Angel Of Mine

2 Perfeitos Estranhos.


Notas iniciais
mais um capítulo saindo agora vocês vão conhecer minha personagem a Kaya awn *-*

Toronto, 05 de Janeiro de 2009

A que bela a minha vida não é mesmo? Pensei enquanto olhava a parede suja do banheiro em que me encontrava, segurava fortemente uma seringa, como se ela dependesse de minha vida -e de fato dependia e muito. Sem delongas apliquei aquele líquido em minha veia, precisava esquecer o quão minha vida era uma desgraça total, a desgraça que eu mesma acabei provocando. Deus, quando eu vou ser realmente feliz? Sacudi minha cabeça e sorri sem ânimo, quando pessoas nascem com um azar filho da puta raramente são felizes, pode acreditar, sou a prova viva disso. Me levantei daquele chão e adorei a sensação que a droga estava provocando em meu sistema nervoso, agora eu não andava e sim flutuava, sorri ao sair do banheiro. Depois de quebrar algumas coisas do bar em que estava acabei sendo expulsa dele.

– E NÃO VOLTE MAIS AQUI, SUA DROGADA! — gritou o dono do bar ao me atirar pra fora.

– VÁ SE FODER! — respondi aos berros.

Sai da porta daquele bar e abracei meu corpo, sentia ele pesado estava com mais frio que nunca, olhei pro céu cinzento que me encarava com sarcasmo. Não demoraria muito pra cair uma nevasca daquelas, e por mais que eu esteja com alguns casacos e umas roupas dentro de minha mochila nada impediria de eu morrer congelada. Se eu ainda tivesse casa...

– Vocês deixaram uma ótima herança pra mim — falei olhando pro céu.

Acelerei o passo, preciso achar algum lugar pra ficar a neve caia com força e o vento estava forte, meus passos de acelerados acabaram ficando lentos, estava ficando sem ar. Tive que me encostar em uma árvore, até que meu corpo cedeu e caiu como uma maça podre no chão. Com mais desanimo que imaginava fiquei ali caida no chão frio, querendo não levantar e seguir em frente. Não seria exatamente suícidio me deixar ali no chão, não havia suícidio para uma pessoa que já está morta por dentro. E nada mudaria isso, absolutamente nada. Sentia meu corpo completamente dormente, não conseguia gritar por socorro minha garganta estava seca e árida. E quem me ouviria? Estava no meio de uma estrada deserta não passava nenhum um carro ou alguma alma por aqui, daqui a pouco vem um animal aqui e me devora, entrei em pânico ao pensar nisso. Comecei a me rastejar pelo chão, fui parar no meio da estrada, estava quase conseguindo mas alguma coisa pesada acabou caindo em minha cabeça, deixando me inconciente.

Kaya POV'S off


Enquanto todos se sentiam satisfeitos com o show estava perdido em meus próprios pensamentos, não estava a fim de festejar juntos com eles. Ainda estava meio magoado com Leana, como ela conseguia me trair assim? Será que ela não ficava com a conciência pesada?

– Hey, Jimmy. Esqueça essa dor de cotovelo e venha beber com a gente — chamou Brian jogando uma almofada em minha direção.

– Vá se foder, Synyster — joguei a almofada nele, e me virei e fiquei encarando a janela. A neve castigava a estrada, fazendo com quê o ônibus reduzisse a velocidade, andavamos quase parando.

Assim vamos chegar no Arizona tão rápido quanto uma tartaruga. Uma freada brusca fez com que eu fosse arremessado pra frente. Ouvi todos soltando palavrões.

– VAI ME DIZER QUE FOI OUTRO ANIMAL, JASON?! — gritou Matt esfregando seu cotovelo.

– NÃO, MATT. DESSA VEZ É UM HUMANO! — gritou Jason de volta.

Fui o primeiro a correr e sair do ônibus, havia mesmo uma pessoa deitada no meio da estrada, ao que parecia era uma mulher. Seu rosto estava oculto por cabelos castanhos, deus era realmente um milagre que nenhum carro tivesse passado aqui antes da gente. Fui até ela e me abaixei, veriquei sua pulsação que estava fraca, mas por algum milagre ainda batia, sua pele estava extremamente azul. Tirei meu própio casaco e joguei em cima dela, pegando-a no colo e tirando-a do frio.

