Notas iniciais
E estamos de volta! Rapidinho né? rs Blulby: Você avisou eles que postaria dois capítulos, lembra? Er.. ah então, esse é meu querido dragãozinho Blulby! Blulby: Eles querem ler os capítulos, deixa apresentações pra mais tarde. Blá blá blá, ok seu resmungão! Boa leitura!

Sara é uma estudante que está no terceiro colegial, e pertence a uma das famílias mais importantes da cidade de Las Cruces. Seu pai o senhor Daniel Lopes é dono de uma empresa de aviões e sempre está com uma expressão séria, enquanto que a mãe dela Cecília Lopes, trabalha como arquiteta, e tem uma aparência gentil e delicada. Sara tem um irmão mais velho de 21 anos, o nome dele é Dylan e ele está no terceiro ano da faculdade de Engenharia. Sara sempre foi muito

inteligente, curiosa e uma de suas paixões são os livros de assuntos sobrenaturais.

Sara naquele mês estava triste porque seu pai havia dado a notícia de que eles iam se mudar, pois a empresa dele estava fazendo tanto sucesso, que ele resolveu abrir uma filial em outra cidade, e teria que se mudar pra lá para controlar tudo de perto. Os móveis já haviam ido na frente, em 3 caminhões de mudança, e eles estavam se preparando para ir também. Sara olhava com tristeza sua cidade ficando para trás, a medida que seu pai dirigia para fora da avenida principal e entrava

na estrada em direção a sua nova casa.

O carro preto parou na frente de uma casa azul que tinha o telhado pintado de branco com janelas de uma cor cinza escuro. A família desceu do carro parecendo cansada mas bem animada, com

exceção de Sara que foi a última a sair do carro e possuía um olhar triste em seu rosto.


– Ah vamos lá Sarinha, você vai gostar daqui. _ Cecília disse com a voz gentil tentando animar a

filha. Cecília tinha os cabelos castanhos presos em um rabo-de-cavalo, e sorria para a filha.

– Relaxa maninha, mesmo que a gente mude de casa, você continua sendo esquisita! _ Dylan que era um garoto loiro e bem humorado, disse olhando para Sara com diversão.

– Cuida da sua vida Dylan! _ Sara respondeu encarando o irmão mais velho com irritação.

– Agora chega vocês dois, Sara vai se acostumar com a nova casa, e Dylan, porfavor, não comece a irritar sua irmã! _ Daniel que era loiro e alto, com uma aparência séria disse enquanto caminhava

para a porta da casa.

Dylan apenas riu, e Sara revirou os olhos enquanto o pai abria a porta revelando um hall escuro, que logo se iluminou quando as luzes se acenderam e uma senhora baixinha com um pano na

cabeça apareceu.

– Ah senhor Lopes, fico feliz que tenham chegado finalmente, venham, eu decidi vir mais cedo para deixar a casa em ordem e preparei a janta. _ A senhora ia falando enquanto fazia sinal para que a

família a seguisse.

– Dona Cidinha, obrigado por tudo, vejo que não errei ao contratá-la. _ O senhor Lopes respondeu, enquanto entravam na casa fechando a porta e seguiam a senhora por um corredor, e chegavam

em uma cozinha larga, com piso de mármore e que parecia ser bem aconchegante.

– Imagine senhor Lopes, apenas fiz meu trabalho! _ A senhorinha respondeu enquanto todos se sentavam em uma mesa de madeira polida, e ela ia colocando panelas, pratos, talheres e copos

em cima do móvel na frente de cada um.

– Bem, deixe-me apresentar minha família, esta é Sara minha filha mais nova, este é o Dylan o mais velho e minha esposa a senhora Cecília Lopes. _ O senhor Lopes disse apontando para cada

um da mesa, recebendo um sorriso simpático de dona Cidinha.

– É um prazer conhecê-los, se precisarem de qualquer coisa, é só me avisar, que eu vou ajudar

como puder. _ Dona Cidinha respondeu, observando a família se servir.

