Angels

11 Capítulo 11


Notas iniciais
Give me love- Ed Sheeran

Nada justifica a ação de Annie em destruir a família de Lauren, mas talvez Dylan justifique esse mal comportamento, acho que chegou a hora de você caro leito, saber quem foi Dylan, e quem é a Annie.Nick chegou no cemitério, se deparou com Annie sentada de frente para uma árvore, ele foi caminhando até ela, tirou a jaqueta e colocou em volta dos ombros dela, Annie jogou a jaqueta no chão:

—Vamos Annie, está frio aqui.

Annie não respondia nada, estava com a cara emburrada.

—Annie da sua imaturidade chega por hoje, vamos em bora aqui ta frio, eu quero ti mostrar um coisa.

Annie não mostrou expressão nenhuma fora raiva, Nick andou até a moto, voltou com uma caixa de sapato, logo depois se sentou ao lado dela e abriu a caixa:

—Eu encontrei essa caixa no quarto do Dylan faz alguns meses, tem coisas sobre você aqui.—disse ele em tom convidativo.

Ela permaneceu em silêncio.

—Annie oque você fez com a Lauren não foi legal, entendo sua tristeza, também sinto falta dele, mas nada justifica oque você fez com a família Phillips hoje, sei que eu não deveria ter esquecido da morte do Dylan, sei que me ocupo muito com a Lauren e esqueço você, mas oque você fez não tem justificativa, você está saindo dos limites, as coisas que anda fazendo estão quase piores do que as que o Dylan fazia, não me refiro apenas á sua atitude mimada em relação á Lauren, sei que você anda vendendo drogas, e nesse exato momento ta com uma arma na cintura.

—Acabou seu sermão Nickollas? Já pode ir embora.

Nick se levantou, deixando a caixa, com cara de desapontado começou a ir embora, em meio a mil pensamentos escutou Annie chorar, olhou pra trás, ela retirava uma medalha de dentro da caixa, o pingente continha o águia fenix, ela se controlou, retomou a postura de sempre, ainda chorando um pouco, apertava o colar com tanta força q furava a mão,o silêncio foi interrompido por ela mesma:

—Sinto uma dor pior que 9 facadas no coração, é a pior das dores, pior que tudo que já senti, fazem dois anos que perdi Dylan, sinto tanta falta dele, pena que vocês não, mas eu intendo, antes de conhecer ele, eu também achava-o um desocupado, que só queria baderna,ele nunca foi muito de se entender, vendia droga, transava com 3 ou mais garotas por noite, botava medo em todos, pegou todas as líders de torcida sem precisar de um casaco de time de futebol—ela sorria entre as lágrimas—pensando assim ele era realmente horrível.Mas ninguém nunca tentou conhece-lo de verdade, sabe Nick eu me lembro até hoje o como conheci ele:

"Depois do baile, a irmã mais velha de Annie, Molly, (que agora está na faculdade) deu uma festa, os pais delas haviam ido viajar, Annie não gostara nem um pouco da ideia, filha um general e de mãe beata, sempre foi muito rígida, ao contrário da irmã que foi sempre de muito baderneira.Na quela noite Molly havia convencido Annie a descer para festa, dizia que Annie era uma estranha líder de torcida, nunca bebia, se divertia, nem namorava, só queria saber dos livros e da igreja, nunca nem levantava a voz para o pai controlador. Annie estava sentada no sofá, bebia pra matar tédio, uns casais se pegavam ao lado dela, já estava um pouco "alta", a música foi interrompida, havia um silêncio anormal pra uma festa, percebendo algo errado ela olhou para porta, viu Dylan (Nick Jonas):

—Só porque eu cheguei vocês vão acabar com a festa ?

Dylan (nick jonas) tinha uma postura desagradável, ninguém se sentia bem perto dele, Molly apenas ligou a música novamente. Annie subiu para o quarto, estava bêbada, e mesmo assim mantinha a postura corretinha, de pensar em todos os atos e antes que fizesse algo errado, resolveu se ausentar,subiu as escadas cambaleando, mas ainda sim não largou a garrafa de bebida que carregava .Annie apenas encostou a porta,escutou uma gritaria e olhou pela janela do quarto,todos corriam embora da festa, a polícia havia chegado, sua observação foi interrompida por Dylan que entrava desesperado no quarto, trancando a porta, ele voou em cima dela,tampando a boca da garota:

—Sem stress, eu só vou me esconder depois vou embora ok?

