Notas iniciais
Enfim terminei, mas infelizmente tenho uma péssima notícia a dar, eu nunca fui movida a reviews, mas sempre é bom, então ando meio sem vontade e inspiração para escrever, por isso vou parar por aqui e não sei quando volto a postar, talvez quando tiver bastante comentários, leitores, recomendações e essas coisas. Espero que gostem do capítulo, porque o próximo quem sabe né?

Miguel me analisava por inteira agora, como se não estivesse acreditando no que estava vendo diante de seus olhos. E Nicole, a vadia que eu queria socar com toda a minha força, me mandava um olhar de pura repreensão e descrença.

— O que foi? Por acaso eu estou interrompendo vocês dois de irem transarem? — perguntei, com a minha voz completamente alterada. De imediato, Nicole ficou com uma expressão completamente raivosa em seu rosto, dando-me a mais clara certeza que ela queria avançar para cima de mim agora. Eu sabia que ela era extremamente forte por ser um anjo caído, mas na verdade, eu não estava me importando com isso. Pois o que eu mais queria naquele momento, era quebrar ela em mil pedaços.

— Você está bêbada. — ela declarou, como se isso fosse o pior de todos os erros.

— E você é uma vadia. — retruquei, colocando toda a raiva que eu estava sentindo naquelas cinco palavras.

No mesmo segundo, as mãos dela se fecharam em punhos, o que me fez dar um largo sorriso ao ver que eu tinha conseguido atingi-la.

— Já chega! — Miguel determinou, e sua profunda voz ecoou por todo corredor, tão trovejante que havia feito calafrios percorrem por cada parte do meu corpo. Rapidamente, Miguel veio em minha direção, fazendo-me sentir completamente indefesa contra os sentimentos arrebatadores que eu estava sentindo por ele. — Quem te deu esse vestido?! — ele me perguntou, retirando o casaco de couro que estava usando e cobrindo-me com o mesmo.

— O que te importa? — eu respondi, com amargura.

Só que, ele não estava prestando mais a atenção em mim agora.

— Ela fica mais bonita sem o casaco. — Nate disse, e surpresa me inundou no mesmo instante em que eu escutei sua voz. Eu olhei para trás, para fitá-lo diretamente. — Na verdade... Ela fica bem melhor sem outras coisas também. — acrescentou, com um sorriso totalmente malicioso e insinuante.

Primeiro, eu senti Miguel ficar rígido. E depois, eu o vi se lançando para cima de Nate tão rápido, que eu nem ao menos consegui o acompanhar com os meus próprios olhos.

— Pare! — eu gritei, entrando em desespero.

Mas já era tarde demais.

Eu vi em câmera lenta a mão de Miguel se fechando em um punho, e a mesma se direcionando ao rosto de Nate. E quando o soco atingiu o rosto dele, instantaneamente eu escutei o barulho de ossos se quebrando. E então, em questão de segundos, Nicole fora que nem um raio em direção a eles dois, os separando rapidamente.

— Você é um lixo, Nathanael. — ele sorriu ao dizer isso, parecendo estar entretido ao ver o estrago que tinha causado. Obviamente, Miguel não tinha usado nem um terço de toda a sua força. Pois se ele a usasse, certamente Nathanael não estaria entre os vivos agora.

Eu suspirei pesadamente ao ver Nate caído no chão, desmaiado. — Não precisava fazer isso! — eu falei, tentando manter a calma e fazendo com que Miguel prestasse toda a sua atenção em mim.

— Eu não me importo com você, Annelise. — pausou, dando um sorriso seco ao prosseguir. — E sim com as consequências que isso poderá ter. — uma dor sem tamanho me invadiu agora, fazendo com que lágrimas se acumulassem em meus olhos.

Eu não retruquei, pois estava muito ferida para falar algo. Eu apenas recolhi o que restava do meu orgulho, e sai dali de cabeça erguida.

Mas no final das contas, eu me importo com você.

Quando eu cheguei ao hall de entrada, o Nephilim cujo fora encarregado de supervisionar quem entrava e quem saia do dormitório masculino, me fitou por inteira demoradamente, e logo em seguida fora verificar as horas em seu relógio. — Já se passou das 23 horas. Terei que ligar para o diretor para informá-lo sobre você estar aqui. — avisou, pegando por fim o telefone. — Qual é o seu nome?