– Obrigada dona Cidinha, realmente é bom ter alguma ajuda em uma casa nova. _ A senhora

Lopes respondeu, sorrindo para a senhorinha.

– Mãe, qual vai ser meu quarto? _ Dylan perguntou olhando a mãe com curiosidade.

– Não sei querido, temos que ver o andar de cima para decidir, aqui tem quatro quartos, um vai ficar para hóspides, e nós vamos ocupar os outros 3. _ A mãe respondeu com um olhar gentil para

o filho, que se levantou.

– Então eu já terminei, vou explorar a casa. _ Dylan respondeu e saiu da cozinha antes da mãe

dizer qualquer coisa.

Sara se levantou também, ignorando o olhar zangado do pai e seguindo o irmão para fora da cozinha. Os dois andaram pelo corredor e foram parar em uma grande sala que já possuía todos

os móveis trazidos nos caminhões da mudança 3 dias antes.

A sala era grande com quadros pendurados nas paredes e os móveis estavam arrumados de

modo a deixar o ambiente confortável.

– Bom com certeza é maior que nossa antiga casa. _ Dylan comentou olhando a sala com alegria.

– É...até eu tenho que concordar com isso. _ Sara respondeu enquanto andava pela sala

observando tudo com atenção.
– Ah vamos lá Sara, se anima pelo menos um pouco, mudar nem é tão ruim, além disso nossa antiga cidade era chata pra caramba! Apesar que aqui não parece ser diferente, mas pelo menos

temos essa casa enorme agora. _ Dylan respondeu rindo, e indo na direção de uma escada.

– Ei me espera! _ Sara reclamou seguindo o irmão enquanto ele começava a subir a escada e

ficava rindo dela.

– Nossa como você é medrosa!

– Eu não sou medrosa ta? Só quero ir olhar lá em cima com você. _ Sara respondeu subindo as

escadas junto com o irmão que continuava rindo.

Eles chegaram no andar de cima que estava todo escuro ainda, e tinha uma aparência sombria. Dylan acendeu a luz revelando um corredor comprido, que tinha algumas portas todas com a

mesma cor preta. Sara olhou curiosa para a primeira porta, e foi até ela sendo seguida pelo irmão.

– Olhe, aqui deve ser um dos quartos que mamãe estava falando. _ Ela comentou abrindo a porta e

se encantando com o quarto que apareceu na frente de seus olhos.

– Uaau! Isso sim é que é um quarto! _ Dylan entrou olhando tudo com admiração, e Sara o seguiu

observando tudo com atenção e ainda encantada.

Os dois andaram pelo quarto encontrando uma outra porta que dava para um banheiro que tinha o

mesmo piso de mármore da cozinha e uma grande banheira em uma das paredes brancas.

Pelo tamanho do quarto, e a cama de casal que encontraram, eles sabiam que aquele seria o quarto dos pais deles. Saindo do banheiro e do quarto, eles foram explorando cada um dos outros quartos e Dylan escolheu o que ficava perto do quarto dos pais deles, deixando Sara com um que estava quase no final do corredor, perto do quarto que seria de hóspides. No fim do corredor eles

acharam uma outra porta que estava trancada e tinha uma cor preta com a tinta descascando.

– Ei Sara, o que será que tem atrás dessa porta? Mamãe disse que haviam 4 quartos e nós já vimos todos, será que ela esqueceu de um? _ Dylan perguntou olhando pra porta enquanto a irmã

se aproximava.

– Não sei, vai ver ela contou errado né? _ Sara perguntou curiosa, e foi abrir a porta que estava

trancada.

– Talvez seja um daqueles quartos de guardar coisas velhas e mamãe não quis usar. _ Dylan olhou

curioso quando a porta não abriu.

– Mas aí não era melhor usar o porão? Aqui tem porão? _ Sara perguntou desistindo de tentar abrir

a porta.

– Deve ter, uma casa enorme como essa sempre tem porão. _ Dylan respondeu começando a

andar de volta para as escadas.

