Angels
2 Chapter Two - Um Novo Hóspede.
- Mãe, cheguei!
- Olá, minha filha. Como foi o passeio ao luar?
- Maravilhosa, mãe. Posso fazer um pedido?
- Claro, meu anjo. Qualquer coisa.
“Mantenha segredo!” Esse era o meu pensamento... Só de ouvir “anjo”, essa frase irritante vem à cabeça.
- É um amigo... Ele poderia passar algumas noites aqui?
- Eu concordo, mas fale com o seu avô primeiro, afinal, a casa é dele. Quem é esse seu amigo?
- Venha por aqui, Christo.
Olha. Nem vou contar do micão que passei. A minha mãe ficou fascinada pela beleza rara dele... Nem posso te dizer o quanto ela ficou fascinada, a ponto de ignorar inocentemente o meu pai.
- Olá... Meu nome é Christo, senhora. Espero que eu não possa imcomodá-los.
- Certamente que não, querido...
- Mãe! Eu vou falar com o meu avô. Christo, pode esperar na sala, se quiser, tá?
- Está bem, Kairi.
Assim que ele foi para a sala, a minha mãe foi bater uns “papinhos” com o Cristo. Aproveitando a brecha, fui falar com o meu avô. Ele concordou facilmente, e assim, o meu misterioso amigo passou a primeira noite, divertindo todos da minha família com o seu jeito de ser, no jantar.
- Então, Christo, como você conheceu a minha filha? Vocês estão namorando? – Pergunta o pai, arisco como sempre...
- He he he... Nós não estamos namorando não. Sou apenas um bom amigo, senhor.
- Que pena... Você é um rapaz tão bom a ponto de deixar a minha esposa nas nuvens...
- Rober! – Diz a mãe, envergonhada.
Todos riram. Menos eu. Como poderia rir, com um garoto mais ou menos da minha idade, que nem me conhece, ficar entre a minha família? Que estranho. Ele apareceu na minha vida de repente... O que está acontecendo? É a pressão do maldito concurso?
- Christo, sabia que a Kairi vai participar de um concurso famoso de redação? Ela tem que criar uma história do tipo romance, e se ganhar, o prêmio é uma bolsa de estudos! – Exclama o pai.
- Puxa, que legal. Tomara que vença Kairi, a bolsa de estudos é muito importante.
De repente, O meu coração bateu um pouco mais forte. Seria o início de uma paixão?
- Cristo, como é a sua família? Você é um moço muito educado... – Pergunta a mãe.
- Eu não tenho família, senhora. Eu sou órfão. A minha última família me expulsou da casa por motivos particulares. Portanto, eu estou sem lar agora. Mas a sua filha gentilmente me convidou para passar algumas noites aqui. Então, sou muito grato à vocês.
Mesmo sabendo que era uma mentira, por um momento, o meu coração bateu mais forte novamante. Ele fala com tanta naturalidade, a sua expressão calma, o seu jeito meigo e dócil de falar, a sua paciência extrema, sempre calmo. Nunca demostrou uma cara que não seja suave. Mas olha só a minha cara que ficou quando a minha família deciciu perguntar:
- Já que você não tem família, o que acha de ficar conosco? – Pergunta o meu avô, em nome de todos. Que, aliás, falta eu, claro. Ninguém me perguntou.
- Puxa... Nem sei o que falar, senhor... Estou sem palavras... Eu ficaria eternamente grato...
- Isso é um sim?
- Claro, senhor! Eu ficaria eternamente feliz por participar de uma família tão generosa!
- Que bom! A partir de agora, você será Christo Heaven!
Ah é, esqueci de dizer que a minha família é a única que tem o sobrenome Heaven. Combina perfeitamente com ele... Espera aí! Ninguém perguntou a minha opinião! Mas, como a minha família estava feliz, resolvi ficar quieta.
Chegamos no meu quarto. Christo ia dormir ao meu lado, em um colchão inflável. Não aguentava a minha situação. Ele mal chegou e já está fazendo parte da minha família.
- Muito bem. Posso saber o que está acontecendo? Um anjo que mente? Eu prometi não revelar o seu segredo, mas isso já é demais! Você não tem o direito de invadir a minha família!
- Sinto muito, mas eu vim à Terra em ordem do meu Senhor. Mas, como eu estou disfarçado de humano, precisava de um lugar para ficar. Me desculpe, Kairi.
Novamente, meu coração bateu mais forte quando falou o meu nome. Fazer o quê, meu Deus?
- Que ordens foram essas, então?
- Ele me pediu para julgar a humanidade. Saber as verdadeiras intenções. Ver se há esperança.
- Esperança? Que esperança?
- Uma pequena esperança, se vocês, humanos, serão capazes de amar outra vez.
Notas finais
Reviews?
Fale com o autor