Angel
1 Capítulo 1
Notas iniciais
—Você vai salvá-lo. A alma dele esta se perdendo muito rápido- Constance disse calma- você terá que iluminar o caminho dele.
—Entendi- estava com um pouco de receio- apenas ele vai poder me ver?
—Você vai ter acesso direto a ele- ela disse- mas você que escolhe se quer ser vista ou não, e lembre-se, não vá sair voando por ai, isso chama atenção.
—Como se ser um anjo de um membro de uma das boybands mais famosas do mundo não fosse chamar atenção- disse revirando os olhos.
—Você entendeu Ariel- ela disse me fitando- agora vá, e lembre-se, é a alma dele que esta em jogo.
Sai resmungando. Sem pressão, só há uma alma em jogo, se eu não conseguir ele vai pro inferno. Como se isso tranquiliza-se alguma coisa.
A viagem até a terra me fez sentir estranha, algo que eu nunca tinha sentido antes.
Ele estava em um dos andares mais alto, daquele prédio enorme. Voei calmamente até a varanda e ajeitei meu sobretudo azul. Entrei calmamente no apartamento.
Decidi que ainda não era a hora certa pra ele me ver, apenas o observei. Ele discutia com alguém pelo telefone, parecia bem alterado. No final, jogou o celular contra a parede, deixando o aparelho aos pedaços.
—Merda- ele resmungou irritado, ele pegou as chaves e já estava prestes a sair quando eu me pronunciei.
—Não é a melhor ideia sair nessas condições- disse calma, ele me olhou em choque.
—Quem é você? Como entrou aqui? E minha vida não é da sua conta- ele disse grosso.
—Não é o melhor inicio- disse suspirando, mas dei um sorriso amigável, estendi minha mão- eu sou Ari....
—Olha aqui Ariana, não importa quem você seja- ele disse abrindo a porta- saia do meu apartamento agora!
—Já te disseram que você é muito sem educação- disse o encarando, com um movimento de mãos fechei a porta.
—Mas o que...- ele disse sem entender, depois passou as mãos pelos cabelos, aparentemente nervoso.
Podia ouvir seus pensamentos.
"Porra, só posso estar ficando louco, ela não esta aqui de verdade, é apenas coisa da minha imaginação"
—Você não está louco, e nem imaginando- disse sorrindo- eu sou um anjo, e estou aqui pra salvar sua alma, Zayn Malik.
—Saia da minha cabeça- ele disse irritado, e meio em choque.
Ele me fuzilou com um olhar, então saiu porta a fora.
Dei de ombros, num piscar de olhos estava ao seu lado no carro, no banco do motorista.
—Sei que você esta em negação- disse, ele deu um pulo, e quase saiu da estrada- cuidado.
—Como é que você veio...?- ele disse sem entender, parecia meio furioso, meio chocado.
—Sou um anjo, a partir de agora sempre estarei com você- disse como se fosse obvio.
—Eu não acredito em anjos- ele disse convicto.
—Mas acredita em demônios- disse o encarando- se o mal existe, claro que o bem existe também. Você se perdeu, mas eu estou aqui pra te ajudar Zayn.
—Como você sabe tanto sobre mim?-ele disse em duvida.
—Tenho acesso direto a você, isso incluí a suas crenças, medos, sonhos, decepções e um pouco mais- expliquei paciente.
—Não mesmo, não quero isso, nem pensar- ele disse meio alterado, fazendo uma curva de um jeito perigoso.
—Cuidado, você não vai quer morrer, não é?-disse tentando fazer uma piada, mas ele ficou mais irritado ainda.
—Não tem como eu me livrar de você- ele disse entendendo- mas eu posso te ignorar.
—Esse não era bem o objetivo- disse fazendo careta.
Ele riu sarcástico, então parou o carro na frente de uma Pub.
—Isso não vai terminar bem- disse o advertindo.
—Você não faz ideia do quanto- ele sorriu animado.
A noite inteira eu fiquei invisível aos outros, mas Zayn que podia me ver, apenas me ignorava.
Ele bebia, dançava, fumava substancias que a mim eram duvidosas.
Eu estava decepcionada com ele, não imaginei que as coisas seriam assim. Mas eu não vou desistir dele assim tão fácil.
Depois de altas horas da madrugada, Zayn saiu. Para minha surpresa, ele ia dirigindo.
—Você não tem condições de dirigir- disse ao seu lado, ele se assustou, então riu.
—É mesmo- ele disse enrolado, depois riu.
—Ok, isso já foi longe demais- falei séria- você vai me ouvir e pegar um táxi.
—Quem vai me obrigar?-ele deu um sorriso desafiador.
—Se você quer assim- dei de ombros.
Peguei a chave de suas mãos, foi fácil, pois a coordenação motora dele estava em péssimo estado.
—Me devolva minha chave- ele disse vindo pra cima de mim, ele fedia a bebida.
—Não obrigada- sorri- agora entre no carro.
Me sentei no banco do motorista, eu meio que sabia dirigir.
—Não- ele disse irritado.
—Entra agora, não vou repetir- avisei autoritária.
Ele resmungou, mas entrou no carro, fiz ele colocar o cinto de segurança, comecei a dirigir tranquilamente. Zayn estava com a cabeça encostada no vidro da janela, de vez em quando resmungava alguma coisa sem sentindo, ele estava meio dormindo, mas estava consciente.
Estacionei o carro na garagem do prédio, Zayn não pareceu perceber, continuou imóvel.
—Vamos Zayn, nós chegamos- disse o ajudando a sair do carro.
Ele resmungou algo desconexo, e se apoiou nos meus ombros.
No elevador, ele não disse nada, estava quieto. Abri seu apartamento tranquei a porta, ele tinha se jogado no sofá.
—Dormir no sofá não faz bem as costas- disse em frente a ele.
—Não enche- ele sussurrou e se virou pro outro lado.
Dei de ombros, podia sentir que ele já estava dormindo.
Cobri ele com a manta que estava nas costas do sofá, ajeitei uma almofada debaixo de seu rosto, e o observei dormir.
Passei o restante do tempo pensando em como ajudar Zayn, quando percebi que o sol já tinha nascido, fui até a cozinha fazer um belo café d manhã pra ele. Afinal, o que melhor do que uma deliciosa refeição pra começar um novo dia?
Eu não tinha o habito de comer, nem precisava, mas era divertido.
Fiz um bolo de chocolate, café, panquecas, suco, pão de queijo. Apesar de ter feito um pouco de barulho, Zayn nem se mexeu.
Fiquei cantarolando e arrumando a mesa. Estava faltando alguma coisa, frutas é claro.
Eu o buscaria depois de acordar Zayn, assim daria tempo dele voltar a pensar como um ser humano educado.
Ele dormia tranquilamente, seu rosto estava sereno. Toquei sua bochecha, tirei o cabelo que caia em seu rosto.
—Acorda Zayn, hora de acordar- falei, ele deu um leve suspiro, mas não se mexeu.
—Qual é Zayn, levanta, o café já esta na mesa- disse enquanto fazia carinho no seu cabelo.
Ele abriu os olhos e me encarou, vi a confusão passar por sua mente, então ele se lembrou de ontem.
—Sim, eu sou real- respondi aos seus pensamentos- agora levanta dai, vai tomar banho, eu já volto.
Fui em direção a varanda, antes de sair, o fitei autoritária.
—Nem ouse voltar a dormir- disse.
Ele assentiu mal humorado. Então desapareci.
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