Sara fez uma última tentativa de abrir a porta, mas ela continuava trancada. Ela desistiu e foi seguindo o irmão ppara as escadas e eles desceram encontrando os pais na sala. Dylan sentou em uma das poltronas observando a TV enquanto Sara brincava com Lana, a gatinha de

estimação da família no chão.

– Então, o que acharam dos quartos? _ A mãe perguntou para os filhos enquanto tomava um gole

de café que estava em uma caneca em suas mãos.

– São lindos mãe, até a Sara já está mais animada! _ Dylan respondeu ainda olhando a TV.

– Mãe, o que é aquela porta trancada no fim do corredor? _ Sara perguntou, enquanto segurava a

pequena Lana no colo.

– Não sei querida, quando viemos aqui ver a casa, ela já estava lá. A dona Cidinha disse que sempre esteve trancada, desde quando ela veio trabalhar aqui. _ A mãe respondeu observando a

filha enquanto o marido cochilava no sofá.

Sara permaneceu quieta e pensando nas palavras da mãe achando tudo aquilo estranho, mas decidiu que não valia apena se preocupar. Afinal, porque ela iria se preocupar com uma porta trancada em uma casa que estava pisando pela primeira vez? Não fazia sentido, mas mesmo

assim algo nela ainda estava querendo saber mais sobre aquela porta estranha.

Quando deu meia-noite, Cecília se levantou e se espreguiçou mandando todos para seus quartos, porque no dia seguinte eles iam levantar cedo para fazer a matrícula de Sara no colégio, Dylan ia até a faculdade ver se sua transferência havia sido feita e Daniel e Cecília iriam até a nova filial da empresa ver como tudo estava indo por lá. Sara pegou Lana no colo a levando com ela, pois a gatinha sempre dormia em seu quarto e não seria agora que isso iria mudar. Ela disse boa noite para todos e subiu as escadas chegando em seu quarto e colocando a pequena gatinha no chão,

que logo foi se enrroscar nos pés da cama de Sara.

– Ah sua levada, já achou seu lugarzinho né? _ Sara sorriu acariciando a cabeça da gatinha que ronronou feliz. Depois sara foi tomar um banho que ajudou ela a ficar mais relaxada e com

pensamentos mais positivos.

Cecília bateu na porta da filha uma hora depois, entrando e encontrando Sara deitada com um livro nas mãos. A mãe sorriu olhando para a filha e disse se sentando na cama ao lado dela, enquanto

Lana se revirava nas cobertas procurando uma posição confortável.

– Sei que foi difícil querida, mas logo você vai se acostumar com a mudança. _ Cecília sorriu

acariciando o rosto da filha.

– Eu sei mãe, está tudo bem. _ Sara respondeu ainda lendo o livro.

Cecília se levantou desejando uma boa noite para a filha, e se retirou do quarto dizendo para Sara ir dormir logo e não ficar lendo como sempre fazia. Sara concordou e guardou o livro se

acomodando e fechando os olhos, mas sem conseguir adormecer.
Já eram duas horas da manhã quando Sara ouviu um barulho estranho vindo lá de fora, parecendo uma porta batendo e alguém caminhando no corredor. Lana ficou de pé na cama com as orelhinhas levantadas com uma postura de quem está com medo, e Sara olhou curiosa para a gatinha imaginando porque ela estaria com medo do resto da família? Afinal, com certeza era

alguém que havia levantado para beber água ou coisa assim.

A gatinha miou alto olhando a porta assustada, e se escondeu debaixo das cobertas parecendo uma bolinha de pêlos, e ficou tremendo. Sara preocupada se sentou pegando a gatinha no colo, e acariciando a cabecinha da mesma sentindo a pobrezinha tremer assustada. Sara ficou curiosa com a reação da gata, então resolveu ir ver o que estava acontecendo de tão horrível, ela deixou Lana deitadinha na cama, e levantou sentindo o frio que aquela noite estava fazendo mas mesmo

assim, continuando a andar até a porta.

