Notas iniciais
Bom, bom, postando esse capítulo que já está pronto e longo posto o 23 que estou terminando de escrever, e bom o resto vai depender da minha inspiração para escrever u.u

— Vocês vão aonde? — a Nephilim que inspecionava a entrada e a saída de todos do dormitório feminino, nos perguntou, enquanto nos viu descer as escadas e ir em direção a porta de vidro. Nós paramos, e eu senti Laurie ficar tensa ao meu lado.

A senhorita Hill estava sentada, e seus finos braços estavam apoiados a mesa em sua frente. A expressão em seu rosto era dura, o que a fazia aparentar mais idade do que ela realmente tinha.

Adelle apontou pro relógio que havia atrás da ‘recepcionista’, cujo estava pendurado na parede. — Ainda são 20h30min. Nosso horário de recolher é às 23 horas, por tanto, por que nós deveríamos lhe dizer para onde nós estamos indo?

As bochechas magras de Hill Mackenzi ficaram vermelhas de raiva, e se seus olhos azuis pálidos ficaram furiosos. De repente, eu fiquei surpresa ao ver uma tatuagem de uma cobra – cuja qual eu tinha certeza que Hill não possuía – se mover em seu pescoço. Mas quando eu pisquei meus olhos novamente, para realmente ter certeza do que eu estava vendo, a tatuagem no pescoço dela havia sumido. Eu suspirei pesadamente. Agora eu estava imaginando coisas?

— Me respeite, Adelle Christine. — ela disse, e em seu tom de voz, pude notar um leve toque de ameaça.

Eu ainda estava confusa pelo o que eu havia imaginado ter visto, e uma urgente vontade de me distanciar de Hill me preencheu. — Vamos logo. — falei, puxando o braço de Adelle e de Laurie, e por fim abrindo a porta de vidro que dava para o campus.

Certo alívio me inundou quando eu botei os meus pés para fora da recepção. Eu sempre achei Hill um tanto quanto estranha, ainda mais quando ela utilizava o pouco tempo livre que ela tinha, para ficar vagando pelo campus e observando cada um dos alunos que havia aqui.

— Nós não vamos para o refeitório, Anne. Iremos direto para o quarto de Nathanael. — Laurie me avisou, conseguindo me tirar dos meus próprios pensamentos.

— Eu estou com fome. — na verdade, eu estava com vontade de ver Miguel. E com certeza ele estava no refeitório agora.

O ruim do final de semana era que não havia treino para mim. Consequentemente, Miguel não era obrigado a me dirigir a palavra.

— Lá no quarto de Nate terá bebida, e algumas comidas, eu acho. — Adelle murmurou, com uma voz calma.

— Ok. — bufei, dando-me por vencida.

Não havia um dia que o campus não estivesse cheio há essa hora. E isso facilitou ainda mais para nós adentrarmos no dormitório masculino sem levantar suspeitas. Afinal, apenas no horário de recolher que as meninas eram proibidas de entrarem no dormitório masculino e vice-versa.

Quando chegamos ao segundo andar, o corredor estava uma bagunça. Havia até mesmo um garoto com uma toalha enrolada na sua cintura, conversando com o seu suposto amigo. Uns davam altas gargalhadas, rindo das besteiras que estavam sendo pronunciadas. Eu também escutei alguns assobios quando entramos mais afundo no longo corredor, e nós os ignoramos, indo em direção ao quarto de Nathanael.

Quando Nate abriu a porta para nós entrarmos, um sorriso se formou em seu rosto quando os olhos dele penetraram nos meus. — Mestiça... — ele disse, e sua voz estava extremamente sedutora agora.

— Você sabe que eu não gosto que me chamem de Mestiça, Nate. — retruquei, e abri um pequeno sorriso, amostrando assim um pouco das minhas presas. Nós entramos no quarto, e eu fiquei surpreendida quando eu vi o mesmo sendo iluminado por uma luz estrobo, fazendo-me perguntar mentalmente como Nate havia conseguido isso. O armário dele estava na frente da janela, o que impossibilitava para quem estivesse no pátio, percebesse tal luz chamativa. A música não estava alta, mas ainda assim no volume certo, fazendo com que alguns Nephilim dançassem no espaço livre que havia aqui. Ao contrário de outros, que preferiam ficar de agarramento na parede, e até mesmo no chão.

— Vamos logo mudar as nossas roupas. — Adelle disse, animada. Nós corremos para o banheiro, e rapidamente nos trocamos.

Laurie estava com um vestido vermelho nada decente, amostrando suas longas coxas, e com um decote de deixar qualquer homem louco. Já Adelle, preferiu colocar um mini short, juntamente com um sutiã preto com lantejoulas. Acho que o lema delas era: Quanto menos roupa, menos era o trabalho para tirá-las depois. Fora Laurie que havia me emprestado a roupa de hoje à noite, pois eu somente tinha as que Miguel me dava. Cujas eram bonitas, mas não o suficiente para ir a uma festa privada.

