Notas iniciais
Eu sei, falei que ia postar só dois capítulos mas me empolguei e escrevi mais um! Blulby: E está tagarelando e não deixando os leitores aproveitarem o capítulo! Por que você sempre corta meu barato? Blulby: Porque eu sou o normal de nós dois. Ah tá, muito normal! Blulby: Aproveitem a leitura! Essa fala é minha! Dá licença? Aproveitem a leitura pessoal.

O quarto de Sara estava iluminado por uma fraca luz que vinha de trás da cortina de renda, pois a janela dela se encontrava um pouco aberta deixando com que a claridade do sol passasse um pouco pelo fino tecido. Em cima da cama Lana a pequena gata de estimação de Sara estava sentada, puxando devagarzinho a coberta da estudante que continuava profundamente adormecida. Aos poucos Sara ia abrindo os olhos e bocejava, logo levava a mão direita até o rosto um pouco incomodada com a claridade repentina.

Sara aos poucos se acostuma com a luz e se senta, olhando para o despertador que fica do lado da cama em cima da mesinha de cabeceira.

– O que!!!! São 7 e 15? Essa não!!!! Dormi demais!!!! _ Jogando as cobertas para o lado, se levantando e quase derrubando Lana que mia um pouco irritada.

Sara olha para a gata como se estivesse se desculpando, mas corre até o armário. Escolhendo uma calça jeans, uma blusa preta com mangas curtas com um decote em v e pegando uma toalha macia de uma das prateleiras mais altas do armário, entrando apressada no banheiro.

Sara ficou olhando com desejo para a banheira a sua frente, mas logo se lembrou de que não havia tempo para banhos relaxantes e ligou o chuveiro com uma expressão desanimada. Ao entrar debaixo da água quente, fechou os olhos por alguns minutos, lembrando do que acontecera e daqueles lindos olhos e sorriso misteriosos que Jack tinha. Embora ainda estivesse assustada com tudo aquilo, ela no fundo sabia que ele não havia mentido para ela e isso a deixava mais intrigada.

Como poderia confiar em um desconhecido que se dizia ser um vampiro? E ainda que ficava falando que ela era uma antiga rainha? Isso deveria ter feito ela correr gritando e pedindo para ser internada em um hospício. Em vez disso, ali estava ela, considerando a idéia e sentindo que tudo era verdade.

Deu um pulo ao perceber que estava a quase 15 minutos debaixo da água quente e tratou de desligar o chuveiro, saindo da banheira e se enxugando o mais rápido que conseguia. Se vestiu colocando as botas pretas com saltos de aproximadamente 5 centímetros e tentou dar um jeito no longo cabelo castanho que teimava em ficar uma verdadeira bagunça toda manhã.

Por fim desistiu e os puxou para trás, fazendo um rabo-de-cavalo e pegou sua mochila emcima da escrivaninha, correndo escada abaixo com Lana em seus calcanhares, torcendo para que o pai estivesse de bom humor.

– Atrasada de novo maninha? Acho que vamos ter que contratar uma banda pra te acordar, com cornetas e tudo!!! _ O irmão dizia com um sorriso hirônico nos lábios, ao ver Sara se sentando ao seu lado enquanto a pequena gata se dirigia para seu pires cheio de leite em um canto da cozinha.

– Dylan não dá pra esperar um pouco pra começar com as piadinhas sem graça? Sério, espera sei lá, depois do almoço ou quem sabe quando elas tiverem graça pra alguém. Aí você pode continuar sem problemas.

– Esse é o modo de falar bom dia de vocês dois? _ Como sempre a mãe já estava com uma enorme caneca de café nas mãos e um sorriso gentil nos lábios, Sara nunca entendia como ela podia ser tão alegre e tranquila até quando havia acabado de acordar.

– Não mãe, meu modo de falar bom dia pro Dylan é dar um belo cascudo nele.

