Aneda Trean: Gloren
6 Roubo no Banco de Almas
Notas iniciais
Aneda estava em seu quarto com o comunicador em holograma nas suas mãos, precisava entrar em contato com Padmé e saber de tudo o que estava acontecendo, ela deveria ter alguma noção do ocorrido naquela altura, as notícias corriam na Galáxia mais rápido do que a velocidade da luz.
Finalmente Padmé responde ao chamado, aparecendo em holograma com o seu vestido dourado cheio de detalhes sentada em uma cadeira grande que lembrava um pouco o trono do Palácio da Rainha.
— Aneda, você está bem? — perguntou Padmé parecendo preocupada — Falei com Ani ontem, ele me falou que você desmaiou, está melhor?
— Melhor é uma palavra muito forte, o correto a se falar é que estou pronta para voltar ao trabalho... — disse Aneda — Preciso muito da sua ajuda, tem muitas coisas acontecendo.
— Vamos por partes, comece com a sua ida até Vensodred... — disse Padmé — Fiquei sabendo por cima do ocorrido pela Leia.
— Uma organização estava atacando o local, havia uma Inquisidora lá, ela estava caçando algum Jedi, provavelmente o Kohr-Ann, o nome dela é Reva Sevander, Obi-Wan me contou que ela foi uma vítima da Ordem 66 e que agora faz parte desse tal grupo que está sendo liderado pela Kaylor Angnar... — disse Aneda — O mais surpreendente nisso é que a tal Reva invocou mortos-vivos quando quis me atacar, deixou escapar que é algo dessa organização que ela está incluída, vou desenhar o símbolo e vou mandar através do comunicador.
— E onde estão agora? — perguntou Padmé.
— Podell, mas o prédio é propriedade da Organização Gloren de Solike Trean, ele revelou ser meu pai e que esteve me procurando por todos esses anos, está nos abrigando aqui, quer encontrar a minha mãe e acabar com esse grupo que ela criou, estão causando muitos problemas pela Galáxia por causa dos Jedi... — disse Aneda — Estou tentando descobrir mais sobre ele, mas resumindo, o motivo do meu contato é que Solike está disposto a unir a Aliança Rebelde com o grupo dele, então quer falar com você, Bail Organa ou até mesmo Mon Mothma sobre isso.
— Tudo bem, vamos fazer o seguinte: Vou pegar uma nave e as crianças, me deslocarei até onde vocês estão para conversar com esse cara, enquanto isso, tente descobrir mais sobre essa organização... — disse Padmé — O Zee está com você, ele deve saber a localização correta de onde estão, peça para que ele me envie o mais rápido possível, o resto pode deixar comigo.
Aneda concorda, as duas se despedem e desligam seus comunicadores, a Guardiã se retira do aposento indo até Zee, ele estava sentado na cadeira do co-piloto da nave deles, enquanto Kayrinn estava de pé conversando com o robô humanoide, ela abre um sorriso enorme ao ver sua amiga bem.
— Preciso que você mande a localização de onde estamos para Padmé, ela vai tentar chegar até aqui para conversar com Solike... — disse Aneda para o robô — Ela está esperando pelas coordenadas.
— Tudo bem... — disse Zee — Pode deixar comigo.
— E então Kayrinn, descobriu alguma coisa? — perguntou Aneda enquanto Zee trabalhava.
— Que Harryen é um fofo... — disse Kayrinn sorrindo.
— Quem é Harryen? — perguntou Aneda curiosa.
— Ele é um dos caras que fica seguindo o Solike para todos os lados, estava com ele em Vensodred... — disse Zee — Cabelos pretos arrumados como se alguma criatura tivesse lambido, um frango tão magro que não dá uma canja...
— Você está é com inveja que não tem ninguém aqui que você goste... — disse Kayrinn — Se é que você consegue amar alguém.
— Amo apenas o meu trabalho... — disse Zee — E estou muito bem com isso, assim que fui programado.
— Tudo bem, vamos calar a boca e parar com essa discussão tosca, nós temos muito trabalho a fazer... — disse Aneda — Kayrinn, espero que Kohr-Ann tenha falado sobre a sua missão.
— Kohr-Ann é um doce como sempre, me pediu para que eu tentasse localizar a sua mãe porque acreditava no meu potencial e realmente não decepcionei nenhum de vocês... — disse Kayrinn — Sua mãe está em um planeta que eu nunca ouvi falar, se chama Daydeath, a organização dela se chama Walking, o símbolo deles significa ressurgimento.