Sara abriu a porta lentamente sentindo uma corrente de ar fria, e saiu do quarto na ponta dos pés encontrando o corredor completamente escuro. Ela caminhou observando as portas fechadas pensando que os pais já haviam ido dormir ou Dylan havia se levantado e agora já tinha se deitado novamente. Ela estava voltando para seu quarto, quando viu uma sombra parada no fim do corredor a observando com atenção. Sara se sentiu paralisada e encarou aquela sombra que foi se aproximando dela tomando a forma de um garoto pálido, de olhos verdes escuros e cabelos lisos bem pretos. Ela o encarava de boca aberta sem conseguir reagir, e quando ele falou, ela se

arrepiou com a voz baixa e misteriosa.

– Quem é você? _ Ele perguntou parando na frente dela.

– Eu..eu..eu sou a S..S..S..Sara e v..v..você? _ Ela perguntou olhando o garoto misterioso com um

pouco de medo e admiração.

– Jack, muito prazer senhorita. _ Ele estendeu a mão com um sorriso encantador nos lábios, e ela

fez o mesmo apertando a mão dele mas ainda com o olhar de medo e admiração.

– Você..quer dizer...como entrou aqui? _ Ela tentava perguntar parecendo não saber como deixar

seu nervosismo de lado.

– Eu sempre estive aqui, mas não gosto que as pessoas me encontrem, por isso saio de noite. _

Ele sorria misteriosamente, e parecia muito calmo ainda segurando a mão dela.

– Hum, é..então..é você que estava dentro daquele quarto trancado? Como ninguém te descobriu? _ Sara se sentia zonza perto dele, e mesmo assim não conseguia parar de olhar aquele sorriso tão

lindo.

– A mulher que trabalha aqui me conhece muito bem, vamos dizer que sou um parente beem distante, e eu tenho meus truques para desaparecer quando preciso. _ Ele piscou pra ela sorrindo,

e olhou para o corredor parecendo entediado.

– Certo..isso é coisa demais pra mim. _ Sara respondeu assustada e tentando se soltar.

– Ah espere, não quer dar uma volta comigo senhorita? _ Ele continuava sorrindo, e ainda

segurando a mão dela.

– Mas são duas horas da manhã! _ Sara exclamou e ele soltou uma risada baixa.

– Sim, e exatamente por isso eu posso sair, se fosse duas da tarde, eu nem estaria aqui tendo essa conversa agradável com a senhorita. _ Ele parecia achar tudo que Sara dizia engraçado, e isso já

estava tirando ela do sério.

– Por que fala de um jeito tão formal? Você deve ter a minha idade mais ou menos! _ Ela perguntou

tentando libertar sua mão.

– Eu tenho 19 anos, mas isso já faz um loongo tempo. Então, vamos dar uma volta comigo? _ Ele

ainda segurava a mão dela, e olhava para ela com calma e diversão.

– Mas você é um estranho! E bem estranho! _ Ela deixou as palavras saírem sem conseguir se

conter.

– Ah você parece bem normal para mim. _ Ele ficou rindo, e olhando pra longe pensativo.

– Obrigada, eu acho. _ Ela fica em dúvida, mordendo o lábio inferior.
Sara não sabia porque não havia gritado, saído correndo ou tentado de algum modo bater no estranho para ter uma vantagem e chamar a polícia. Mas algo nele fazia seu coração acelerar e ela se sentia de alguma forma, atraída por ele e por aquele mistério todo que parecia existir a sua volta. Ela não soube o motivo exato, mas depois de uns 5 minutos olhando para Jack com atenção,

ela quis muito conhecê-lo, ela tinha perguntas e queria as respostas de qualquer jeito.

– Tudo bem, eu vou dar uma volta com você, mas é bom eu voltar inteira pra casa e antes que

meus pais acordem. _ Ela disse tentando manter a voz firme.

Jack sorriu, e pegando ela no colo, levou ela para o quarto trancado que agora estava com a porta aberta, e a janela escancarada que levava a uma linda floresta iluminada pela luz da lua. Ela permanecia calada, assustada e sentia seu coração batendo tão rápido, que achava que ele ainda iria sair por sua boca. Ele subiu no para-peito da janela e saltou com ela ainda no colo, e isso foi o

que faltava para fazer Sara chegar ao seu limite e perder a consciência.