O vestido preto moldava o meu corpo, tão colado que mostrava cada curva que eu tinha. Ele era curtíssimo, e se eu abaixasse pelo menos que um pouco, certamente veriam minha calcinha. Minhas costas estavam desnudas, e o meu decote não era nada modesto. Certamente, eu nunca usaria uma roupa assim há pouco tempo atrás. Mas agora...

Quando saímos do banheiro, nós rapidamente chamamos a atenção de vários garotos que estavam na festa. E até mesmo, algumas garotas pareciam ter ficado interessadas. Nate estava encostado na parede do outro lado do quarto, e quando seus olhos pousaram em mim, rapidamente um sorriso malicioso se formou em seu rosto.

— Anne! — Demétrio me cumprimentou, me dando um abraço apertado logo em seguida.

— Às vezes eu tenho a impressão que você irá me esmagar... — eu murmurei, e ele riu.

Quando Demétrio me soltou, ele olhou para Adelle, com um olhar questionador. — Quem é essa garota? Nossa, ela é sexy demais... — eu gargalhei, enquanto o via fechar o espaço entre eles dois, e a abraçar carinhosamente.

— Que nojo. — Laurie disse ao meu lado, me fazendo rir ainda mais. — Já avistei um gostosinho ali. — e por fim, ela me deixou sozinha, indo em direção ao garoto cujo estava sentado na cama, com uma garrafa de bebida alcoólica em sua mão. Quando ela chegou, rapidamente o garoto colocou a garrafa no chão, e sem dizer nenhuma palavra, puxou-a para se sentar em seu colo. As mãos dele se apossaram do corpo de Laurie em segundos, e o beijo que eles estavam dando, parecia ser algo completamente avassalador.

Ao ver aquilo, algo me impulsionou para ir falar com Nate. Só que ele já estava vindo em minha direção, com uma mão estando ocupada com a garrafa de gim, e com os olhos percorrendo cada parte do meu corpo. Quando ele chegou perto o suficiente para que nossos corpos se encostassem, ele sussurrou no meu ouvido. — Você não tem noção do quanto está sensual com esse vestido. — ele soltou um leve riso a me ver ficar tensa. Eu tinha que esquecer Miguel. Mas por que eu só estava pensando nele, quando Nate me puxou pela cintura com sua mão livre, e colou ainda mais os nossos corpos? Eu suspirei, com raiva. — O que houve? — Nate me perguntou, enquanto sua mão passeava pelas minhas costas.

— Nada que um pouco de bebida não resolva. — eu sorri, e não precisei dizer mais nada, pois Nate já estava me passando à garrafa.

— Beba tudo, Mestiça. E depois eu pegarei mais. — Nate falou, divertido. O sabor da Gin era adocicado, e desceu pela minha garganta agradavelmente. — Essa bebida é Old Tom Gin. — Nate me informou, como se isso fosse uma grande coisa. — Ela está quase extinta no mundo todo! Fora um trabalho e tanto para consegui-la. — se gabou, me puxando ainda mais para perto dele.

— Realmente, isso fora muito duro. — ironizei.

— Claro. E eu mereço o meu prêmio, não é? — eu sorri, mas ainda assim não consegui prestar atenção nas suas seguintes palavras. Pois o ritmo da música que tocava agora, estava me envolvendo por completo, dando-me uma intensa vontade de dançar.

Peguei Nate pela gola da camisa, e levei-o para o sofá que havia ao lado da cama, empurrando-o por fim no mesmo.

— Não acredito que você... — ele murmurou, mas as suas últimas palavras morreram em seus lábios, quando ele me viu mexer os quadris lentamente, ao som da música. Eu mordi o meu lábio inferior, sorrindo sensualmente quando o vi completamente hipnotizado por mim. E então, quando ele fez menção em se levantar, fiz um sinal negativo com a minha mão livre, fazendo-o por fim permanecer no lugar. As batidas da música vibravam por cada parte do meu corpo agora, cuja me fazia descer e subir provocativamente, sem hesitar em nenhum momento. — Anne... — Nate sussurrou o meu nome, e eu pude notar claramente o desejo transbordando em seus olhos. Eu estava ficando totalmente satisfeita ao ver ele daquele jeito, tão fascinado por mim.

Mas não é ele que você queria que estivesse dessa forma... E sim Miguel. — uma baixa voz ecoou pela minha mente, acusando-me. Eu parei de dançar abruptamente ao escutá-la, e sem pensar duas vezes, encaminhei-me em direção a Nate. Depositei minha garrafa já vazia ao chão, e sentei-me ao lado dele, o fitando diretamente.

— Me beije.

— Você nem ao menos precisava pedir. — e então, Nate me beijou.