Annie tirou a mão dele da boca dela e se sentou na cama, Dylan á encarou com uma cara se surpreso pela garota não gritar.

—É que eu estou na condicional, não seria legal a polícia me vê em uma festa as 4 hrs da madrugada

—Tanto faz!Fique ai o quanto quiser.

Annie se levantou e foi correndo para o banheiro (sim ela tinha um banheiro no quarto), após alguns minutos saiu.

—Você está ?—Perguntou Dylan que mexia em alguns livros na estante

—Eu estava apenas vomitando, e escovando os dentes.

—Ok.

—Escuta, você vai demorar muito pra ir embora ?

—Vou esperar até a polícia ir embora.

Annie pegou uma roupa e entrou novamente no banheiro, saiu alguns instantes depois, usava um short que parecia mais uma calcinha, e uma camiseta grande, pegou alguns analgésicos na cabeceira da cama,enquanto tomava ia prendendo o cabelo e deitando na cama,Dylan parecia nem se importar, se deitou ao lado dela.

—E ai como é ser nerd?—brincou ele.

—Como é ser um idiota?

—Eu não sou um idiota.

—Não é isso que você demonstra.

—Eu não sou um idiota…depende dos seus critérios pra qualificar um idiota.

—Deixe-me pensar…Você anda por ai com uma arma na cintura, vende droga, não respeita á ninguém, nem a você próprio,acha que é o gostosão porque pega todas as meninas da torcida, e as outras vadias da escola também…

—Se eu fosse tão idiota eu já teria ti dado um tiro essa horas —interrompeu ele—E acho que pegar todas as garotas da escola me faz mesmo um gostosão.

—Desculpa—Annie pediu rindo.

—E oque ti torna melhor que eu?Claro além do fato de você ser mais inteligente e morar em uma mansão, oque te faz pensar que é perfeita?

Annie fez uma cara séria e respondeu:

—Agora você me pegou.

—Como você já disse oque pensava de mim, agora é minha vez de dizer oque penso de você: mimada, filha de um general idiota,se acha a perfeitinha porque é a única lider de torcida com notas boas,se faz de santa só porque vai á igreja, é um verdadeiro porre, não tem personalidade nenhuma, nem você mesma gosta de você, chorona, não sabe nada da vida…

Annie interrompeu ele beijando-o, subiu em cima dele, enquanto era “atacado” Dylan completava:

—Tão imbecil que está tentando me provar que não é nada disso agindo como uma vagabunda…

Annie parou, furiosa andou até a porta e abriu:

—Anda, vai em bora.

—Mas a polícia ainda ta ai.

—Dane-se.

Dylan levantou.

—Você é tão estranha que nem diz a palavra “foda-se”

—Vai se foder Dylan.

—Olha, ta se rebelado!Acho melhor você controlar sua língua garota, eu ainda tô com aquela arma na cintura.

Annie tirou as mãos de trás das costas, mostrando a arma de Dylan, as balas caiaram no chão.

—Um truquinho que meu papai general ensinou !

Dylan sorriu, foi até ela e á agarrou pela cintura.bateu a porta.

—Eu ti dou medo?

—Um pouco.

—Assume eu ti dou muito medo.

—Oque você ta fazendo Dylan? Me solta!

Ele se aproximava mais dela.

—Não sei eu tô bêbado.

