Ane Desejos e Descobertas.

4 Da louca fantasia ao sonho real.


Notas iniciais
Ane que veio em busca de tudo o que leu nos livros e viu nos filmes, ela não consegue acreditar no que seu amigo Jacob lhe revelou, mas isso definitivamente não importa mais, por que o que ela quer e deseja vai muito além de suas forças.

Apesar do mal estar que ainda sentia, sai do banho liguei para o Charles que me garantiu passar no hospital e espalharia entre seus companheiros o convite para a doação de sangue afinal envolvia uma criança não custa nada ajudar, liguei para o Jacob que sem jeito disse que iria tentar fazer alguma coisa, antecipadamente eu agradeci e convidei ele e o pai para jantar qualquer dia desses aqui em casa, eu queria saber por que eles não gostavam do Dr. Cullen, era estranho graças a esse medico Lucy tinha uma esperança em voltar a enxergar definitivamente, ele me pareceu ser super competente.

Estava feliz faz algum tempo que não me sentia assim, fiz o jantar do Charles, ele chegou me viu animada quis saber o porquê, eu disse que era por estar ajudando o Dr. Cullen que gostou muito da minha idéia, Charles elogiou minha atitude e se orgulhava disso, fiquei feliz com as palavras dele pedi para convidar seus amigos da reserva Charles fez uma cara e disse que ia tentar, arrumei a cozinha e fui pro quarto, deitada em minha cama abraçada a um dos travesseiros já era tarde Charles tinha ido dormi, mas eu não conseguia deixar de pensar no dia em que passei com Edward e em tudo que ele havia me dito, não resisti levantei e fui dar uma espiada pela janela queria ver se eu via os dois pontos brilhantes, para minha surpresa ou loucura eles estavam lá chovia um pouco e as ruas pareciam mais escuras do que de costumes e os dois pontos brilhantes cintilavam como ouro.

Afastei-me da janela meu coração parecia que iria saltar pela boca, respirei fundo e tentei puxar devagar a cortina para ver se o que eu tinha visto era real ou só minha imaginação querendo me pregar um peça, olhei de novo e nada vi, devia ser algum animal da floresta e eu aqui tendo alucinações ri, não conseguia dormir então fui checar minhas mensagem, acho que acabei adormecendo e nem percebi que fui parar na cama, acordei com Charles batendo na porta me avisando que iria chegar atrasada.

Segui minha rotina matinal, me arrumei tomei café e antes de sair liguei para Lucy, Martha atendeu e disse que Lucy não iria a escola por alguns dias elas iriam visitar um parente precisavam tomar algumas decisões tentei conversar com Martha, mas foi inútil ela ainda estava magoada ou com raiva não quis falar e eu respeitei, Lucy estava dormindo e assim que eu fosse trabalhar passaria para vê-la.

Fui para escola estava me sentindo bem melhor, liguei o radio nem percebi que cantava ainda bem que ninguém estava comigo ouvindo isso, cheguei estacionei no lugar de sempre ao sair do carro vi Jessica e Ângela que me aguardavam perto das escadas, mal as cumprimentei e Jessica foi despejando toda a novidade que Mike a levaria ao baile eu e Ângela rimos e entramos tivemos a primeira aula juntas, contei sobre a campanha que o Dr. Cullen estava fazendo e se o pessoal poderia ajudar elas acharam minha atitude incrível e queriam ajudar também principalmente a Ângela.

A senhora Smith passou de sala em sala dando o recado e pedindo quem pudesse ajudar deveria passar no hospital o mais rápido possível, Mike e Benn vieram confirmar nossa ida a La Push no domingo estava indecisa, mas acabei concordando já que Lucy não estaria ai, ainda não tinha visto Edward fui para a fila com Ângela e Jessica que não parava de falar no baile, nem prestava atenção só ouvi Ângela me perguntando se eu gostaria de acompanhá-las até Port Angels iriam comprar vestidos e sapatos para a festa e poderíamos jantar juntas, tipo uma noite de garotas confesso que estava meio desanimada, mas gostei da idéia iria falar com Charles e dava uma resposta no domingo, elas pagaram suas comidas e eu fui escolher e pagar meu suco que pena não tinha o sabor que eu queria estava saindo quando alguém disse:

___Quase que você fica sem seu suco preferido precisa ser mais rápida.

Olhei para as meninas que me olharam com um ar de curiosidade e foram se sentar com o restante da turma, e ri eu disse:

___Meu suco preferido de maracujá com leite como sabia.

___Eu sei tanta coisa sobre você que nem você mesma sabe.

___Como assim enlouqueceu.

___Vamos para a nossa mesa ou vai voltar para seu namorado e amigos.

___Quantas vezes vou ter que repetir que não tenho namorado que insistência essa sua, quanto aos meus amigos eles sabem que estou tentando ajudar seu pai, a Ângela vai me ajudar com os cartazes você já tem alguma coisa pronta.

Peguei o suco e fomos para a nossa mesa, não pude deixar de notar a mesa onde sentavam seus irmãos, Alice sorriu cumprimentando-me já sua outra irmã me olhou severamente seu olhar era de raiva e reprovação.

___Porque sua irmã loira não gosta de mim, ela nem me conhece.

___Não ligue para isso minha irmã é o que menos interessa aqui, veja a cara do seu namoradinho a raiva que ele tem de mim é indisfarçável.

Sorri e olhei para a mesa da minha turma Mike realmente nos encarava estranhamente, espero que Jessica não perceba nada então disse:

___Se esta falando do Mike, ele não é meu namoradinho é só meu amigo, mas acho que esta preste a ser namorado da minha amiga Jessica, assim esperamos pelo menos até agora esta dando tudo certo como planejamos.

___Como vocês planejaram, o que quer dizer já estou com pena do Mike.

Fiquei sem jeito e não resisti olhei para ele que sorria e eu também sorri e tentei explicar minha idéia para ajudar Jessica que estava apaixonada por Mike, como era um bobão não percebia como ela gostava dele então quis ajudá-la e com isso quebrar a má impressão que ela tinha de mim, com um semblante calmo e receptível me ouvia e fazia piadas do quanto realmente Mike era um bobão, rimos pedi segredo a ele que me garantiu ser um tumulo, eu não queria que acabasse era os momentos mais maravilhosos da minha vida, sorri e perguntei:

___Vocês vão para a praia no domingo também com a gente.

___Acho que não fomos convidado.

___Estou convidando agora ta afim de pegar um bronze.

Ele se entristeceu e com um sorriso sem vida disse:

___Tenho certeza que minha presença não é bem vinda.

___Porque pensa assim, você não percebe que não são as pessoas ao seu redor que excluem vocês, mas é o contrario.

___Ane acredite não sou bem vindo é só você olhar a cara do seu quer dizer do quase namorado de Jessica.

___O que tem cara dele, sou eu é quem estou convidando um amigo quer dizer você ainda é meu amigo ou mudou de idéia de ontem para hoje.

___Não mudei de idéia, mas será que seus amigos vão concordar com nossa amizade, eu posso querer exclusividade.

___Não se preocupe eles vão sobrevier sem mim, estou aqui para conhecer um pouco dos seus hábitos, a língua a cultura e quanto maior for o numero de pessoas que eu puder interagir para mim será melhor.

___Como eu disse posso querer exclusividade e não devolvê-la mais.

Ele sorriu, notei que seus olhos não estavam mais dourado claro, estavam meio escuro, então fiz a bobagem de dizer:

___Que engraçado seus olhos parecem com os meus eles mudam de cor, claro que não tão drasticamente como os seus, os meus variam só no tom de marrom.

Sua postura ficou tensa não deveria ter dito isso, ele se fechou:

___Ane vai dar o sinal, meu pai mandou eu te entregar algum cartazes que você pediu, desde já ele te agradece pela idéia e acha que pode dar certo é também para você agradecer seu pai por ter ido ontem lá.

___Eu digo, foi um grande prazer ter ajudado com uma idéia tão simples não entendo como ele mesmo não pensou nisso.

___Às vezes é tão óbvio as coisas que a gente acaba nem fazendo.

___Eu sei, mas você vai aceitar meu convite para vir à praia.

___Infelizmente não vou poder ir tenho um compromisso inadiável.

O intervalo acabou tinha uma aula importante, antes de ir para a sala fui ate o carro dele pegar os cartazes, ele parecia estranho, por mais que eu tentasse nunca iria conseguir entender, alguns minutos atrás ele sorria e fazia piadas agora andamos um ao lado do outro ele se fechou em um casulo não falou uma palavra me entregou o que tinha para entregar com aquela atitude de antes quando tinha repulsa em estar perto de mim, como se tocar em mim lhe desse nojo, isso me irritou profundamente peguei as coisas e sem olhá-lo, virei para entrar quando ouvi sua voz doce e hipnotizante dizer:

___Bom passeio, não se esqueça não vou estar por perto então tome cuidado se cuida, por favor, eu falo serio.

Olhei para ele seus olhos eram de um tom escuro e preocupado minha raiva se transformou em agradecimento:

___Vou ver o que posso fazer, bom fim de semana.

Sem olhar para trás entrei e fui direto para a sala a aula já havia começado, sentei com Ângela e combinamos como iríamos espalhar os cartazes pela cidade, começamos pela escola e pelos lugares mais centrais como lojas, principalmente lugares de grande fluxo de pessoas, fui trabalhar meu dia não foi dos melhores, mas deu tudo certo minha rotina a noite foi a de sempre jantar e conversa com Charles deixei tudo arrumado iria trabalhar mais cedo por ter faltado alguns dias meus dois empregos estavam com coisas atrasadas, apesar da senhora Newton ser muito legal eu não iria trabalhar mais lá no próximo mês ficaria direto no salão de Gilda que me ofereceu uma proposta irrecusável e bem melhor.

