Angels : Heaven Against Darkness [Fic Interativa]
29 Especial de natal
Notas iniciais
Especial de Natal, p.o.v por Alana
Natal, tempo de presentes, união, festas, mas também da comemoração do nascimento de Jesus. E eu irei falar de um presente que eu ganhei em um de meus natais, quando eu ainda era solteira e tinha 22 anos. Não é algo material, mas foi um grande presente.
Era véspera de natal e eu estava em minha casa. As ruas já estavam enfeitadas cheias de luzes piscantes e enfeites. E eu havia apenas comprado uma arvore de natal e a enfeitado. A véspera do grande dia! O natal, como não adorar está data? É uma data tão linda. Eu queria poder estar na casa de minha mãe hoje, com minha familia. Mas preciso ir até Relsyn. Meu superior disse que eu preciso cumprir uma missão... mas que missão? Bem, ele ainda não me disse. Por isso adiei a ida a casa da minha mãe.
Eu já havia levantado e estava na cozinha tomando um gole de café, quando a campainha tocou.
– Já vou! — gritei me levantando da cadeira e indo até a porta. Quando eu a abri, eu vi Loren com um sorriso de orelha a orelha.
– Alana! — ela disse me abraçando. Loren minha amiga loira dos olhos azuis.
– Oh, Loren! Eu não imaginava que viria a minha casa hoje. Achei que havia viajado pra outra cidade.
– Não, eu resolvi passar o feriado com você! Não queria deixar minha melhor amiga sozinha!
– Oh, Loren! — passar o feriado comigo? Oh, meu Deus. Como posso ir a Relsyn com ela aqui? — Eu não consigo acreditar. — falei tentando sorrir.
– Está bem, mas agora eu posso entrar? Já está começando a chover!
– Oh claro, entre Loren!
Ela entrou e logo viu a árvore...
– Eu não acredito que só enfeitou a árvore!
– Loren, só estava eu aqui. E pra que enfeitar muita coisa se eu vou ficar sozinha?
– É mas não vai estar sozinha, eu vou estar com você.
– Bem, mas não vejo problema em deixar a casa assim.
– Sinceramente, onde está sua animação pro natal?!
– Eu não sei, acho que ela fugiu. — falei me sentando no sofá.
– Então vou decorar essa casa todinha pra você!
– Não, não. Deixe como está. E afinal, é véspera de natal. Não deve existir muitos enfeites para vender.
– E quem falou em comprar? Sei que você tem enfeites escondidos em algum lugar.
– Loren, por favor. Só estamos nós duas e mais tarde eu vou ter que sair.
– Sair? Ué? Você não dise que iria passar o natal sozinha?
– É, mas...
– Mas? Alana, não venha me dar desculpas. Vamos, me diga, onde você vai? — ela se sentou ao meu lado e ficou olhando pra mim esperando por uma resposta.
– Loren, e-eu não posso te contar.
– Por que não? Somos amigas, não é? Por que não pode contar?
– Eu sinto muito, Loren. — ela se levantou do sofá e se virou pra mim.
– Eu não posso acreditar. Eu venho passar o feriado com você e você faz isso?!
– Você não iria acreditar em mim.
– Alana, você sabe que eu sempre acreditei em você!
– Mas dessa vez, não sei se você vai conseguir.
– Então me diga!
– Está bem. Loren, eu sou um anjo dos céus.
– O quê? — ela disse espantada. — Alana, por favor — ela disse rindo — Pare de brincadeira e me diga logo!
– Mas eu estou falando sério!
– Olha, eu sei, você é certinha e tudo mais. Mas olha, chega de brincar, ok?
– Viu? Eu disse que talvez não acreditasse dessa vez. — gritei e me levantei do sofá caminhando até a porta.
– Alana, onde você está indo?
– Pra um lugar que a maioria dos mortais não conhecem! — gritei saindo de casa.
– Alana! — ela gritou e logo estava atrás de mim. — Desculpe, mas pra mim, anjos eram seres que deviam estar no céu. E se você é mesmo um anjo me mostre suas asas!
– Eu não posso fazer isso aqui! Venha comigo pra eu te explicar! — peguei na mão dela e a levei até um beco.
Ergui minha mão e abri um portal pra Relsyn, o que fez Loren ficar de queixo caído.
– Oh meu Deus!
– Agora vamos! — ela estava estática, por isso tive que a puxar pelo braço novamente.
Atravessamos o portal e do outro lado, aparecemos em um campo cheio de flores.
– Bem vinda a Relsyn!
– Relsyn?
– Sim. É aqui que eu iria vir! E bem, pra esclarecer suas dúvidas.
Foi estranho mostrar minhas asas na frente da minha amiga. Mas eu consegui deixa-las a mostra, fazendo com que ela ficasse mais impresionada do que já estava.
– E então? O que achou das minhas asas? — perguntei sorrindo.
– Você é mesmo um anjo... — foi a última coisa que ela falou antes de desmaiar.
– Loren!
Tentei acorda-la de várias formas, mas nada deu certo. Nem mesmo minha magia.
Fiquei ali, no chão ao lado de Loren por bastante tempo. Até que meu superior apareceu caminhando em meio as flores segurando uma coroa de rosas vermelhas em sua mão. Ele ja estava velho, com barba e cabelos brancos.
– Mestre! Por favor, me ajude!
– Porque trouxe um humano ao nosso mundo?
– Desculpe, mas ela é minha melhor amiga e eu tive de contar a ela. Porém ela acabou desmaiando e eu não consegui acorda-la mais.
– Hum — ele disse pensativo — lembra-se que você tinha uma missão?
