Angel Beat
1 Prólogo- A queda
Notas iniciais
Espero de coração que gostem dessa história, andei pensando nela por um bom tempo até tomar coragem e postar.
Espero que seja tão boa quanto imagino.
Um beijo *-*
Desde muito pequena, escuto minha mãe falando sobre como ama o canto dos ventos. Nunca ouvi nada além do irritante ruído do vento passando por entre as folhas e as levando para longe, em uma dança desengonçada.
Ela dava-me sempre a mesma resposta, dizendo:
-Joene, sabe quando uma pessoa te deixa sem lhe dar endereço ou telefone para contato?
-Como o papai? — Perguntava, inocente
-Sim, como seu pai. Quando essa pessoa se vai, os pensamentos dela sobre você são carregados com o vento formando uma canção.
-Por que eu não consigo ouvi-las? — Saber que as possíveis "canções" que papai mandava pelo vento nunca eram para mim faziam com que eu me sentisse como lixo e começasse a chorar descontroladamente.
-Por que ele parou de pensar em nós — Ela respondia seca, porém angustiada com meu choro. — Em alguns lugares, é mais fácil ouvir.
Depois de cessado o chorôrô, ela olhava para o horizonte e deixava com que algumas lágrimas escorressem de seus ofuscantes olhos verdes, enquanto carregava-me para cama e se aninhava á meu lado, ninando-me.
Na manhã seguinte, ela me levou nas montanhas onde o barulho do vento era muito mais alto, além de cortante.
Vi minha mãe girando para lá e para cá em uma valsa sem acompanhante, chegando perigosamente perto da queda do penhasco. Comecei a avisá-la todas as vezes em que ela chegava cada vez mais perto da boca do abismo.
Ela sorria radiante e dançava para o lado contrário da queda. Observei que ela se divertia tanto, que resolvi juntar-me á ela, segurando suas mãos e girando sem parar.
-Viu filhinha como é divertido — Ela observou, girando-me no ar
Sem perceber, chegamos muito perto da beirada, onde ela acidentalmente escorregou, fazendo com que eu caísse para dentro daquele penhasco.
-Joene! -Ouvi ela gritar, esticando as mãos para me pegar, mas com uma queda tão rápida não tive tempo para segurar minha última esperança de viver.
Fechei os olhos com força, imaginando o omento em que me espatifaria no chão.
'Espero que seja rápido..." -Pensei.
Em um pequeno "degrau", á uns 20 metros do fim da queda, alguém me agarrou com tamanha força que pensei que tivesse batido no chão. Quando finalmente abri os olhos, me deparei com um garoto, provavelmente da minha idade me encarando, antes de me colocar no chão e desaparecer.
Notas finais
Deixem sua opinião, por favor.
Ps: Se quiserem me mandar algum personagem, envie uma MP com as características e a história do mesmo.
Tchau para vocês *-*
Um beijo *-*
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