Meu sábado foi bem agitado, meio período na loja e o restante no salão de Gilda terminamos tarde, estava muito cansada cheguei em casa fui direto tomar um banho bem quente para relaxar, desci comi um pedaço de pizza e fui direto pro quarto chequei meus emails, mandei algumas mensagens pra casa tentei fazer algumas lições de casa, mas não estava me agüentando em pé fui pra cama mal terminei minha oração dormi.

Acordei um pouco mais tarde afinal era domingo não fui ao culto hoje porque tinha combinado com a turma o piquenique na praia em La Push, desci o café já estava prontinho me aguardando enquanto fazia meu desjejum Charles se preparava para a pescaria dominical, nunca entendi o que as pessoas vêem em ficar parada na beira de um rio isso é deprimente, seus amigos chegaram e ele partiu, arrumei um pouco a casa, meu quarto me troquei e sai o dia estava quente e o sol brilhava para o local, fui encontrar o pessoal na frente da casa do Mike aonde iríamos todos juntos, já estavam quase todos lá, cheguei e Mike veio me receber com uma cara meio estranha e disse:

___Bom dia Ane veio sozinha.

___Bom dia Mike é eu vim sozinha porque a pergunta.

___Não é que eu achei que, esquece vamos só faltava você.

Eu entendi o que ele quis dizer, mas as meninas estavam vindo e eu não quis continuar a conversa era perda de tempo, nos cumprimentamos tirei minha mochila da picape e fomos nos reunir ao restante da turma Jessica não estava muito animada, mas não quis perguntar se ela mesmo quisesse conversar seria todo ouvidos, guardávamos as coisas na van percebi quando as amigas da Melissa se aproximaram, sem olhar para mim cumprimentou o restante da turma e eu era invisível para elas, isso para mim era muito bom não ter que falar com elas nem por educação.

Ângela com toda a sua compreensão me disse para não ligar Melissa não iria, mas as outras não podiam fazer nada, eu disse que não estava preocupada porque eu também não estava enxergando as, Ângela e eu rimos e entramos, Tyler e Benn foram cantando e contando piadas sem graças que acabávamos rindo de tudo apesar da presença das duas meninas representando a Melissa aquele momento estava sendo divertido a agonia que eu achei que sentiria, não pressionava meu peito.

Chegamos o local era lindo para não mencionar mágico, o clima era quente, o vento era um pouco gelado imaginava a água eu vim vestida com um maio por baixo da roupa, mas acho que será impossível me bronzear aqui é bem diferente do Brasil, Mike me perguntou se já conhecia aqui, eu disse que não apesar de vim algumas vezes na reserva Jacob nunca tinha me trazido, estava encantada com o local cobrarei o Jacob por não ter me trazido aqui antes, Ângela e Jessica me chamaram para caminhar um pouco e me mostras as pequenas lacunas que se formavam depois que o mar recuava eram piscinas naturais tinha alguns pequenos animais marinhos aproveitei para tirar algumas fotos da estrela do mar e cavalos marinhos eram lindos, os meninos fizeram uma fogueira, ligaram um som bacana, fiquei um pouco a beira do mar tirei o calçado a água era fria, vendo o horizonte a minha frente não deixei de pensar em Edward o que será que ele estaria fazendo, sei que é algo que nunca acontecera, mas sonhar não paga imposto fechei meus olhos a brisa fria que vinha e soprava em meu rosto me fez viajar até meu mundo imaginativo vi eu e Edward de mãos dadas caminhando aqui mesmo nessa praia conversando e rindo seu sorriso hipnotizante com sua beleza inexplicável, ouvi alguém de longe chamar meu nome virei e vi Jacob e alguns meninos da reserva, acenei para ele vir ate onde eu estava, ele chegou sorrindo então eu disse:

___Hei Jacob não morre mais, estava pensando em você.

___Que bom o que estava pensado coisa boa.

___Como você não me trouxe aqui neste lugar é lindo.

___Foi você que deixou de vir aqui, agora que esta cheia de amigos da cidade esqueceu dos amigos da reserva.

___Não me esqueci dos amigos da reserva, estou trabalhando direto.

___Tudo bem te perdôo, mas tem muito mais lugares bonitos é só você tirar um domingo como hoje e iremos visitar.

___Jura então vamos combinar.

Seus amigos impacientes deram sinal que queria ir onde a turma estava, ou melhor, as meninas de Forks estavam, concordei então voltamos ficamos mais atrás conversando sobre como estávamos, notei que Jacob parecia cada vez maior e mais forte até perguntei se ele estava fazendo musculação, com aquele fisionomia de convencido disse que os quileutes já possuíam uma genética melhor que os meninos comum se referindo aos garotos de Forks com certeza, chegamos perto do pessoal apresentei para turma que ao contrario do Mike todos foram bem receptível eles se enturmaram rápido estavam preparando algo para comermos, sentamos em uma das pedras peguei minha vasilha tinha feito bolinhos de carne a moda brasileira sorrindo disse:

___Como eu disse não sei cozinhar muito bem, mas fiz esses bolinhos à moda da minha casa quem quiser se arriscar está servido.

Todos riram, Jacob saiu em minha defesa dizendo que tudo que ele havia experimentando feito por mim era delicioso, eu agradeci pelo apoio, todos exceto as amigas da Melissa comeram e gostaram cada um levou alguma guloseima diferente, comemos enquanto conversávamos, estava tudo perfeitamente bem até as discípulas da Melissa começar a me provocar, Hellen fez um comentário:

___Nossa não estou vendo o Edward Cullen por aqui, ele não quis vir Ane.

Sem graça abaixei a cabeça e não respondi, foi quando Mike murmurou alguma coisa e Vanessa provocou um pouco mais:

___Acho que o encontro da Ane não deu certo, sorte da próxima vez.

Ângela como minha amiga falou alguma coisa a elas, nem ouvi só prestei atenção em um dos amigos do Jacob que falou alto e em bom som:

___Os Cullens não são bem vindos aqui.

Olhei para o amigo do Jacob que me encarava com cara de reprovação, ninguém comentou mais nada então cada um voltou a fazer o que estavam fazendo Mike e Jessica combinando o baile, Ângela deixou Vanessa e Hellen sozinha veio falar comigo e com Jacob, Benn e Tyler continuaram a falar sobre o som da festa e assim por diante, terminamos de comer, alguns dos meninos foram tentar surfar Jacob vendo que eu estava com a maquina fotográfica nos convidou para chegar mais perto de umas pedras enormes tirar fotos ficaria perfeito disse ele, concordamos o difícil era chegar lá havia muitas plantas que machucavam, ralei meu joelhos, se não fosse Jacob ou Mike me ajudarem teria ido parar e um hospital, tirando os pequenos acidentes foi perfeito fizemos lindas fotos tirei de cada um sozinho ou comigo, só as garotas, com Jacob e com todo o pessoal, não iria conseguir voltar em paz para casa sem antes conversar com o Jacob e foi o que fiz, percebi que cada um foi fazer alguma coisa eu chamei ele para dar uma caminhada só eu e ele dei uma piscadinha Jacob prontamente se pois de pé e me ajudou a levantar.

Fomos caminhar por aquela praia linda a Primeira como era chamada, ele perguntou se era parecida com alguma praia brasileira, eu disse que parecia um pouco só que faltava mais sol e clima quente e pessoas deitada na areia, ele riu e confessou que desejaria conhecer o Brasil algum dia eu disse se ele quisesse fazer um intercambio minha casa estaria disponível só que tinha um pequeno detalhe minha cidade não tinha praia rimos, ele estava feliz em me ver eu disse que estava feliz também em vê-lo pedi desculpa por não ter vindo mais visitá-los mas assim que eu tivesse um folga eu viria, percebi que estávamos sozinhos e com um jeito manhoso tentei entrar no assunto que me interessava e estava me matando de curiosidade sorrindo perguntei:

___Jacob porque os Cullens não podem vir aqui o que o Dr. Cullen fez que vocês nem se comoveram o fato de uma criança estar precisando de ajuda eu estava lá vi o esforço dele como medico foi por isso que estava tentando ajudar com a campanha de doação de sangue.

___É verdade Ane, me desculpa eu tentei mesmo contra a vontade do meu pai colocar alguns cartazes e convidar o pessoal que poderia ser doador, mas não sei como o Sam e seus discípulos descobriram e contaram pro meu pai foi o maior problema levei uma grande bronca dele até achei que ele iria me bater de tanta raiva.

___Nossa Jacob não queria te causar problemas, me desculpa.

___Agora ta tudo bem, mas foi parar até no conselho isso e então eu fiquei até proibido de ir te ver lembra que éramos pra irmos jantar na sua casa.

___É verdade você não ligou confirmando o dia, mas assim que você ou seu pai também quiser é só me ligar o convite esta em aberto só no sábado que eu chego tarde se não se importar.

___Jura que bom Ane, eu sinto muito a sua falta lembra que você vinha aqui quase todos os dias para aprender a dirigir deveria ter te enrolado um pouco mais.

Rimos e com ar de curiosidade tentei continuar nosso assunto:

___Então porque os Cullens não podem vir aqui, posso saber quero entender um pouco o lado do seu pai.

___Ane é complicado desculpa, nós nem deveríamos.

Ele parou de falar, percebi que tinha algo mais eu precisava saber, como uma garota com mais de 20 anos nas costas e Jacob um adolescente descobrindo as coisas, tentei ser mais envolvente sei que não sou bonita, mas sou novata aqui quem sabe isso conte a meu favor, então disse:

___Nossa Jake eu achei que fossemos amigos, você não confia em mim.

Olhei para ele passei a mão pelo meu cabelo olhei para baixo chutei uma pedrinha andei na frente e me sentei na areia e dei um tapinha para ele sentar ao meu lado, ele sentou eu sorri tocando na sua mão disse:

___Sabe acho as mãos masculinas tão bonita, gosto de homens com mãos grandes, você apesar de ser um adolescente ainda suas mãos são grandes e bonita sua pele também tem um tom bonito.

