Notas iniciais
Hi, Angels! Como estão? Bem, cá está mais um capítulo! Espero que gostem ^^ Boa leitura :D

Pov by Blake

Acordei um pouco zonzo, estava em uma sala de paredes brancas sentado em uma cadeira com minhas mãos amarradas.
E a minha frente, estavam dois homens olhando para um telão enorme, eles riam e diziam:

– Pobre garota!

– Como se ela fosse mesmo forte! Olhe só pra ela! Era tudo enganação!

– É! Onde está aquela fera, ein? — e deram uma gargalhada.

E então Strayder entrou na sala...

– Mestre! — os dois foram diretamente até ele, deixando visivel para mim a imagem que eles assistiam.

O telão mostrava Jennet caida no chão, com uma poça enorme de sangue que saia de seu pescoço...

– Je-Jennet — sussurrei.

– Então acordou, neto de Wick?! O que acha dessa bela visão? — perguntou Strayder.

– Bela? Você a matou seu desgraçado! — gritei a ele.

Juro que queria sair daquela cadeira e ataca-lo de qualquer maneira.
Eu mal conseguia acreditar em meus olhos! Desejava que estivesse tendo uma alucinação ou que tudo aquilo fosse apenas um pesadelo.

– Por que fez isso com ela?! — eu berrava — Seu idiota! Eu vou acabar com a sua raça!

– Eu acho que preso nessa cadeira você não vai conseguir! — disse rindo — E ela não está morta... apenas, a parte humana dela!

– A parte humana?! — nessa hora eu fiquei paralizado.

Me lembrei das palavras de Alana no qual ela dizia que se a parte humana de Jennet morresse, ela iria se tornar um anjo das trevas completo.

– Mestre, achamos que o senhor se enganou com a garota. Ela não se parece nenhum pouco com um anjo das trevas! — disse um dos homens.

– Para vocês não se parece, mas ela é! Eu posso sentir o poder dessa garota daqui! E posso dizer que ela é um dos seres mais poderosos que já vi. Quanto a você, neto de Wick. Você será o jantar dela, pois sem isso aqui — ele mostrou o medalhão — você não serve para nada! É apenas um humano inútil.

E antes que eu pudesse responder, ele amarrou um pano na minha boca.

Toda vez que olhava para aquela cena, era como se tudo desabasse. Era dificil ver Jennet naquele estado, era dificil a ver morta. E eu queria entender o que ele quis dizer com "eu ser o jantar dela". Jennet como uma canibal? Não, eu não consigo acreditar.

Até que em alguns segundos depois, os olhos dela se abriram. Estes vasculharam o que havia ao seu redor e ela se levantou. Parecia confusa, mas quando olhou para a camera. Eu pude ver claramente a frieza em seu rosto e seus olhos. Agora vermelhos como rubis, cabelos tão negros quanto a noite e o pescoço regenerado. Como se não tivesse levado nenhum corte ali.

– Perfeita! — exclamou Strayder — Vamos até ela! — disse Strayder e saiu da sala com os outros dois homens.

Pelo telão pude ver o minuto em que chegaram até ela e um dos homens a agarrou pelas costas. Strayder ergueu o medalhão e num piscar de olhos eles estavam na minha frente.

– Me solta! Quem vocês pensam que são pra me tratarem assim?! — gritou ela.

– Fique quieta, garota! — ele disse erguendo o medalhão novamente e Jennet então ficou com uma cara séria, como se estivesse com o pensamento longe.

– Agora você vai me ouvir. Você tera que fazer tudo o que eu mandar.

– Como quiser — disse a garota.

– Quero que você faça uma coisa simples. Coisa rápida se é que me entende. Bem, quero que você mate... Alana.

– Com todo prazer.

Meus olhos se arregalaram, eu não podia ver aquilo! Não queria ver aquilo! Eu me mexia na cadeira tentando sair dali, mas quem disse que conseguia?!

– Ótimo! Quando acordar você ira fazer tudo o que eu mandar. Será minha serva. Agora, acorde! — disse e estalou os dedos — Agora peguem o garoto. Como eu disse ele vai ser jantar dela mais tarde.

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No corredor as pessoas ainda estavam caídas no chão, mas havia alguém novo ali que olhava a sua volta sem entender nada...

– Jennet, quem são esses caras?!! Blake? — a garota de cabelos loiros disse impressionada ao me ver com os pulsos amarrados — o que está acontecendo? Jennet, por quê suas roupas estão cheias de sangue?

– Sarah, que saudades de você! — disse Jennet abraçando a garota.

– Jennet, o que aconteceu com você? Achei que tivesse dito que estava bem! — disse Sarah se afastando de Jennet — Mas olha só pra suas roupas! Elas estão banhadas por sangue! O que aconteceu? — gritou — Quem são esses caras? E por quê... por quê seus olhos estão vermelhos? — sussurrou olhando desconfiada.

– Sarah, corra! — Sussurrei a Sarah.

– Blake, mas por...

– Corre logo!

Assustada com aquilo, ela deu um passo para trás e saiu correndo em direção a saída.

– O que faremos com ela, mestre? — perguntou Jennet.

– Deixe-a livre por enquanto. Depois pensarei no que fazer com ela.

– Mas e se ela contar o que viu?

Aproveitando o descuido deles, consegui me soltar da corda...

– Nenhum destes caídos no chão se lembrara do que aconteceu. Por isso, ninguém ira acreditar no que ela disser.

