Angels Forever

1 Capítulo 1 - God Knows I Tried


Notas iniciais
IMPORTANTE, LEIA, POR FAVOR! Chamei sua atenção? Ótimo! hihi. Bom, pessoal, essa é minha primeira história, então me deem um desconto hihi A história será contada por três pessoas: o namorado de Chelsea, a mãe dela e a melhor amiga. As três pessoas mais próximas a ela e que acompanharemos os seus dias durante um ano tentando adaptar suas vidas a partida da garota e tentando descobrir o que levou ela a decidir partir. Será um ano – não bissexto, só 365 dias mesmo – e cada dia será narrado por um dos três. A história começa a partir do dia 4/02, quando ela se suicidou (o motivo dessa data específica? Faço a mínima ideia) e esse é o dia ”0 de 365”, a partir do dia 5/02 o dia “1 de 365” e assim vai. Talvez surjam alguns personagens perdidos por aí, né, não sei... Ok? Ok. p.s.: as lembranças que Chelsea tem com os personagens vão ser contadas por eles, não por Chelsea, afinal, ela só tem um capitulo, né, gente.

0 de 365

Tudo já vinha acontecendo há muito tempo e ninguém notava.

Ninguém notava como ela se sentia, ninguém notava como ela colocava uma máscara em seu rosto todos os dias pela manhã. Ninguém notava como o sorriso que ela enfrentava o mundo era completamente falso.

Aquele mesmo sorriso que ela dirigia a sua melhor amiga, quando a via pela manhã, ao chegar à escola. O sorriso que dirigia ao seu namorado, nos dias em que se viam, o sorriso que dirigia a sua mãe antes de sair de casa.

Como ela amava aqueles três. Se o mundo de Chelsea pudesse girar ao redor de três pessoas do que ao invés dela, seriam esses três.

Sua mãe era a pessoa mais incrível que ela conhecia. Já havia enfrentado tantas coisas em sua vida sem nunca descer do salto ou abaixar a cabeça.

Queen Stevens – até o nome era de rainha. E para Chelsea, era isso que sua mãe era e sempre seria.

Queen, desde o momento em que chegou ao mundo, não teve uma vida fácil. Seu pai abandonou sua mãe no instante em que ela contou que estava grávida, mas sua mãe levou a gravidez até o final. Mas quando Queen nasceu, com dias de vida, foi levada para um orfanato no sul de Saint Paul, capital do estado de Minnesota.

Lá foi onde cresceu e estudou até os dezessete anos, quando, surpreendentemente, ingressou em Harvard. Ninguém nunca imaginou isso da menina que quase nunca abria a boca dentro do orfanato e era praticamente invisível para todos.

Queen se mudou para Massachusetts, enfrentando dificuldades, pois não tinha muito dinheiro – somente três mil dólares de economias, porém a Universidade estava misteriosamente paga – e, anos depois, se formou como a melhor aluna da turma de Direito.

Continuou a vida em Massachusetts, abriu um escritório de advocacia, e reencontrou o pai – Chelsea nunca soube muito sobre isso, somente que a mãe descobriu que foi ele quem bancou sua Universidade todos os anos e que depois de se verem, nunca mais se falaram novamente.

Queen conheceu o pai de Chelsea, Matthew, em uma briga judicial – estavam no mesmo caso de divisão de ações de uma empresa, porém de lados diferentes – e logo que a viu, Matthew a chamou para sair.

Eles se conheceram melhor e, três anos depois, estavam casados e com uma filha a caminho – outra coisa que Chelsea nunca soube muito: a história de seus pais.

Chelsea nasceu e vivia uma vida incrível com pais super incríveis. Até que, quando Chelsea completou sete anos, um dia após seu aniversário, seu pai sofreu um acidente de carro e morreu.

Foi a pior parte de sua vida – pelo menos a pior parte de sua vida até agora.

Já haviam se passado dez anos desde que seu pai se fora e não havia um dia que Queen ou Chelsea não sentissem a falta dele.

Mas elas se viraram bem. Ainda se viram bem. Queen continuou trabalhando e, mesmo Matthew fazendo falta, as duas são felizes juntas.

