Notas iniciais
Bom, não sei quando irei postar novamente, por isso irei adiantar o terceiro capítulo. Vou revelar quem é o homem de beleza estonteante. Fiquem ligados :)

Eu fiquei perplexa com a beleza estonteante e arrasadora daquele homem. Sua clara pele e seus profundos ― como um abismo ― olhos azuis claros, causaram-me arrepios que percorreram por todo o meu corpo. Seus lábios não muito carnudos – mas ainda assim cheios – me fizeram ficar boquiaberta de tão sedutores que eram. Seu rosto fazia uma combinação perfeita, gloriosa e única, uma na qual eu nunca me imaginei ver de perto em toda a minha vida.

Só que o mais inacreditável de tudo, era que bem atrás daquele corpo definido e não muito musculoso, nas costas largas daquele homem, havia grandes asas. Asas tão alvas como a neve, tão límpidas e belas que pareciam ser de outro mundo. E literalmente eram. As asas dele estavam batendo calmamente, e seus pés estavam quase tocando ao chão da minha varanda. Seus olhos estavam direcionados a minha mãe, e pareciam que eles estavam tendo uma conversa silenciosa e indecifrável.

― Mãe! ― Eu sussurrei, mas quem me olhou fora ele. E quando aqueles olhos tão inexpressivos se direcionaram a mim, eu senti a magia dele tocando-me, algo tão forte, tão poderoso que por um momento eu pensei que havia perdido o ar.

― Annelise... Você terá que ir com ele... ― Eu escutei a minha mãe falando, e foi como um balde de água fria quando eu realmente entendi o que ela queria dizer. Virei-me para ela, o desespero que havia diminuído, havia voltado ainda mais forte do que antes.

Depois de tudo que eu havia descoberto, eu não conseguiria me reerguer sozinha. Eu precisava da minha mãe mais do nunca. Pois ela estava sendo o meu ar, e se tirassem ela de mim, certamente eu morreria. Eu solucei, e apenas tive a certeza de duas coisas: A primeira era que ela não poderia me deixar, não agora. E a segunda é que nós teríamos que correr imediatamente.

― Vamos! ― Eu gritei, e logo em seguida corri para a porta do quarto. Só que quando eu abrir a mesma percebi que minha mãe havia ficado parada no mesmo lugar, e que havia três lobos rosnando para mim no meu corredor, eu fiquei com uma indescritível sensação de adrenalina. Eu teria que salvá-la. Eu teria que salvá-la. E então, inexplicavelmente, eu me senti forte. Tão forte como eu nunca estivera em toda a minha vida. E um fogo desconhecido queimou dentro de mim, se alastrando por todo meu corpo.

Eu estava em chamas. E pronta para retalhar quem atrapalhasse a minha fuga com a minha mãe. Só que antes que pudesse atacar cada um daqueles lobos, uma mão forte segurou o meu braço, e percebi que o anjo que estava na minha varanda, estava agora ali ao meu lado. Suas asas haviam sumido, e eu não havia percebido o quanto ele era mais alto que eu. O fogo baixou com tudo, mas ainda assim eu sentia rastros dele pelo meu corpo. A vontade de matar quem me atrapalhasse havia sumido, e fiquei assustada ao perceber como de uma hora para outra eu havia mudado.

― Você virá comigo. ― Sua voz era grossa, e seu tom era forte e determinado. Eu iria morrer. E estava mais do que aparente que ele seria o assassino. Eu fechei os meus olhos. Que ele desse o golpe final ali mesmo. Só que o que eu senti foi à respiração dele na minha orelha, e sua voz estava grave ao falar no meu ouvido. ― Você não vai morrer. Não pelas minhas mãos.

Calafrios passaram pela minha espinha ao senti-lo tão próximo a mim, e ao mesmo tempo estava aliviada por ele não me matar.

― E a minha mãe? Eu não posso deixá-la! ― Saiu baixo demais, me perguntei se ele havia ouvido.

― Você virá comigo. Sem ela. ― Ele determinou, sua voz tão dura quando sua expressão.

― Não irei, não... ― Se ele não estivesse segurando o meu braço, eu iria cair agora. Eu não poderia ficar longe dela.

― Se eu ter que lhe obrigar a vir comigo, eu não pensarei duas vezes em matar Katherine. ― Parecia que eu havia levado um soco no meu estomago, e eu me vi sem saída. Eu tinha que fazer isso por ela.

― Eu vou. ― Disse por fim, minha cabeça estava baixa, e eu vi minhas lágrimas escorrendo por meu rosto e molharem minha blusa suja.

E sem dizer mais nenhuma palavra, ele me guiou de volta para a varanda logo envolveu seus braços fortes e quentes a minha cintura, e me levantou. Quando nós passamos pelo quarto, eu vi que minha mãe não estava mais ali, e fiquei extremamente angustiada ao perceber que era tudo culpa minha. Talvez eu ainda estivesse com ela agora se eu não tivesse tentando fugir.

De repente meus devaneios foram interrompidos, quando ele pulou da minha varanda, o meu instinto havia afirmado que iríamos cair. Mas o que aconteceu fora que as asas que haviam sumido, cresceram novamente nas costas dele, tão majestosas que chegavam a ser extraordinárias. Adentramos naquele céu escuro, tão escuro que eu só conseguia enxergar ele próprio.

Eu fechei os meus olhos, e senti o vento balançando o meu cabelo, me explorando por inteira. Eu sabia que agora, muitas das vezes que o que parecia ser não era. O impossível existiu o tempo todo, bem debaixo do meu nariz.

Notas finais
Confesso que esse foi pequeno, mas é que estava sem criatividade para continuar, sorry! E caso eu não tenha contado, Annelise é interpretada por Nina Dobrev e nosso anjo lindo, Ian Somerhalder.
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