Ane Desejos e Descobertas.
1 Os preparativos rumo ao desejável desconhecido.
Notas iniciais
Neste primeiro momento A personagem Ane está sendo introduzida ao mundo de Forks, buscando entender porque tudo o que ela leu e viu nos filmes ela encontrou ali, a realidade se misturando com uma doce e sedente aventura.
Hoje é um grande dia pra mim pelo menos, começa meus preparativos para minha grande e inesquecível viajem de intercambio vou pela primeira vez sair do país, devido à condição financeira de minha mãe que era professora de uma escola municipal nunca tivemos grandes viagens, eu e minha irmã mais nova sempre sonhamos como devia ser a Disney, hoje, no entanto com toda a minha economia e graças ao meu curso de inglês vou realizar esse sonho e com toda essa divulgação dos livros de Stephenie Meyer sobre Forks e seus moradores eu optei por ir conhecer essa cidadezinha dos Estados Unidos da America e quem sabe eu não consiga encontrar alem de muita diversão, um bom mistério sobre se há algo de verdade sobre esses seres sobrenaturais que vivem em nosso meio como seres normais.
Só eu mesmo arrumando minhas coisas agora imaginando tudo isso até onde vai minha insanidade mental não importa to deixando tudo para trás meu emprego, minha estressada família, meus bichos de estimação, meus amigos da igreja na qual eu freqüento aos domingos e alguns bons colegas, levo comigo claro todos os livros da saga crepúsculo em português e em inglês também, como tenho pouco dinheiro, ou melhor, quase nada vou levar pouca coisa mesmo como roupas, sapatos e algumas outras coisas, sabem como é vou ter que deixar tudo certo por aqui não deixarei nenhuma pendência e terei que me virar por lá para pagar o lugar que vou ficar, mas acho que vai dar tudo certo minhas passagem já estão pagas, até onde sei vou ficar em uma casa de boa família e estudar em uma escola eu acho que deve ser como o ensino médio daqui, mas como já conclui meus estudos vou fazer só as matérias ligadas a língua inglesa estou muito nervosa com essa situação o que espera por mim lá, na verdade se eu tivesse dinheiro iria estudar em Nova York, Londres, mas já diz o ditado quem não tem cão caça com gato no meu caso ficaria feliz se eu tivesse pelos menos um rato para caçar comigo.
Minha mãe foi contra todos os meus planos de viajem, deixar tudo para fazer um curso idiota de inglês se eu mal sei falar corretamente o meu português, o que ela não entende é que algo parece me chamar pra lá, tem algo me esperando, não sei explicar só sei que quero ir o mais rápido possível os dias estão passando muito rápido e o embarque se aproxima já conversei coma a Martha ela e a filha Lucy vão me hospedar durante meu intercâmbio por lá elas serão minha família americana e as únicas a quem eu possa contar, Martha e eu conversamos bastante por MSN e algumas vezes por telefone, com a Lucy eu falei só pelo telefone ela tem uma deficiência visual, ela como eu tem alguns traumas, Martha acha que minha visita vai não só ajudar a mim como a Lucy também, Lucy como eu é bastante solitária.
Martha possui pelo que eu entendi uma padaria ou um café em Forks elas me adiantaram algumas coisas sobre tudo o que acontece lá antes e depois da saga crepúsculo, a cidade às vezes e bem calma como pode aparecer bastante curiosos como eu, turistas do mundo todo, como Martha precisa levar Lucy para Seattle para um tratamento que elas conseguiram gratuitamente graças a um médico importante de Forks, elas não vão estar lá para me receberem vou ficar alguns dias na casa de um grande amigo dela, ele é chefe de policia de lá o nome dele e Charles não muito gostei da idéia, mas como eu já disse quem não tem cão caça com aquilo que se encontra na sua frente e eu não vou deixar de fazer meu intercâmbio por um pequeno detalhe que se minha mãe soubesse com certeza não deixaria eu ir, mas Martha me garantiu que o chefe de policia é um bom homem, respeitador gosta de andar sempre na lei e sempre foi uma grande figura paterna para Lucy já que seu pai verdadeiro as abandonou quando ficou sabendo que Lucy provavelmente nunca enxergaria.
Lucy também me contou claro longe da mãe dela que Charles as trata com um carinho muito especial já que ele também foi abandonado pela esposa que foi embora levando a filha com ela, ele quase não tem contato com essa filha o que faz com que sua atenção volte muito para Lucy e para a mãe já que no passado Charles e Lucy foram apaixonados, mas quis o destino que eles seguissem rumos diferentes, Martha não faz idéia que Lucy contou-me isso e muitas outras coisas acho que é segredo de família como Lucy mesmo disse ainda não nos conhecíamos pessoalmente, mas ela já me considerava sua irmã, quando me deitei para dormir naquela noite antes do grande dia da minha super e inesquecível viajem coloquei-me de joelho e orei o seguinte:
___Meu Deus to morrendo de medo, mas aqui vou eu abençoe-me em todo o tempo que estiver lá, que esse Charles seja realmente boa pessoa e eu consiga ser uma grande vencedora, amem.
Dormi não muito bem estava muito ansiosa com essa viajem, mas vai dar tudo certo, eu fechei os olhos e mal dormi e meu despertador começou a tocar pra quem arrumou as malas com um mês de antecedência eu estava me acovardando debaixo de minha protetora coberta azul que eu levaria comigo, realmente não sei quanto tempo vou conseguir-me manter lá então eu levei tudo que pude porque acho que não vou ter grana suficiente para comprar muita coisa, ou melhor, quase nada..
Aqui vou eu Forks me aguarde, me arrumei, tomei meu ultimo café em terras brasileiras me despedi de minha amiga, meus bichos porque meu sonho, ou melhor, meu grande desejo era poder ficar pelo menos um ano, mas aqui em casa todos acham que é de um a dois meses no máximo, porque foi o que eu consegui negociar com meu emprego, não que eu seja uma mentirosa, nem sei como eu vou me virar lá, principalmente se vou conseguir me comunicar direito, vou tentar o máximo de mim, o que será que me aguarda por lá, Lucy me disse que tem muita coisa do livro que parece ser realidade vamos ver é por isso que eu escolhi esse intercâmbio em Forks, desejem me boa sorte.
Minha mãe foi comigo até o aeroporto fomos de taxi, fui vendo e me despedindo de cada canto da cidade que passamos que imbecil que sou, até parece que eu vou ficar uma eternidade lá engraçado não derramei uma lágrima apesar do nervosismo eu queria embarcar logo ver como é tudo o que a Lucy e a Martha me contaram sobre a cidade de Forks, eu confesso detesto o frio, mas esse é um sacrifício que vale apena, ouvimos a última chamada para eu embarcar minha mãe me deu um grande abraço e me abençoou para eu ir com Deus e a proteção dos Anjos.
Eu tremia muito, sozinha naquele avião indo em busca de coisas totalmente desconhecidas, mas para alguém tão absurda e estranha como eu isso é totalmente normal, aterrissei em São Paulo pra fazer a conexão e ir rumo ao meu destino, ao sentar em meu lugar peguei meus livros da saga crepúsculo em inglês e comecei a ler já que eu teria bastante tempo sem fazer nada e o medo era tanto que se não ocupasse minha cabeça eu iria gritar de tanto pavor chega ser até ridículo, mas sou assim louca por desafios radicais e uma verdadeira covarde ao cubo e assim foi, procurei ler bastante os livros para conhecer o máximo de palavras em inglês porque eu sei, me conhecendo muito bem vou travar na hora certa de colocar toda a minha habilidade linguística para fora.
