábios. Achei aquilo nojento.

— Deixem ele em paz!

— Deixaremos, enquanto você for o prato principal! — e então eles correram em minha direção.

Me abaixei e passei por baixo das pernas de um. Com um golpe de espada, cortei uma parte de sua perna. O gigante desmoronou e quase caiu por cima de Shendrick.

O outro se agachou para me pegar e eu desviei dele, desferi mais um golpe com a espada e acertei seu pulso. O ogro urrou de dor e me estapeou com as costas de sua mão. Eu fui jogada do outro lado do celeiro.
Wick se levantou do amontoado de feno para atacar o ogro, mas foi ai que uma flecha atravessou o peito do monstro e este caiu para trás, detonando o outro lado do celeiro. O outro ogro, que estava caido esticou o braço e me agarrou, mas outra flecha veio e o acertou na cabeça. O ogro se levantou e olhou para a direção de onde a flecha viera... lá estava Layka. Ela atirou mais uma flecha e acertou o olho do monstro, que urrou de dor e me soltou, me fazendo cair no chão. Wick aproveitou a deixa e jogou um feitiço no ogro, o fazendo encolher, até ficar bem pequenino. Shendrick grunhiu para o mago.
— Está bem, amiguinho — ele respondeu e quebrou o feitiço da bruxa, transformando Shendrick em um gato outra vez.
— Graças aos céus, eu não aguentava mais ser uma... uma... uma droga de porco — ele disse e fez uma careta.

— É bom te ter de volta, Shendrick — eu disse sorrindo.

— Jennet! — Layka gritou me chamando e ela correu até mim. Fez uma reverência a Wick e me deu um abraço — Ainda bem que está aqui. Aconteceu uma coisa horrivel com sua mãe!

— O quê? — perguntei surpresa e me desfiz do abraço.

— Uma das crias de Strayder está a atacar sua mãe.

— Jeremy! — corri para fora do celeiro e me dirigi em direção ao templo, atacando qualquer monstro que se colocasse a minha frente. Se aquele idiota do Jeremy tinha feito mesmo algo a minha mãe, ele ia pagar!
Mas quando eu estava perto das grandes portas do templo, Layka me gritou:
— Jennet, espere!

No entanto a ignorei e escancarei as grandes portas. A cena que vi não era nem um terço do que eu imaginava...
Não era Jeremy que estava a atacar minha mãe... era a irmã dele e estava acompanhada por Morgan... que tinha um sorriso sinistro nos lábios.
— Mas olha só quem chegou para a festa! — ela disse debochando.

— Vocês... o que vocês fizeram com ela? — gritei com a raiva já me subindo a cabeça.

Alana estava presa a parede, acorrentada e ensaguentada como se estivesse pagando por algum pecado.
— Nada, apenas demos a ela o que merecia.

— Como você tem coragem de dizer uma coisa dessas? Minha mãe te acolheu com tanto amor na casa dela e é assim que você agradece? A espancando?!

— É, é assim que eu agradeço! Olha só isso — ela pegou uma adaga do seu cinto e a cravou no peito de minha mãe.

— NÃO! — gritei pasma por ter que presenciar a morte dela mais uma vez.

Alana disse sua ultima palavra:
— Jennet... — e então desmaiou de vez.

— Mo-Mo-Morgan... sua... sua — meus olhos encheram d'água, e as lágrimas correram quentes pelo meu rosto, enquanto meu sangue fervia de raiva — Você vai me pagar!

Minhas asas se ergueram e eu saltei sobre Morgan com minha espada nas mãos.

A ataquei com um golpe e ela desviou, tentou me lançar um feitiço, mas eu pulei pro lado. Ela lançou outra vez um feitiço e eu desviei novamente. Desferi um golpe em seu braço esquerdo e cortei metade dele. A bruxa urrou de dor e rasguei seu rosto com minhas garras, para depois a chutar na barriga. A bruxa cambaleou para trás e com a outra mão me jogou um feitiço. Esse me acertou e me jogou para trás, me fazendo bater com tudo na parede.

Amanda olhou para mim e então correu em direção a porta. Mas eu me levantei e voei em direção a ela. Morgan tentou jogar outros feitiços em mim, mas consegui desviar de todos. E usei o anel para paralisar a ela. Cheguei antes de Amanda na saída e tranquei as portas antes que ela pudesse sair.
— Nem pense nisso! Sei que também teve algo a ver com tudo isso!

Foi ai que vi Adam e Scarpana caídos no chão.
— Jennet, me perdoe, mas eu precisa...

Dê um tapa na cara dela.

— E o pobre do Adam que achava que você era boa.

Dê um passo a frente para ataca-la, mas a ponta de uma espada apareceu a minha frente e quase perfurou meu pescoço. Um homem havia aparecido entre mim e Amanda. Eu sabia que ele iria aparecer uma hora ou outra.
— Bom trabalho, filha. Você conseguiu fazer o que pedi, estou orgulhoso de você.

O infeliz era Strayder....

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— Se pensa em machuca-la, Srta. Louis, esqueça! — com um movimento da espada, ele me desarmou e deu mais um passo a frente com a espada, agora novamente apontada para meu pescoço — Ninguém vai machucar minha filha.

Ele ergueu a espada para dar o golpe final, mas o golpe foi desviado por outra espada. Era Lil Wick e estava bem na minha frente.
— Você de novo? — resmungou Strayder.

— Vaso ruim não quebra — Wick brincou e os dois começaram a lutar.

Amanda deu alguns passos para trás e então correu até Adam. Desconfiada, fui atrás dela.
" Ajude a ele. Tire ele disso. Ele não merece o que está fazendo a ele..." — Scarpana sussurrou para Amanda.

— Perdão, mas eu não posso — ela disse em meio a soluços e eu a agarrei pelo cabelo.