Ele fez aquela carinha de satisfação e disse:

___Obrigado, mas idade não quer dizer nada olha você diz ter mais de 20 anos e se parece uma adolescente.

Agradeci pelo elogio cruzei minhas pernas cheguei mais perto dele e tiramos uma foto bem juntinhos nossos rostos se tocaram percebi que apesar da brisa gelada seu rosto era quente enquanto o meu estava gelado o meu nariz e as maças do meu rosto estavam vermelhas, puxei o capuz da minha blusa e abracei meus joelhos, Jacob sorriu e pegou uma das minhas mãos estavam frias ele pegou a outra e colou entre as suas aquecendo as apertando bem devagar, sorriu lindamente e disse:

___Suas mãos são tão pequenas parece de criança sem contar o tamanho dos pés, Ane eu confio em você e sim somos amigos.

Seu olhar tão sincero, fiquei tão constrangida de estar pondo em duvida nossa amizade, eu sei que ele era meu amigo sorrindo disse:

___Então qual é o problema, porque eu não posso saber o que aconteceu entre vocês e os Cullens, não contarei a ninguém só quero saber a verdade.

___Eu não tenho nada contra eles, nem os conheço é complicado envolve a tribo toda entende, suas lendas superstições nem sei te explicar direito.

___Lendas e superstições, como assim Jacob você esta me dizendo que as coisas que estão escrita nos livros podem ser verdadeiras é isso.

___Ane você é incrível, tudo bem eu não sei o que é verdade ou lenda escrita naqueles livros que virou filme, eu sei que nosso povo tem muitas superstições, historias antigas e secretas que vem de séculos atrás antes mesmo da colonização e vem passando de geração em geração.

___Vocês acreditam em lobisomem e vampiros.

Segurei firme as mãos de Jacob, e virei para ficar sentada de frente olhando direto para ele, que não se incomodou nem um pouco com minha curiosidade e pergunta, sorrindo me disse:

___O que você acha, nasci no meio de muitas coisas sem explicação.

___Jacob você nunca ouviu dizer que às vezes as lendas são verdades que ninguém conseguiu provar, mas não entendo o que os Cullens têm haver com suas lendas se eles nem daqui são você pode me explicar.

Ele passou a mão pelo meu nariz, fiquei sem graça e abaixei a cabeça ele segurou meu queixo e disse:

___Não vai esquecer isso não é mesmo.

___Acho que não, foi por isso que vim para cá queria saber o que é verdade e o que é lenda você sabia disso já tinha te dito.

___É você disse mesmo, tudo bem não me culpe se não conseguir dormir a noite foi você quem pediu.

___Eu gosto de historias antigas, me fascinam.

___Como você já leu o livro, nem preciso muito entrar em detalhes, como eu disse nossas historias vem bem antes da colonização, ou até de muitos séculos atrás meu povo é bem antigo, e as historias vem se perdendo com o tempo, os antigos vão morrendo e eu não sei bem o porquê nosso povo não quer deixar nada registrado em papel, ou vídeo talvez por medo ou sei lá.

___Jacob o Charles disse que me levaria para conhecer uma curandeira que tinha um monte de historias sobre vampiros e lobisomem você a conhece.

___Claro, mas ela não mora mais com a nossa tribo esta lá na outra reserva, tem muita gente procurando ela para saber das lendas e mistérios das florestas de Forks e seus habitantes.

Ele riu, olhou pra mim e percebeu que minha respiração era meio ofegante, meu rosto era de uma certa emoção que ele deduziu ser medo, e não a maior e mais pura curiosidade desde que cheguei aqui era o que eu mais queria a verdade sobre as lendas e os misteriosos habitantes das floresta de Forks, ele sorriu e continuou:

___Continuando, minha tribo tinha que se defender dos inimigos principalmente daqueles que não podiam ser destruído com armas comuns, e foi o que aconteceu como havia seres indestrutível, meu povo usando a magia e a sabedoria de suas orações também tiveram seus meios de se defender de coisas que aos nossos olhos é impossível de existirem e que de verdade passaram a ser lendas e correram mundo a fora me diga se até no Brasil não se ouviu falar em uma dessas lendas ou de outra qualquer você acreditaria em algumas delas.

___Jacob lendas são lendas em todo o lugar tem uma, no meu país tem bastante lembro quando era criança ouvia muito meus avós e tios contarem sobre os lobisomem era legal ouvir essas historias.

___Viu Ane em todos os lugares sempre haverá uma lenda e você acredita que elas sejam verdadeiras.

___Não acredito, mas ainda não entendi o que os Cullens tem haver com a raiva que seu pai tem, pode me explicar.

___Claro, nossa família e a família do Dr. Cullen são inimigas, isso vem de muito tempo atrás, desde a época do meu bisavô Ephraim Black.

___Inimigos, o que a família antigas deles fizeram nada tem haver com eles hoje é a mesma coisa querem cobrar algo de você, se você nem se quer naquela época existia Jacob é injusto isso.

___Eu sei Ane, mas os antigos da tribo não pensam assim até mesmo meu pai que não pertenceu àquela época age e pensa assim.

___Que estranho Jacob, mas o que eles fizeram para até hoje pagarem por erros de seus antepassados.

___Não é o que eles fizeram, mas o que eles são e o que poderão fazer.

___Nossa Jacob você me assustou o que eles são o que poderão fazer.

___Entenda Ane não vem de mim isso, não me considere um lunático.

___Jacob pare com isso porque eu consideraria você um louco.

Notei que nossa conversa tomava um rumo mais serio, Jacob não estava mais com aquela cara de desdenho e sim de preocupação e duvida se continuaria a me contar o que sabia sobre Edward e sua família misteriosa, ele tentou mudar de assunto e disse:

___Ane acho que é tarde, seus amigos vão embora e te deixaram para trás.

___Não se preocupe Jacob, tenho um grande amigo quileute que me levaria para casa se isso for o caso ou não.

Ele sorriu todo presunçoso e segurando minhas mãos disse:

___Você me considera mesmo seu amigo, sou especial para você.

___Você é para mim e eu sou especial para você, se sou termine o que começou a contar ou não confia em mim o suficiente.

___Você sabe que eu confio ou não teria dito uma palavra até agora, é constrangedor pra mim Ane, meu pai se apegar a historias e lendas antigas olha em que século estamos e pessoas ainda dão importância a besteiras.

___Jacob não acho besteira, são tradições que seu povo continua passando de pai para filho, um povo não deve perder suas raízes, seus costumes independente se são verdades ou pura invenção é a magia que segue ultrapassando os tempos.

___Ane e eu achei que você fosse me considerar um maluco, você é pior.

___Jacob Black de medico e louco todos temos um pouco, vamos termine logo essa historia quero entender seu pai, pois o Charles esta muito triste com a atitude do seu pai, eu vou tentar conversar com Charles, mas eu tenho que compreender o lado dele entende.

___Acho difícil, meu pai nunca mudara de idéia, nem ele e nem o conselho da tribo, Ane eu não devia estar falando com você sobre isso é assunto restrito de dentro da reserva só quem é quileute pode participar das reuniões secretas, tipo algumas pessoas e seus descendentes nem é a tribo toda participa é bem serio as reuniões eu mesmo comecei a participar faz pouco tempo antes era só alguns anciões.

___Jacob deve ser emocionante, apesar de você não acreditar.

___É emocionante, não vou negar, mas é muita bobagem eu realmente participo e ouço, mas não acredito em nada.

___Então Jacob o que os Cullens tem a haver com tudo isso.

Ele tentou me enrolar, mas não conseguiu respirou fundo sorriu com aquela cara de menino no corpo de um homem era essa a definição para o meu amigo Jacob, eu não poderia deixar passar aquele momento era perfeito para eu conseguir mais informações sobre aqueles que me intrigam desde o dia em que os vi, fiz carinho nas grandes mãos de Jacob elogiei o um monte desde sua pele, seu longo cabelo que era de dar inveja em muitas mulheres por ai ele sorria, fiquei com receio dele interpretar mal e me destratar, mas foi incrível ele era muito especial, rimos bastante de todo aquela situação e com jeito meio atrapalhado voltei no assunto ele mais solto continuou dizendo:

___Você gosta de historia de terror então agüenta porque agora vem a parte mais sinistra.

No fundo fiquei de preocupada a curiosa com a palavra sinistra, mas sorri e incentivei-o a continuar:

___Você sabe que os quileutes têm a fama se serem lobisomens, e nos temos um inimigo os mortos vivos, os frios ou os bebedores de sangue mais popularmente conhecido como vampiros.

Nós dois rimos, eu não acreditava no que estava a ponto de ouvir era absurdo, mas me contive olhei para ele que fazia um olhar para interpretar o restante do assunto dizendo:

___Há muito tempo atrás, nem existia a acidade de Forks direito, meu bisavô encontrou um grupo desses frios em nosso território o líder do grupo convenceu meu bisavô que era o chefe da tribo que eles eram diferentes, então houve um tratado, eles ficariam longe de nossas terras e nos não perseguiríamos eles e nem contaríamos a ninguém quem eles eram de verdades, passou algum tempo e eles partiram.

___Jacob você esta dizendo que os Cullens são descendentes daqueles que seu bisavô encontrou na época dele, mas vampiro não procria são imortais você nunca leu as historias eles não deixam descendentes.

Jacob riu e tirando o cabelo do meu rosto disse:

___Eu te disse que eram muita bobagem, eles não são descendentes daqueles que fizeram o tratado com meu bisavô, eles são os mesmo que voltaram a morar aqui em Forks e na mesma mansão que de tempo em tempo é reformada e todos pensam que pessoas diferentes compra a casa para ser reformada e vendida por um valor mais alto.

