Notas iniciais
Bom, depois de muito tempo sem postar, aqui está mais um capítulo prontinho para vocês, bom na verdade alguns capítulos :)

Quando eu via filmes de ação, eu ficava impressionada quando os heróis arrebentavam e matavam facilmente todos os bandidos da história. Mas nada se comparava ao que eu estava vendo agora.

Miguel poderia facilmente ser comparado a um Deus, mas seria ainda mais fácil compará-lo a um Demônio impiedoso, com todo o seu esplendor e fúria. Tão destemido que nem ao menos se assustou quando minha tia fora para cima dele, ele é tão rápido que desviou facilmente do golpe que a mesma tentou o dar.

Miguel tinha o pleno controle dos relâmpagos que desciam furiosos do céu, e estes, tentavam acertar incansavelmente Bridget. Ele parecia que poderia enfrentar um exército inteiro sozinho, e ainda assim, sairia com um sorriso maldoso em seu rosto, sem nem ao menos obter um arranhão.

Eu percebi naquele momento, o momento cujo Miguel desferia golpes poderosos no corpo daquela maldita vampira, que ele realmente era imbatível.

Mas eu não era.

E fiquei sem saber o que fazer quando o líder dos vampiros viera em minha direção, pegando-me pelo braço. Obviamente eu me debati contra ele, mas isso não fora nem de longe o bastante. Eu teria que libertar a força que eu sabia que estava trancada dentro de mim. Mas como eu faria isso?

Então, por um breve segundo, os olhos de Miguel queimaram nos meus. Tão intensamente, que eu senti a minha pele formigar em resposta, e o ritmo do meu coração aumentar.

— Você realmente acha que irá se livrar dessa? — o vampiro me perguntou, enquanto me pegou em seu colo. E tudo o que aconteceu a seguir fora rápido demais para o meu cérebro processar.

Miguel não estava mais lutando com Bridget, e sim atacando o vampiro líder que há poucos segundos estava comigo em seu colo.

— Ela não! — Miguel rugiu, o dando um forte soco no rosto. Tal soco que poderia facilmente esmagar o crânio daquele cara, se o mesmo não fosse um vampiro.

Eu também percebi outra coisa naquele instante: Miguel tinha um instinto de proteção para comigo, que o dominava completamente quando eu estava em perigo. Mas eu não tive muito mais tempo para analisar tal descoberta, porque algo pavoroso aconteceu.

Minha tia, agora estando sem Miguel para impedi-la, veio como um furacão para cima de mim, me pegando rapidamente e me tirando do meio de todo aquele caos. Eu estava começando a ficar mais assustada do que eu já estava.

Miguel não perdeu tempo em matar os vampiros que o estavam cercando, e eu soube disso no exato momento em que eu o vi correndo atrás de Bridget, cuja estava me prendendo em seus finos braços.

Eu ainda sentia o fogo presente, dançando dentro de mim, e esperando o momento certo para se soltar. Mas não havia momento mais certo do que esse!

Eu tentava sair do abraço mortal de Bridget, mas eu não era forte o bastante para isso. Enquanto que ela corria, tendo Miguel nos perseguindo, eu escutei um baixo assovio trazido pelo vento, ecoando em meus ouvidos: Isto é uma armadilha.

Então tudo estava claro demais para mim. E quando ela adentrou a floresta, eu sabia exatamente o que iria acontecer.

— Miguel, fuja! — eu gritei, tentando desesperadamente avisá-lo.

Mas era impossível ele me escutar, afinal, os sons dos trovões estavam altos demais. Um aperto envolveu o meu coração agora, e eu mordi fortemente o meu lábio inferior tentando pelo menos aliviar um pouco a dor que me consumia.

Estava sendo insuportável e extremamente doloroso imaginar a perda de Nate. E eu não poderia de jeito nenhum também perder Miguel. Porque se eu o perdesse, certamente não existiria mais razão para fazer nada, a não ser morrer lentamente durante os anos que iriam se passar.

Então fora que eu o vi.

