Angel
19 Dedo Duro
Notas iniciais
POV NATASHA
Parecia que furacões tomavam conta da sala, era uma gritaria só, e uma das vozes mais audíveis era a de Clint implorando para que as crianças sossegassem pelo menos alguns minutos, mas ele era simplesmente ignorado pelos pequenos.
Laura agora não estava mais ao lado do marido para lhe dar bronca por estar gritando com as crianças. Nem me dei ao trabalho de saber para onde ela foi, pois minha atenção estava voltada para Mel que às vezes vinha para me abraçar e dizer que estava gostando de brincar com os novos amiguinhos.
Mas logo minha atenção foi dividida entre Mel e certo loiro que se aproximava de mim sorrindo lindamente.
–Parece que a nossa pequena gostou dos minis Clint e da mini Laura. -Ele diz dando um sorriso debochado com os apelidos dados aos filhos de Clint. Juro que tento não rir e fazer uma cara de zangada, mas não resisto ao ouvir o som daquela risada contagiante que aquele loiro tinha.
–É, ela está bem contente, mas te garanto que há alguns minutos atrás não era bem assim não. -Digo desviando os olhos dos seus e olhando a sala agora vazia.
–Como assim Nat?-Seu tom de voz era tão preocupado que fez o encarar novamente.
Seus olhos azuis estavam me fitando com ansiedade para ouvir a resposta.
–No inicio ela estava com medo de que eles não fossem gostar dela ou algo do tipo. -Digo sem quebrar o contato visual.
–Se não tivesse visto a mãe biológica dela, eu juro que começaria a achar que ela é nossa... Filha. -Ele parece pensar por alguns segundos em suas próprias palavras, mas em seguida começa a dar risada minha da cara, eu simplesmente não acreditava que ele havia dito aquilo.
Quer dizer não era nenhum absurdo o que ele falara, ah tudo bem era sim, ele acha que se eu tivesse um filho ou uma filha melhor dizendo eu teria me esquecido? Principalmente quando o filho era dele?
–Porque você acha isso?-Passavam milhares de pensamentos em minha cabeça, mas essa foi à única coisa que consegui dizer.
–Você anda não reparou?-Ele pergunta parecendo incrédulo, o que não era muito mentira, pois ele me olhava com grande curiosidade.
–Não notei o que?-Bufo bem que a essa altura do campeonato eu já estava sendo ridícula, mas tente pensar comigo... Um loiro extremamente lindo te encara com seus azuis e sedutores olhos, dizendo algo a respeito de vocês serem pais da criança que roubou seu coração, e tudo isso a pouco, mas pouco mesmo centímetros de distancia.
Ele sorri travesso parecendo entender o motivo de minha confusão então sem tirar aquele sorriso dos lábios ele da mais um passo ficando ainda mais próximo, como se isso fosse possível.
–Em como Mel é uma mistura perfeita de nós dois. -Seus olhos agora pareçam ser atraídos pelos meus.
A cada segundo parecia ficar mais difícil de respirar.
–Deve se só impressão sua. -Minhas palavras eram quase inaudíveis.
–É, deve ser mesmo!-ele sussurra preenchendo o curto espaço entre nossos corpos. Seus lábios quentes logo dominaram os meus de uma forma feroz e faminta, almejando por mais contato, levo minhas mãos a sua nuca o puxando, ele sorri satisfeito enquanto envolvia minha cintura com seus braços fortes.
Eu o abraço forte, parecia que nada era suficiente naquele momento.
Pude ouvir passos se aproximar, mas a sensação de estar nos braços do Capitão era capaz de superar um flagra.
–Tia Nat, o que o Tio estão aprontando?-Nos separamos num pulo ao ouvir aquela pergunta vinda daquela voz.
Olhamos na esperança de que nossos ouvidos tivessem se enganado.