Jimmy POV'S off

Estava enrregelada até os ossos, se eu tentar me mexer vou quebra-los em mil fragmentos. Tinha a vaga conciência que estava no meio de uma estrada e sabe-se lá como não fui atropelada ou devorada por algum urso. Mas isso realmente não me importava, só ansiava que a morte me encontrasse logo, talvez possa ir pro inferno por ter sido uma garota tão má nos últimos meses. Mas lá pelo menos é quente, meus dentes batiam como castanholas, daqui a pouco eles vão se quebrar também. Tudo mudou quando ouvi uma freada brusca, não consegui abrir meus olhos mas morrer atropelada era mil vezes melhor que virar comida de urso, me enrosquei e gemi. Sentia um enorme frio percorrendo meu corpo. Deus, tenho que passar por tudo isso pra morrer? Então, ainda bem que isso só acontece uma vez, mas algo se moveu contra mim, primeiro afagou meu rosto, depois verificou meu pulso. Depois senti algo pesado e quente caindo sobre meu corpo, soltei um suspiro invonluntário, bem delicadamente me tirou do chão aconchegando-me em sua estrutura quente. Pelo menos meu anjo é cheiroso. Nada mais me importa, não me importo pra que lugar esse anjo vá me levar, mas vou carregar seu cheiro pro resto de minha vida, ou pós-vida.

Kaya POV'S off

– A aparência dela não é nada boa — disse Matt.

Todos se encontravam parados em minha frente, eu de alguma forma tentava aquecer a garota e me lembrei que calor corporal era uma boa, por isso não a soltei deixei ela em meu colo, estavamos na sala de tv. Abraçava seu pequeno corpo gelado, e ainda todos estavam parados me olhando com cara de tacho, acabei me irritando eles realmente iriam ficar ali parados?

– VÃO FICAR AI PARADOS?! FAÇAM ALGUMA COISA CARALHO, PEGUEM COBERTORES, ALGO QUENTE, ELA PODE MORRER CACETE — gritei com raiva e ela nem ao menos tremeu com meus gritos desesperados.

Eles acabaram fazendo o que eu pedi, viram meu desespero. Olhei pro rosto da garota, ela ainda estava azul e murmurava coisa incoerentes. Até que ela abriu os olhos, fiquei impressionado era incrivelmente azuis suas orbes. Ela me encarou por algum tempo e logo depois sorriu, um lindo sorriso diga-se de passagem. Não deixei de reparar que ela tinha uma covinha em seu queixo.

– Eu morri não é mesmo? — sua voz estava baixa e rouca, ela ainda me encarava com um misto de surpresa e desorientação.

– Não, você está viva — disse no mesmo tom que ela.

– Eu morri sim — ao dizer isso caiu no inconciência outra vez.

Depois de coloca-la no sofá com vários cobertores enrolados em seu corpo, sai da sala. Deixando-a dormir, fui para a cozinha onde todos estavam sentados me encarando.

– Nada de interrogatorios, vamos ficar com ela. Viram o que tinha em sua mochila? — perguntei me sentando ao lado de Matt.

– Algumas roupas, documentos, album de fotos e um caderno — falou Matt em sua mão estava a identidade da garota, peguei e olhei.

Kaya Rose Scodelario Humphrey

Data de Nascimento: 13 de Março de 1990

– Vejam pelo lado bom, ela é não é menor de idade — ao dizer isso voltei pra sala de tv e fiquei horas observando ela dormir.

Não sei o que era, mas ela conseguiu me prender.

Jimmy POV'S off

Acabei acordando com barulhos, pareciam gritos. Não fazia a mínima ideia onde eu estava, mas meu corpo não estava mais dolorido e dormente ou gelado pelo contrário estava muito bem aquecida...Olhei ao redor estava em um tipo de sala, mas não parecia uma casa porque casas não dão sacolejos assim, decidi me levantar e ver onde estava, entrei em uma cozinha e tinha cinco rapazes ali de pé. Dois estavam se encarando um era bem mais alto, o menor não deixava de ser menos assustador com aqueles músculos e tatuagens.

– ISSO É INSANO JIMMY! ELA PODE SER PERIGOSA! — um cara gorducho gritava com os braços pra cima.

– Não sou perigosa — me intrometi, estava claro que a pessoa perigosa deveria ser eu.

Todos me olharam assustados, o alto me olhou e sorriu. No automático também sorri.

– Você finalmente acordou! — disse ele feliz.

– Preferia continuar dormindo — remunguei.- Onde está minha mochila?

– Quer alguma coisa? Sou Jimmy — disse ele estendendo sua mão.

– Sem apresentações — disse olhando ao redor procurando minha mochila.- Não me apresento em lugares que não sou bem vinda, me desculpe.

– Mas...

– Nada de mas nem menos, obrigado mesmo por não me deixarem morrer congelada. Posso ser muito perigosa sabe, arrancar os olhos de vocês enquanto dormem com um garfo e vender por mercado negro já que estou precisando de dinheiro mesmo — falei ironicamente, peguei meu converse e calcei nos pés e prendi meus cabelos.- Foi um imenso prazer conhecer vocês, agora por favor poderiam pedir pro ônibus parar?