Os dois começaram a se beijar, dai por diante você já pode imaginar oque aconteceu…

As semanas se seguiram sem que nada acontecesse, ninguém além dos dois sabia da quela noite, tudo aconteceu e morreu ali. Já fazia 1 mês, nada havia mudado, Dylan continuava o mesmo, piorava cada vez mais, ameaçava á todos, metido com gangues, sempre chegava na escola com partes do corpo roxas por brigas com rivais, Annie continuava na sua vida nerd, os dois nem se olhavam, ela era a adolescente exemplo da cidade, todos admiravam a garota de ouro.Porém certo dia ela saiu correndo do banheiro feminino, Aubrei Fox, chefe das liders, saiu atrás, ela ria maldosamente de Annie, Molly vendo a cena se aproximou e perguntou pra Aubrei oq havia acontecido, ela apenas respondeu gritando para todos ouvirem “sua santa irmã está grávida, acho que a Annie não é tão pura quanto pensamos, expulsei ela do time, imagina só ter um torcedora gorda…”Moly deu um tapa na cara dela e disse que ela era um monstro.Logo todos da cidade estavam sabendo, era o comentário geral,Annie havia sido expulsa até da igreja, seus pais a reprovavam, ela não comia e andava se arrastando pelos cantos da cidade, chorava sozinha na praia, na escola sofria bullying constantemente, todos riam, chamavam e pinchavam os muros com frases chamando-a de vagabunda, seu pai nem olhava na cara dela e sua mãe apenas chorava, mas até cuspia na cara da coitada quando á via.

Certo dia após na educação física tacarem um ovo nela ela saiu correndo para trás da arquibancada.Chorava.

—Para de ser fraca!—Dylan colocava uma toalha no ombro dela—Vai pro vestiário tomar banho.

—Sai daqui!—Ela gritava chorando—Oque é veio me zoar também?Anda comece, quer me chamar do que? Elefante?Orca ?

—Cala boca Annie, é por isso que todos te zoam, sua alta piedade me da vontade de me matar.

Ela olhou pra ele com cara de confusa, mas chorava de soluçar.

—Ta bom!Você já tirou com a minha cara, pode ir embora, me deixa em paz!

—Acho que a gente tem muito oque conversar!Para de drama e me fala, é menino ou menina ? Eu sempre quis uma garota.

—Quem disse que o bebê é seu?

—Qual é Annie?A gente sabe muito bem que até aquela noite você era virgem, e que você não é to tipo de garota vagabunda que da pra mais de um cara em nos de 2 meses…Para de ser idiota e me deixa participar disso.

—Acho que você já participou bastante.

—Para de ter auto piedade.Isso me irrita, é ridículo a forma como vocÊ ta se comportando, deixando todos te por pra baixo…Mas enfim, você não me respondeu, é menino ou menina?

—Não sei ainda, não da pra saber, e eu também não quero me apegar ao bebê, meus pais querem dar pra um casal criar, assim eu vou poder viver minha vida, ir pra faculdade, e a criança nunca vai saber da minha existência.

Dylan ficou furioso, sua expressão mudou.

—Você é algum tipo de megera sem coração?Acha mesmo que eu vou deixar você fazer isso com meu filho, seu pai não manda no meu bebê…se você não estivesse grávida socaria sua cara agora mesmo.

—Não vem querer bancar o super pai.

Annie tentou acender um cigarro, Dylan jogou o cigarro no chão.

—Você ta fumando maconha?Ta ficando louca? Cigarros causam problemas em bebês!

Ele puxou Annie pela mão, saiu de trás da arquibancada, andou até Aubrei que estava do outro lado do campo treinando, ele tirou a garota do treino puxando-a pelo cabelo, segurou ela pelos braços o mais forte que pode:

—Vou ti dar só um recado vagabunda…

—Quem você acha que é pra me chamar assim?

—Cala boca e me escuta.Se mais uma vez você chegar perto da Annie, ou falar algo sobre ela eu conto seus podres pra todo mundo, maconheira do caralho, ta achando que é quem pra falar assim dela?Pelo menos ela não aborta que nem você, puta.

Dylan jogou a garota no chão e saiu gritando pra todos ouvirem ” A propósito, o filho é meu, e quem falar mais uma vez no assunto Annie, é melhor ter peito de aço.”.Annie do outro lado do campo sorriu, ele passou por ela para entrar na escola, mas sem perder a grosseria disse “é melhor você tomar banho, ta fedendo á ovo”.

