Angel
3 Fleur, o gato da meia noite.
Notas iniciais
Eu ‘acordei’ no meu sonho. Provavelmente eu era uma adolescente punk. Eu fumava um cigarro em um beco escuro, com algumas pessoas meio afastadas de mim. Eu era provavelmente outra pessoa, de cabelos castanhos e um visual digno de uma anarquista de época, com jaqueta de couro enfeitada com espinhos, luvas de punho e etc.
—Acho que vou indo, quando eu chegar em casa eu vou apanhar de qualquer jeito. — “O que eu estou falando? Parece que eu não tenho controle da minha fala... apenas me resta pensar e observar.” Eu pensei.
—Passa a noite aqui com a gente de novo Fleur! — “Fleur?”
—Não posso, devo estar a uns 3 dias sem ver meus pais... bem, vou indo pessoal! Te cuida aí! — E eu fui embora, provavelmente pra casa.
Chegando na casa dessa tal de ‘Fleur’, eu vi uma casa linda... as paredes eram azuis, tinham vasos de flores para todos os lados, e os pais de Fleur estavam presos a televisão de tubo que tinha uma sala ao lado. Ela subia as escadas silenciosamente, com medo de que um deles ouvisse seus passos, mas pra desgraça dela, os degraus da escada rachavam.
—Fleur?? Você está aí? —Disse a mãe dela. Ela praticamente continuou quieta como se fosse invisível, até sua mãe levantar e a ver. — Onde você estava Fleur?
—Eu já te expliquei mais de 48 vezes que eu saio com meus amigos... não que seja coisa que pareça que você fazia no seu tempo hahaha!
—Chega de gracinhas. Vá para o quarto. Dessa vez, nós daremos um jeito para que você não saia de lá.
—Sabe que isso é ilegal, né?
—E a senhorita sabe que é ilegal ficar fumando drogas em becos escuros? Acho que não né.
—Já basta, eu ia pro meu quarto de qualquer jeito...— Ela subiu as escadas em passos fortes e de bom som, e fechou a porta de seu quarto raivosamente.
Ela passou alguns minutos lá dentro. Brincando com alguns itens de sua estante... Seu quarto era enfeitado de bailarinas, princesas, e tinha uma pintura rosa bebê... basicamente, parecia que ela não tinha saído dos 4 anos, pois sua própria aparência era tão... escura. Do nada ela começou a rodar o quarto repetidas vezes. Ela abriu o armário, pegou uma corda que tinha escondido... Ela ia fugir de novo, pelo visto.
Abriu a janela, amarrou a corda no pé da cama, pôs algumas coisas pesadas em cima para se certificar que ela não iria ‘andar’. Começou a descer janela abaixo. Tudo ia bem, até na metade do caminho a corda arrebentar e fazer-lhe cair! Eu senti o chão próximo de mim, em seguida uma dor aguda na perna... e eu acordei.
Fale com o autor