–Nós não estávamos fazendo nada. –Steve diz me surpreendendo com a mentira, mas não me surpreendeu que tivesse mentido mal como sempre faz.
Mas é claro que Mel não acreditaria, aquela menina era sem duvida uma das crianças mais espertas que eu já vi.
–Sei... -Ela diz desconfiada colocando as mãozinhas na cintura. -A Tia Laura está chamando para tomar o café da manhã... -Continuou
A garotinha nos deixa ali com caras de trouxas enquanto caminha de volta em direção a cozinha.
Steve e eu nos entreolhamos e engolimos em seco, oh não... Com Mel sabendo do nosso beijo, isso significava que logo Tony também saberia, o que já estava confuso de entender ficaria pior com Tony enchendo o saco.
Caminhamos desconfiados até a cozinha onde todos nos olhavam normalmente, na verdade Nathaniel, Lila e Cooper nos fitavam com animação e logo correram para os nossos braços, eu não havia notado o quanto eu senti falta dos projetos de gente do Clint.
–Tia Nat, você trouxe o Tio Steve!-Lila falava alto pela empolgação.
–Claro querida!-Deposito um beijo no topo de sua cabeça assim como havia feito com seus irmãos.
–Tia, a Mel é sua filha não é? -Cooper pergunta me olhando e depois olha para Steve que prevendo o que ele iria falar cora imediatamente. -E pelo que vejo tio Steve também faz parte da família agora.
Sorrio docemente para o garoto maior e olho sobre sua cabeça, Clint me encarava com uma sobrancelha erguida, e se eu não soubesse do amor dele pela própria vida diria que foi ele quem teve a idéia e mandou Cooper dizer só para constranger.
Pela cor das bochechas do loiro parado ao meu lado ele havia conseguido, mas não contava com a parte que eu conheço muito bem seus diabinhos e já suspeitava de suas perguntas, mas devo admitir que não esperava assim tão cedo.
–Meu anjo, Mel não é minha filha, muito menos do seu Tio Steve... — Digo rindo da cara de indignado e Laura começa a rir após tentar segurar, já Clint nem fazia questão de abafar sua gargalhada exagerada.
Mas a minha atenção toda naquele momento foi toda para minha pequena que estava sentada completamente distraída tomando seu café da manha.
Fui tirada de meus devaneios por Laura que nos chamou para tomar o café da manhã.
Steve, as crianças e eu nos acomodamos então aos poucos as crianças que contavam suas experiências no acampamento, Mel que já havia terminado seu café e agora se encontrava nos braços de Steve, observava a explicação das outras crianças com um brilho de entusiasmo nos olhinhos.
...
O dia passou rápido, agora Steve, as crianças e eu estávamos sentados no chão, Mel não quis muito saber de colo, mas não admita nenhuma outra criança desfrutar dele.
Laura estava fazendo a pipoca enquanto Clint escolhia alguns de DVDs infantis.
Quando Clint se sentou no sofá pra dar play, Laura chegou com as pipocas, Steve se levanta e vai buscar os refrigerantes, depois se senta ao meu lado novamente.
Olho no relógio de parede, e vejo que já eram oito horas, olho a expressão de Mel, analisando seu grau de cansaço, que naquele momento parecia baixo.
Desde que Melissa chegou podia se dizer que eu havia me tornado uma pessoa mais responsável na vida pessoal principalmente quando o assunto era ela.
Mal Laura apagou as luzes e Mel já mandou um comentário nada agradável.
–Tia Laura você está ajudando a Tia Nat e o Tio Steve?-Todos nós olhamos para seu rostinho que era iluminado apenas pela luz da televisão.
–Como assim meu amor?-A mulher pergunta carinhosamente.
–É que se meus tios ai. -Ela aponta para Steve e eu. -Já se beijão no claro, pra todo mundo ver, imagina agora que ninguém ta enxergando direito.
Minha cara foi no chão e tenho certeza de que a de Steve também.
CONTINUA!
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