E então eu simplesmente pisquei e por incrível que pareça estava do lado de fora do hospital.

De longe, podia ver Sarah correndo na calçada e parti atrás dela gritando por seu nome.
E então ela parou e encostou-se na parede de um prédio.

– Sarah, você está bem?

Ela me olhou como uma criança assustada e se jogou, envolvendo seus braços em mim.

– Blake, o que está acontecendo? — disse e se pôs a chorar — O que era tudo aquilo? Por que a Jennet estava toda suja de sangue? Por quê ela estava com olhos vermelhos? Quem eram aqueles caras? Por que tinha um monte de gente caída no chão?

– Se acalma, Sarah. Agora está tudo bem. E quanto a Jennet, vamos pra minha casa. Eu vou te explicar.

Pov by Iryna

Na cabana...

– Escuta! Eu e você já decidimos isso! E eu não quero voltar atrás e "nós" não vamos voltar atrás! Você me ouviu, bem?

E sem pensar, abri a porta e acabei vendo eles se beijando. Ambos me olharam assustados. Amanda estava prestes a tirar o vestido...

– Iryna? Mas como? O que você esta fazendo aqui?

– Quem é ela?! — a garota disse ajeitando o vestido.

– Me... me perdoe por isso, Adam. E-eu não devia ter vindo aqui — eu ja estava prestes a sair dali correndo quando ouvi:

– Cansei de esperar! Minha paciência já está em nível zero! — depois disso, só vi pedaços de madeira da porta voando...

– Jeremy!

– Ai meu Deus! É o meu irmão! — sussurrou a garota.

– Eu não acredito, Iryna! Eu realmente não consigo acreditar! — dizia Adam como se tivesse desapontado comigo.

– Muito bem, é melhor sair daí agora! — gritou Jeremy.

– Pois bem! — eu respondi e sai do quarto erguendo as mãos pra cima num sinal de rendimento — Foi você que deu as ordens!

Deixei minhas asas brancas a mostra para ele.

– O que pensa que está fazendo?

Fiz o sinal das mãos juntadas e meu anel de saphira provocou uma luz azul intensa e quase cegável na cabana, assim eu fiz com que Adam e Amanda se transportassem para o templo sagrado em Relsyn.

– Mas o que você fez? — Jeremy perguntou.

– Nada demais.

Ele entrou no quarto e percebeu que ali não havia ninguém...

– Não tem ninguém aqui! Você mentiu pra mim!

Retirei a minha espada do cinto. Sua lâmina estava afiada e eu estava pronta para luta que estava por vir, porém...

– Não, eu não menti. Eles estavam ai sim. Mas cuidei para que fossem para Relsyn — falei confiante.

– Sua...

– Espera! Por quê fez isso? — Morgan perguntou confusa.

– Por que eu o amo. E quando se ama você sempre quer o bem da outra pessoa, a quer feliz. E se ele está feliz, eu também estou — deixei uma lágrima escapar após tais palavras.

– Isso é suicidio — disse Morgan calmamente — Não acredito que fez isso.

Jeremy deu uma gargalhada

– Faça-me o favor! Pra que esse drama todo? Isso só prova que o amor realmente enfraquece! E agora... — Jeremy ergueu sua espada.

– Não! Não machuque ela! — Morgan ficou a minha frente.

– Sai da minha frente, Morgan! — gritou Jeremy empurrando Morgan pro sofá.

Ele apontou a espada para minha garganta.

– Sua atitude até foi honrável. Mas eu não estou aqui para parabenizar e ter pena de ninguém! — Ele disse se preparando com a espada para me atacar.

E então larguei minha espada e fechei meus olhos. Minha missão ali já havia acabado e por isso não ligava mais se morresse. No entanto, eu não senti absolutamente nada!
Confusa, abri os olhos. Ele havia baixado a espada.

– Achei que tivesse dito que não iria ter pena.

– Não estou com pena. Eu não vou te machucar porque minha rixa não é com você, é com ele.

O olhei impressionada.

– Você vai ficar me olhando? Sai logo daqui antes que meus extintos resolvam me contrariar e te matar.

Ele parecia falar sério, por isso me teletransportei rapidamente para Relsyn.

Eu estava no jardim do Templo sagrado agora, e a minha frente estava a rainha a chorar. O que me impressionou, pois nunca havia visto a rainha chorar daquele jeito.

– Iryna — disse uma voz masculina familiar e quando me virei pude vê-lo ao lado daquela garota.

– Oi, Adam. Oi... — disse esperando que ela me dissesse seu nome.

– Amanda. Me chamo Amanda.

– Por quê você... por quê você fez aquilo? — perguntou Adam.

– Por que sou um anjo sagrado. E anjos sagrados fazem sempre o bem.

– Achei que iria me entregar pro meu irmão — disse Amanda.

– Não seria capaz de fazer isso. Mas mudando de assunto... Adam, por quê ela esta chorando? — perguntei com uma certa dor ao olhar para a rainha.

– Por Jennet, Iryna. Ela se tornou um deles por completo.

– O quê? Você está dizendo que ela...? — eu estava pasma!

– Sim, agora ela é um anjo das trevas...

Notas finais
E ai, o que acharam? Opiniões, please? Bem, nos vemos no próximo capitulo ;) Obrigada por acompanhar a fic ^^ Bjos, angels