Acho que cheguei há dormir um pouco, pois passei quase toda a noite anterior em claro lembrando de todas as conversas que tive com Martha, Lucy e até o com o Charles, ele me pareceu ser uma grande figura, até entendo a Lucy quando ela se referiu a ele como a figura paterna sei bem o que é não ter um pai ao seu lado, eu pelo menos conheço o meu não é Pai Herói, mas é um pai, acho que Lucy gostaria de ter conhecido o dela, mas a vida é assim nunca foi fácil pra ninguém e nunca será, já que vou passar alguns dias na casa dele até as minhas amigas voltarem tive que trocar umas idéias com ele afinal vou morar com um desconhecido por mais que esse seja alguém por dentro da lei sempre devemos ficar com um pé atrás, mas estou preparada só quero fazer o meu curso aprender direito a língua inglesa e é claro quem sabe não dar de cara com um Cullen por lá, já diziam os antigos a esperança é a ultima que morre sorri por dentro que até fiquei preocupada se a pessoa ao meu lado não chegou a perceber meu entusiasmo, enfim o avião aterrissou em terras desconhecidas, passei por toda aquela burocracia de um estrangeiro entrando em terra americana, mas deu tudo certo consegui minha permanência de pelo menos um ano para estudar e conhecer o que os Estados Unidos pode oferecer para aqueles que podem consumir tudo que se tem de melhor em se tratando dos Estados Unidos da América.
No meu caso eu já estou radiante de felicidade em ter o que contar aos meus netos se um dia eu tiver, o quão fascinante foi o meu intercâmbio, passei por Los Angeles e fui para Seattle, onde o Charles me esperaria, ou pelo menos é com isso que estou contando já passou pela minha mente o fato de não ter ninguém me aguardando, meu Deus o que eu vou fazer, sozinha sem dinheiro, sem falar direito Jesus me livra de tudo isso fui orando até lá, seria a Martha e a Lucy que me aguardariam, mas porque será que elas tinham que ir justo quando eu estava vindo será que não dava pra me aguardar e depois irem eu daria um jeito de ficar em uma pensão, será que aqui tem pensão ou talvez albergues de estudantes estou com tanto com medo, pânico, raiva são tantas emoções ao mesmo tempo não consigo identificar direito.
Finalmente cheguei não faço idéia que horas seja, cheguei bem cedo em Los Angeles, e logo parti será que tem alguém me esperando é só o que quero saber e estou preste a descobrir, quando o portão de desembarque abriu um gelo na minha barriga era chegada à hora de tudo começar minha nova família, casa, escola, vida perfeita, será que tudo começaria a acontecer como nos meus sonhos uma grande mudança é o que falava uma voz dentro da minha cabeça, um homem com um uniforme de policial, óculos escuro de bigode e com um cartaz nas mãos escrito meu nome, um alivio passou por todo o meu corpo, com um grande sorriso ele veio até mim, me cumprimentou como se já me conhecesse de muito tempo ou quem sabe de outras vidas se é que elas existiram:
___Oi garota como foi sua viajem, você deve estar muito cansada eu sou Charles como deve ter deduzido um grande prazer em conhecê-la pessoalmente.
___O prazer é meu em conhecê-lo, sim bem cansada e com fome e sede e claro preciso usar um banheiro também, fiquei com medo de usar em Los Angeles porque meu vôo para cá sairia logo então.
Charles com toda aquela aparência durona conclui que pode ser por causa da sua profissão me conduziu até o banheiro das mulheres e me disse para não ter pressa que ele iria comprar algo para comermos e tomarmos já que ele também estava com sede, foi bem mais fácil do que eu esperava realmente nunca imaginei que teria uma recepção tão calorosa foi demais, bebi mais do que comi, minha sede era tremenda parecia que eu tinha engolido um oceano, até fiz uma piadinha dessas com Charles que riu bastante, ele disse que chegaríamos à noite em Forks, fomos de viatura por dentro eu estava preocupada com esse meio de transporte, será que poderia usar uma viatura para outros fins que não seja o de prender bandidos, questionei isso com ele que me disse que veio a trabalho também, e comunicou seu superior que iria buscar sua filha provisória, eu no começo não entendi, mas depois durante a nossa conversa ele me explicou tudo, ele seria meu pai americano pelo tempo que eu estivesse fazendo o intercambio, ele seria responsável por mim, já que Martha infelizmente não poderia mais ser minha acolhedora devido aos problemas de Lucy elas iriam passar bastante tempo viajando e não poderiam me dar a atenção que o intercâmbio exige.
Eu fiquei preocupada e chateada ao mesmo tempo elas deviam ter me dito eu daria um jeito de conseguir outra família ou quem sabe outro lugar para fazer o intercâmbio, Charles percebeu minha fisionomia e me explicou o motivo pela qual ela não cancelou comigo devido ao auto custo do tratamento da Lucy ela precisava bastante do dinheiro das hospedagens foi por isso que ele também como é grande amigo dela se propôs ser minha família acolhedora e repassar o dinheiro pra ela:
___Você não está com raiva de nós minha casa é simples, mas você vai ter um quarto só pra você com a Martha você teria que dividir com a Lucy, eu já te matriculei em um bom curso, e eles concordarão que você pode conclui todo o ensino daqui sem problemas Martha me falou que você já conclui se estudos não é mesmo.
O que eu poderia fazer a essa altura do campeonato, voltar ao Brasil não cheguei tão longe para morrer na praia, dei um leve sorri e disse:
___Não estou com raiva, só me pegou de surpresa sabe nem te conheço direito, com a Martha e a Lucy eu já estava com um contato maior.
___Alem do que elas são mulheres e eu um homem, o que sua família vai pensar não é mesmo.
Eu sacudi a cabeça e ri, em todo o caminho ele foi se apresentando contando como era sua vida, sua rotina, que um dia ele foi casado e teve uma filha que poderia ter minha idade e a da Lucy, o quanto ele a quer bem sua indignação pelo pai dela ter abandonado ela e a mãe por causa da deficiência visual, no qual eu também concordei com tudo com o que ele dizia me falou sobre a pequena cidade, o quanto tudo mudou depois da publicação dos livros e dos filmes da Stephenie Meyer os pró e os contra de tudo, comentou sobre a escola que é tão pequena quanto à cidade, mas que todos se conhecem e se ajudam mutuamente, sobre a reserva Quileutes, e os amigos que ele tem, principalmente um amigo chamado Billy e seu filho o Jacob, ele disse que tinha contado a todos na reserva sobre sua filha brasileira e eles estavam ansiosos por me conhecerem principalmente os meninos da tribo que querem saber um pouco sobre a minha cultura e o modo de vida das meninas brasileiras, Charles enfatizou bastante essa parte rindo um pouco, percebi o quanto era gostoso estar ali, eu verdadeiramente desejei que aquele cidadão fosse meu pai de verdade.
Comecei a imaginar que eu poderia ser a filha verdadeira dele vindo passar uns tempos com meu pai isso seria tão bom, voltar ser adolescente a filhinha do papai eu ri por dentro imaginando todas essas bobagens Charles percebendo minha distração e silêncio fez uma cara de preocupação e começou a fazer perguntas sobre minha adorável vida:
___Então a Martha me falou algumas coisas sobre você eu não sei tudo já que vai ser minha filha por uns tempos, um pai precisa conhecer sua filha, quero dizer preciso saber um pouco mais sobre você, qual sua idade, o que gosta de comer, alguns hábitos sabe como é eu não tenho muita experiência em conviver com outras pessoas em minha casa, vivo sozinho há bastante tempo, desde que minha esposa me deixou, acho que a Lucy deve ter dito isso a você não disse.
___Ela comentou um pouco sim espero que não se chateie, não foi por mal.
___ Me chatear não, foi eu mesmo que pedi pra ela falar um pouco de mim.
___Como devo te chamar pelo nome mesmo já que você é o xerife da cidade, tem alguma maneira formal para eu tratar você tipo senhor.
Ele riu e me disse que tanto faz eu poderia chamá-lo de Charles ou mesmo de pai, tipo american daddy percebi que ali estava surgindo uma amizade bem verdadeira, fiquei muito feliz, e aliviada um dos meus medos já estava sanado a viagem foi ficando mais apreciável, com tanta troca de informações que vinha dos dois lados, Charles me perguntando sobre minha família, amigos, hobby, animais de estimação, sobre meu emprego, meu grau de escolaridade, o que eu pretendia depois do intercâmbio, fui respondendo tudo, ele apesar de parecer um homem um reservado foi me contando tudo sobre ele também, inclusive sobre a sua tristeza em relação ao pouco contato com sua filha, isso parecia ser bem doloroso então não fiquei me aprofundando nessa historia se um dia ele quisesse falar mais eu seria todo ouvido, perguntei mais sobre a cidade, o que tem para fazer lá, se eu conseguiria um emprego, afinal tinha trazido pouco de dinheiro para o intercâmbio, para as despesas na casa dele acho que não teria o suficiente, não quis dizer a verdade a ele, eu realmente precisaria arrumar um emprego urgente se quisesse permanecer por lá pelo tempo desejado.