— Pode sim, desfaça isso agora!

— Não! Me solta — ela tentou se soltar, o que serviu para eu puxar seu cabelo com mais força e fazer ela gritar.

— Des-fa-ça! — e a joguei no chão, ao lado do corpo de Adam.

De repente Morgan saiu do transe e jogou um feitiço em mim, que eu desviei com o anel, fazendo o feitiço ir de volta para ela, a transformando num esquilo.
Amanda se levantou e tentou correr, mas eu a puxei pelo cabelo de novo e a agarrei pelo pescoço, começando a enforca-la.
— Desfaça isso logo! — gritei e ela começou a falar algo em lingua estranha, então as chamas em volta do corpo de Adam se apagaram.

O som de um raio e paredes sendo quebradas ecoou pelo templo e me virei — ainda enforcando Amanda — para ver o que havia acontecido. Wick estava caído no chão, enquanto isso Strayder estava de pé, sorrindo vitorioso.
— Eu não disse? Fraco! — ele murmurou e então Amanda gritou por ele. Ele se virou imediatamente pra nossa direção e seu sorriso se desfez. Agora ele estava bravo, muito bravo.
— Amanda? — era a voz de Adam.

Soltei a filha de Strayder e ela correu para se ajoelhar diante de Adam.
— Você acordou! Você acordou!

Enquanto isso Strayder me olhou intensamente, como se pudesse me destruir somente com o olhar.
— O que aconteceu? — perguntou Adam quase como um sussurro.

Então Strayder começou a avançar em minha direção, mas Lil Wick se levantou e correu atrás dele. O mago o alcançou e agarrou um de seus braços, fazendo o anjo parar. Wick o girou no ar duas vezes e o jogou para fora das janelas — era o troco -, depois saiu pelas janelas atrás de Strayder.

Adam se levantou com um pouco de dificuldade, parecendo meio doente, mas sorriu ao me ver.
— Jennet! — então o sorriso dele se desfez e ele se voltou pra Amanda — Essa não... — ele olhou em volta do templo e quando viu Alana na parede, seu semblante se encheu de horror e ele se voltou novamente a Amanda — você... traidora!

E então um grande barulho vindo de cima invadiu o salão. Um monstro estava arrancando o teto e era o monstro mais horrendo que eu já vira.
— Cansei daquela forma humana idiota!

— Pa-pai? — sussurrou Amanda impressionada.

Strayder estava com mais de 7 metros de altura e sua pele parecia ser feita de lava. Seus olhos eram vermelhos como rubis e sua boca estava cheia de dentes afiados. Ele gritou algo indecifrável e então o chão começou a trincar bem embaixo de onde Alana estava... até que uma cratera começou a se abrir entre nós. Strayder deu mais um grito e os céus rugiram junto. O monstro diminiui e ficou do nosso tamanho. Ele saltou para dentro e começou a caminhar até minha mãe. Eu gritei para que ele não o fizesse, mas era inútil.
O mago Wick saltou das janelas e tentou proteger minha mãe, ficando de frente para ela. Quando Strayder se aproximou, eles começaram a lutar novamente. Wick jogou um feitiço no monstro e Strayder deu um soco na cara do mago que o jogou longe. Agora, Strayder estava a se aproximar mais ainda de minha mãe.

— Precisamos fazer algo! — disse olhando para Adam e Amanda, clamando pela ajuda deles, mas eles pareciam mais assustados com aquilo do que eu.

Então decidi fazer um sacrificio, pedi ao anel que sugasse tudo de ruim que estivesse em Strayder e transplantasse pra mim. Logo uma luz saiu da boca de Strayder e começou a ser transferida para mim. E toda porção de trevas que meu corpo possuia, me fazia sentir como se algo estivesse me atacando por dentro, mas eu não podia me mexer, não conseguia lutar contra aquilo.
Derek e Shendrick entraram no templo e foram socorrer Wick, quando trayder já estava voltando a sua forma humana... eu caí, minha respiração começou a ficar pesada e então meu corpo começou a tremer, até que comecei a ter convulsões. Adam, Amanda, Wick e Derek rapidamente se ajoelharam diante de mim e discutiram em como iam me ajudar. Eles estavam desesperados! Estavam gritando um com o outro e então eu percebi que minhas unhas estavam crescendo como garras e minhas presas estavam começando a crescer dentro da minha boca.

— Espera! Eu tenho uma idéia! Segurem ela! — ordenou Adam.
Assim, Amanda, Derek e Wick me seguraram como se eu estivesse prestes a fugir. Adam arrancou o anel do meu dedo e eu continuei a me contorcer, só que me deu uma vontade enorme de gritar e eu o fiz. Mas eu não gritava mais como uma humana, parecia um animal.
— Acalme-se, menina! — dizia Wick tentando me ajudar.

Mas então gritou uma voz:
— Adam! — era a voz de Jeremy.

Ele avançou em Adam com uma espada e Adam se levantou rapidamente. Derek pegou minha espada e a jogou para ele. Assim, Jeremy e Adam começaram a lutar.
Eu me senti um pouco ameaçada por Derek e Amanda estarem me segurando e tentei me levantar. Eles não deixaram e eu gritei outra vez como um animal.
— Me soltem!

E então eu ouvi o som de uma espada atravessando um corpo e em seguida um grito de dor... não vi quem era... o corpo caiu... e Amanda me soltou na mesma hora para correr até o ferido. Ela começou a chorar desesperada e então aquela mesma luz forte do anel, apareceu de novo... só que dessa vez, eu acabei apagando de vez...

Notas finais
E então gente, o que acham que aconteceu? Já tem suas apostas? Mais tarde vem o próximo capítulo... e o grand finale! Nos vemos mais tarde, Bjos :*