Mas eu não o respondi, e sai dali o mais depressa que pude.

Eu tentei correr, mas meus pés tropeçaram um no outro devido à grande quantidade de álcool que eu havia ingerido.

— Hey! Volta aqui! — ele gritou da porta do dormitório, tentando em vão me fazer voltar para lá.

Só que, eu já havia adentrado no imenso pátio, cujo estava totalmente deserto por já se passar do horário do toque de recolher. Estranhamente, uma repentina sensação de estar sendo vigiada preencheu-me por inteira, fazendo-me olhar para todos os lados e apressar ainda mais os meus passos.

— Annelise... — levei um enorme susto ao escutar um murmúrio, e olhei alarmada ao meu redor, tentando procurar quem havia chamado o meu nome de uma forma tão macabra.

— Quem está aí?! — perguntei, aflita.

— O círculo está se fechando... Está começando... — uma corrente de medo me invadiu agora, tão forte que me fez ficar paralisada em meu próprio lugar. — Está se fechando... Está começando... — repetiu novamente, fazendo com que tudo em mim quisesse fugir para bem longe dali.

E fora o que eu fiz. Eu não me importei se eu iria tropeçar ou não, eu apenas corri.

— Está no seu destino... Não adianta fugir...

— Me deixe em paz! — eu mandei, tampando os meus ouvidos e correndo ainda mais rápido.

Quando cheguei ao meu dormitório, eu estava completamente ofegante. Hill parecia estar tranquila lendo uma revista de fofocas, e eu nem ao menos parei para dar alguma justificativa por estar fora do meu quarto há essa hora.

Eu realmente não sabia o porquê de eu ter escutado aquela voz. Poderiam ser os Híbridos, ou o meu pai. Mas algo em mim insistia em me dizer que não era nada relacionado a eles.

Eu abri a porta do meu quarto, e quando eu fora deitar em mim cama para tentar dormir, aquelas palavras não saiam da minha cabeça. Uma parte de mim as aceitava, como se algo que eu não sabia já estivesse sido decretado.

— Há um jeito de mudar o destino? — eu perguntei, fazendo com que Miguel me olhasse.

— Eu não acredito em destino, Annelise. — ele me respondeu, voltando sua atenção para os pesos que ele estava arrumando na academia do ginásio, cujos nós havíamos os usado para treinar mais cedo.

— Nada acontece por acaso. — argumentei, me alongando.

— Tudo acontece conforme as decisões que nós tomamos. Para todo ato, há uma consequência. — ele disse, fazendo com que o assunto fosse encerrado ali.

Talvez Miguel estivesse certo. Afinal, fora pelos atos de minha mãe e do maldito do meu pai, que eu estava aqui agora.

Eu fechei os meus olhos e respirei profundamente, ignorando todas as especulações que estavam sendo criadas em minha mente...

... Eu estava no alto de uma montanha agora, e ao contrário de sentir medo por estar à beira do precipício, eu me senti totalmente segura e relaxada. O céu estava sendo iluminado pela enorme lua, mas não havia estrelas fazendo companhia para ela esta noite.

— Annelise. — eu me virei, surpreendida por ver Miguel ali.

A calça que ele usava era branca, juntamente com a camisa que cobria sua barriga definida. Eu não o respondi, virando-me novamente para observar aquele céu.

E então, eu escutei barulho de passos. Mas eles pararam abruptamente, e o silêncio de poucos segundos atrás retornou, só que muito mais pesado. Algo úmido tocou os meus pés, fazendo-me olhar para os mesmos para saber o que era. Eu gritei em completa surpresa e espanto ao ver uma poça de sangue no chão, e olhei para trás para ver se Miguel ainda estava ali.

Ele estava caído agora, e não me restaram dúvidas de que ele estivesse morto. Pois todo aquele sangue que estava tocando os meus pés nesse exato momento, vinham do corpo dele.

Eu me levantei da cama, abatida pelo sonho horrível que eu tive. Minha cabeça começou a latejar por causa da bebida de ontem, e isso apenas piorou tudo o que eu estava sentindo.