– Como se você conseguisse. _ O garoto riu despreocupado, enquanto se espreguiçava e levantava, encarando a irmã com um olhar de "Vou me atrasar por sua causa!"

– Agora chega, tomem logo o café porque vocês já estão atrasados! _ E lá se vai aquela pequena esperança do pai estar de bom humor. Isso ressaltava a idéia de Sara de que talvez os opostos realmente se atraíssem. Tinha os pais ali para provarem essa teoria.

– Eu já terminei, só falta a senhorita tartaruga aí! _ As vezes Sara se perguntava como seria ter um irmão normal, mas logo desistia pois tinha a certeza de que não descobriria isso.

– Para a sua informação eu já terminei também! _ Sara se levantou mostrando a língua para Dylan e se abaixando para acariciar a cabeça de Lana que miou baixinho, como se estivesse se despedindo da dona.

Logo os dois saíram da cozinha depois de se despedirem dos pais e saindo pela porta da frente, encontrando dona Cidinha que acenou alegremente para eles.

Enquanto iam caminhando pelas ruas da nova cidade, Sara deixou com que os pensamentos fossem parar em um quarto agora trancado do corredor de sua casa, voltando para aquelas horas em que encontrara Jack e de suas palavras que a deixavam confusa e totalmente perdida.

Continuava pensando em tudo aquilo, quando sentiu algo bater em seu ombro direito e a voz de Dylan mais alta do que o normal a chamando.

– Ooiee, Terra pra Sara, será que tem alguém aí? _ Sara ergueu a cabeça, percebendo que o irmão havia lhe dado um tapa no ombro e que agora estavam parados na frente de um alto portão de ferro, com os dizeres "Tukson School" escritos em vermelho em uma placa pendurada do lado esquerdo do portão.

– O que? Ah! Dylan, desculpa, você disse alguma coisa?

– Alguma coisa? Eu disse um capítulo de um livro inteiro, mas você parece que está mais distraída do que o normal. O que está acontecendo com você? _ O irmão ria mas sua expressão mostrava que realmente estava preocupado com ela.

– Nada, é só a mudança, sabe? Colégio novo, amigos novos e a casa nova. Já me achavam um pouco esquisita imagine agora?

– Relaxa maninha, sempre fica nervosa com essas coisas. Engraçado que pra assistir aqueles filmes de terror bizarros você nem liga se for sozinha. _ Dylan deu um forte abraço em Sara, que fez com que ela pensasse que a habilidade de respirar tinha sido roubada dela.

– Sou melhor com criaturas das trevas do que com patricinhas do colégio. _ Respondeu sorrindo e abraçando o irmão, mas logo se soltando ao ouvir o sinal estridente que tocava dentro do prédio.

– Então aprenda querida irmã, se quiser vencer uma patricinha maligna, jogue água no cabelo escovado dela. Simples não?

– Ah é, irei me lembrar disso senhor caçador de patricinhas. _ Sara sorriu enquanto começava a se afastar do irmão, mas ainda ouvindo suas palavras animadas atrás dela.

– Certo, na próxima eu vou querer um salário para dar aulas de como acabar com essas criaturas malignas do colégio, que a principal arma é uma bolsa cor-de-rosa. _ Sara parou por alguns minutos, se virando para encarar o irmão e dizendo com o tom de voz divertido.

– Queria saber de onde você tira tanta besteira pra falar!

– Minha irmã me deu de presente. _ Começando a rir enquanto Sara lhe mostrava a língua e entrava no colégio parecendo bem irritada.

Sara caminhava pelo local, observando tudo em volta com curiosidade e percebendo como era maior do que seu antigo colégio. Estava em uma ampla praça cheia de mesinhas e cadeiras espalhadas, com alguns estudantes sentados nelas ou apenas passeando por ali.

No canto esquerdo havia uma lanchonete onde alguns alunos estavam parados perto de um balcão de mármore, esperando para serem atendidos.