– Sim, mestre. Eu me lembro.
– Pois bem. A sua missão é encontrar um cristal de Liz no tronco do pinheiro mais alto da floresta de Kane.
– Cristal de Liz?
– Sim, é muito importante que o encontre. E leve está coroa com você. Ela é suai agora. — ele disse a colocando em minha cabeça.
– Mas por que uma coroa de rosas vermelhas?
– Na hora certa você vai saber.
– Agora vá! Eu cuidarei de sua amiga.
Assenti e comecei a caminhar em direção a floresta.
Estava com um vestido branco e com aquela coroa de rosas vermelhas em minha cabeça. De alguma maneira, ela me fazia me sentir tão viva e feliz.
– O cristal de Liz... onde será que fica o pinheiro mais alto? — perguntei a mim mesma.
Andei mais um pouco e entrei em um campo, e no meio dele, estava o grande pinheiro. Perto dele havia uma pequena garotinha de cabelos loiros. Ela me lembrava Loren.
Me aproximei da pequena criança e ao perceber minha presença, ela perguntou:
– Quem é você?
– Sou Alana, estou a procura do Cristal de Liz. Mas, o que faz por aqui pequena?
– Estava a procura de flores. Minha mãe está muito doente e eu queria alegra-la com as flores.
Eu logo me lembrei da coroa de rosas vermelhas, ela era tão linda e acho que a garotinha gostaria de entrega-la a mãe.
– Então pegue a minha coroa de rosas. — disse tirando a coroa de minha cabeça e estendendo pra pequena criança.
– Sua coroa?
– Sim, a leve com você. — respondi.
– Nossa! Ela é muito bonita! Eu posso mesmo leva-la comigo? — ela perguntou com um brilho no olhar.
– Claro. — respondi sorrindo.
– Muito obrigada. — agradeceu pegando a coroa.
– E quando chegar em casa, a coloque na cabeça de sua mãe.
– Na cabeça de minha mãe? Mas porque?
– Só coloque. Está bem? — disse sorrindo. — Eu acho que ficara bem nela.
– Está bem, obrigada. — respondeu a garotinha me abraçando.
– Agora vá pequenina. Sua mãe precisa de você.
– Está bem e anjo, o cristal está bem perto de você. Tchau! — a pequenina saiu dos meus braços, se virou e começou a correr de volta pra casa.
– Bem perto de mim? — sussurrei.
Esperei que ela entrasse na floresta e fui até o pinheiro. Mas pra minha supresa, o Cristal estava caído no chão. Ele era muito bonito e tinha a forma de um floco de neve com tons azuis e rosa.
Fui correndo de volta ao campo onde estava meu superior e lhe entreguei o cristal.
– Muito bem, Alana. Agora eu quero lhe mostrar uma coisa.
Ele estendeu a mão e apareceu uma imagem...
Aquela garotinha loira, ao chegar em casa — uma casa de madeira, bem humilde.- foi correndo até o quarto onde sua mãe estava e colocou a coroa de rosas vermelhas na cabeça dela.
– Prontinho.
A mãe dela estava com uma aparência muito ruim, que chegava a dar tristeza a qualquer um que a visse.
Mas depois de alguns segundos, a coroa começou a brilhar e a mulher acordou. E naquele momento, ela parecia bem, sua pele estava mais bonita e sua expressão era de alguém cheio de vida.
– Filha, o que aconteceu? — perguntou a mulher sem entender.
– Eu vi um anjo, mãe. E ela me deu a coroa dela pra colocar em você.
– Coroa? Mas que coroa?
– Essa coroa de rosas que está em sua cabeça.
A mulher colocou as mãos sobre a cabeça e sentiu as petalas de rosas.
– Filha, me diga, como era esse anjo que você viu? — perguntou a mulher impressionada.
– O nome dela era Alana e ela tinha olhos azuis e longos cabelos castanhos. — ela disse sorrindo e abraçou a mãe — fico tão feliz por a senhora estar bem...
E a imagem desapareceu...
Eu não conseguia acreditar!
– Mas, mas como?!
– Você entregou a coroa a criança, essa era a sua missão.
– Mas como eu?
– Era um teste pra ver seu nível de bondade, Alana.
– Meu Deus.
– Bem, quanto ao cristal. Ele era pra acordar sua amiga.
Ele colocou o cristal na testa de Loren.
– Vocês iram aparecer no mundo dos humanos... não deixe ela saber da existência de Relsyn. A faça pensar que foi um sonho.
– Mas mestre!
– Alana, por favor.
– Está bem. Até mais, mestre.
Num instante estavamos na minha casa em San Francisco.
Nós aparecemos deitadas nos dois sofás da sala.
– Mas o que houve? — perguntou Loren se levantando e bocejando.
– E-eu não sei.
– É, pelo visto dormimos. E sabe, eu tive um sonho bem maluco. Sonhei que você era um anjo.
– Eu? — ri e respondi — seu sonho deve ter sido bem interassante não?
– Sim, mas foi muito estranho também. Mas e quanto a decoração da sua casa?
– Acho que não precisamos decorar. Eu estava pensando...ainda da tempo de ir a casa da minha mãe. E ai, você topa ir pra lá comigo?
– Eu achei que iriamos passar o natal só nós duas.
– É, mas eu mudei de idéia. Vamos?
– Está bem!
– Vou arrumar minhas roupas.
E o meu grande presente naquele natal foi esse. Poder ter ajudado a pequena criança. O sorriso dela quando viu que a mãe estava curada, foi tão gratificante pra mim...
E quanto a Loren e eu, bem, nós tivemos um natal muito animado na casa da minha mãe...
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