O homem escorado na árvore, envolto pelas sombras daquela fria noite, era o meu pai. O nó em minha garganta aumentou, e um tremor passou por todo o meu corpo, gelando até os meus ossos. Bridget chegou próximo dele, parando a poucos metros de distância e me colocando por fim ao chão. Mas nem assim eu consegui enxergar o rosto de Alex.

Um instinto protetor cresceu em mim quando eu vi Miguel se aproximando cada vez mais, parecendo ser inabalável, e completamente imponente enquanto corria com uma expressão centrada em seu lindo rosto.

Será que Miguel ainda não havia percebido que o meu pai estava aqui? Impossível. Pois ele tinha uma percepção boa o bastante para descobrir que isso fora uma armadilha desde quando Bridget me pegou em seu colo, fugindo comigo para essa floresta.

Mas então, por que ele ainda estava aqui?

Seu pai irá matar Miguel pelo o que ele fez. Relembrei do que Bridget havia falado em meu sonho.

O que ele havia feito para minha família, para gerar todo esse ódio e todo esse rancor? Eu percebi que eu não me importava. Pois no final das contas, ninguém poderia ferir o meu milagre. Ninguém poderia matar a minha esperança, e a minha única salvação. Porque era isso o que Miguel era para mim.

Ele era tudo.

— Miguel, pare! — eu gritei novamente, o olhando vindo para cima de mim e de Bridget.

Fora então que meu pai deu lentos passos para frente, saindo das sombras que o envolviam. E quando eu vi o seu rosto, eu fiquei boquiaberta de tão surpresa que eu estava.

Porque fora ele que havia me salvado quando eu tinha doze anos de idade, das garotas que queriam cortar todo o meu cabelo. Fora ele que havia as matado e raspado seus cabelos, as jogando naquele beco aonde elas haviam me encurralado. Era por isso que ele sabia o meu nome, e era por isso que ele havia me olhado com afeto naquela tarde.

Não era possível... Eu não conseguia enxergar nenhuma maldade naqueles olhos castanhos escuro, que eram tão idênticos aos meus. Mas eu sabia com cada batida do meu coração, que fora apenas por diversão que ele causou todo esse caos, todas essas mortes. Porque se ele quisesse, ele teria me sequestrado sem muitos esforços ou alardes.

Tudo o que eu passei, toda a dor que eu suportei, passaram em minha mente como em um filme agora. E tais lembranças apenas aumentaram ainda mais o ódio que eu estava sentindo. Pois fora por causa dele, que isso tudo aconteceu comigo e com a minha mãe. Por culpa dele, o meu primeiro namorado fora morto e minha amiga Adelle fora sequestrada. Nathanael também estava morto, e isso fora o mais imperdoável de tudo.

E então, algo aconteceu comigo. Uma explosão ocorreu dentro de mim, cuja qual me derrubou no chão de tão impactante que fora. O fogo estava completamente insuportável agora, queimando cada parte do meu corpo e fazendo com que parecesse que a minha cabeça fosse explodir a qualquer segundo.

Deus, o que estava acontecendo comigo?

Mas essa dor angustiante que estava se alastrando por mim, cessou lentamente quando Miguel me abraçou. Ele estava agachado ao meu lado agora, e o seu corpo quente e molhado pela chuva estava tão colado ao meu, que eu achei que poderíamos nos fundir em um só.

E então, eu fiquei surpresa ao perceber que Miguel estava parando a minha transformação. E quando eu fitei seus olhos que tinham uma profundidade inigualável, eu fiquei completamente surpreendida ao ver que a dor que eu estava sentindo, estava se passando para ele.

— Lise... — ele sussurrou o meu apelido gentilmente, fazendo com que tudo em mim se acalmasse e se aquecesse de uma maneira maravilhosa.

Só o que aconteceu a seguir, acabou em instantes com a serenidade que eu estava sentindo nos braços de Miguel há poucos segundos atrás, dando lugar a uma urgente e intensa vontade de fugir dali.

Notas finais
E agora gente? O que vocês acham que vai acontecer com Miguel e Annelise? Será que eles vão conseguir se safar dessa? Será que o pai de Lise vai conseguir? E os vampiros? E os nephilins? Dê suas opiniões :)