Sara passou por eles e se dirigiu para um canto mais afastado, sentando em um banco de madeira pintado de azul escuro e perto de algumas flores e debaixo de um carvalho que fazia ela se lembrar de um sonho estranho que tivera a algumas noites atrás.

– Belo lugar não é? _ Sara logo se assusta com a voz suave que ouve ao seu lado, virando a cabeça rapidamente e encarando uma menina da sua idade, com longos cabelos castanhos claros e ondulados e olhos verdes claros que pareciam observar Sara com atenção.

– Desculpe, eu te assustei não é?

– Ah não, não claro que não. Só não percebi você chegando. As vezes fico distraída. _ Sara observava a garota com uma expressão surpresa, como ela havia se aproximado sem ela perceber?

– Sei como é, eu as vezes sou bem distraída também. Falando nisso, meu nome é Diana e o seu? _ Aquele sorriso da jovem, era doce e ao mesmo tempo parecia esconder algo.

– Meu nome é Sara. Sabe é bom conhecer alguém no primeiro dia de aula.

– Eu que o diga, espero que nos coloquem na mesma sala. _ E lá estava novamente, aquele sorriso que deixava Sara desconfiada, como se a menina já soubesse que iam ficar na mesma sala.

– Tinha me esquecido disso. Preciso ir até a secretaria pegar meus horários. _ Sara logo se levantou e começou a caminhar, mas percebendo que a menina a seguia tranquilamente.

– Eu também! Vamos juntas?

– Claro, assim podemos ir conversando. _ Afinal essa seria uma boa maneira de tentar descobrir algo daquela menina misteriosa.

As duas foram caminhando pelo colégio que aos poucos ia ficando mais lotado, chegando em uma porta onde se lia "Secretaria" com as mesmas letras vermelhas daquela placa no portão. É, o pessoal gostava mesmo de vermelho por ali, Sara ia pensando enquanto respondia algumas das perguntas da nova amiga.

Aos poucos ela começava a confiar na jovem, sentindo uma estranha calma vindo dela e que a deixava mais certa de que Diana possuía algum mistério por trás daquele sorriso.

Ao chegarem na secretaria foram atendidas por uma senhora baixa e gentil, que logo entregou os horários. Sara deu uma espiada rápida no papel que Diana segurava e como desconfiou mais cedo, viu que elas haviam ficado nas mesmas aulas.

Enquanto se dirigiam para a primeira aula do dia, iam conversando animadamente sobre os alunos e professores.

– Será que o professor é legal? _ Queria descobrir mais coisas sobre Diana e que jeito melhor de fazer isso, se não conversar com ela?

– Não sei, espero que sim né? Mas olha se ele não for legal, um dos outros vai ter que ser. _ Mas de onde ela tirava tanta confiança?

– Você é sempre tão confiante?

– Só quando estou acordada. _ Riu baixinho, mas Sara percebeu que algo nos olhos da garota mostrava que não estava brincando.

– Isso tem algum significado estranho? Ou você está só zoando com a minha cara?

– Não poderia ser os dois? _ Sara logo mordeu o lábio inferior parecendo pensativa.

– Se fosse ontem de manhã, eu diria que não. Mas como é hoje, eu com certeza acredito que pode ser os dois. _ Isso arrancou uma risada baixa de Diana, fazendo com que Sara ficasse com a sensação de que estava olhando para uma versão feminina de Dylan.

– Depois eu que falo coisas estranhas.

– Considere isso como um empate.

– Fechado! Mas não por muito tempo. _ Estendeu a mão e logo Sara a apertou, rindo com a mesma empolgação. Afinal, ela sempre tivera aquele espírito competitivo.

– Faça melhor se puder, estarei esperando!

– Acredite amiga, o melhor eu guardei pro final do dia. _ Diana piscou ao soltar a mão de Sara e mais uma vez, fazendo com que ela percebesse que algo estava realmente prestes a acontecer.