— Faz sentido se compararmos com as práticas criminosas que eles fazem... — disse Aneda — Preciso pesquisar mais sobre esse tal Daydeath, nunca ouvi falar desse planeta.
— Aneda, pelo que eu descobri, Kaylor está brincando com as almas que ela roubou do Banco de Almas da Biblioteca Guardiã... — disse Kayrinn — Ela está reduzindo essas almas pela metade para criar mortos-vivos, nós sabemos que se uma pessoa passa muito tempo morta, não há como ressuscitá-la, mas criar zumbis é uma possibilidade.
— Como assim Kaylor roubou o Banco de Almas? — perguntou Aneda um pouco confusa — Como isso aconteceu?
— Você lembra que logo após a Ordem 66, a Healer estava comentando com Krishna que o Banco de Almas havia sido roubado e que muitos materiais sumiram? — perguntou Zee.
— Mas eu pensei que Maoki estivesse por trás disso, pois não demorou muito até recebermos a notícia de que Obi-Wan e Padmé estavam vivos e nos esperando em Naboo... — disse Aneda — E nós sabemos que quem os ressuscitou usando as almas foi Maoki, ela se arrependeu de ter ajudado Palpatine.
— Esse é o ponto: Ela não foi a única... — disse Kayrinn — Conversei com Healer ontem à noite, descobriram que Maoki estava tão desesperada que deixou a porta secreta do Banco de Almas aberta e Kaylor aproveitou a oportunidade para roubar algumas almas.
— Você não acha que se apenas a Maoki tivesse pego as almas, ela teria ressuscitado apenas Obi-Wan e Padmé? Ela precisaria de apenas duas almas do Banco e não um número tão grande... — disse Zee — Healer alertou que a alma de Yui havia sumido do Banco, queriam a alma dela e não estava mais lá, então do nada, em Vensodred, a Inquisidora invoca a Yui morta-viva na batalha.
Aneda senta-se na cadeira do piloto completamente incrédula, estava em choque, as atrocidades estavam piorando a cada passo a diante que ela dava para descobrir alguma coisa, não conseguia acreditar que as pessoas conseguiam ser tão podres naquele ponto.
— Tem mais alguma alma considerada importante que tenha sido roubada? — perguntou Aneda.
— Tem de várias outras pessoas, até de Twi’lek se duvidar, Togrutas, todos os tipos de espécies que possa imaginar... — disse Kayrinn — E tem uma Guardiã chamada Nevole.
— Como é? — perguntou Aneda — Uma Guardiã morta?
— Acredite em mim, até eu fiquei em estado de choque... — disse Zee — Ninguém pode matar uma Guardiã.
— Existe uma forma de matar uma Guardiã, mas ninguém sabe como funciona e seria melhor não saber... — disse Kayrinn — Pelo que pesquisei, é a própria visão do Inferno e você tem que ser muito psicopata e sádico para isso.
— Então podemos atestar que Kaylor é uma psicopata de merda, porque se nem o Anakin que matou até mesmo crianças dentro de um Templo na Ordem 66 teve coragem de matar uma Guardiã... — disse Zee — A Kaylor consegue ser pior que o Anakin e se existe alguém pior que o Anakin, então a coisa está muito feia.
— O que mais você sabe sobre essa Nevole? — perguntou Aneda — Ela era Guardiã de quem?
— Ainda não sei, Healer falou que ela recém havia conseguido permissão para ter um Protegido, ela estava participando das aulas de alguns Younglings para que pudesse se conectar com algum, mas não se sabe quem ela escolheu... — disse Kayrinn — O que sabe é que antes de morrer, ela estava observando as aulas de uma turma em específico, no final daquele dia relataria quem ela havia escolhido para proteger.
— Eu preciso de motivos... — disse Aneda — Por qual motivo ela matou essa Guardiã?
— Isso é uma incógnita... — disse Zee — A investigação está aberta até hoje, mas nunca descobriram a motivação.
Aneda respirou fundo, agora havia mais uma coisa que precisava descobrir, porque Kaylor havia assassinado Nevole? E porque ela havia roubado todas essas almas para transformarem em mortos-vivos? Aquelas perguntas estavam prestes a enlouquecer a Guardiã.
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