E, é por isso, que Chelsea prefere não imaginar como sua mãe irá reagir a tudo isso.

E quem esteve com Chelsea todo esse tempo?

A melhor amiga que alguém pode ter, a melhor amiga que ela jamais imaginou em ter – Harriet Walker.

Harriet era incrível. Sua personalidade era incrível; ela sempre estava de bom humor, mesmo sendo irônica ou cínica – na maioria das vezes -, o que fazia com que muitas pessoas se afastassem dela, mas, bom, era Harriet, ela realmente não ligava para isso.

E sempre esteve ao lado de Chelsea, ela precisando ou não.

E Chelsea sabia que Harriet nunca entenderia o porquê de Chelsea estar fazendo aquilo, o porquê de ela estar jogando sua brilhante vida pelo lixo... E sabia que Harriet nunca a perdoaria por fazer aquilo.

Ela sabia disso, mas sabia que Harriet saberia como lidar com toda a confusão que sua morte causaria para sua mãe e ela agradeceria a ela infinitamente por isso.

E, é claro, havia Aidan Acker.

E, meu Deus, como ela o amava.

Não teve uma história de amor propriamente dita com Aidan, mas a história que tiveram foi suficiente para ser considerada um conto de fadas por Chelsea.

Aidan tinha sido expulso de sua antiga escola e, por um milagre do destino ou não, foi matriculado na escola de Chelsea.

E como aquele garoto era rebelde.

Arrumava briga com qualquer um por um simples esbarrão, faltava em quase todas as aulas – exceto as de música – e as regras da escola? Bobagem, ele não sabia nenhuma. E se soubesse não queria dizer que iria respeitar. Afinal, ele não respeitava nada.

Todos pensavam que o motivo de Aidan ser assim era devido a família desestruturada que ele tinha. Mas a questão era: ele não tinha uma família desestruturada.

Quando Chelsea conheceu a família de Aidan percebeu que ele era assim puramente para ser “o” diferente. A família de Aidan era uma das mais ricas de Massachusetts, seus pais eram os médicos mais renomados de Saint Paul, mas sempre foram presentes e atenciosos com Aidan e o irmão mais novo, Jack – Deus, como Aidan amava o irmão de 4 anos, Chelsea achava isso uma graça.

Aidan amava os pais, mas parecia que deixá-los irritados era seu passatempo preferido. Mas nem por isso ele deixava de ser um filho incrível.

Mas a história de como eles haviam se conhecido é a parte interessante.

Chelsea nunca havia sido muito fã de esportes – achava que corria de um jeito muito espalhafatoso, balançando os braços demais e sempre saia machucada de qualquer jogo -, então escolheu ter aula de música ao invés de esportes.

E foi em uma dessas aulas que conheceu Aidan. Na verdade, não era exatamente uma aula – estava tendo o campeonato de basquete na escola e todos estavam na quadra vendo o jogo, mas Chelsea não gostava de basquete e sua mãe não iria buscá-la na escola, e, como estava chovendo sem parar, ela teria que esperar o ônibus, que, é claro, só chegaria ao final do jogo.

Então ela resolveu ir para a sala de música. Também nunca foi muito boa com nenhum instrumento musical, mas conseguia ficar na média nas aulas devido a sua prática constante no piano – mas, acredite, isso não significava que ela era boa.

Então, ela foi para a sala de música naquele dia e Aidan estava lá. Chelsea se lembra exatamente da calça jeans surrada, da touca no cabelo, quase escondendo o cabelo preto completamente, a blusa azul marinho com um desenho de Doctor Who. A jaqueta de couro estava no colo e ele tocava de um jeito surpreendentemente bem um violão.

Chelsea lembra de tudo o que passou com Aidan.

Como se descobriu apaixonada por ele, o namoro – eles haviam completado um ano há um mês atrás –, as brigas... Tudo.

E era por isso que ela não conseguia imaginar sua vida sem ele.

Mas ela teria que imaginar. Teria que imaginar sua vida sem todos eles.