____Jacob você ta brincando comigo, vampiros não existem, não em nosso mundo na nossa realidade.

Fiquei olhando pra ele que sorria para mim, não consegui interpretar se ele estava brincando comigo ou era mesmo tudo verdade, foi quando ouvimos ao longe Mike chamar por nós, ele se levantou e me ajudou a levantar dizendo:

___Vamos sua turma ta querendo ir embora, pela cara do garoto ele esta te procurando há horas.

Alcançamos Mike e Jessica que vinha logo atrás dele, Mike parecia bravo disse que estava preocupado achou que eu tinha me perdido, pedi desculpas notei que ele ficou um pouco desconcertado quando Jacob falou que conhecia o local desde que nasceu jamais se perderia e não deixaria acontecer nada comigo, o clima ficou um pouco estranho entre eles então Ângela e Benn chegaram e tudo ficou bem voltamos até o restante da turma me despedi do Jacob e prometi o jantar à moda brasileira assim que ele e o pai pudessem ir era só me avisar, apesar do clima ter mudado fiquei do lado da janela o vento frio ajudava aliviar a dor de cabeça que eu estava sentindo, Ângela sensível como era perguntou se eu estava bem disse que estava bem só um pouco de dor de cabeça, eles me deixaram em casa, Charles não havia chego ainda preparei o jantar para ele e subi.

Tomei um banho quente e fui direto para cama, Charles chegou conversamos um pouco, me contou que Martha e Lucy ficariam mais alguns dias fora e que talvez elas nem voltassem, fiquei preocupada, mas Charles me garantiu que iria tentar convencê-la que este não era o melhor a fazer eu iria ajudar em que pudesse nos desejamos boa noite e ele desceu para jantar e eu fiquei ali deitada em meu quarto sozinha com todas aquelas informações que eu busquei tanto e agora me enlouquece, foi estranho levantei varias vezes durante aquela madrugada chuvosa e olhei pela minha janela e nada vi, realmente estava enlouquecendo ou era o local com suas historias e lendas malucas faziam meu cérebro criar alucinações depois de tanto pensar adormeci, acordei com Charles batendo em minha porta, levantei, me olhei no espelho eu já não era bonita, mas uma noite como tive era de desgrenhar a mais bela desse planeta imagina uma pessoa como eu.

Sem um pingo de animo me arrumei fui para minhas aulas, o dia estava bom e o sol brilhava não tão intenso como em meu país, mas era gostoso e quente, encontrei a turma e combinamos eu, Ângela e Jessica em ir a Port Angels elas iriam comprar o traje para o baile eu iria de companhia e conhecer a cidade, tive aula de laboratório sozinha meu parceiro não veio ainda bem que não teve trabalho eu com certeza ficaria com zero, no intervalo notei que a mesa deles estava vazia Jessica que não deixa passar nada notou minha curiosidade e disse:

___Se está procurando por Edward Cullen perdeu seu tempo de vez em quando ele e a família toda se ausentam principalmente quando o tempo esta bom e ensolarado vão acampar tipo retiro de oração algo assim.

___Como assim aonde eles vão, podem fazer isso a escola aceita.

___Desde quando entraram aqui foi assim, o Dr. Cullen deixou avisado, parece que eles freqüentam ou fazem parte de uma religião ai não sei bem como explicar você não é parceira dele pergunte e depois nos conte essa estória direito ok.

Como se isso contasse para alguma coisa se ela soubesse o quanto de repulsa ele tem por mim, não fiquei para a outra aula resolvi treinar e ir trabalhar, na loja estava tranqüilo e sem movimento então a senhora Newton me liberou mais cedo fui pra casa, isso não foi bom por mais que tentasse pensar em outra coisa meus pensamentos me atormentavam a toda hora e minuto, arrumei a casa e fui me sentar na varanda e continuar a ler meu livro, mas isso não durou muito eu estava a ponto de gritar com toda a historia que Jacob me contou sobre Edward e sua família era impossível de acreditar eu precisava fazer alguma coisa ou iria enlouquecer, calcei minhas botas coloquei uma blusa e fui caminhar tinha uma trilha na frente da casa do Charles onde de vez em quando eu via os dois pontos brilhantes me observar entrei mata adentro sem me preocupar onde eu estava indo.

Era sufocante tudo o que eu sentia, estava enlouquecendo comecei a chorar e a gritar tenho certeza que ninguém ali me ouviria coloquei as mãos na cabeça e tentei respirar e quase perdi os sentidos uma forte tontura, me abaixei e sentei no chão e ali sozinha aos poucos fui voltando dizendo a mim mesmo que estava tudo bem era para eu ter calma e raciocinar, e foi o que fiz me levantei, ouvia ao longe o barulho na estrada e naquele silencio da mata sentei em um tronco abracei meus joelhos e confabulei comigo mesmo se Jacob queria me assustar ele conseguiu, se ele queria tirar sarro da minha cara ele conseguiu, pois ele sabia que minha vinda para cá era puramente por causa das estórias que havia lido, se ele foi sincero e disse a verdade foi eu quem consegui ter o que eu vim buscar.

E agora o que eu faço, volto para casa com toda essa descoberta e tranco tudo isso aqui dentro do meu cérebro ou tento ir enfrente e viver essa descoberta o máximo que Edward me permitir chegar comecei a rir e parecia uma idiota ali sentada, enlouquecida com um monte de informações que eu já sabia, que estavam o tempo todo ali na minha frente, não deveria ter tido essa reação estúpida independente o que era lenda ou realidade Edward Cullen era mais que isso, ele era fascinante, hipnotizante, intrigante sem dizer na beleza estonteante e um charme inexplicável não me importa o que ele seja eu só gostaria que fossemos pelo menos amigos porque o que eu sinto por ele é mais que amizade, mas eu sei que eu não sou boa o bastante para ele, Melissa tem razão ele jamais me olharia como um dia eu olhei pra ele.

Era tarde eu levantei já me sentia bem melhor voltei para casa no caminho tive aquela sensação de ter alguém me observando me deu medo corri e entrei sem olhar para atrás, naquela noite deitei cedo e consegui dormir melhor, de manha levantei preparei o café, conversei melhor com Charles sobre a decisão da Martha e fui para escola, novamente os Cullens não apareceu e o dia não estava mais quente e ensolarado, chovia e fazia um pouco de frio não fiquei até o intervalo já que iríamos sair mais tarde fui trabalhar mais cedo para poder sair antes do meu horário combinei com a Jessica pra ela me pegar em casa, tomei um banho rápido me troquei liguei para o Charles avisando que chegaria mais, ele ficou feliz por eu sair com minhas amigas e disse para não me preocupar e me divertir bastante.

No caminho ate Port Angels fomos conversando, Ângela e Jessica falavam eu só ouvi e dava alguns palpites quando me era solicitado, Jessica como conhecia melhor o lugar nos levou a uma grande loja não era um boutique chique, mas tinha tudo o que elas procuravam e precisavam para o tão falado baile, talvez se não estivesse me sentindo como estou ou se fosse uma aluna normal da cidade quem sabe eu estaria me sentindo como elas, fiquei observando o entusiasmo e a alegria das duas me deu um pouco de inveja ou nostalgia da minha adolescência meus 17 anos gostaria de ter tido amigas assim de uma prova de roupas a outra eu conseguia falar com Ângela que percebeu que em nossa conversa Jessica não estava incluída.

Perguntei um pouco mais sobre a ausência dos Cullens, ela também não entendia muito bem, mas até onde ela sabia era que a escola estava ciente e não interferiria em nada desde que eles fossem alunos exemplares e as faltas não atrapalhassem o desempenho deles:

___Ane acho também que tem haver de quem são os pais deles, Dr. Cullen e a esposa fazem muitas coisas na cidade e de graça, e até mesmo pela escola o próprio laboratório e a enfermaria recebeu algumas doações do próprio Dr. Cullen o diretor Garner não negaria isso a eles.

___É verdade, nada se é negado a quem pode pagar pelo que se quer.

Nós rimos e Jessica se aproximou e quis saber por que riamos Ângela me olhou e disse que o baile seria no mínimo bem divertido eu iria perder muita diversão Jessica concordou e com um olhar agradeci Ângela, Jessica que parecia querer fofocar algo foi cutucando Ângela que desconversava, mas eu entendi que ela queria me dizer alguma coisa então entrei no joguinho dela que disse:

___Ane tem certeza que não vai comprar nada, você já tem vestido pro baile, não da pra ir com roupas do seu dia a dia.

___Jessica eu não vou ao baile, nem sei dançar direito, não to afim é serio.

___Eu disse Jessi o Tyler esta mentindo, é invenção dele.

___Como assim meninas o que o Tyler esta imaginando.

___Você não percebeu que a Hellen não gosta de você nem é porque ela é tão amiga da Melissa, mas é porque o Tyler vai com você ao baile.

___Jessica você enlouqueceu, Tyler ta dizendo que vou ao baile com ele, não to acreditando no que esta me contando.

Eu estava sentada, levantei e pedi a vendedora para usar o banheiro, pedi licença e fui ficar um pouco sozinha, usei o banheiro lavei meu rosto estava irritada precisava pensar um pouco, voltei até elas que me perguntaram se estava tudo bem eu disse que sim, mas se elas não se importassem eu queria ver uma loja de lembrancinhas para minha família no Brasil elas disseram que iriam demorar era isso que eu queria e Ângela percebendo minha irritação me informou onde eu poderia achar alguma coisa um pequeno shop perto da praia e nos encontraríamos no restaurante próximo dali, ela me acompanhou até a porta me mostrou aonde eu iria e onde deveria encontrá-las em 2 horas, me pediu desculpas eu disse que tudo bem, nos despedimos, eu sai e olhei para atrás ela não estava vendo então fui para outro lugar cheguei a praia era um lugar bonito fui caminhar um pouco a beira mar.