Estávamos quase chegando comecei a notar floresta por todos os lados, muito verde, árvores enormes, muita umidade será que realmente é tudo o que conta o livro, deveria ter pesquisado mais sobre Forks, porque o que eu sei é só o que está escrito nos livros, Charles parou o carro e disse:
___Chegamos, aqui é minha humilde casa, que lhe aguardava seja bem vinda garota.
___Obrigado daddy.
Ele riu com minha resposta e pelo canto dos olhos eu percebi que isso lhe agradou bastante afinal o gelo entre nós havia desaparecido, pegamos minhas coisas no carro, ao caminhar para dentro da pequena e charmosa casinha de madeira azul, fui observando tudo cada detalhe eu realmente estava em terras americana, eu estava ali para mim era a glória, o triunfo nada se comparava ao meu contentamento, ao subir para a pequena varanda da casa, fiz um giro para memorizar cada ângulo da vizinhança de Charles e agora minha também, era demais entramos na pequena casa, por dentro não parecia ser tão pequena, Charles me levou direto para aquele que seria á partir de agora meu quarto, apresentando a casa que eu conheceria melhor depois, ao entrar percebi um leve toque infantil naquele pequeno lugar, uma cama de solteiro, uma cadeira de balanço, uma escrivaninha perto da janela, uma luminária ao lado da cama alguns desenhos de criança, alguns bichos de pelúcia foi tão estranho, ele respirou fundo e dando um leve sorriso disse:
___Aqui foi o quarto da minha filha, tudo bem pra você, não tive tempo de arrumar adequadamente deixei isso pra você fazer como quiser.
___Eu posso arrumar do meu jeito, se o quarto é dela não vai gostar que uma estranha mecha.
Ele deu um sorriso tristonho e depois respondeu:
___Não se preocupe esse quarto esta vazio há anos, ele pouco foi usado por ela, e agora que cresceu duvido muito que queira reivindicá-lo.
___Eu sinto muito, você parece ser um bom pai, eu gostaria que o meu se parecesse um pouco com você, mas a vida é assim mesmo nunca é perfeita para ninguém, duvido se tem alguém nesse planeta satisfeito com tudo, por mais que se tenham tudo sempre vai haver alguma coisa faltando.
Rimos cada um com suas frustrações, ele foi me mostrar a casa depois voltei pro meu quarto e comecei a guardar minhas coisas e arrumando um pouco aquele espaço que no momento era meu, deixando um pouco parecido comigo, Charles tinha saído para ir a delegacia avisar que tinha chegado e tudo ocorreu perfeitamente bem com o que tinha ido fazer alem de ter ido me buscar, eu estava explodindo de alegria, arrumei minhas coisas, tomei um banho e fui para o computador passar um email para minha irmã, tinha levado meu Net book, Charles sabendo que eu e Martha teclávamos muito pelo MSN fez questão de providenciar uma internet para meu quarto, isso foi muito legal da parte dele, assim era um gasto a menos que eu teria para mandar noticias para a casa.
Quando ele voltou, eu estava vendo TV, pedi desculpa por ter mexido em algumas coisas como na TV, e na geladeira, ele ficou ofendido com minhas palavras e me disse que agora eu fazia parte da família e a casa era minha também, era pra eu ficar a vontade com tudo, ele perguntou se eu estava com fome porque tinha trazido uma super pizza e gostaria de continuar nossa conversa, estava era cansada, mas depois de todo o mimo que ele teve comigo era impossível dizer a ele que o que eu queria era uma boa noite de sono, conversamos bastante, foi ai que descobri sobre o meu curso de inglês e que eu era a mais nova aluna do colégio de Forks, eu dei um leve sorriso e disse ao Charles que já havia me formado, eu só precisava era das aulas de inglês, ele me disse que nunca é demais estudar, e isso me irritou, porque eu não era mais uma adolescente e não estava querendo pagar o maior mico de todos os tempos, quase tive um ataque de fúria, mas me controlei porque ele com um jeito bem paternal pediu para escutá-lo e depois decidir, ele sorriu e disse:
___Você se formou no seu país não é mesmo.
___Sim.
___Qual o problema de você estudar pela primeira vez no meu.
___Nenhum, só que você faz idéia de quantos anos eu tenho, para voltar ao ensino médio novamente, agüentar todas as piadinhas desses alunos, só o fato de ser estrangeira, por exemplo, Charles eu sinto muito, mas não da, me peça outra coisa que eu terei o maior prazer de tentar fazer.
___Ane qual é sua idade, mesmo.
Ai meu Deus, com o maior constrangimento respondi com uma pergunta, aquilo que eu gostaria de esconder de todos, minha velhice.
___Que idade você acha que tenho Charles.
___17 anos é claro.
Eu ri e depois respondi com grande satisfação.
___Obrigado, mas eu tenho 22 anos.
___E isso quer dizer o que, sua aparência diz que você aparenta ter 17anos.
___Charles não vamos ter essa conversa, por favor, você está sendo muito
legal comigo e eu não sei nem como retribuir isso tudo, eu não quero te magoar e nem ser uma ingrata.
___Você será uma ingrata, se não comparecer na segunda feira no colégio para iniciar o curso, e sim me magoara bastante porque como seu responsável aqui, eu não estarei cumprindo minha obrigação.
___Charles, por favor, não vou cobrar nada só quero ter uma experiência.
___Ane quer maior experiência que essa, você vai ter oportunidades de conhecer muitas coisas, alem de me dar uma experiência de como é ter um filho na escola, desculpa acho que to misturando as coisas você infelizmente não é minha filha não posso te obrigar a nada me desculpe.
Nesse momento ao olhar Charles, deu uma dor no coração, ele só tava tentando ser legal, ou melhor, acho que ele tava tentando ser o pai que nunca deixarão no ser.
___Tudo bem, eu vou não tenho nada a perder.
___Não só a ganhar.
Charles sorriu e me pediu um abraço, já era tarde e terminamos nossa conversa, tão feliz quanto antes de ter conversado com Charles, mas o cansaço era tanto que eu mal consegui terminar minha oração e agradecer a Deus por ter conseguido começar a realizar meu sonho.
Acordei naquela manhã, mal acreditava no que estava acontecendo, parecia um sonho, será mesmo que eu estava sonhando e que a qualquer momento iria acordar em meu quarto na casa da minha mãe, abri e fechei os olhos varias vezes para confirmar se realmente não estava sonhando, incrível falei bem alto, levantei rapidamente corri para a janela, para ver o clima chovia era sábado por volta das 9 da manhã, se fosse à minha cidade eu com certeza não estaria tão animada assim, mas aqui é Forks, isso indica que está tudo perfeito principalmente e se eu tiver sorte e de cara com um vampiro bonitão “sedento pelo meu sangue”.
Vesti-me, arrumei minha cama, não queria dar razão á minha mãe que me considera uma desleixada que recomendou varias vezes para ser mais organizada enquanto estivesse usando da hospitalidade de meus amigos americanos, desci para sala e percebi que estava sozinha, fui até a cozinha onde havia um bilhete para mim dizia o seguinte:
Querida filha Ane tive que resolver umas coisas na delegacia voltarei logo, não sei como deve ser seu café da manhã, mas aqui tem algumas torradas, leite na geladeira, se quiser fazer café esta tudo ai em cima do balcão você sabe é só por tudo na maquina, quando eu voltar vamos ao mercado preciso mesmo abastecer a geladeira, se você precisar falar comigo o numero ao lado do telefone também deixei os telefones dos nossos vizinhos os Fhillips e os Andersons são pessoas muito boas e prestativas, ia me esquecendo à senhora Anderson trousse um bolo de chocolate pra você de boas vindas comi um pedaço espero que não se importe te vejo logo, Charles.