– Como assim?

Mas Diana apenas sorriu e indicou com a cabeça que haviam chegado na sala de aula já lotada.

As duas caminham até duas carteiras do fundo e Sara por ser curiosa, passa a manhã inteira tentando fazer Diana contar o segredo por trás daquelas estranhas palavras.

As aulas passaram rápido, já que Sara toda hora deixava seus pensamentos voltarem àquelas horas com Jack e suas revelações. As vezes era chamada por Diana que a avisava que o professor havia lhe feito uma pergunta e repetia em voz baixa para que Sara pudesse responder.

No final das aulas, as duas caminharam até o pesado portão de ferro e ao saírem do colégio, Sara se virou para a nova amiga sorrindo.

– Você quer vir comigo? Minha casa fica bem perto daqui. Você poderia conhecer.

– Hoje eu não posso amiga, mas pode ter certeza que amanhã vou com você sem falta! Prometo!

– Sem problemas, então te vejo amanhã?

– Talvez até antes. Tchau amiga. _ Antes que Sara pudesse perguntar alguma coisa sobre mais uma das frases estranhas da amiga, Diana sorriu e se afastou rapidamente, logo desaparecendo em uma curva da rua em que estavam.

Sara começou a caminhar lentamente em direção a sua casa, balançando a cabeça e pensando em tudo que tinha acontecido até aquele momento. Agora além de todas as coisas que passara com Jack, também tinha Diana e suas frases cobertas de mistério, será que o mundo tinha virado de ponta- cabeça e ela estava dentro de seus adorados livros? Ria baixinho com seus pensamentos e andava sentindo o vento suave batendo em seu rosto e brincando com seus cabelos, até que chegasse no jardim e tirasse uma chave do bolso da calça, caminhando até a porta da casa e a destrancando rapidamente.

Ao entrar sentiu uma bolinha de pêlos passar roçando pelos seus tornozêlos e saltando, caindo exatamente no círculo que ela fazia com os braços e miando baixinho.

– Oi amiguinha, sabia que ia estar me esperando. _ Sorrindo enquanto acariciava a cabeça de Lana, pendurava as chaves no gancho perto da porta e subia correndo as escadas, entrando no quarto e colocando Lana emcima da cama.

Abria o armário e escolhia um vestido azul claro de algodão, com mangas curtas e que parecia ser bem leve. Se trocava com uma idéia já martelando na cabeça e corria até a porta trancada no final do corredor.

Se achava maluca de estar fazendo aquilo, mas precisava de respostas e estava na hora de consegui-las. Aproveitando que dona Cidinha estava na cozinha, bateu 3 vezes na porta e esperou, mordendo o lábio inferior parecendo mais nervosa do que antes.

– Ange, não esperava te ver tão cedo. _ A porta se abriu com um baixo rangido e lá estava ele, tão lindo e misterioso quanto ela se lembrava, mesmo com os cabelos bagunçados e uma expressão que denunciava que estivera dormindo.

– Desculpa eu devo ter te acordado. Mas precisava sabe... ver se isso tudo era real ou se ontem tive um sonho muito criativo. _ Sara suspirava e tentava manter os olhos no rosto do vampiro, em vez de deixar o olhar descer para a visão do peitoral definido e barriga perfeita que ele tinha. Ah, será que ele não podia dormir com uma camisa?

– Tudo bem, pode me acordar quando quiser. Sonhos sempre são criativos dependendo do modo como você...

– Jack, por favor. Lições de fantasias e criações agora não. Sei que a dona Cidinha tem alguma ligação esquisita com você. Por isso não achei estranho eu vir aqui te chamar, bom, te acordar, mesmo ela estando lá em baixo e acordada.

– Certo, certo. Nada de lições fantasiosas? Então do que vamos falar exatamente? Que tal de algumas regras do mundo vampiro? ou podemos bater um papo sobre como o sol está agradável lá fora. _ Deus! Até o sorriso irônico dele é lindo! Assim ficaria difícil para Sara se concentrar.