Caminhava sem destino estava com raiva do Tyler tenho certeza que a Melissa fez a cabeça dele para me dar uma lição me convidaria e depois me desprezaria ficando com a Hellen, talvez Tyler não tenha percebido que esteja sendo usado, continuei minha caminhada o vento que vinha do mar trazia lembranças de casa, e do passado comprei uma água e sentei na areia e fiquei olhando o horizonte nem notei que as horas passaram e estava escurecendo fiquei vendo o por do sol quando me dei conta já havia escurecido mais do que imaginava.

Levantei e percebi que estava com um pouquinho de problemas para não pensar que poderia estar perdida, voltei pelo mesmo caminho, perguntei a uma pessoa onde poderia encontrar a loja que eu deixei Ângela e Jessica ele me apontou por onde eu deveria ir, segui a direção que me apontaram mais acho que não era o que eu procurava voltei por outro lugar às ruas eram estreita e parecida, comecei a sentir frio, meu casaco ficou no carro da Jessica com o celular do Charles em um dos bolsos elas poderiam estar ligando agora que estúpida que eu sou como vou encontrá-las, coloquei minha bolsa na frente, cruzei meus braços e andei mais rápido, comecei a ficar com medo as ruas já estavam com as luzes dos postes acesa, e o movimento de carros era intenso foi quando eu tive a estúpida idéia de pegar um caminho para a rua de trás da rua da praia, ficando ali na orla eu não iria encontrar a loja.

Se pelo menos eu lembrasse onde deixei as meninas achando essa loja eu encontraria o restaurante cheguei na rua detrás, mas era mais deserta ainda com galpões um ao lado do outro, quando me virei para voltar notei que duas pessoas estavam encostada por onde eu passei e tenho certeza que antes não estavam lá, pensei bem e decidi continuar em frente deveria haver um outro beco mais a frente, comecei a caminhar olhei para trás eles viam logo atrás de mim, eram dois homens grandes, comecei a caminhar rápido, estava nervosa e o ar começou a me faltar, mais a frente haviam mais pessoas que pude notar que era do sexo masculino estavam na calçada eu fui para a rua e antes de passar por eles um deles me cumprimentou em espanhol eu não virei e nem respondi foi quando um deles parou em minha frente e disse que eu estava sendo mal educada com seu amigo.

Sem falar nada olhei para o rapaz que estava bêbado ou drogado pedi licença e tentei me desviar, mas foi inútil outro rapaz moreno com luvas pegou em meu braço e disse que eu deveria ficar e conhecê-los melhor, talvez minha vida acabaria ali, mas não desistiria sem lutar, gritar não adiantaria nada precisaria poupar minhas energias fechei meus olhos pensei muito na minha família a do Brasil e a que eu fiz aqui, pedi a Deus que cuidassem de todos e que me perdoasse por não ter sido uma boa crista.

De olhos fechados, ouvia-os murmurarem coisas, um deles passou a mão no meu cabelo e em meu rosto, eles eram mal vestido, fediam sujeira e álcool empurrei um deles que caiu no chão, tentei sair dali mas eles estavam em circulo e por onde eu tentava sair eles me impediam, o homem de boné vermelho ele era branco, com sardas no rosto disse que eu não deveria ter empurrado o seu amigo que gostou de mim, encarei ele e veio um outro e segurou me por trás eu disse:

___Me solta, não me toquem.

Ele me mostrou uma faca e disse que eu era muito brava que estava assustando todos com minha valentia, todos riram eu queria chorar mais estava com muita raiva de mim mesma, acho que era meu fim por estranho que parecesse em minha mente veio à imagem de Edward, morrer tendo como ultima visão essa imagem era perfeito.

Quando um barulho de carro virando a esquina me trouxe a realidade, dei um chute no cara que me segurava, era a chance que eu tinha em pedir socorro, me jogaria na frente desse carro se ele não parasse, mas não foi preciso o carro parou em cima de nós era impossível, mas eu reconheci aquele carro era o Volvo do Edward ele saiu do carro transtornado, puxou meu braço com tanta força e me obrigou a entrar no carro, olhei para ele era a mesma cara que ele fez aquele dia no hospital me assustou, mas eu não tinha opção entrei no carro ele entrou comigo saiu em alta velocidade atropelando quem estivesse na frente.

Sem entender a raiva dele pedi para ele parar não me deu ouvido quando tentei tocá-lo, ele se virou com uma fúria inexplicável e gritou para não tocá-lo, me encolhi e minhas lagrimas cederam:

___Se está com raiva de mim porque me ajudou.

___Não tenho raiva de você.

___Então porque esta agindo assim o que foi que eu fiz.

___Não fez nada, mas eu posso fazer entende, eu deveria ter acabado com eles não faz idéia no que eles estavam pensando em fazer com você.

___Não eu não sei o que eles estavam pensando, mas sei o que iriam fazer agora, por favor, reduza a velocidade ou vai nos matar.

Ele dirigia em alta velocidade e com uma fúria inexplicável para algum lugar longe, fiquei preocupada com Jessica e Ângela elas deveriam estar preocupadas comigo, pedi para ele parar, mas não me ouvia foi quando tentei tocá-lo, ele se afastou bruscamente ordenando-me que não o tocasse, não entendi sua atitude, me encolhi no banco querendo chorar e sair correndo dali foi quando ele e ainda furioso me olhou e disse:

___Não posso voltar agora, preciso de um tempo para pensar você não entende no perigo que se meteu você é estúpida, porque estava lá sozinha e há essa hora e não me olhe assim sabe que tenho razão.

Eu não estava conseguindo conter as lagrimas passei minhas mãos nos olhos e olhei para frente e com um pouco mais de calma ele falou:

___Por favor, não pare de falar comigo, preciso que me distraia ou vou fazer uma loucura, preciso saber se está bem, está precisando de algo.

Sem olhar para ele respondi que estava bem, notei que a velocidade começa a diminuir estávamos longe da cidade com certeza, com os olhos fechados sua respiração ainda era de certa fúria, me pediu para dizer algo que pudesse distraí-lo para que se acalmasse:

___Quero matar o Tyler, tem uma boa idéia de como posso fazer isso.

Ele sorriu olhou pra mim e disse:

___Porque quer matá-lo, eu tenho boas idéias se me disser o porquê posso até ajudá-la.

Nos dois rimos o clima tenso e sombrio passou para uma atmosfera mais amigável mesmo assim notei sua postura rígida, ele de novo olhando para mim com aquele olhar hipnotizante falou:

___Estou aguardando sua resposta o que ele fez.

___Está dizendo por ai que vai me levar ao baile, fazendo com que a Hellen que já não gosta de mim me odeie mais ainda.

___É isso eu já sabia.

___Já sabia, como assim você nem foi à escola por esses dias, todo mundo já sabia só eu que não, como sou idiota a ultima, a saber.

___É todos estavam sabendo, achei que você tinha convidado ele.

___Edward você enlouqueceu porque eu faria isso, tenho compromisso nesse sábado, não sei dançar direito, não tenho roupa adequada para um baile e nem tão pouco animo para agüentar as armações da Melissa.

Cruzei os braços, respirei fundo e fechei os olhos meu desespero deu lugar a uma fúria, eu queria sair correndo dali e matar o Tyler ou talvez quem só quebrar as suas pernas assim ficaria hospitalizado e não me levaria a lugar nenhum, Edward percebendo minha respiração falou:

___O que você tem não esta passando bem o que posso fazer.

___Me levar de volta tenho que achar a Ângela e a Jessica devem estar ligando pro celular do Charles, mas eu esqueci no casaco que ficou no carro da Jessica, por favor, me leva de volta.

Sem dizer mais nada deu a volta e me levou direto pro restaurante que combinei com elas, notei sua respiração mais calma, me intrigou como ele sabia o endereço do lugar, no caminho ele me apontou a onde eu devia ter entrado, passamos em frente à loja e me apontou Ângela e Jessica que estava ligando esperava que fosse pro meu celular e não pro Charles como explicaria a ele o que havia acontecido, então disse:

___Ai meu Deus espero que elas não tenham ligado pro Charles.

___Elas não estão ligando ainda, mas as detenham antes que encontre aqueles seus amigos e eu tenha que fazer alguma coisa.

Saltei do carro bem antes que ele estacionasse direito, atravessei a rua, gritei por elas, que já estavam indo em direção a loja onde eu as deixei, elas estavam realmente preocupadas principalmente Ângela eu pedi desculpa, mas Jessica estava muito brava e começou a falar e antes mesmo de terminar seu raciocínio Edward com toda sua elegância e charme hipnotizante falou que a culpa era dele que nós nos encontramos começamos a conversar e não vimos à hora passar.

Era impressionante como ele conseguia manipular todos ao seu redor Jessica parecia uma massinha de moldar, com um sorriso disse que estava tudo bem que às vezes isso acontecia, Ângela com toda a sua simpatia disse que elas já haviam comido e já estavam indo embora, eu disse que tudo bem comeria alguma coisa em casa, mas Edward foi mais elegante e inexplicável e me convidou para jantar com ele se eu não importasse com o horário ele me levaria para casa depois, fiquei tão chocada quanto Ângela e Jessica com o convite, não iria recusar era a chance que eu precisava para me certificar se o que Jacob contara era verdade ou ele estava tirando onda com a minha cara.