Os cinco homens me olhavam pasmos, tive vontade de socar o gordinho que disse que eu era perigosa, era o que estava mais pasmo. Achou o quê? Que iria pedir pra ficar e o caralho a quatro? Nem fodendo.

– Kaya, tudo que você ouviu foi apenas da boca pra fora... — o tatuado com cara de mal feitor tentava se explicar, com toda certeza eles mexeram nas minhas coisas.

Aquilo me fez rir. Boca pra fora, aham.

– Pode guardar suas explicações, cara. Eu realmente não quero saber, não gosto de causar discordia entre amigos — sorri pra ele.- Mas realmente muito obrigado por me salvarem, fico devendo uma a vocês, sério.

–Sua irônia me encanta, sério — ele me encarava com a sobrancelha arqueada.

Corei com seu comentário.

– Fico grata pelo elogio — disse no mesmo tom que ele.- Porque não pediram pra parar o ônibus?

– Você fica com a gente — o tal Jimmy me olhava sério.

Seu tom mandão ativou meu mal gênio, sentia que estava o fuzilando com o olhar.

– Não sou obrigada — falei trincando os dentes.

– Sim, você é eu te salvei e não vou deixar você por ai, não vou deixar você sair por aquela porta pra se matar outra vez — seu olhar era tão intenso em mim que me arrepiei. Engoli em seco.

– TUDO BEM CARALHO SE ESSE É SEU MALDITO DESEJO EU FICO! — joguei minha mochila no chão e sentei na primeira poltrona que avistei abracei meus joelhos e encarei a paisagem.

– Não quer que os outros se apresente pra você? — perguntou Jimmy, sua voz debochada só me deixou com mais raiva.

– NÃO! E vai se foder.

Me segurei pra não chorar, ter morrido teria sido bem melhor do quê ficar presa com cinco caras que eu nem sei quem é. Continuei onde estava não queria comer ou beber algo que eles me ofereciam, eu fingia que estava surda, eu realmente não acreditava que estava sendo mantida em um lugar contra a minha vontade.

– Não precisa ficar brava com Jimmy, ele só está tentando ajudar do jeito dele.- um baixinho de moicano se sentou do meu lado, seu sorriso era tímido.

– Você fala isso por que não está no meu lugar — suspirei.

– Tem alguém te esperando em casa? — perguntou ele.- Se tiver posso convence-los a deixar você em sua casa.

– Não tenho casa — ri sem humor algum.- Estou mais perdida que os carinha na ilha de Lost meu chapa.

Ele riu.

– Sou Johnny — ele estendeu a mão pra mim.

– Sou Kaya, mas você já deve saber — peguei sua mão sorrindo.- Com você vou tentar ser sociável ok? Mas não prometo nada.

– Tudo bem eu realmente te entendo, mas você não sabe quem somos não? — perguntou ele divertido.

– Não — respondi.- Deveria?

– Não sei, mas assim é melhor ainda bem que você não é nenhuma fã maluca ou groupie.

Pisquei atônita, groupie? Mas gente que tem isso é pessoas famosas, cantores e...PUTA QUE PARIU SERÁ QUE ELES TEM UMA BANDA? Johnny riu de minha expressão surpresa, então era verdade eles tinha mesmo uma banda, que maneiro.

– Oh que imensuravel honra de estar com uma banda que eu nem sequer sei o nome. — eu ri e girei os olhos.

– Já ouviu falar de Avenged Sevenfold? — perguntou ele, arregalei meus olhos surpresa.

– Então é vocês que tocam aquela musica super foda? Critical Acclaim? — Deus, eu adorava essa musica era tão foda.

– Esses mesmos — ele riu.

– Eu conheço uma ou duas musicas nem sequer sabia o nome de vocês cara. — falei com sinceridade.

– Conseguiu se aproximar da gata arisca, Gnomo — perguntou o cara de cabelos pretos e arrepiados.

Ele me olhava de um jeito malicioso, tava na cara que ele fazia aquele tipo de " Sou super gostoso e sexy, e você sabe disso." Girei os olhos, ridículo. Como se estivesse lendo meus pensamentos ele sorriu mais ainda.

– Sou Synyster Gates....

Antes dele falar qualquer outra coisa explodi em uma gargalhada, tanto nome artistico legal esse cara poe a porra de um nome desse. Coloquei a mão na barriga de tanto rir estava ficando sem folêgo, senti as lágrimas escorrendo por meu rosto. E eu achando que meu nome era estranho.

– Ai... Tanto nome... Legal... Esse cara poe Synyster Gates .... Puta que pariu — falava pausadamente.