– Ironias e ironias, já me basta o Dylan agora tem você também?

– Desculpe, não podia deixar a oportunidade passar. _ Começando a rir enquanto esfregava os olhos com a mão direita.

– Tudo bem, você é melhor que o Dylan nessas brincadeiras. Enfim, precisava falar com você. Tem uma menina que conheci hoje, ela é legal e animada, mas.. algo nela me deixou curiosa. Ela me lembra um pouco seu jeito quando você fala de mistérios e os segredos do mundo vampiro.

– Talvez ela saiba mais de você do que imagina. Não fico surpreso, muitos irão te reconhecer de alguma forma. _ Ah lá ia ele com mais mistérios.

– Eu realmente não sei se fico feliz com isso. Gente que eu nunca vi na vida, me reconhecer assim do nada.

– Na verdade já viu essas pessoas. Só não se lembra ainda.

– Ainda vou me acostumar com isso. Por enquanto vou cuidar de algo mais prático e beem fácil. Meu estômago. Dona Cidinha já deve ter preparado o almoço, então te vejo mais tarde. Bons sonhos Jack e fique preparado, tenho muitas perguntas ainda.

– Sorte de ser vampiro. Não ter que me preocupar com isso de estômago e aquela coisa esquisita que chamam de comida. Vejo você mais tarde Ange.

– Não dá pra me chamar de Sara como todo mundo normal faz?

– E desde quando eu sou normal? _ O vampiro piscou para Sara, sorrindo enquanto ela revirava os olhos e se afastava correndo na direção das escadas.

Ouvindo a porta se fechando, ela descia rapidamente sendo seguida por Lana que havia saído de seu quarto. Ao chegarem na cozinha, Sara sentou em uma cadeira, observando enquanto dona Cidinha a servia.

Começava a comer devagar, as vezes brincando com a comida distraidamente e sabendo que Dylan como sempre, iria se atrasar. Nova cidade mas velhos hábitos.

– Seus pais avisaram que vão chegar tarde hoje. Parece preocupada menina Sara. _ Observando a menina com atenção e um sorriso gentil.

– Ah, eu já esperava, eles sempre fazem isso. _ Sara sorria, mas se sentindo um pouco desanimada com esse hábito que os pais tinham de ser mais ausentes.

– Não se preocupe, estou pensativa e tenho alguns problemas para resolver.

– Sei de seus problemas menina e quando precisar, pode vir conversar comigo. _ É, utlimamente parecia que todo mundo sabia dos problemas dela.

– Obrigada, acho que é bom não ter que esconder aquele segredo de todo mundo.

– Na verdade da maioria é bom esconder por enquanto.

– É, acho que sim. Será que devo ligar para o Dylan? Ele está demorando muito.

– Não se preocupe, ele logo estará aqui. _ Sara gostaria de ter aquela confiança, na verdade, aquele sorriso lembrava muito ela de alguém.

Ao terminar de almoçar, Sara foi até a sala e se deitou no sofá, encarando o teto por alguns minutos.

Logo escuta alguém mexendo na maçaneta da porta e Dylan entrava correndo, com os cabelos e roupas molhados.

– Começou a chover? _ Sara fica surpresa, enquanto Dylan pendurava as chaves no gancho perto da porta e caminhava até ficar perto das escadas.

– Sério que nem isso você percebeu? _ Se virando para o sofá que a irmã está deitada.

– Não fico olhando pra janela 24 horas por dia. Além disso, quando voltei pra casa estava um sol tão lindo!

– Mas dá pra ouvir o som da chuva. Ou minha irmãzinha está perdendo aquela super audição?

– Minha audição é como de todo mundo. E você vai tomar um banho quente antes que fique doente!

– Nossa, dona Cecília2 está estressada hoje?

– Não, o que te faz pensar isso?