Despedi-me de Ângela e Jessica olhei para Edward que parecia se diverti com a situação, antes de entramos Edward disse em um tom baixo que deveríamos esperar elas saírem com o carro certificando que elas não iriam encontrar meus amigos como Edward referiu aos caras que me encontraram uma hora antes, meio sem graça e sem jeito olhei para ele que me encarava com certa curiosidade que eu não entendia, sorri e perguntei:

___Elas já foram podemos entrar agora.

___Claro, agora está tudo bem podemos, está com muita fome.

___Não, só com sede e esta frio aqui fora.

Ele sorriu e entramos, era um lugar bacana, bem estilo pop uma garçonete muita bonita, alta, bem vestida e maquiada nos abordou sorriu e Edward antes mesmo que ela disse algo falou:

___Mesa para dois, um lugar reservado não queremos ser incomodados.

Ela gentilmente nos levou a outra área do restaurante, onde havia um homem tocando musica suave ao piano, impressionante como ele consegui que todos fizessem o que ele queria, uma área reservada mesmo, um espaço pequeno mais com certo glamour e requinte acho que é para convidados Vips do tipo Cullens que tem como pagar pelo que quer.Sentamos, ele olhou para a mim e perguntou o que eu queria, eu disse que só água ele olhou para garçonete e pediu um suco de maracujá com leite enquanto escolhíamos, inacreditável sorri e olhei para baixo e voltei a olhá-lo que com aquele sorriso hipnotizante me perguntou:

___Posso saber o que está pensando, por favor.

___Como você consegue isso, inacreditável.

___Consigo o que não estou entendendo pode ser mais clara.

___Que as pessoas façam aquilo que você quer sem um mínimo de questionamento, você às manipulam com uma facilidade impressionante.

___Se eu conseguisse isso tão facilmente me explique porque eu não consigo fazer com que você entenda que não é bom para você ficar perto de mim ou sermos bons amigos como você quer que sejamos.

___Qual é o problema você ser meu amigo, só porque eu não tenho nada a lhe oferecer alem da minha amizade.

Ele sorriu, não foi um sorriso de divertimento pareceu-me um sorriso de angustia e dor então disse:

___Impressionante como você entende tudo errado Ane, quantas vezes eu tenho que te dizer não é que eu não queira ser seu amigo, mas é melhor não sermos amigos, eu não sou quem você pensa que sou, ficar perto de mim pode de trazer grandes riscos, problemas inimaginável porque não entende.

___Você acha mesmo que eu não consigo entender as coisas, posso não ser inteligente o bastante como você, minha capacidade intelectual não chega aos pés da sua, mas se você fosse mais sincero comigo eu tenho certeza que lhe surpreenderia.

Antes de ele responder alguma coisa a garçonete chegou com o suco e uns aperitivos e perguntou se já havíamos escolhido nosso pedido, Edward olho par mim eu disse que não queria nada, ele fechou o cardápio e pediu a garçonete qual era a sugestão dela, a moça que estava encantada pelo fascinante rapaz que a olhava com certo ar de diversão, não sei se eu tinha raiva ou pena da garota, mas ela que mal conseguia respirar direito sugeriu uma salada com salmão a moda da casa, Edward sorriu e sem dizer nada ela meio zonza pegou o cardápio e saiu e me olhando ele disse:

___Beba o suco é o seu preferido ou não é mais.

___É o meu preferido ainda, porque ta tentando mudar de assunto, como sabia que eu estava aqui, como conseguiu me encontrar lá.

___Nossa tanta pergunta o que quer saber primeiro.

___Tanto faz a ordem que você quer responde-las só gostaria que você fosse sincero comigo, confiasse um pouco em mim se não percebeu não sou o tipo de pessoa que sai por ai falando ou contando coisas da vida dos outros só queria entender o porquê das suas atitudes comigo às vezes é amável demais ou me odeia extremamente o que foi que eu fiz.

Peguei o copo segurei entre as mãos, meus cabelos estavam solto e todo para frente eu notei que ele levou a mão para tocar me, mas recuou e com uma respiração forte fechou os olhos apertou as mãos que estavam sobre a mesa e disse:

___Você não fez nada, sou eu é que posso fazer é isso que me tortura, Ane porque sempre quer saber a resposta de tudo, não basta que eu te ajudei.

___Me desculpe Edward, mas não basta vou pedir o telefone emprestado do restaurante e ligar pro celular do Charles ficou no meu casaco, Ângela e Jessica não deve estar longe vou pedir para retornarem.

Peguei minha bolsa ia levantando quando ele segurou em meu braço, sua mão era fria, pesada tentei puxar meu braço, olhei com raiva pra ele pedindo que me soltasse, seus olhos dourados, um rosto fascinante e com uma voz sussurrada me pediu para ficar, me soltou, então sentamos e foi automático fiz uma massagem no braço, ele percebendo isso falou:

___Acredita em mim agora, como posso ser perigoso pra você, me desculpe te machuquei assim que fomos embora passamos no hospital Carlisle da uma olhada.

___Não se preocupe estou bem, agora eu tenho que ir.

___Não vá, por favor, fica tentarei ser sincero sem te assustar.

___Me assustar, acho que não como eu disse posso te surpreender.

Ele sorriu e concordou que eu o surpreendo muito, antes de começarmos a falar a garçonete entrou colocou o prato sobre a mesa perguntou se queríamos algo mais Edward pediu uma coca zero ela saiu e ele colocou o prato na minha frente desejando bom apetite ameaçando-me se eu não comece tudo ele não responderia mais nada.

Eu estava ansiosa e surpresa com ele, ao mesmo tempo em que eu queria a verdade eu estava com medo de já ter as respostas, a comida tinha um cheiro bom, eu estava com fome, fui comendo bem devagar olhei para ele que tinha um olhar de puro sofrimento com um leve sorriso perguntou se estava bom com um sorriso sem graça respondi que sim.

A garçonete voltou com o refrigerante, colocou na mesa e olhou para Edward perguntando se ela poderia servi lhe mais alguma coisa, com certo mau humor eu fiquei irritada queria perguntar qual era o problema dela porque ela não estava indo servir as outras mesas, não era esse o serviço dela não percebeu que estava sendo inconveniente, talvez essa fosse a única chance que eu teria de conversar tudo o que eu queria com Edward, na minha irritação olhei para ela que se derretia toda para ele notei que ele com seu jeito hipnotizante a dispensou, sem dizer mais nada a garçonete saiu meio que cambaleando no fundo eu gostei e sorri, Edward lindamente e com um leve sorriso perguntou:

___O que foi porque está rindo e porque parou de comer.

___Você sempre faz isso, deixa as pessoas tontas ou é só com mulheres.

___Eu te deixo tonta Ane, eu achava que sempre conseguia que as pessoas ao meu redor fizesse o que eu queria, mas me enganei profundamente veja só você, nunca consegui que me escutasse.

___Talvez eu não seja como as outras pessoas normais, sempre me achei esquisita demais para pertencer a esse planeta.

Sorrimos e ele concordou que eu era muito estranha, peguei meu refrigerante e tentei abri, mas quase me cortei com a difícil tarefa, levei meu dedo na boca, ele gentilmente pediu, pegou a latinha abriu meu refrigerante e perguntou:

___Como conseguiu sobreviver a esse fim de semana, seu pai mandou a equipe dele toda para te guardar dos riscos que um piquenique pode causar.

Isso me irritou profundamente, olhei para ele disse:

___O único risco que eu corri foi conhecer mais profundamente algumas lendas locais de Forks.

Não olhei para ele, mas suas mãos estavam em garras em cima da mesa, sua respiração e postura eram tensa de algum modo eu toquei em algo que o perturbou profundamente, e se ele me perguntar quem foi que contou alguma coisa prometi a Jacob que guardaria segredo é o que eu vou fazer até mesmo para proteger meu amigo, se Edward for mesmo um vampiro e ficar com raiva pode querer fazer mal a Jacob e isso eu jamais permitirei, ele virou para mim e com um sorriso no canto da boca disse:

___Que interessante, lendas sobre Forks isso realmente é muito perigoso.

___Porque você sempre debocha da minha capacidade Edward, eu com certeza não estudei em excelentes escolas, infelizmente eu não tenho pais ricos que podem me oferecer uma educação de alto nível, mas eu não sou nenhuma idiota, tenho capacidade de pensar, raciocinar muito bem.

___Porque você entende tudo errado, eu nunca duvidei da sua capacidade.

___Pelo contrario eu me surpreendo a cada dia com você e isso é assustador até mesmo para alguém como eu, ninguém nunca me deu tanto trabalho para desvendar como você me da, você é um silencio para mim não faz idéia como isso me atormenta.

Eu ri e olhei para ele que me olhava profundamente seus olhos eram dominadores, como se ele quisesse entrar na minha cabeça e saber o que eu estava pensando naquele momento eu queria parar de olhá-lo, mas era impossível como ele conseguia ser tão fascinante, ele sorriu e disse o quanto eu sou indecifrável, fechei meus olhos estava zonza tive até dificuldade em respirar, ele com uma voz sincera e baixa perguntou se eu estava bem abri meu olhos e com a cabeça dei sinal que sim já que sou indecifrável ele nunca saberia a verdade assim não apressaria nossa volta para casa antes deu ter minhas respostas, respirei fundo e perguntei:

___Como sabia onde me encontrar, como sabia onde eu encontraria minhas amigas se eu não disse nada a você estava seguindo a gente, por favor, sem mentiras sem embromação quero a verdade.

___ Ane você vai até as ultimas conseqüências para ter o que quer é capaz de vender sua alma ao inferno para obter seus desejos.

___Não se pode vender aquilo que não é seu, minha alma pertence a Deus só Ele pode fazer alguma coisa com ela, mas o que estiver ao meu alcance eu farei é difícil entender só quero saber a verdade não inspiro confiança.

Ele olhava para baixo mexia cabeça e com as mãos entrelaçadas sobre a mesa olhou para mim sorrindo e disse:

___Porque faz isso comigo não se trata de confiança se trata de proteção a única coisa que realmente importa aqui é a sua segurança e bem estar.