No outro dia os dois chegaram junto na escola, Annie só andava com Dylan agora, no começo ela apenas estava junto com ele, mas conforme o tempo ia passando eles iam se aproximando cada vez mais, ela ia pegando manias dele,conforme o tempo passava, ela não era mais a garota sozinha e chorona, tinha a pose de arrogância, aprendera com Dylan, eles iam pra muitos lugares juntos, Annie discutia todos os dias com o pai, que antes ela nunca havia levantado a voz, Dylan não saia de perto dela, certa vez até bater no general bateu quando ele chamou a filha de vagabunda na frente dele.Dylan ensinava Annie a ser forte, e sem perceber ela ensinava ele oque era amor, Nick nunca gostou da ideia deles andarem juntos, sempre dizia pra ela se afastar que o irmão era encrenca na certa, mas nada os separava, tempo passava e Dylan que antes não se aquietava, agora tinha olhos apenas pra Annie.

Uma vez após uma briga no The Vegas, com 6 meses de gravides, Annie sentiu muito medo de perder Dylan depois da quase facada que ele levou, ela pediu pra que ele saísse dessa vida, olhando o medo nos olhos dela e com muito medo de perder o amor dela ele disse que tomaria uma providência:

…—Está bem Annie, de tanto você encher minha paciência eu resolvi que vou sair dessa vida, mas você tem que me prometer que nós vamos criar a Beth, você não dará nossa filha pra um casal estranho criar.

Ela sentia tanto medo de perder ele, que abdicou de doar a filha, abdicando assim também de um futuro brilhante, de ir pra faculdade,se casar com um bom homem…Mas nada disso fazia mais sentido pra ela, aprendera com Dylan a levar a vida sem programar cada passo, a deixar a vida guiar seu destino, pra ela a única coisa que importava era não perder ele, sua fonte de energia, ele era quem por vezes não á deixava ela se suicidar, ele aliviava a dor dela em decepcionar os pais, em estragar oque antes pra ela significava tudo.Ela se sentia mais forte ao lado dele, mal sabia ela o bem que fazia pra ele, que nunca demonstrava o quão importante ela era, mas sentia todas as noite e pensava “o como eu vivia antes da Annie?”.

Dylan estava buzinando na frente da casa de Annie, ela saiu gritando com os pais, atravessava o gramado em direção a ele sorrindo, quando uma vã preta parou na frente dela e á enfiou dentro, Dylan no desespero deixou as chaves da moto cair no chão e perdeu a chance de seguir a vã.Apenas dois dias depois foram receber notícias de Annie, estavam todos, inclusive ele, na sala da casa dela quando os sequestradores ligaram, ao contrário do que pensavam, eles não queriam dinheiro, pediram pra falar com Dylan, a voz no telefone era de Adam, seu ex chefe de gangue, ele queria ele de volta, dizia que ninguém sai da gangue dele.No desespero Dylan subiu na moto na mesma hora, e dirigiu até o cativeiro, não avisou á ninguém onde ia.Ao chegar na velha cabana abandonada, foi recebido por dois homens armados, eles os guiaram até os quartos do fundo, ao abrir a porta deparou com Annie, amarrada em uma coluna, vendada, com as roupas rasgadas, quase que só de roupa intima, os olhos deles encheram de lágrimas, nunca sentira tanta dor como na quele momento, tentou correr até ela, mas foi surpreendido por 6 homens que o espancaram até não ter forças.Adam entrou no quarto alguns minutos depois, Dylan estava estendido no chão, Annie gritava por ele, Adam, bateu na cara dela e tirou a venda que tapava os olhos da garota:

—Que saudades do meu garoto do ouro…Como tem passado Dylan?

Dylan olhava com ódio pra ele.Os capangas sentaram-o em um cadeira.

—Enfim não estamos aqui pra conversar, acho que já dei meu recado pra você.—o homem ria sarcasticamente—Ninguém sai da minha gangue, ninguém, principalmente você que era meu melhor homem.

Ele se aproximou de Dylan, que cuspiu na cara dele.Adam apenas limpou o cuspi.

—Como eu sou muito legal, não vou ti matar Dylan, só matar a vagabunda aqui — ele apontou uma arma para Annie—Fica tranquilo,não precisa se preocupar com o bebê, a gente já deu um jeito nisso—o sorriso dele era nojento, nele continha muita crueldade —Eu só não sei oque deve ter doido mais na Annie, o aborto que causamos por entupir ela de droga, ou o estrupo coletivo.