Abri a geladeira peguei o leite, realmente a geladeira estava bem vazia, fiz o café, cortei um pedaço do bolo, não gosto muito de bolo de chocolate, mas esse estava uma delicia, faltou uma margarina pra complementar minha suculenta fatia de bolo, enquanto tomava meu café da manhã fiquei pensando como fazer um tour pela cidade já que Lucy não estava e Charles pelo jeito não teria tempo pra isso, fiquei sentada naquela cozinha sozinha observando cada detalhe e comparando com minha casa no Brasil, de repente o silencio foi quebrado pelo toque do telefone era Charles querendo saber como eu estava e se precisava de algo, eu disse que estava tudo bem, ele disse para ficar pronta que ao meio dia estaria me apanhando para almoçarmos fora e fazermos as compras de supermercado tudo bem eu disse, desliguei o telefone e fui limpar minha sujeira do café da manha e arrumar algumas coisas que faltarão e conhecer melhor a casa que estava precisando de uma boa faxina, comecei pelo meu quer dizer por aquele que era meu quarto enquanto estivesse morando aqui, até pensei em limpar o banheiro já que iria tomar um banho, mas não encontrei nem um produto de limpeza então a faxina só ficou em meu quarto, guardei minhas roupas, tirei o pó da escrivaninha, empilhei os livros e alguns CDs que levei, organizei meus sapatos enfim as horas passarão e eu nem notei, ao meio dia em ponto Charles apareceu ainda bem que eu estava mais ou menos arrumada, a chuva havia parado mesmo assim ele me disse para usar um casaco, saímos pra almoçar.
Ele foi me mostrando toda a vizinhança, passando pela delegacia, o colégio que me aguardava na segunda-feira, o Café da Martha, a loja de esportes, a igreja do pastor Thomas, o salão de beleza da esposa do pastor a senhora Gilda, a oficina de carros do Roonlins onde mais tarde iríamos voltar para vermos um carro usado que estava em ótimas condições para mim, o colégio não era longe da casa do Charles, mas era um grande percurso para uma caminhada e se eu estudar de manhã precisarei madrugar para não chegar atrasada, eu dei um sorriso sem graça e disse.
___Charles desculpa, mas eu não tenho dinheiro pra comprar um carro.
___Eu não disse que você iria comprar um carro, eu disse que você iria vim ver o carro se gostar, vou comprar para você.
Eu suspirei e comecei a contar que antes de vir pra cá havia reprovada no teste de direção, então infelizmente não tinha carteira de motorista preferi vir pra cá primeiro depois quando voltar eu tentaria novamente ele fez uma cara então perguntou:
___Você gostaria de tirar sua carteira de motorista antes de voltar pro Brasil.
___Você vai conseguir uma pra mim, mas isso não é ilegal sendo você uma pessoa da lei.
Ele começo a rir e isso me deixou sem graça, então disse:
___Não Ane, não vou fazer nada ilegal só vou entrar com o pedido da sua licença para dirigir o resto é com você também posso pedir ao filho do Billy Black para te dar umas aulas de direção antes de você fazer o teste.
___Quem é o filho do Billy Black é algum dos seus vizinhos.
___Os Blacks são meus amigos da reserva Quileutes, são muito gente boa você vai conhecê-los em breve.
Chegamos ao restaurante eu pedi uma salada e frango, já que eu ainda não sei o que comer por aqui, Charles pediu o de sempre então comemos muito bem, Charles me contou que sua casa andava meio abandonada, porque sempre estava trabalhando ou pescando, sempre comia fora, ali ou no café da Martha, pelo que eu entendi ele não gostava de ficar em casa sozinho já que isso traria lembranças de sua família, principalmente da filha, depois que saímos de lá fomos ao supermercado, compramos de tudo desde a comida até o material de limpeza, Charles disse que eu não precisava fazer nada em casa, mas eu insisti alegando se iria morar lá eu precisava colaborar com alguma coisa e complementei:
___Olha Charles eu não sou uma boa dona de casa, mas sei fazer algumas coisas na cozinha se você não se importar em ser minha cobaia posso cozinhar pra gente.
Ele riu e depois respondeu:
___Não me importo garota, só não quero que pense que tem que fazer alguma coisa por estar em casa, já disse aquela é agora sua casa também.
___Obrigado Charles, você é bem legal eu tenho certeza que sua filha tem muito orgulho de ter um pai como você, eu teria.
Senti que Charles ficou ao mesmo tempo feliz e orgulhoso com minhas palavras e triste por não estar sendo o pai que ele queria ser pra sua amada filha, fomos para casa ajudei a guardar as compras e subi para meu quarto, liguei o computador chequei meu email, minha irmã me responde, combinamos entrar no MSN a noite para conversar sobre o que acontecia aqui e o que estava acontecendo em casa, fui dormir cedo naquele sábado, depois de ter teclado com minha irmã, começou a chover forte tenho medo de chuva de vento, será que ali tinha tornados, a única coisa que me desanimou um pouco foi o frio, pois eu não tinha levado roupas muito quentes, estava com medo de ir pra escola na segunda-feira, como aqueles jovens todos me tratariam, eu uma mulher de 22 anos no meio de um monte de garotas de 17 e 18 anos, todas lindas loiras, lideres de torcida, eu serei uma berração da natureza no meio deles, droga Martha era pra eu estar na sua casa, talvez nada disso estaria acontecendo o vento passou e a chuva diminuiu então consegui dormir.
Acordei, nossa hoje é domingo será que Charles está em casa espero que não assim posso dar uma ajeitada nela e dar um toque feminino, aqui às vezes parece triste quero por um pouco de alegria e luminosidade na vida do Charles já que agora ele era meu pai americano eu poderia fazer alguns agrados como cozinhar de vez em quando, arrumar a casa não me custaria nada, ao descer vi Charles na sala lendo jornal eu o cumprimentei e disse:
___Bom dia, pensei que tinha ido pescar, Lucy me falou que todos os domingos isso é sagrado pra você, não quero atrapalhar em nada a sua vida.
___Bom dia, dormiu bem você não está atrapalhando minha vida eu só combinei com o Billy pra ele vir aqui hoje, sabe como é ele me disse que tinha algo para me propor e eu quero falar com o filho dele o Jacob se ele pode te dar algumas aulas de direção antes de você fazer o teste para poder dirigir aqui em Forks, infelizmente não posso eu mesmo fazer isso então vou pedir ao Jacob, tudo bem pra você.
___Claro tudo bem, vou conhecer seus amigos da reserva Quileutes.
Fiz uma cara bem engraçada e ele percebeu e disse:
___Ok pode começar me pergunte sobre os lobisomens lá da reserva ou que tal os vampiros que vivem nas nossas florestas vamos eu to preparado Martha e a Lucy me contaram tudo, você só veio estudar aqui por causa dessas coisas que contaram no filme e nos livros to certo.
Fiquei sem graça repuxei minha boca e sorri timidamente será que ele também me achava louca, mas o que eu podia falar era isso mesmo então respondi sem por tanta ênfase:
___Desculpa não vou negar escolhi Forks por causa da divulgação nos livros é um assunto que sou apaixonada para não dizer fanática, será que no fundo faz algum sentido toda essa historia ou é puramente lendas.
___Você vai tirar suas próprias conclusões, mas já vou te adiantando tem muitas coisas aqui que eu não sei te explicar são praticamente as histórias do livro, se você acredita nessas coisas te garanto veio ao lugar certo.
___Jura, isso é o máximo Charles, pelo jeito que falou você é que não gosta nada dessas histórias não é mesmo, porque o que tem de errado.
___Só não acredito nisso, nasci e cresci aqui nunca foi tão freqüentada a minha cidade, quanto é hoje e sempre ouvimos falar dessas histórias de lobisomem e vampiros porque só agora resolveram especularem e virarem essa cidade de cabeça para baixo às vezes chega ser um caos aqui com tanta gente xeretando onde não devem.
___Mas isso não é bom financeiramente, a população achou ruim.
___Não pelo contrário muita gente gostou, mas cidade pequena é cidade pequena com tranqüilidade e cheia de paz, eu não gosto de toda essa agitação acho que to ficando é velho me entende.