___Nunca vi alguém querer a segurança e o bem estar de outra pessoa tratando a com desprezo e raiva.

Nesse momento um nó se formou em minha garganta eu queria chorar, mas consegui conter minhas lagrimas ele percebendo isso levou a mão para tocar meu rosto, mas como sempre recuou fechei meus olhos e algumas gotas saíram sem minha permissão limpei com a manga da minha blusa olhei para o lado oposto onde o cantor tocava uma musica suave e romântica eu vi que havia um casal se beijando ao lado do piano, abracei meus braços sentia frio, dor, uma imensa angustia dentro do meu peito, sem me dar conta ele já estava com o casaco nas mãos pediu para eu por, eu agradeci e disse que não precisava ele chegou mais perto e pediu, por favor, para eu por não resisti ao seu sorriso hipnotizante ele me ajudou a vestir com muito cuidado para não tocar muito em mim.

Ficou imenso em mim, eu sorri e disse com bom humor que estava meio pequeno para mim, ele sorriu bem relaxado e ajudou a dobrar a mangas, não sei se era o perfume dele ou da roupa, mas era um cheiro maravilhoso inexplicável, olhei para ele que me encarava com um sorriso tristonho não resisti levei minhas mãos para tocar as dele e dizer:

___Obrigado, por favor, confia em mim chega de deixar lacunas vazias.

Ele me deixou tocar em suas mãos por alguns segundo o suficiente para sentir como elas eram geladas e dura e imediatamente as puxou voltando a se afastar de mim, eu sorri sem jeito me ajeitei na cadeira, coloquei as mãos no bolso e olhando para nada voltei a perguntar:

___Acho que não temos a noite toda, então como sabia que estávamos aqui em Port Angels se faz três dias que não aparece na escola, ou melhor, como sabia exatamente o local que eu estava à verdade, por favor.

___Impressionante Ane, você é uma grande observadora como eu disse você é um silencio para mim, mas suas amigas não e nem os seus amiguinhos.

___Como assim, eles não eram meus amiguinhos nunca os vi na vida e espero nunca vê-los mais a propósito muito obrigado mais uma vez.

Olhando-me decidindo se falaria ou não, sorriu e disse:

___Sem problemas, você não sabe como foi difícil te localizar eu já estava a ponto de ligar para casa e pedir ajuda aos meus irmãos para ajudar a te localizar principalmente a Alice que esta familiarizada com seu cheiro.

Olhei pra ele perplexa com o que eu acabara de ouvir e disse:

___Meu cheiro, você me achou por causa do meu cheiro.

___Não faz idéia como é forte o seu cheiro, mas não sou um bom rastreador tenho certa dificuldade então eu me concentro no que as pessoas estão pensando, só que você é uma caixa de surpresa quando me dei conta que não estava ouvindo você pelos pensamentos das suas amigas fui até a loja e vi que não estavam mais lá nem elas e muito menos você isso me enlouqueceu principalmente porque já estava escurecendo e sabendo da sua capacidade de atrair problemas tinha que agir rápido, entrei no carro andei um pouco pela orla da praia tentando ouvir se alguém viu ou conversou com você, mas a cada minuto que passava o desespero começou a tomar conta de mim, nunca me perdoaria se algo acontecesse com você.

___Não seria culpa sua Edward, você enlouqueceu.

___Não faz idéia como você é um fascínio para mim, eu sinto e desejo cuidar de você, protegê-la mais que a minha própria vida, Ane eu tentei de tudo para mantê-la longe e segura, mas eu não consigo mais ficar longe de você e só de imaginar o risco que correu sozinha ali eu poderia não ter chegado a tempo faz idéia como isso me angustiou, me enlouqueceu, me enfureceu.

Não entendi aquela reação dele que salivando olhou pra mim e deu um leve sorriso, eu ri e disse:

___Eu não entendo, porque você está se sentindo assim Edward as coisas acontecem é horrível pensar no que poderia ter acontecido comigo, mas pode acontecer com qualquer um sabia não pode se culpar, eu admito que em parte a culpa seja minha não conheço o lugar deveria ter ficado com as meninas, mas eu tava tão injuriada com o que a Jessica contou sobre o plano do Tyler em me levar ao baile que eu precisava ficar sozinha respirar ar puro, pensar se vale à pena insistir em ficar aqui eu deveria ter ido para uma universidade, devido aos meus recursos precário eu achei que fazendo um certo esforço, engolindo algumas piadinhas eu conseguiria, mas me enganei estou no meio de um bando de adolescentes que pensam e agem porque estão na fase deles e eu chega até ser ridículo na minha cabeça não importava o local certo, se eram ou não pessoas da mesma idade eu queria tanto fazer esse curso de inglês que mais nada importou.

Olhei para ele, me pareceu estar gostando de me ver falar ele sorria e seu rosto era sereno uns traços suaves diferente de alguns minutos atrás, me ajeitei na cadeira e pedi desculpa por estar falando de mais, ele disse que tudo bem estava ótimo nossa conversa, então ele continuou e disse:

___Eu poderia não ter chegado a tempo, isso me enfureceu se não fosse por você aqueles caras não estariam vivos agora, foi por isso que tive que dirigir para longe da cidade precisava me acalmar.

___Parecia estar com ódio de mim tentei te acalmar, mas você gritou comigo me assustei com o seu tom de voz “não toque em mim”, me fez lembrar aquele dia no hospital que seu pai teve que te conter, você ia bater em mim se o meu pai e o seu pai não tivesse chegado.

Ele riu e sua expressão facial voltou com aquele ar de dor e aungustia e disse:

___Bater em você Ane, como pode ser tão imaginativa eu só queria te manter longe do perigo, mas você não me ouve é capaz de ser tão intuitiva e ao mesmo tempo tão bobinha com as conclusões erradas como pode.

___Porque você acha que eu sou intuitiva.

___Porque eu sou um bom observador.

Ficamos nos olhando por alguns segundos quando a garçonete entrou e perguntou se queríamos mais alguma coisa, ele sem tirar os olhos de mim pediu a conta, ela saiu fiquei nervosa precisava conversar mais com ele não tínhamos terminado ainda, então perguntei:

___Porque quer ir embora você não respondeu minhas perguntas ainda, vai fugir como sempre.

___Quer ficar só acho que é tarde Charles pode ligar para o celular e Jessica atender e contar que você não voltou com elas e eu não estou fugindo você também não respondeu as minhas perguntas.

___Nossa você tem razão preciso ligar para ela levar meu casaco amanha e não atender o celular você pode emprestar seu telefone.

Peguei o telefone, e lembrei que eu não sabia o numero dela de cabeça meio frustrada devolvi o telefone a ele que me perguntou o porquê eu disse que não sabia o numero de cabeça ele sugeriu que eu ligasse para o telefone do Charles é verdade porque eu não pensei nisso estava tão fascinada por estar ali com ele que eu não conseguia pensar em mais nada, liguei e graças a Deus, Jessica atendeu pedi para ela não esquecer de levar o casaco para mim e não atender mais o telefone principalmente se for casa poderia ser o Charles e eu estaria encrencada, ela disse que tudo bem perguntou se eu ainda estava com ele, respondi que sim e me fez prometer contar tudo a ela, eu ri e disse que contaria tudo nos mínimos detalhes, ela não se conteve de tanto entusiasmo desliguei o telefone entreguei para ele que me olhava com uma certa curiosidade e disse:

___Nos mínimos detalhes.

___Não se preocupe ela deve ta achando que isso foi um encontro, ela está esperando que eu conte sobre esse tipo de coisa, só quero que ela não atenda o telefone.

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A garçonete voltou devolveu o cartão de credito a ele que gentilmente colocou uma alta gorjeta na carteira dela que pela cara de felicidade dela devia ser uma nota alta, ele já estava de pé e disse para irmos, levantei não consegui esconder minha tristeza e frustração ele sorria lindamente e me perguntou:

___O que foi Ane.

___Nada Edward vamos.

Ao sairmos do restaurante ele parou na minha frente e disse:

___Daqui á Forks é um longo caminho vamos ter tempo de conversar.

Eu nunca tinha conhecido um garoto tão estranho como esse, ele leva as regras de etiqueta a serio puxou a cadeira para eu sentar, agora abriu a porta do carro para eu entrar é engraçado, já dentro do carro ele dirigia em alta velocidade eu não estava com medo só esta preocupada de chegar muito rápido em casa e disse:

___Se não está fugindo das perguntas por que esta em alta velocidade.

___Está com medo agora, acha que eu posso nos matar.

___Não estou com medo, morrer talvez possa ser um alivio para alguns.

___Maldição para outros.

___Diminua a velocidade, por favor, Edward não quero ser uma complicação para você ou pro Charles.

___Complicação para mim, o que quer dizer com isso.

___Quero dizer que se sofremos um acidente em alta velocidade provavelmente eu serei a única vitima certo.

___Certo com certeza só você aqui é um ser humano frágil, mas não se preocupe eu tenho radar embutido nunca sofri um acidente, multa ou causei dano algum a outro carro, tenho uma percepção alem de tudo que vocês humanos patéticos podem imaginar vou te deixar inteira em casa.

___Humanos patéticos, porque você se preocupa comigo sou tão patética quanto os outros humanos.

___Desculpa eu não queria ofender você.

Olhei para ele que parecia estar sendo sincero, com um sorriso no quanto da boca eu disse que estava tudo bem e perguntei:

___Porque não consegue ler minha mente, tenho algum problema será que nasci com defeito que desconheço com tantos outros que sei que tenho.

Ele não se conteve e deu uma gargalhada alta, eu fiquei sem graça e ri também ele me pediu desculpa e disse:

___Defeito Ane me perdoe, mas você me surpreende a cada minuto, eu acabei de contar que leio mentes, encontro alguém pelo rastro que ela deixa e é você que tem problema.

___Que bom que divirto você, mas da pra reduzir a velocidade, por favor.

___Com tudo em mim que pode te fazer mal é do meu jeito de dirigir que tem medo cadê aquela coragem toda que eu vi diante dos seus amiguinhos.