Annie se retorcia de nojo, jogada no chão.

—Eu intendo você ter perdido a cabeça por causa dela Dylan, ela é bem gostosinha até, nada tão bom, mas da pro gasto.

O homem puxou o gatilho, mas antes que ele atirasse se escutou outro tiro, um dos membros da gangue, Liam, percebeu o quão errado era aquilo tudo e atirou no chefe, que caiu no chão, começou á atirar em outros membros, Dylan juntou forças e foi até Annie, desamarrou-a, queria muito abraça-la mas estava preocupado em sair dali.Ele apoiou ela em seus ombros, andou até sair da cabana, procurava as chaves da moto no bolso, quando escutou um último tiro, aquele momento parecia estar em câmera lenta, enquanto Dylan caia no chão de joelhos, ela sentou-se ao lado dele, apoiando a cabeça de Dylan no colo dela, o tiro havia atingido o peito, ele sangrava muito, mas por incrível que pareça ele sorria, ela se desesperava, passava a mão pelo sangue e tremia.Dylan sorria para acalma-la, ele previa sua morte em poucos minutos.

—Por que você está chorando Annie?Eu estou bem, olhe estou sorrindo, eu quase nunca sorrio.

—Cala boca por favor!Poupe energia até a polícia chegar.—Ela tremia.

Dylan perdia cada vez mais sangue, seu corpo ficava cada vez mais mole.

—Annie você é especial, nunca imaginei que seria assim sabia?Você me fez acreditar no amor, pra mim era apenas uma realidade distante.A vida é engraçada, nos leva a lugares que nunca vamos imaginar.Sinto muito por ter feito você sofrer tanto e ter estragado sua vida.

—Cala boca por favor, cala boca—Ela chorava.

—Nós dois sabemos que eu vou morrer em poucos minutos, mas quero que você saiba que nosso amor é como a fenix, ele nunca acaba, ele renasce nas cinzas…Eu quero que você me abrace bem forte e só me largue quando a polícia chegar ok?

Ele sorria para acalma-la, Annie obedeceu ele. Antes do silêncio final Dylan ainda disse:

—Me prometa que será forte, não vai voltar a ser aquele bebê chorão, seja quem você é agora, é assim que eu te amo.

Annie não teve tempo de responder, pode escutar a última batida do coração de Dylan, ela entrou em desespero, fez de tudo para reacorda-lo, mas nada adiantou, ele já havia partido.

Aquilo encheu o coração dela de ódio, está longe da nossa imaginação a dor que ela sentia, a única forma de recordar ele todos os dias era se tornar ele, foi assim que toda aquela rebeldia e tristeza transformou Annie em um ser rancoroso, que não se importava com nada e ninguém, menos de 2 meses depois da morte dele, ela já havia se tornado um monstro, mexendo com tráfico e dinheiro sujo.”

—Annie, eu não posso sentir sua dor, mas sei o mal que ela lhe causa!Está frio aqui, vá pra casa, se quiser pode ficar com a caixa.

Nick se levantou deu um beijo na testa dela e andou alguns metros, mas se virou antes de desaparecer totalmente e disse:

—Esse colar de fenix…ele iria ti dar quando a bebê nascesse, ele iria te pedir em casamento, mas achou aliança uma coisa muito clichê, então comprou o pingente.—ele deu um sorriso triste e desapareceu.

Annie ficou ali mais alguns minutos, se levantou , pegou a caixa, colocou o pingente, andou até um túmulo, na pedra estava escrito “Aqui eis Dylan H. Payne 1996-2011”, uma última lágrima caiu de seu rosto, e pela primeira vez em 2 anos ela conseguiu sorrir verdadeiramente.

Notas finais
O cap. não está da forma que eu queria,não consegui colocar todos os detalhes,expressar da forma que eu queria,tentei mais de 15 vezes escrevê-lo,mas não consegui descrever todos os sentimentos com clareza,espero que vocês tenham conseguido imaginar ou ao menos entende-lo .