– Suas doces e delicadas palavras. Vou subir então, te vejo depois. _ Dylan ficou rindo com a cara de Sara, logo subindo as escadas correndo enquanto a irmã fechava os olhos e tentava relaxar.

Sara mergulhou em um sono cheio de sonhos estranhos, onde pessoas vestidas de preto a perseguiam e tentavam acertá-la com espadas, adagas e flechas.

Ela podia ouvir a voz de Jack a chamando mas por alguma razão, não conseguia encontrá-lo ou entender o que ele dizia. Logo ela acordou pulando do sofá, percebendo que alguém havia colocado uma coberta emcima dela. O coração estava acelerado e o rosto estava pálido, e sua gatinha a olhava atentamente, parecendo saber que o sono da dona não tinha sido tranquilo.

Sara suspira e sai correndo pelas escadas, logo entrando no quarto e encontrando Jack sentado em sua cama, segurando um de seus livros e parecendo estar bem a vontade.

– Você está ficando maluco? E se alguém entrasse aqui e te visse aí sentado, todo tranquilo! _ Trancando a porta e se virando para o vampiro, que já soltara o livro mas mantinha aquele sorriso calmo no rosto que fazia o coração de Sara acelerar e ao mesmo tempo querer esganar ele.

– Você continua a mesma histérica de sempre sabia? Claro que se alguém entrasse aqui, eu usaria os meus truques para evitar ser visto. Além disso, tenho outros poderes bem interessantes para lidar com essas situações.

– Você sempre tem que falar dessa forma tão difícil?

– Você que não tem paciência para ouvir minhas frases. Mas vamos ao o que interessa. _ Sem escolha, Sara caminhou até a cadeira e se sentou cruzando as pernas, olhando o vampiro que parecia mais sério.

– Logo seus poderes vão se desenvolver ainda mais. Temos que começar a praticar um pouco. Eu sei quem é aquela sua nova amiga.

– Sabe? Como assim? Você nem viu ela, como que pode saber quem ela é?

– Bom, agradeça a dona Cidinha. Mas vou te explicar tudo daqui a pouco. Antes preciso te contar uma coisa muito importante.

– Por que sempre que me dizem isso, eu sei que vai vir algum tipo de bomba?

– Simplesmente porque você tem uma ótima percepção das coisas.

– Ou talvez eu tenha acertado só de ver sua expressão séria ou porque noite passada eu fiquei sabendo que sou a reencarnação de uma rainha e que tem gente que está louca para me matar.

– É pode ser isso tudo mesmo.

– Ah fala de uma vez Jack!

– Tudo bem, tudo bem. Você dormiu essa tarde e enquanto isso dona Cidinha subiu e conversou comigo. Não faça essa cara, Dylan estava no quarto grudado no computador e ela foi bem discreta. Enfim, a menina que você encontrou hoje é a filha dela. Herdou as mesmas, huum... vamos dizer, habilidades.

– Ai ai. pelo jeito é tudo mágico nessa cidade.

– Você nem imagina o quanto. Mas o que eu queria falar com você é que Diana é filha da dona Cidinha e veio nos avisar que os descendentes dos caçadores já sabem que você reencarnou. E estão vindo para a cidade te procurar. _ Ele sabia o quanto ficava lindo com aquela expressão preocupada? E por que ela estava pensando nisso, ela tinha acabado de receber a notícia de que um bando de gente queria encontrar e matar ela!

– Ah que ótimo! Tenho um vampiro morando na minha casa sem meus pais saberem, tenho futuros trabalhos e lições de casa, descubro que tenho uma amiga que é bruxa e agora para terminar meu dia, descubro que tem um bando de gente que eu nem conheço vindo para a cidade pra arrancar minha cabeça.

– Não se preocupe, não é arrancando cabeças que eles matam. E ela é feiticeira. _ Certo, ali estava um dos momentos em que ela gostaria muito de estrangular Jack.