___Não acho você velho, concordo com você às vezes muita aglomeração de pessoas pode se tornar um caos.
Nisso ouvimos um barulho de carro, Charles levantou e foi até a janela dizendo:
___Pelo barulho do motor são os Blacks chegando vou lá fora recebê-los eu fiz café e tem bolo ainda se você quiser.
Eu agradeci e fui para a cozinha e Charles saiu para receber seus amigos Quileutes, que máximo eu vou finalmente conhecer personagens do livro que existem de verdade, será que eles virão lobisomem fiquei pensativa, respirei fundo e fui tomar meu café da manhã, meu estômago estava gritando por alguma comida.
Nem precisei fazer nada a mesa toda arrumada esperando por mim, tinha leite bem quente, torradas fresquinhas e um bom café por sinal bem forte, comentei com Charles em uma de nossas conversas de conhecimento mutuo o tipo de café que eu gostava ele pelo jeito gravou tudo o que eu disse o leite está fervendo, sentei e comecei a comer, passei margarina no meu bolo, fiz um super copo de café com leite, estava tudo muito bom nem da pra senti saudades de casa desse jeito minha mãe vai me matar, mas confesso que poderia passar aqui o resto da minha, estava quase terminando quando ouvi Charles entrar e chamar por mim, como se ele não soubesse onde eu estava:
___Ane querida onde você está pode vir aqui.
___Só um minuto estou indo.
Estava levantando quando um garoto alto, moreno, cabelos longos, sorriso estonteante e uma carinha de bebê disse:
___Oi tudo bem meu nome é Jacob, to atrapalhando.
___Não eu só estava tirando a mesa do café, gostaria de uma fatia de bolo.
___ Eu aceito foi você que fez, parece estar muito bom.
Eu ri e disse que se tivesse sido eu, não estaria uma delicia era uma péssima cozinheira, não levava jeito para dona de casa, nós dois rimos ele pegou sua fatia de bolo e fomos pra sala.
Estava sentado em uma cadeira de roda um homem grande, de cabelos compridos, uma face envelhecida, mas que transmitia muita docilidade, sabedoria e força, o pai de Jacob supus o nome dele era Billy nunca o vi na vida ele cumprimento-me como se fossemos grandes e velhos amigos:
___Ola Ane, que bom vê lá novamente, ou melhor, pessoalmente, desde que ficou de vir para cá, não se fala de outra coisa alem de você.
Fiquei sem graça e disse:
___É mesmo não sou nada demais, porque seria assunto tão importante.
___Você é a filha do chefe de policia da cidade todos estavam curiosos em te conhecer, saber como você é, principalmente os meninos lá da reserva, afinal uma garota brasileira, dizem que as brasileiras são mulheres belíssimas e agradáveis sabe como é.
Fiquei sem jeito de novo e falei:
___Agradeço por me aguardarem, mas eu infelizmente não sou a filha do Charles, e como vocês podem ver não tenho nada de belíssima, desculpem em decepcioná-los.
Suas sobrancelhas grossas se uniram, ele me encarou e disse:
___Não decepcionou em nada, pelo contrario você surpreendendo-nos achei que ao chegar aqui daria de cara com alguém de meia idade, porque Charles me disse que você não quer ir pra escola por causa da idade, então eu e o Jacob aqui estamos preste a te convidar pra estudar lá na reserva temos escola para a 3° idade.
Eu ri por fora com um tremendo ódio por dentro, passei a mão na testa e agradeci novamente, afinal acabei de ser elogiada apesar de tocarem em um assunto que me causa uma raiva danada minha idade, Charles chamou Billy à cozinha para terminarem com o bolo, Jacob e eu ficamos conversando na sala, pra varia ele questionou o mesmo que Charles se eu realmente estava ali por causa dos filmes e dos livros não neguei antes e não negarei agora, falei toda a minha curiosidade sobre Forks e seus mistérios inclusive sobre as lendas de sua tribo, perguntei se era possível conhecer a reserva, se ele podia-me contar sobre essas histórias todas, ou eram secretas, Jacob me disse como seria meu instrutor de direção, teríamos muito tempo para por todas as lendas em dia, e tudo o que mais eu quisesse saber sobre Forks, seus moradores e suas misteriosas historias.
Aquilo pra mim foi à glória, tudo o que eu precisava ter a chance de ter minha carteira de motorista, e informações fresquinha direto da fonte sobre tudo o que é realmente verdade ou imaginação fértil de um povo, sentados ali no sofá eu e Jacob riamos muito, ele fazia uma caretas engraçada, aquilo tudo pra mim parecia ser tão familiar que eu realmente poderia acreditar que era a filha de Charles, Jacob no meio da nossa conversa de conhecimento mutuo me perguntou:
___Você se lembra da ultima vez que teve aqui demos o maior susto em Charles e o meu pai nos escondendo na floresta.
Sorri e tive que lembrá-lo que eu não era a verdadeira amiga dele do passado eu era a amiga do futuro, melhor do presente então rimos de novo tudo era motivo de rirmos em todo o tempo que eles estiveram na casa de Charles foi realmente uma alegria senti que uma grande e calorosa amizade surgiu entre Jacob e eu, o mesmo eu senti da parte dele e do seu pai o qual não estava mais com raiva depois dele ter tocado em um assunto delicado minha velhice, procurei só me concentrar naquele momento que eu levaria comigo pro resto da minha vida, minha mais nova amizade, meu amigo quileute Jacob Black um enorme e bonito rapaz com feição de bebê.
Acompanhei Jacob até lá fora enquanto Charles ajudava Billy entrar no carro eu e Jacob combinávamos sobre minhas aulas de direção, tudo ficou acertado ele me pegaria após as aulas e iríamos à reserva onde é mais tranqüilo e ninguém correria o risco de ser atropelado por mim, não gostei da piadinha, eu sabia dirigir não tinha pratica suficiente pra tirar a carteira no qual lembrei a ele que se eu reprovasse no teste a culpa seria toda dele, porque era meu professor e não me ensinou direito, ele me garantiu que eu iria passar com louvor porque ele era o melhor em toda a redondeza ou o único louco suficiente em aceitar me dar aulas de direção continuamos rindo ele me deu um forte abraço, despediu do Charles e me deu uma piscadinha maliciosa e entrou no carro acenei para o Billy e os dois partiram, Charles vendo minha alegria e entusiasmos perguntou:
___Você gostou do Jack, ele é um garoto e tanto muito responsável ajuda cuidar do pai desde o acidente que matou sua mãe e levou Billy pra aquela cadeira, por isso que você deve ter muito cuidado com a direção garota por menor que seja nossa cidade aqui trafega muitos caminhões de madeira entre outras coisas que se deve ter cuidado ao assumir um volante.
___Tudo bem Charles vou fazer tudo direito não se preocupe se eu achar que não estou bem pra assumir o volante não vou tirar a carteira de motorista ok, quanto ao Jacob sim ele é um cara bacana e agora é meu amigo também, estou feliz em tê-lo conhecido, você tem ótimos amigos.
___Que agora são seus amigos também, fico muito satisfeito que pense assim sabe como meu trabalho exige muita minha presença às vezes meus horários são um tanto louco vou ficar te devendo um pouco de atenção daí é bom contar com amigos como os Blacks.
___Charles não se preocupe comigo, já disse não pode mudar sua rotina por minha causa e quando a Lucy e a Martha voltarem vou ficar com elas seria injusto tudo isso.
___Ane não sei como te dizer, mas Martha pediu pra conversarmos sobre que é melhor que você fique aqui comigo, pois ela não sabe quando volta e vai ter que retornar logo, pois Lucy precisara passar um bom tempo lá, ela virá só pra ver como estão às coisas no Café e depois retorna em seguida claro que ela vira aqui te conhecer pessoalmente não se preocupe.
___Charles, mas eu não vou te atrapalhar você sempre viveu sozinho e você tem uma rotina, um modo de viver que talvez eu não consiga acompanhar.
___Vai ser muito bom ter sua companhia Ane, eu só tenho algumas regras que todo o pai de uma garota tem que ter tudo bem pra você.