Quando Sara acordou, estava ainda no colo dele, mas estavam andando por uma trilha iluminada apenas pela luz do luar, com árvores de todos os tipos em volta e que se estendia floresta a

dentro. Sara se sentia zonza mas conseguiu abrir os olhos e observar tudo em volta.

– Lindo lugar, mas onde estamos indo? _ Ela perguntou curiosa e atenta.

– Apenas dando uma volta pela floresta. _ Ele sorriu ainda levando ela no colo.

– Eu posso caminhar agora, sabe? _ Ela disse tentando descer.

– Ah, claro, desculpe. _ Ele a colocou gentilmente no chão.

Sara se equilibrou e começou a andar ao lado dele, enquanto andavam, iam conversando sobre muitas coisas que Sara jamais achou que contaria a um estranho que ela havia acabado de encontrar na casa em que a família dela agora dormia sem saber de nada. Ela sorriu com o pensamento, mas continuou conversando com ele, rindo as vezes do que ele dizia, concordando com quase todas as opiniões dele e admirando o quanto ele ficava lindo quando a luz da lua batia

em seu rosto.

Eles caminharam até o fundo da floresta chegando em uma clareira cheia de flores e com uma cachoeira de água cristalina, com pedrinhas brancas que brilhavam e Sara sentia seus olhos se

arregalarem com a surpresa e a admiração.

– Por que estamos aqui? _ Ela perguntou não conseguindo disfarçar seu choque e surpresa por

estar em um lugar tão lindo.

– Sara, acho que está na hora de saber porque realmente está aqui comigo. _ Ele se virou para ela

ainda sorrindo, colocando as mãos no rosto dela fazendo com que Sara se arrepiasse.

– Eu sabia que não era só pra dar uma volta. _ Ela resmungou, olhando fixamente naqueles olhos

profundos dele.

– Sara, há muito tempo atrás, bom nem tanto, acho que faz um século por aí. Enfim, existiu uma rainha chamada Angel, e todos da nossa raça a adoravam. Ela mantinha o equilíbrio entre nossos mundos, porque fazia parte dos dois, e durante muito tempo ela conseguiu fazer a paz reinar entre todos nós. Mas um dia, a raça humana se virou contra nós nos traindo, capturando Angel e a matando cruelmente, com o objetivo de nos avisar que a paz havia se acabado e que apenas uma raça poderia ser a dominante neste mundo. Esses humanos eram chamados de Caçadores das Sombras, e que se dedicavam a um único propósito, que era acabar com todos da nossa raça, ou que eram metade humanos e metade vampiros. Por isso nossa raça tem se escondido a anos e travando uma batalha silenciosa contra os Caçadores das Sombras e sempre esperando o dia em que Angel voltaria para nos ajudar novamente. Sara, desde o momento em que eu a vi eu soube que você é Angel renascida e novamente, está entre os dois mundos. _ Ele a olhava com

admiração e carinho, e Sara se sentia perdida, sufocada e a cabeça começava a girar.

– Eu...não..isso..não sou! Quero dizer, eu...eu não sou uma meia vampira! _ Ela conseguiu dizer

ainda confusa.

– Será? Pense bem, você não deve ter sido como todos os humanos a sua volta, você deve ter feito coisas estranhas, deve ter uma força maior que os outros, você deve conseguir usar alguns poderes mesmo sem saber como e com certeza alguém já deve ter se curvado na sua presença mesmo que nunca tivesse te encontrado antes! _ Ele a olhava ainda sorrindo, e Sara começava a

se sentir desconfortável com aqueles olhos.

Ela suspirou sabendo que tudo que ele havia falado era verdade, afinal, ela estaria mentindo se dissesse que nada daquilo havia acontecido. Na verdade, era uma das razões de Dylan a chamar de esquisita o tempo todo, uma da razões dos pais a terem colocado em um psicólogo mais de uma vez, uma das razões em que algumas amigas se afastaram dela e com certeza, era uma das razões que ela havia ficado sem reação quando um homem pálido havia feito uma reverência pra ela no meio de uma festa de casamento. Sara deixou os pensamentos voarem, lembrando de pesadelos que costumava ter, noites que acordava gritando e chorando dizendo que eles não a

deixavam em paz e assustando seus pais cada vez mais e mais.