– Você me entendeu! _ Sara respondeu já irritada, mas logo se calando e sentindo as bochechas queimarem com o beijo que recebeu na testa. Quando ele havia levantado mesmo?

– Não se preocupe Ange, ensinarei você a se defender e te ajudarei a se proteger contra esses vermes nojentos!

– Você podia tentar me chamar de Sara pra variar um pouco. _ Logo ouviu a mãe chamando lá do andar debaixo, sendo ignorada por Jack enquanto o vampiro sorria e se retirava do quarto. Um dia ela ainda ia ver os pais berrando de susto ao encontrarem um estranho parado no corredor, como se a casa fosse dele.

Se levantando e rindo com aquele pensamento, ela descia as escadas correndo, escutando a campainha tocando. Chegava até o hall de entrada, a tempo de ver dona Cidinha abrindo a porta e sentindo o queixo cair, ao ver Diana parada ali com aquele sorriso doce e misterioso.

– Diana? _ Olhando para a jovem, com a expressão surpresa e confusa.

– Oi amiga, eu disse que a gente ia se ver hoje ainda. Vamos nos ver bastante fora do colégio, afinal, minha mãe trabalha aqui. _ Dona Cidinha ria baixinho com a expressão de Sara, enquanto colocava a mão no ombro da filha delicadamente.

– Vamos filha, quero que conheça meus patrões.

– Sim, meus pais com certeza vão te adorar. E o Dylan, bom, se ele der em cima de você é só fazer que nem eu faço, ignore e seja feliz. _ Se recuperando da surpresa e olhando para a amiga mais animada.

– Eu adoraria, mas não posso ficar hoje. Mas como eu disse, amanhã virei aqui sem falta. Prometo. Só queria entregar isso pra você Sara e ver como minha mãe estava. _ Sara recebe um papel dobrado da mão da amiga, olhando para o bilhete curiosa enquanto Diana vai se afastando.

– Vejo você no colégio Sara. E até amanhã de tarde mãe!

– Até amanhã amiga! Dona Cidinha, avise meus pais que logo eu desço de novo, preciso ler isso daqui! _ Sara logo saía correndo novamente, sem esperar a resposta da senhora gentil e subia os degraus de dois em dois até chegar em seu quarto novamente. Abria o bilhete e lia as palavras, com a caligrafia delicada que devia ser de Diana.

" Sara... entregue isso para o Jack. Não perca tempo se perguntando como eu conheço ele e como sei o nome dele. Explicações virão depois. Aí estão alguns nomes e endereços dos futuros caçadores que consegui descobrir. Infelizmente alguns farão parte do nosso colégio, então tenha paciência e não se irrite caso eu esteja o tempo inteiro grudada em você. Claro, você nem vai precisar reclamar, sou adorável e uma ótima companhia. Mas deixando minhas qualidades de lado, você precisa começar a treinar com Jack o mais rápido possível. Peça para ele começar pela luta com espadas. E boa sorte amiga.

Ah! Mais uma coisa, seu irmão é muito lindo. Isso aí, eu já vi ele. De longe mas já vi."

– Ah você não sabe do que está falando... _ Sara começou a rir com as últimas palavras de Diana, preferindo deixar as outras coisas para se preocupar quando estivesse com Jack.

Dobrou o papel cuidadosamente e o guardou na gaveta da escrivaninha, voltando a sair do quarto e descendo as escadas mais lentamente.

Notas finais
Então galerinha é isso aí! Espero que tenham gostado. Só postarei agora depois que receber reviews, então comentem! Blulby: Mas que chantagem é essa? Eu prefiro dizer acordo; Blulby: Mas eu quero saber a continuação! Ah vá! Você sabe muito bem a continuação, para de choramingar! Bulby: Verdade, não é que eu sei mesmo? Eu mereço... até o próximo capítulo pessoal! Beijinhos lunares;
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.