___Dependendo das regras tudo bem, desde que elas não sejam abusivas eu não vou ligar nem um pouco.
___Não são abusivas, são só cuidadosas.
___Hum depois você explica melhor tudo bem, ta com fome posso preparar o almoço a moda brasileira se não se importar.
___Você cozinha vou adorar provar comida brasileira dizem que é ótima.
___Sei cozinhar algumas coisas, sim comida brasileira é tudo de bom.
Assim meu domingo passou muito rápido fiz o almoço, Charles parece que aprovou meu arroz com frango e uma salada que ele me ajudou a fazer, depois do almoço dei uma ajeitada na casa enquanto ele foi buscar Martha em Port Angeles, e eu fui dar uma volta na vizinhança já que a chuva havia parado.
Tudo era muito verde parecia uma tela pintada a óleo, árvores imensas, gramas, mato por todos os lados no fundo da casa de Charles tinha uma trilha que dava pra uma floresta, o que será que eu iria encontrar no final dessa trilha quando eu estiver mais familiarizada com a cidade vou tentar fazer trilhas, agora que eu tenho um amigo como o Jacob vai ficar tudo mais fácil pra mim, a chuva não deu trégua começou novamente corri direto para casa, pois não tinha nada pra me proteger, foi quando um garoto de bicicleta parou ao meu lado me assustou e perguntou:
___Hei você ai, é a filha do xerife não é mesmo, eu sou o Mike tudo bem.
___Tudo bem e você.
___Eu to bem, você vai amanhã na escola, posso passar pra te pegar já que você não tem seu carro ainda.
___Como você sabe que eu não tenho um carro ainda.
Ele fez a pergunta como se, ai meu Deus pelo jeito já tinha sido alvo de fofocas e especulações daqui, será que ele não sabe que eu não sou a filha verdadeira do Charles, só sou uma mera estudante de intercâmbio.
___Charles falou com meu pai ontem, estava querendo comprar um bom carro pra filha dele quer dizer pra você, perguntou também se a vaga na loja da minha mãe já tinha sido preenchida.
___Já foi, que tipo de loja é.
A chuva começou a ficar forte então corri pra varanda ele me acompanhou e perguntou:
___A chuva aqui não da muita trégua, o que está achando de Forks.
___É meu 2º dia aqui por enquanto to gostando, apesar de não gostar muito do frio,você mora aqui perto.
Espero que sim pensei, se ele acha que vou convidá-lo a entrar, está enganado, vai achar que sou mal educada, mas a casa não é minha e eu não posso, ou melhor, não tenho permissão pra tal coisa ainda.
___Não é muito perto, mas aqui você vai ver que nem tudo é tão longe.
Ele riu e fez uma careta engraçada tive que rir e perguntei:
___O que fazia por aqui então, curte andar de bicicleta.
Com a maior cara de pau disse que estava checando as novidades
sobre a novata de Forks, no caso eu mesma é claro, se estava procurando fofocas fresquinhas para contar sobre mim na escola, é agora que eu não o convido mesmo pra entrar vai ficar aqui fora criando raiz até o Charles chegar e convidá-lo a entrar porque eu não vou:
___Sabe que é Mike não sou a dona da casa então não tenho permissão para convidá-lo a entrar, Charles deve estar chegando, eu tenho algumas coisas pra fazer porque amanhã é meu primeiro dia de aula tenho coisas pra arrumar, então a gente se vê amanhã, eu acho.
___ Claro não quero atrapalhar, foi um prazer te conhecer, espero que você goste daqui, se precisar posso te apresentar a cidade, a galera ta ansiosa pra te conhecer, vai querer que eu te pegue, já que você está sem carro, já disse que as coisas aqui não são muito longe, mas você precisara caminhar um pouco e sempre nessa época chove quase todos os dias, não vai gostar de chegar ensopada, cabelos desfeito e com a maquiagem borrada no seu primeiro dia de aula.
___Não se preocupe Charles vai me levar amanhã e eu não ligo pra minha aparência, como você já percebeu, não sou grande coisa.
Que cara chato minha voz interior fala comigo enquanto eu falava com ele, então a galera estava bem ansiosa a meu respeito o que será que todos estavam aguardando, ou pensando sobre mim, será que estavam achando que eu era a típica mulher brasileira morena, bonita com um corpo escultural e um enorme bumbum, que decepção todos terão amanhã ao ver saírem da viatura do xerife uma mulher de estatura baixa, branca de dar dó, com algumas curvas corporais porque realmente sou uma latina não posso negar, mas meu corpo nem de longe lembraria uma típica morena brasileira do tipo escultura, a chuva deu uma parada então foi a minha deixa de mandar Mike embora porque eu realmente queria que ele fosse embora, então dando um leve sorriso disse:
___Preciso entrar, foi um prazer conhecê-lo também Mike, nos vemos amanhã então, obrigado pela sua gentileza e por se preocupar com minha ida a escola, se não for pedir muito diga a sua mãe que sou formada em estética no Brasil e estou querendo sim arrumar um trabalho meio período pra ajudar a pagar meus custos pessoais e com o intercâmbio também.
Ele concordou em falar com a mãe e marcar um horário para uma entrevista de emprego, nos despedimos com muita rapidez eu queria entrar estava com muito frio, com fome e precisando de um bom banho quente, Charles e Martha chegaram enquanto estava no banho, ele chamou:
___Ane chegamos onde você está Martha quer te ver.
___No banho já estou quase acabando, só um minutinho, por favor, peça pra ela não ir embora quero conhecê-la, finalmente.
Martha mesmo respondeu:
___Tudo bem Ane vou te aguardar, não tenho pressa já comeu, vou prepara alguma coisa pra comermos posso, agora você é a dona da casa tenho sua permissão.
___Sinta a vontade a casa é toda sua.
Eles rirão da resposta para ficarem a vontade estavam em casa, terminei meu banho rapidinho estava ansiosa para conhecer a Martha pessoalmente, coloquei minha roupa de dormir um moletom bem quente, confesso aqui é bem mais frio do que eu pensei não trouxe roupas adequada o suficiente para minha temporada aqui nem sei o que vou fazer, mas isso não importa agora, vou ver primeiro a Martha depois vejo o que faço com que roupa vou amanhã pra escola, quando desci os dois já estavam comendo, Martha sorrindo veio ao meu encontro me dando um caloroso abraço e disse:
___Tudo bem Ane, como esta se sentindo aqui é tudo que você esperava Lucy pediu um relatório completo de todos os seus passos aqui em Forks é um grande prazer conhecê-la pessoalmente.
Eu ri respondi que estava bem e o prazer era meu em te conhecê-la pessoalmente, pedi para dizer a Lucy que vou contar tudo a ela nos mínimos detalhes assim que nos conhecermos pessoalmente, estou muito ansiosa pra ver minha amiga americana perguntei se ela iria demorar vir, Martha fez um cara de preocupação e não disse muito coisa:
___Espero que logo, pois preciso voltar ao trabalho, sei que meu café esta em mãos responsável, mas preciso cuidar daquilo que é meu.
Charles colocou a mão no ombro de sua amiga apoiando a e dando força para que isso seja em breve, eu realmente não sei muito sobre o que Lucy tem, acho que não é só uma deficiência visual tem algo mais, acho que nem a própria Lucy sabe direito o que tem, Martha sorriu e disse:
___Meu amigo aqui está cuidando direito de você, Lucy espera que ele pare de ficar pegando no pé dela e passe a pegar o seu.
Charles não gostou da colocação fez cara seria e disse:
___Se ambas pensam que vou deixar de colocar disciplina, ordem e respeito aqui essas garotas estão muito enganadas independente dos pés de quem seja vou cobrar, nada vai mudar sou o responsável aqui e tem que ser do meu jeito ou as coisas vão ficar feias.