Quando eu fora tomar banho, entrei em um estado de alívio ao sentir a água gelada caindo pelo meu corpo. Não sei quanto tempo eu fiquei ali, afundada em meu próprio silêncio e na minha amarga solidão, mas saí assim que escutei baixas batidas na porta. Eu já estava arrumada quando fora abri-la, e dei um fraco sorriso ao ver Demétrio. — Tudo bem? — ele me perguntou, abrindo um largo sorriso e vindo me abraçar.

— Estou. — sussurrei, sentindo o nó se formando em minha garganta. Desde ontem eu estava tendo uma intensa vontade de chorar, mas eu não deixaria nenhuma lágrima escorrer pelo meu rosto. Não mesmo.

— Você sabe que pode contar comigo, certo?

— Eu sei.

Ele suspirou ao ver que eu não falaria nada, e apertou ainda mais o seu abraço. — Você é forte, Anne. Você é tão forte, que aguenta tudo isso sozinha. — ele dera uma leve risada, e prosseguiu. — Eu admiro você, admiro a sua força de vontade e como você nunca desiste. Sinceramente, se eu estivesse no seu lugar, eu não sobreviveria a isso.

— Está tudo sendo tão difícil... — desabafei, recostando minha cabeça em seu ombro.

— Você irá superar. — ele falou com firmeza, acariciando minhas costas. — Eu sou o seu amigo, Anne. Eu não irei te abandonar nunca. — eu percebi a promessa embutida naquelas palavras, e me senti bem ao saber que no final de tudo, eu não estava tão sozinha como havia pensado. — Vamos para o pátio?

— Acho melhor não. Estou com muita dor de cabeça...

— Pois bem, essa dor irá melhorar com o ar livre. — Demétrio falou, puxando minha mão e me levando junto com ele.

Quando nós passamos pelo hall de entrada, outra Nephilim que eu não conhecia estava no lugar de Hill, folheando entretida a página de um livro.

Nós fomos para o campus, cujo estava cheio igualmente a todos os domingos. — São que horas? — indaguei, vendo que a capela ainda estava lotada de alunos e professores.

— São 9 horas da manhã. — respondeu-me. — Quer assistir a missa? — perguntou, em tom debochado.

— Claro. Irei aproveitar e tirarei a minha roupa para deixá-la ainda mais animada! — revirei os olhos ao escutá-lo dar uma sonora gargalhada.

— Isso seria bom. Acho que nós deveríamos ir lá agora. — disse entre risos.

Eu o ignorei, e por fim me sentei em um banquinho embaixo de uma grande árvore, fazendo com que ele fizesse o mesmo.

— Sabe o que eu estava lendo outro dia?

— O que? — eu olhei para ele, curiosa.

— Um manuscrito. Sobre a prisão de Gevangenis.

— O que é isso?

— Gevangenis é o nome se dado para a prisão que os Híbridos controlam. — ele falou como se isso fosse o óbvio. — É uma cidade submersa, completamente enorme.

Eu já queria saber mais dessa prisão há um tempo, o que me fez ficar rapidamente prendida no que Demétrio iria dizer a seguir. Eu esperei pacientemente que ele continuasse, mas ele não falou mais nenhuma palavra assim que viu Adelle e Laurie vindo em nossa direção.

— Depois você conversa mais comigo sobre isso, ok? — sussurrei para ele, levantando-me. Ele balançou a cabeça positivamente em resposta, o que me fez dar um rápido sorriso. Só de imaginar que eu saberia mais sobre Gevangenis, e consequentemente mais de onde minha mãe estava trancafiada, me dera uma nova expectativa de como salvá-la.

— Hey. — Adelle nos cumprimentou ao se juntar a nós.

— Estou indo agora, quero andar um pouco. — avisei, e nem ao menos reconheci o tom alegre em minha voz.

Eu me distanciei deles três e fora para o outro lado do campus, indo em direção ao ginásio. Eu necessitava movimentar o meu corpo, de treinar e sentir o suor escorrendo pelo meu rosto, encharcando a minha blusa. Quando adentrei na primeira ala cujo espaço vazio era utilizado para correr, não havia ninguém ali, o que me fez ficar ainda mais reconfortada e a vontade. Claramente eu não estava com roupa para fazer atividades físicas, mas eu não estava me importando muito com isso. Retirei minha calça jeans, e fiquei com um mini short que eu havia colocado por baixo dela. O que me facilitou e muito no momento em que eu fora alongar. Suguei todo o ar para os meus pulmões, controlando assim a minha respiração e analisando todo o longo caminho que eu iria percorrer. Flexionei as minhas pernas, e em uma batida de coração, eu comecei a correr. A cada passo que eu dava, vinha uma lufada de vento em meu rosto, o que na verdade me fazia querer correr ainda mais rápido.