Chelsea encarou os vários comprimidos a sua frente. Havia juntado todos aqueles comprimidos durante dias e agora havia um grande pote com todos eles. Eram quase quarenta comprimidos, além do fato de que já vinha ingerindo eles em pequena quantidade alguns dias antes.

Se encarou uma última vez no espelho que ficava atrás da porta do quarto.

Nunca chegou a ficar tão pálida na vida igual estava naquele momento. Os olhos castanho-claros, que todos sempre disseram que dava um brilho ao seu rosto, não brilhavam mais. As lágrimas escorriam tranquilamente pelo rosto, a boca estava cortada e seca.

O cabelo loiro estava bagunçado e embolado em um coque mal feito no alto da cabeça. Usava uma roupa que havia roubado de Aidan há um tempo – a mesma blusa que ele usava quando se conheceram.

Um short jeans que havia ganhado de sua mãe da última vez que fizeram compras juntas e as pantufas do Mickey que Harriet havia dado de presente para ela quando voltou da Disney.

Iria morrer sabendo que havia feito o possível e o impossível. Iria morrer sabendo que havia vivido uma vida plena e feliz, mesmo sendo curta. Iria morrer vestida das pessoas que mais amava.

Conseguiu sorrir e aquele foi o único sorriso verdadeiro que havia dado em tempos.

Escutou o carro de sua mãe entrar na garagem.

Parou de imaginar como ela reagiria quando visse seu corpo sem vida, quando lesse a carta que ela havia deixado para ela, parou de imaginar como ela sobreviveria.

Chelsea tinha certeza do que iria fazer e não estava se arrependendo da decisão.

Destrancou a porta do quarto, caminhou até a escrivaninha e pegou os três envelopes pardos na mão. Sabia que o que havia escrito ali dentro seria uma explicação boa para eles entenderem o que ela havia feito e conseguirem seguir em frente.

Mas talvez eles tivessem que seguir em frente sem a ajuda dela.

Encarou os envelopes mais alguns segundos, escutando a porta do carro da sua mãe bater e sabendo que logo ela estaria dentro de casa, indo até o quarto da filha.

Decidiu que os três teriam que seguir em frente sozinhos, sem sua ajuda. Pelo menos por um tempo.

Abriu a porta de seu armário e guardou os envelopes na gaveta com chave, antes de trancá-la e esconder a chave dentro da caixinha onde estava o anel que havia ganhado de Aidan.

Respirou fundo e escutou sua mãe falando com alguém ao telefone.

Sorriu ao ouvir a voz da mãe pela última vez.

Caminhou até o pote de comprimidos e colocou todos eles na mão, da melhor maneira que pôde.

Colocou todos dentro da boca e engoliu com a ajuda da garrafa de água que havia levado.

Ela já estava se sentindo suficientemente fraca antes dos comprimidos, agora não conseguia ficar em pé.

Caminhou até a cama e relaxou.

Fechou os olhos e sorriu.

“O primeiro sorriso verdadeiro de muitos”.

Foi a última coisa que Chelsea pensou antes de perder completamente suas forças e seu coração parar.

Notas finais
Não, eu não estou depressiva e nem penso em me suicidar. No momento me considero uma das pessoas mais felizes e de bem comigo mesma que conheço!Tive essa ideia quando conheci uma garota que estava depressão devido a um término de relacionamento. E por mais que um término não fosse o motivo principal pelo qual Chelsea se suicidou, como vcs devem ter percebido ela ainda namorava e o amava muito, me inspirou a escrever essa história o fato da depressão. A história tem um começo triste mas teremos longos 365 dias pela frente (e por isso os caps. não serão tão grandes) e no final só quero dar um final feliz a história de Chelsea como minha amiga teve seu final feliz ♥ Comentários são sempre bem vindos!Não posso dizer uma data certa para postar, mas tentarei postar logo, caso alguém goste ♥ Até mais, caso haja alguém aí! Autumn ✩ p.s.: quem gostar, por favor, não seja tímido, me faça feliz, comente o que achou! E vcs conheceram um pouco mais da Chelsea daqui pra frente, não somente esse seu lado. Vá por mim, ela era uma garota incrível!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.