Martha me olhando disse:
___ Não se preocupe Ane cão que muito late não morde nem vento e esse durão aqui é uma manteiga derretida.
___Ai que bom eu já estava ficando com muito medo Martha.
___É para ficar com medo mesmo, agora vamos comer porque se não eu vou ficar mais bravo ainda.
Rimos os três e fomos pra cozinha onde alguns deliciosos sanduíches nos esperavam, conversamos bastante sobre mim, Lucy, a cidade, o real motivo porque escolhi Forks pro meu intercâmbio, isso sempre me deixava sem jeito, Martha era uma mulher com aparência jovem, pele morena clara, cabelo escuro e cacheado não era muito alta, um pouco mais magra que eu, ou melhor, mais magra que eu com certeza ela era, isso me fez lembrar que minha vinda aqui também implicaria eu entrar em boa forma, ou melhor, em ótima forma, quero voltar ao Brasil quase uma miss beleza se isso for possível pra alguém como eu claro, o que vai me ajudar é que não possuo recursos para gastos supérfluos como o almoço na escola, comprinhas básicas de turista, qualquer tipo de diversão que eu tenha que envolver dinheiro estará terminantemente vetado, sem perceber fiquei meio perdida com meus pensamentos, Martha percebendo disse:
___Ane me perdoe está tarde e você tem aula amanhã cedo precisa dormir, pra estar com todas suas energias renovadas vai precisar pra agüentar.
Charles chamou a atenção dela que o encarou com surpresa, eu não entendi e pelo jeito nem ela, Martha levantou para ir embora me abraçou dizendo:
___Ok vai ficar tudo bem, espero que Lucy possa voltar logo assim você terá companhia e ela também, não se sentiram sozinhas e nem deslocadas no meio de tanta gente perfeita, boa noite minha querida.
O que será que ela quis dizer com isso, Charles pigarreou como um sinal de que ela estava indo longe demais com aquela conversa e disse:
___Ane vou levar Martha até em casa tudo bem você ficar um tempo sozinha voltarei logo.
___Claro Charles, já sou bem crescida sei me cuidar sozinha e eu fiquei a tarde toda sozinha, você encontrou sua casa do mesmo jeito que a deixou então não tem com o que se preocupar.
Nós rimos então dei boa noite a Martha e acompanhei os até a porta, onde Charles a mantinha aberta, com um sorriso tristonho nos despedimos, Charles pediu pra trancar bem a porta ele tinha a chaves, fechei a porta olhei pela janela para ver como estava o tempo vi Charles murmurar algo com Martha que discordava totalmente e assim eles partiram era tarde eu realmente estava cansada, esgotada só de pensar no dia de amanhã, fui pro meu quarto já tinha preparado minha cama, esperava não sentir frio eu trousse meus cobertores e algumas roupas de cama, mas não foram suficientes, ainda bem que Charles providenciou mais cobertores ou iria morrer congelada, eu estava tão intrigada com o que Martha quis dizer sobre aquelas pessoas perfeitas será que sou tão feia assim que vou ser motivo de discriminação, como a Lucy deve sofrer por causa de sua deficiência visual foi por isso que Charles chamou atenção da Martha, ai meu Deus estamos no século 21 ainda tem gente que se acha melhor só porque tem um corpo perfeito, será que nada mais conta em uma pessoa que não tem nenhum atrativo físico assim como eu.
Charles não demorou a voltar, mas eu não queria conversar fingi que dormia ele foi pro quarto dele sem querer conversa também, acho que por medo de eu pedir alguma explicação dormi era o melhor a fazer, mas como fazer isso, tudo passava por minha cabeça o que vai acontecer amanhã, o que será que aquele garoto o tal de Mike já contou aos amigos dele, será que vão me aceitar, ou melhor, será que dava pra eles fingirem afinal sou uma visitante devemos tratar as visitas com educação e cordialidade não é isso que diz o manual de etiqueta e bons costumes, o pânico novamente tomou todo o meu ser com a imagem que se formava dentro de minha cabeça eu entrando na sala de aula e tendo que encarar todos aqueles rostos adolescentes olhando para o rosto daquela que parecia velha demais pra estar naquele lugar exclusivo para jovens, lindos buscando conhecimento e vivendo a melhor época da vida os 17 e 18 anos como foi bom meus 18 anos essa era a idade certa pra eu ter vindo pra cá, o que me conforta é que quando eu tinha essa idade os meus livros e filmes preferidos não tinha chegado até mim e eu com certeza não teria escolhido essa cidade gelada e chuvosa aqui parece nunca parar de chover não sei como aqui não tem enchente.
O vento lá fora não parava de me atormentar aqui dentro, que droga o que foi que eu vim fazer aqui mesmo em, isso não é justo eu não tenho obrigação nenhuma de ir naquela escola, amanhã quando eu levantar vou ter uma conversa seria com Charles não sou filha dele não tenho que ir a porcaria de escola nenhuma, já tenho mais de 20 anos sou dona do meu próprio nariz faço o que bem entender, não sei se era a raiva ou estresse ou o medo do vento lá fora, mas eu estava tão exausta que dormi se sonhei ou tive pesadelos não me lembrava só me lembro ouvir alguém batendo a porta chamando meu nome:
___Ane acorda tenho que deixar você na escola um pouco mais cedo.
Era o Charles será que ele não se tocou que se eu quisesse ir pra aula já estaria pronta, levantei fui rápido para o banheiro olhei-me no espelho quase tive um ataque cardíaco eu estava horrível, tudo bem já passei por coisas piores, lavei meu rosto, escovei os dentes troquei de roupa estava preparada pra encarar Charles e dizer o que tinha decidido durante a noite, sou durona e dona da minha própria vida marchei pro andar de baixo onde o coronel, ou melhor, um policial responsável por manter a ordem em uma pequena cidade me aguardava, não tenho medo vou enfrentar tudo e todos, com toda aquela coragem e m frio que congelava meu estomago desci e dei de cara com meu pai americano e disse:
___Oi Charles dormiu bem.
___Bom dia Ane já está pronta, desculpa, mas o Peter o subdelegado não vai poder chegar mais cedo hoje, sua esposa está grávida e não passou bem a noite ele vai acompanhá-la ao medico e só irá trabalhar após o almoço.
___Tudo bem, eu não vou mesmo à escola.
Charles com um semblante de descontentamento quis saber o porquê respirei fundo e disse:
___Não se preocupe, não tem nada a ver com o que a Martha falou ontem à noite só acho que sou muito velha pra estudar com os alunos daqui, eu sei nunca é tarde pra começar estudar é sempre bom em qualquer idade só que não estou me sentindo confortável em ir pra essa escola, Charles eu sinto muito não quero te magoar, mas não vai dar e eu vou entender se não quiser me hospedar realmente não conheço ninguém alem de você e a Martha pra permanecer aqui então vou arrumar minhas coisas e assim que tiver algum vôo parto pra minha casa, se tiver vou hoje mesmo.
Acho que disse tudo sem respirar, mas já estava feito era só espera pela avalanche de broncas e sermões, Charles me olhou tranquilamente sentou na cadeira, completou sua xícara de café perguntou se eu queria, respondi com mais leite que café, ele me serviu e pediu pra eu sentar, o que ele estava tentando fazer nada me faria mudar de ideia, ele sorriu e disse:
___Ane porque mudou de idéia de ontem pra hoje se não tem nada a ver com o que a Martha falou, do que você tem medo.
Respirei fundo tomei um gole do meu café com leite e disse:
___Charles sabe como é, ontem um menino veio aqui um tal de Mike que você perguntou ao pai dele sobre um carro não sei bem.
___O filho dos Newton, o que ele disse ele te destratou.
Charles ficou nervoso, agitado e bravo tive que pedir pra ele se acalmar pra eu contar o que havia acontecido:
___Não, não foi isso que aconteceu ele não me destratou pelo contrário até se ofereceu em me levar pra escola porque eu não tenho carro ainda, ele foi gentil até ficou de falar com a mãe sobre uma vaga de emprego na loja dela que é período integral, se ela me aceitaria meio período.
___Então não to entendendo Ane, pelo que percebi estão todos te aguardando, seus novos amigos.
“É isso ai Charles”, olhei pra ele como se ele mesmo já estivesse respondido tudo, continuei a olhar para ele que aguardava minha resposta:
___Charles não quero ir, não vou conseguir, vou ser motivo de piada, por favor, me entenda deve ter outra maneira de fazer o meu curso de inglês aqui, vou pagar se não for muito caro um cursinho rápido á noite, assim posso trabalhar período integral pra mãe do Mike é uma loja de produtos de estética, sou formada nesse curso tenho alguma experiência no assunto, não sei se você sabe não tenho muito dinheiro mesmo não vou ficar muito tempo então não tem o porquê eu estudar em uma escola convencional.