Parecia que toda a mágoa que eu estava sentindo nesses últimos meses, estava se esvaindo de mim agora. Eu me sentia vazia de sentimentos ruins quando eu corria, e preenchida apenas com a adrenalina que invadia o meu corpo e permanecia no mesmo. Eu fechei os meus olhos, aproveitando e deliciando-me com a sensação de paz e de liberdade que estava se instalando em mim, com o barulho que a sola do meu tênis causava quando se colidia com o chão, e com o suor que descia pelo meu pescoço, deixando por fim seu rastro molhado.

Está no seu destino... Não adianta fugir... Lembrei-me da voz que havia sussurrado isso para mim ontem.

Eu não iria fugir. Não havia jeito de se fazer isso.

— Não esperava ver você aqui. — eu abri os meus olhos e parei de imediato quando eu escutei aquela voz, cuja havia se tornado tão inconfundível para mim nesses últimos tempos.

— Coisas inesperadas acontecem o tempo todo. — disse, tentando manter o meu coração em um ritmo lento.

Ele estava escorado na parede a poucos menos de distância de onde eu estava parada, fazendo-me perguntar mentalmente como eu não o escutei entrando aqui. Miguel estava com um semblante sério, como sempre. Mas ainda assim ele parecia estar relaxado, calmo. Um silêncio havia se formado entre nós, e eu não estava disposta a quebrá-lo.

— Você ama correr. — ele falou, me deixando boquiaberta quando eu o vi dar um pequeno sorriso sincero. E naquele instante, tudo em mim se aqueceu pelo amor que eu sentia por ele. — É interessante o modo de como você parece estar em paz quando faz isso. — disse Miguel, e em nenhum momento eu vi qualquer rastro de raiva ou amargura naqueles olhos tão azuis, que pareciam me conhecer tão bem.

— Não me parece que você me observa para saber isso de mim.

— Às vezes, nada é o que parece ser. — e então, ele deu lentos passos indo em direção para porta do ginásio, me deixando novamente sozinha.

Eu suspirei, me deitando no chão.

— Por que você é tão misterioso assim? — eu murmurei, olhando para o teto.

Eu fiquei ali, estendida por mais tempo do que eu realmente esperava. Eu teria que ver Nate ainda, mas eu não sabia como seria a situação entre nós agora.

Intocada pelo amor você permanecerá toda sua eternidade, pagando pelo pecado de sua mãe e de seu pai. Eu gritei o mais alto que eu pude ao me lembrar da lei que fora imposta pelos Híbridos. — Vão à merda! — me levantei em uma explosão de raiva. — Isso não deveria estar acontecendo comigo... — cai de joelhos no chão, a dor que eu tanto tentava não sentir voltou dilacerando-me por dentro. — Por que você fez isso comigo mãe?!

Eu estava tão perturbada, tão sufocada, que me parecia que eu estava sendo rasgada por dentro. Toda a minha vida fora uma mentira, e eu estava pagando por ela agora.

Como se eu fosse à grande culpada!

— Está tendo um ataque de pena de si mesma? — eu me virei para dona daquela voz, e fiquei surpresa ao ver quem era.

Notas finais
Quem vocês acham que era? Bom, na verdade nem eu sei ainda UAHHAHAUH' Estou pensando nas várias hipóteses, mas vocês podem dá sua opinião u.u Depende dos leitores quando será postando o próximo capítulo. Eu sei que nunca fui movida a reviews, mas poxa eu tenho bastante leitores, e apenas três deles comentam, isso é uma catástrofe, e um desanimo para o escritor, e não falo isso só por mim, mas por todos aqueles que escrevem boas histórias, sabem que tem gente lendo, mas estes serem do capeta não deixam nenhum 'é uma merda!', enfim, quem sabe logo posto um novo capítulo em homenagem aqueles que comentam, beijos e obrigada pela recomendação Daughter of Apollo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.