Lembrou de desenhos que havia feito de pessoas e lugares que nunca tinha ido, mas que pareciam estar em sua memória e por fim, lembrou do cheiro doce do sangue toda vez que alguém se machucava perto dela, ou quando ela mesma se machucava. Sim, realmente se aquilo fosse verdade, seria a resposta para tudo que acontecera em sua vida, seria a resposta para todos os dias em que ela passou se perguntando porque era tão diferente e seria a resposta para o porque

que ela se sentia tão fora daquele mundo e ao mesmo tempo, tão dentro dele.

– Então...como soube que eu..bom..sou..Angel? _ Sara perguntou ainda em dúvida.

– Eu reconheceria Angel em qualquer lugar, pois eu fui seu guardião fiel, e..quem amou ela de verdade. _ Jack sorriu, abraçando Sara que ficou sem reação novamente, mas logo o envolveu

com os braços parecendo reconhecer ele de muito tempo atrás.

– Mas agora, você me contou tudo isso e ok, eu sei que é verdade. Mas eu não sei como me defender dos Caçadores...sei lá o que, o que faremos? _ Ela agora sentia o medo tomando conta

dela, mas ignorou aquilo, não querendo demonstrar nenhum sinal de fraqueza.

– Eu vou te ensinar tudo que você sabia antes, vou te contar tudo sobre nosso mundo e logo você

voltará a ser a nossa rainha! _ Ele tinha um brilho nos olhos, e parecia encantado quando a olhava.

Sara sorriu tentando acreditar em tudo que havia acontecido agora ali, se realmente era rainha, meia vampira, tinha poderes, lutas, perigos a esperando e um vampiro que a considerava seu eterno amor, e por fim, se ela conseguiria lidar com tudo aquilo. Suspirando ela pediu com delicadeza para Jack a levar de volta, prometendo que não deixaria de cumprir sua missão agora que havia descoberto a verdade. O problema era, ela tinha responsabilidades no mundo humano

ainda e uma delas, infelizmente era o colégio.

Jack a levou de volta ainda com o sorriso admirado no rosto, ele a pegou no colo subindo rapidamente pela janela do quarto dela, assustando a pobre Lana que se escondeu debaixo das cobertas e miou alto parecendo reclamar. Assim que estava de volta a seu quarto, Sara se deitou em sua cama com o objetivo de conseguir dormir um pouco, levantar cedo para fazer o que precisava e depois de noite encontrar Jack para mais uma convercinha sobre mundos paralelos ao

seu, ou quase isso.

– Vejo você na próxima noite Ange. _ Ele sorriu dando um beijo na testa dela.

– Até..bem..até a noite! _ Ela disse sorrindo ainda se sentindo confusa com aquilo e observou ele

sair sem fazer um único ruído pela janela do quarto dela.


Sara não sabia como sua vida havia dado essa revira volta em apenas um dia e uma noite, nem mesmo sabia por qual motivo ela havia parado justo na casa do vampiro que a reconheceria, a levaria para uma floresta, a olharia com muito mais que fome de predador da noite e que revelaria

um passado que ela achava que existia apenas nos livros que tanto adorava ler.

Realmente havia sido coincidência demais, ou talvez destino fosse algo bem real. A única coisa que ela tinha certeza, era que sua vida jamais seria a mesma e que dali pra frente, tudo ia ficar

cada vez mais complicado.

Notas finais
Bom gente é isso aí. Eu não tenho beta, então desculpem os erros. rs Blulby: Isso se resolve com word e dicionário. Ah ninguém te perguntou! Espero que tenham gostado galerinha, espero reviews hein? Blulby: Seja mais gentil né? Dá licença? Enfim, vejo vocês no próximo capítulo! Beijinhos lunares;