Charles me olhando respirou fundo disse:
___O problema é o dinheiro, não se preocupe não sou o cara do dinheiro, mas posso te ajudar no que precisar alem disso você é minha convidada, melhor á considero com uma filha gostaria enquanto estivesse aqui que sua vida fosse o mais normal e feliz possível, Martha me chamou a atenção ontem eu sei não quero te desrespeitar em nada com o que você decidir.
Com uma voz triste e baixa continuou:
___Eu não sou seu pai, só queria que se sentisse parte da minha família me desculpe.
Porque estávamos tendo aquela conversa, a cada momento eu me sentia péssima ele não era meu pai, mas abriu seu coração, sua casa e até sua vida pra me receber, eu uma desconhecida maluca que estava ali só por causa de uma estória de vampiros e lobisomem contados em quatro livros maravilhosos e emocionantes, só queria fazer meu intercambio porque então eu estava magoando um grande amigo, não posso fazer isso, estava preste a me levantar e sair correndo, mas Charles levantou primeiro e foi até a sala pegou algo no sofá e me entregou um pacote bem grande e olhando pra frente disse:
___É um presente que Martha me ajudou a escolher pra você, acho que não vai mais precisar, mas gostaria que ficasse com ele.
Eu agradeci e abri, era uma mochila azul do tom que eu gostava, como ele sabia qual era a minha cor preferida, claro Lucy deve ter contado, dentro havia alguns objetos escolares, fechei meus olhos e xinguei-me por dentro quando abri, Charles estava próximo do armário onde ele guardava o distintivo e a arma eu respirei fundo e disse:
___Charles me desculpa, adorei a mochila é minha cor preferida não fica com raiva de mim, por favor.
___Não estou com raiva de você Ane, to com raiva de mim mesmo.
Ele colocou seus pertence de xerife e com mãos na cintura falou:
___Eu sou só um velho querendo reviver um desejo do passado, sou eu é que lhe devo desculpa, Martha tinha toda razão.
Queria deixar passar essa, mas não deu do jeito que ele falava me cortou o coração tive que perguntar em que Martha estava com razão acho que no fundo já sabia a resposta que ligava com o velho desejo dele:
___Porque Martha tem razão era isso que vocês falavam ontem lá fora eu fui até a janela pra ver como estava o clima sabe vi que vocês ainda estavam lá parecendo que discutindo, não estava bisbilhotando.
Minha cara devia estar um pimentão de tão vermelha e envergonhada de dizer que vi os dois ali, eles poderiam estar até em um momento intimo se beijando que vergonha, nunca mais vou fazer isso de novo caso eu fique aqui é claro, ele deu um meio sorriso e disse:
___É nós dois meio que discutimos sim, mas não se preocupe eu e Martha somos amigos verdadeiros temos toda a liberdade de dizermos o que pensamos um para outro sem rodeios, se estamos em pé até hoje foi nossa ajuda mutua ela sempre me traz pra a realidade e eu a impeço de enlouquecer com a vida real.
Foi ai que entendi o que a Lucy quis dizer com a ligação de Martha com Charles os dois foram feito um para o outro, mas nunca admitiram isso e assim seguem vivendo e ele continuou a me explicar:
___Ane eu sei que faz poucos dias que está aqui, mas eu já a considero muito, não precisa ir embora, por favor, fique sei que não é minha filha de sangue, mas eu a vejo assim é difícil separar as coisas, se minha filha estivesse aqui eu estaria cuidando dela, do jeito que estou fazendo com você, me preocupando com seus estudos como já disse não sou o homem do dinheiro, mas estaria como estou tentando comprar um carro mesmo que usado, mas que esteja em ótimo estado de conservação pra que você tenha como se virar ir e vir sem depender de mim ou da Martha principalmente, queria que minha filha tivesse orgulho do pai babão quando ela estivesse recebendo seu diploma escolar, ouvir ela me contado sobre seu namorado e sua preocupação com minha reação ao velo entrar por essa porta pedindo permissão pra namorá-la, enfim Ane sou do século passado às vezes sonho acordado me desculpa é só um coração de um pai que foi privado de ver sua pequena menina se tornar uma linda mulher como você querida, me desculpa.
Nisso eu já estava quase chorando, tentei disfarçar as lagrimas, mas não consegui, cheguei mais perto dele encostado-me em um dos sofás, meu coração era só comoção porque eu realmente entendia Charles ele só queria ser o pai tradicional, eu gostaria de ter dito um grande pai assim:
___Charles eu não me importo em ser sua filha, não tive o prazer de ter um pai herói que cuidasse de mim, se preocupasse com minha criação, minha educação se cheguei até aqui foi por causa da minha mãe com todas as suas limitações conseguiu criar duas filhas, não tive a vida que desejei, mas é assim uns com tantos e outros nem tanto assim.
Charles cruzou os braços e encostou do meu lado e disse:
___Então porque não fazemos um trato você me deixa ser seu pai de verdade com tudo o que eu faria se você fosse minha filha de verdade e em troca eu tentarei te levar a conhecer todos os lugares e pessoas que dizem, ou melhor, que crêem nessa loucura toda de Forks, tem até uma conhecida dos Blacks uma anciã quileute que sabe de muitas coisas secretas de nossas misteriosas florestas.
Charles me olhou aguardando minha resposta ele realmente me pegou de guarda baixa, o que eu poderia fazer agora era tudo o que mais queria além de ver e conferir tudo com meus próprios olhos toda à verdade e lendas de Forks, teria a chance de fazer um amigo feliz com minha presença, valeria apena pagar o preço, Charles é uma pessoa muito especial senti toda a dor e frustração dele enquanto me contava seu sonho, respirei fundo então disse:
___Pelo jeito não me restaram outras alternativas será que você pode me aguardar uns minutinhos tenho que terminar de me arrumar não se preocupe sou rápida.
Ele me deu um abraço bem forte, agradecido, feliz e entusiasmado:
___Obrigado Ane já estou atrasado mesmo não tenha pressa.
Não queria lhe causar nenhum problema principalmente no trabalho corri pro quarto, soltei meu cabelo penteei e deixei-o solto o que tinha de mais bonito em mim era o meu longo e liso cabelo, uma leve maquiagem tipo um batom, tudo que eu fizer não vai mudar em nada minha caótica aparência, calcei minhas botas que e trouxe do Brasil, nada preparada para esse clima chuvoso e essa friorenta cidade, mas tudo bem peguei meu casaco e desci quase tendo um troço, mas Charles não notou nada, saímos pra fora da casa parecia ter nevado a noite toda.
O chão estava congelado, fui direto pra viatura do chefe sem olhar para traz um movimento errado e com certeza cairia naquele chão úmido, gelado e mortal, a essa altura da minha vida um hospital está fora de cogitação eu viajei sem fazer qualquer tipo de seguro saúde, Charles entrou no carro pediu pra eu colocar o sinto e deu a partida, fomos rumo ao meu inferno pessoal quero dizer a escola, Charles e eu fomos conversando, quero dizer tentamos, ele é bem legal nesse ponto, se um não quer dois permanecem sem falar nada, e assim foi o percurso até a escola tudo era verde, por todo o caminho só se via verde à única coisa marrom que eu vi foram os tijolos da escola, já havia pessoas lá, não sei se alunos ou funcionários no estacionamento havia carros, Charles deixou-me próximo a secretária e perguntou seu eu queria que ele entrasse comigo respirei fundo e dando um leve sorriso disse:
___Não precisa já sou bem grandinha posso me virar perfeitamente bem não preciso usar o distintivo do meu pai ainda.
Abri a porta do carro antes de descer virei pra ele e perguntei: ___Se eu precisar usar faz alguma objeção.
Ele sorriu e respondeu que era só chamar eu tinha o numero, desci da viatura olhei pra frente, corri direto para a cobertura na entrada do prédio, começava uma leve chuva, meu casaco era leve, se ficar molhada sentiria mais frio que o normal, olhei para trás Charles já havia partido que bom agora posso tentar fugir foi quando uma senhora de cabelos grisalho me convidou a entrar respirei fundo e dei o primeiro passo rumo ao desejável e desconhecido desejo de desvendar curiosidades sobre a cidade e os moradores de Forks.
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