Angel

2 - Prazer me chamo Alec!


Fiquei estática em frente ao computador, não sabia o que fazer, meu irmão chegou e cortou meu momento.

- O estranha rala, e minha vez – ele disse me empurrando

- Vai se fuder estou ocupada – ele sentou atrás de mim e começou a ler, fingi não perceber e continuei olhando para a tela.

- finalmente serve para alguma coisa ein – disse me dando um cascudo – e ai vai que dia? Avisa para eu dar uma festa.

- quer que eu te mande se fuder de novo? – eu disse me virando – pelo o que está aqui vou depois de amanha. – acho que minha cara estava realmente sombria, por que o riso do meu irmão virou numa grande cara de interrogação.

- o que foi maninha? – meu irmão poderia ser tudo, mas me amava e se preocupava comigo. O nome dele era Alex, mas sempre o chamava com apelidinhos engraçados, e alguns xingamentos, porem o amava.

- estou com medo – eu disse com um pouco de vergonha. Era estranho ter esse papo com ele.

- Ei calma ai, pensa, você vai, mas volta. – hoje eu vejo a ironia nesta frase. Eu o abracei e ele me bateu, e eu fui correndo falar com minha mãe e com meu pai, foi uma felicidade na família toda, o frio na minha barriga não parava, meu estomago ficou embrulhado durante os dois dias, eu não sabia o que fazer, e algo realmente me mandava ficar em casa, mas teimosa do jeito que eu sou, resolvi ir, meu pai me deixou no aeroporto com lagrimas nos olhos, e naquele momento eu me senti como se fosse a ultima vez que eu o abraçava.

A viagem foi tranquila, tirando o fato de achar que o avião iria cair a cada turbulência. Meus nervos estavam a flor da pele, naquele momento eu pensava realmente na chance de voltar para casa. Chegando ao aeroporto, me senti perdida, mesmo sabendo inglês e italiano fluentemente eu travei. Comecei a procurar no meio de tanta gente alguém com a plaquinha com meu nome, ate que um rosto estranho me chamou atenção, ele parecia ter um pouco mais que a minha idade na época, ele era extremamente branco, e os olhos negros como carvão, quando me viu ele me reconheceu e começou a chegar perto, meus olhos conseguiram desviar dos deles e eu vi a placa escrita meu nome. Seu sorriso era encantador e um pouco sombrio, então ele cortou meus pensamentos.

- Olá , você deve ser a Angel. – ele sorriu e apertou minha mão, ele estava de luva, mesmo assim senti algo gelado – Prazer me chamo Alec.