E quando os lábios dele se colocaram sobre os meus, um desejo tomou-me por inteira, aumentando ainda mais quando a língua dele adentrou em minha boca. Rapidamente, ele ficou por cima de mim, me beijando com atrevimento e sem nenhuma vergonha de estarmos em um lugar cheio de outras pessoas. Mas afinal, quem se importava? Havia Nephilim que estava fazendo muito pior na porta do banheiro.

— Vamos ir pro quarto vazio do meu amigo. — ele pediu, entre o beijo.

Nate não esperou a minha resposta e se levantou em segundos, estendendo sua mão para mim. Eu a peguei, e quando me levantei, senti uma forte tontura que quase me fez cair no chão.

— Opa! Tenha mais cuidado, Mestiça. — ele riu, me segurando.

Ele pegou mais uma garrafa de Gin antes de sairmos do quarto, escondendo-a em seu casaco. Quando nós colocamos os pés no corredor, eu percebi que o mesmo ainda estava cheio, mas não como antes.

— Nossa, que delícia hein?! — ouvi alguém gritar, e para mim aquilo soou tão engraçado, que eu ri.

— Delícia vai ser sentir o seu rosto sendo esmagado pela minha mão, otário! — Nate gritou de volta, e por fim nós só escutamos risos.

Nós subimos a escada de mármore que conectava os andares, chegando ao terceiro. Rapidamente nós andamos até o quarto vazio do amigo de Nate, cujo mesmo já estava com a porta entre aberta.

Quando entramos, Nate me deu a garrafa de Gin que ele havia escondido em seu casaco, olhando para mim com um sorriso. — Você não quer mais? — ele perguntou, abrindo-a e tomando dois longos goles.

Eu tomei a garrafa da mão dele, estranhamente rindo em seguida do que eu havia feito. Bebi sem dar nenhuma pausa, enquanto que Nate se sentou na cama e calmamente retirou o seu casaco, ficando por fim com a camiseta preta que ele estava usando esta noite.

— Eu posso... Posso te morder? — eu o havia pegado desprevenido quando perguntei isso. Diabos, eu própria não esperava isso de mim!

— Não é perigoso? Digo... Você ainda não está treinada o suficiente para parar depois...

— Eu juro que paro. — falei, com voz suplicante.

— Não era isso o que eu esperava... — ele disse, se levantando e vindo em minha direção. Nate estava perto o suficiente de mim agora, o que me possibilitou uma visão mais ampla de seu pescoço. Ele pegou a garrafa de Gim que estava em minha mão, tomando o restante da bebida que continha na mesma. — Todos dizem que sentem um prazer intenso quando um vampiro os morde sem querer transformá-los ou matá-los. Espero que isso seja verdade.

Sem dizer mais nada, ele balançou a cabeça positivamente, dando-me o consentimento que eu tanto estava desejando naquele momento. E então, eu cravei os meus dentes em seu pescoço. Quando o sangue de Nate encheu-me a boca, uma sensação maravilhosa se instalou em mim. Não existia sabor comparado a daquele líquido tão quente, e doce. Cujo sabor tão delicioso era completamente fantástico e magnífico.

— Estou me sentindo um pouco tonto.

Os treinamentos que eu tive com Miguel certamente me ajudaram e muito para ter mais resistência a cheiros, e a minha sede de sangue. Mas ainda assim, tive que fazer um grande esforço para me distanciar de Nate agora.

Eu ainda estava entorpecida quando ele me beijou com ravidez, colocando suas mãos nas minhas costas e me empurrando lentamente e cuidadosamente para cama.

Só que, estragando todos os planos que Nate tinha para mim naquela noite, a porta se abriu, fazendo-me enrijecer momentaneamente ao me lembrar da primeira festa cuja Miguel havia descoberto.

— Hey! — alívio tomou-me quando eu vi que aquele devia ser o dono do quarto. — Foi mal interromper, mas uma garota está subindo para cá... — o Nephilim falou totalmente sem graça.

Nate se levantou, me ajudando a fazer o mesmo. — Ok.

— Espera aí cara, preciso falar um negócio contigo urgente.

Nathanael me olhou, me dizendo silenciosamente para ir para o quarto onde estava acontecendo à festa.

— Até daqui a pouco. — falei, e por fim fora cambaleante para o corredor. Mas ao chegar ao mesmo, fiquei completamente sem saber o que fazer quando vi Miguel abrindo a porta de seu quarto, com Nicole ao seu lado.

Sem dúvidas alguma, eu queria ter uma capa de invisibilidade agora.

E talvez, um taco de beisebol. Para quebrá-lo naquela vadia.

Notas finais
Miguel + Nicole + Annelise bêbada = grande confusão? UAHSUHAUHU' Até eu estou ansiosa, tomara que ela arrume um taco de beisebol e quebre nessa vadia assanhada, Miguel é todo meu u.u