Ele me olhava como se eu fosse uma completa maluca, Johnny ria discretamente do meu lado, limpei as lágrimas de meu rosto e o encarei sorrindo.

– Me desculpe.

– Tudo bem, já que esse nome é engraçado demais pra você pode me chamar de Brian — ele girou os olhos e saiu de nossa vista.

– Não quer ir na cozinha? Todos estão lá, é sério você vai gostar deles. São um pouco retardados mas depois você se acostuma — ele se leventou e esperou minha decisão.

– Tudo bem, vamos — me levantei e o acompanhei até a cozinha.

Como Johnny havia dito eles estavam na cozinha mesmo, bebiam e riam. Eles não se importaram que me sentei junto a eles apenas um me encarava. Revidei o encarando, seus olhos era azuis, um azul quase eletrico, realmente muito bonito. Agora eu já sabia o nome de todos: Zacky, Matt, Jimmy, Brian e Johnny.

– Então queremos saber....

– Sobre o que? — perguntei cortando Matt no meio da frase.

– Sobre você é claro — ele sorriu mostrando suas covinhas, eu iria dar uma resposta mal criada mas depois que vi suas lindas covinhas esqueci completamente de ser mal educada com ele.

Antes de começar a falar qualquer coisa, me levantei e fui até a cafeteira peguei uma boa xícara de café fumegante voltei pra mesa e roubei um malboro de Brian.

– Meus pais morreram pouco mais de um ano. Eles até pensaram que tinha deixado algo pra mim, mas como tinha dívida no banco a casa foi apreendida, fiquei sem onde morar já que não tenho mais parentes aqui no Canadá, então como não tinha casa nem dinheiro e o caralho a quatro decidi dar uma de montanhista e conhecer a beleza que é a vida ao ar livre por aqui. E como vocês mesmo viram acabei me fodendo — sorri e tomei um gole de café e acendi meu cigarro.

– E você fala assim? Como se fosse algo natural? — perguntou Matt surpreso.

Traguei meu cigarro reti a fumaça em meu pulmão e depois soltei.

– Não vou fazer drama, nem chorar. Cara, tem gente que sofre mais que eu e não reclama de nada por que eu iria ser diferente? Uma hora as coisas melhoram — disse tranquilamente.

– E você não tem dinheiro nenhum? — perguntou Brian.

– Não, eu até tinha mas acabei doando — dei de ombros.

– Doando para os traficantes aqui de Toronto não é mesmo? — perguntou Zacky acidamente. Cara eu realmente não entendi qual era a dele.

– Não, eu vi uma mãe solteira desesperada na estrada não tinha dinheiro pra comprar comida para seus filhos. Ela com toda certeza precisava mais que eu — disse no mesmo tom ácido.

Depois disso o clima ficou tenso ao redor da mesa, girei os olhos e me retirei. Não iria ficar aturando as alfinetadas de Zacky, não mesmo. Voltei para o mesmo lugar que estava mas dessa vez eu tinha dois companheiros maravilhos: café e cigarros. Ouvi passos, não queria conversar mais com ninguém, eu até tentei ser amigável.

– Me desculpe — disse a pessoa mais cara de pau do mundo.

Olhei pra ele cética.

– Vá se fuder — sorri.- Não aceito suas desculpas, pegue você e elas e enfie no seu...

– Olha só quantos elogios — Jimmy chegou interrompendo.- Tão bonitinha mas fala tantos palavrões.

Não pude deixar de rir com seu comentário, Zacky me olhou com desprezo e saiu não dei a mínima pro seu olhar, eu não tinha feito nada pra ele. Cara idiota.

– Então você vai mesmo dormir comigo? — perguntou Jimmy indicando com a cabeça o lugar que eu estava na poltrona.

Não pude de deixar de corar com seu comentário.

– Acho que sim, já me acostumei com esse canto — sorri timidamente, eu realmente queria saber por que ficava daquele jeito quando estava perto dele.

– Tudo bem, não gosto de dormir perto da janela.

– Jimmy?

– Sim?

– Pra onde vamos? — perguntei curiosa.

– Arizona — disse ele.

– Queria poder conhecer o Grand Canyon — lá era o segundo lugar que eu mais queria conhecer o primeiro era Las Vegas é claro.

Me virei e fiquei de frente pra Jimmy, ele já estava dormindo fiquei o encarando, seu rosto estava relaxado a boca um pouco aberta, fiquei fitando-a deveria ser de uma suavidade impecável, eles eram tão vermelhos. Qual seria o sabor? Sacudi minha cabeça e virei de frente a janela outra vez, estou maluca fiquei tanto tempo em exposição a neve que congelaram meus neurônios.

Notas finais
primeiro capítulo postado, espero que gostem *-* e por favor mandem reviews eu adoro responder sério mesmo!