___Edward você está me irritando com essa estória de amiguinhos, eu não estou com medo do seu modo de dirigir só to com medo de não ter outra chance de conversar com você abertamente para de querer me enrolar.

Nos dois ficamos em silencio, percebi que ele voltara à postura rígida e sem respirar será que eu estraguei tudo olhei para ele que olhava fixamente a sua frente me encolhi mais ainda no meu banco e quebrei o silencio dizendo:

___Você está bem, o que eu tenho que fazer para você não precisar parar de respirar isso não pode te prejudicar.

Ele olhou perplexo para mim, sacudiu a cabeça e disse:

___Ane você é inacreditável, digna de estudos cientifico nada que fizer pode mudar o cheiro atrativo que tem, agora é minha vez de perguntar to curioso com o que me disse lá no restaurante.

___Curioso, eu disse tanta coisa especificamente o que quer saber.

___Você disse que a única coisa que poderia te causar algum dano era as lendas de Forks, que lendas são essas.

A deixa que eu precisava, olhei para frente e alguns minutos de silencio o incomodou ele tornou a perguntar, mas com um tom mais ameaçador do que de zombaria, ri e disse:

___Promete não rir, é meio constrangedor, mas é a única explicação.

___Prometo, só que não edita nada me conta tudo começando por quem te contou essas coisas e com que propósito te contaram isso.

___Que eu saiba não tem propósito nenhum, quem contou isso nem acredita muito nessas lendas, e foi porque um dos amigos dele disse uma coisa, mas eu percebi que ele estava dizendo outra então eu não poderia voltar para casa com mais uma lacuna precisava completá-la entende.

___Acho que está confuso e o que teve que fazer para preencher corretamente a lacuna da pra você contar desde o inicio quem falou o que, e porque você entendeu que queria dizer algo diferente.

___Nossa turma acabou encontrando um pessoal que eu conhecia de La Push uns amigos quileutes que se juntaram ao nosso grupo, fiquei brava com meu amigo Jacob ele me deu aulas de direção me levando a vários lugares, mas ali ele nunca tinha me levado ele é super gente boa me explicou que a culpa era minha por ter prometido voltar lá e eu não tinha cumprido minha promessa ele disse que nós não tínhamos ido nem na metade então ele nos levou a uma pedra onde tirei muitas fotos legais com a turma, tava indo tudo muito bem até as discípulas da Melissa começarem a me provocar tirando sarro que o meu encontro tinha dado o bolo, eu disse que não tinha nenhum encontro, mas elas disseram que eu havia convidado Edward Cullen que recusou a vir, que na verdade você recusou mesmo, eu não tinha te convidado com a intenção de um encontro só queria que fossemos mais amigos entende.

___Entendo, mas o que te disseram que te deixou tão intrigada.

___Vou chegar lá eu sei que eu to falando muito, mas você disse que não é para editar então um dos amigos do Jacob com uma certa fúria ao falar e na expressão facial disse “OS CULLENS NÃO SÃO BEM VINDOS AQUI”, para todos ali continuou normal as conversas paralelas, mas aqui dentro de mim algo me dizia outra coisa que só ficando as sós com Jacob eu poderia saber.

___E você ficou a sós com esse Jacob ele é um quileute certo.

___Ele é sim é filho do Billy Black um dos melhores amigos do Charles que os considera da família e o Jacob passou a ser o meu melhor amigo também acho que o Billy é um tipo de chefe da tribo guarda muitos segredos, ou lendas como a maioria das pessoas pensam.

Olhamo-nos e rimos e meio sem graça voltei a olhar para frente acho que tinha falado demais, mas Edward todo gentil insistiu para eu continuar fiquei com medo por Jacob então disse:

___Edward entenda uma coisa Jacob acha que todas as estórias secretas dos anciões são lendas, ele nem queria me contar de tanta vergonha o que eu mostrei a ele que não deveria se envergonhar faz parte da estória de um povo seus costumes e crenças ele deveria ter orgulho, me desculpa to falando demais é que foi incrível.

Ele sorriu e disse que eu não estava falando demais, ele estava gostando da minha sinceridade e muito curioso em saber o que eu tinha entendido com o que o amigo do Jacob quis dizer, eu ri e disse:

___Ele quis dizer que você e sua família são proibidos de irem a La Push e eu quis saber o por que.

Respirei e olhei para ele que olhava fixamente a estrada com aquela postura rígida, mordi o canto da boca e o silencio dentro daquele carro era angustiante não sei como explicar, mas parecia um medo como se ele a qualquer momento fosse confirmar tudo o que Jacob me dissera, Edward virou pra mim e perguntou:

___Porque parou de falar Ane, o que foi que você descobriu sobre mim e minha família.

___Jacob me contou sobre as reuniões secretas dos anciões só os quileutes descendentes dos chefes podem participar Jacob é descendente de Ephraim Black, ele me contou um pouco das estórias do inicio do seu povo.

___Que engraçado se são secretas como ele te contou é errado isso, Ane o que você fez para que esse Jacob te contasse coisas tão secretas ele pode ser punido por isso, punido com a morte.

Eu me desesperei com o que ele disse alterei minha voz pela primeira vez gritei com ele eu estava em pânico pedi pelo amor de Deus que a culpa era minha, em hipótese alguma ele poderia contar ao Billy eu tinha prometido ao Jacob que não contaria a ninguém se alguém fosse punido esse alguém deveria ser eu comecei a chorar pensando em Jacob segurei no seu braço ele era gelado duro, Edward vendo meu desespero minha dificuldade em respirar minhas lagrimas que desciam como uma cascata eu disse que precisava respirar ar puro ele parou imediatamente o carro no encostamento eu sai do carro zonza e quase cai, mas Edward me segurou pediu para eu me acalmar fiquei apoiada nele bem perto do seu corpo pela primeira vez ele não se afastou de mim ele tinha um cheiro maravilhoso sua voz suave e sussurrante foi me acalmando.

Alguns minutos se passaram, eu ouvi o telefone dele tocar ele atendeu era a irmã dele Alice preocupada com alguma coisa, ele olhou para mim e disse que já havia resolvido tudo e estava indo para casa só estava tendo um pequeno contra tempo, ele desligou e eu sei que o atraso era eu enxuguei minhas lagrimas apesar de não estar bem eu pedi para irmos, ele abriu a porta do carro e antes de eu entrar ele com aquela voz suave e aquele rosto hipnotizante falou:

___Tem certeza que está bem, Carlisle esta de plantão hoje posso te levar lá para ele te ver você parece estar com dificuldade de respirar.

___Não se preocupe quando eu tenho um grande problema para resolver e isso me deixa muito nervosa eu tenho um tipo de crise asmática eu não sei explicar quando eu chegar em casa tomo um remédio.

Olhei para ele e com uma suplica no olhar e pedi, por favor, pra ele não contar nada a ninguém ou ao Billy a culpa era minha Jacob não tinha nada a ver com isso, ele sorriu e disse para eu entrar, estávamos no meio do caminho não teria tempo para conversar o que eu queria, já estava perdendo as esperanças quando ele falou:

___Não se preocupe com o seu amigo eu não falo muito com o pai dele então não tem que temer pela vida dele, pelo jeito esse Jacob é muito importante para você para ter reagido dessa forma estão namorando.

Olhei para ele meio pasma com o que tinha acabado de ouvir, ele sem olhar para mim insistiu com a pergunta, eu respondi:

___Jacob é muito especial, ele foi uma das primeiras amizades que eu fiz aqui, ele nunca se importou no que eu poderia dar em troca a não ser minha amizade ele é meu grande amigo Edward eu to arrependida do que eu fiz para que ele me contasse, ele é imenso parece um homem, mas é só um menino inocente.

___Ane to começando a ficar assustado o que você fez para ele te contar os segredos das reuniões secretas da tribo arriscando a própria vida.

___Você está debochando não importa Jacob confiou em mim e eu trai a confiança dele, por favor, não conte nada a ninguém eu devo voltar logo pro meu país não posso prejudicá-lo eu nunca quis prejudicar ninguém eu só queria saber a verdade.

Ele olhou para mim e num sussurro me pediu desculpa eu respondi que tudo bem, ele insistiu que eu contasse o que Jacob tinha me revelado eu olhei para ele fixamente fechei meus olhos e virei para olhar para fora a velocidade que ele mantinha era lenta dava para ver a escuridão e as arvores passando por nós.

___Não importa o que Jacob tenha me revelado, nada vai mudar o que eu sinto, o que eu penso sobre você e sua família.

___O que você sente.

___Porque isso importa.

___O que Jacob te contou não te assustou, não fez você ter repulsa de mim e minha família, não te disse que era melhor você ficar longe para se manter viva.

___Não dessa forma, mesmo se ele tivesse dito dessa maneira eu não vou mudar o que eu sinto, eu prometo Edward não mais te importunar com as minhas perguntas eu só queria a verdade.

___Você realmente não se importa, eu sou uma ameaça, uma aberração um monstro sem alma um ser amaldiçoado seu amigo te contou tudo isso e você ainda quer ser minha amiga ficar perto de mim.

___Você não é nada disso, como você pode se ver dessa maneira você salvou eu e a Lucy, monstros não salvam vidas eles a tiram.

Olhei para ele, meus olhos encharcados e as lagrimas que insistia em descer, ele levou a mão perto da minha que tentava impedi-las de descer, ele me tocou tão suavemente senti seu dedo era gelado, mas não me assustou pelo contrario me confortou e foi sincero ao dizer:

___Não chore, por favor, eu nunca quis fazer você sofrer não faz idéia de como seu sofrimento me tortura me perdoe se eu te machuquei, mas era para te manter longe e segura daquilo que eu sou.

___E o que você é Edward.

___Termine de contar a estória do seu amigo quileute to curioso principalmente como você conseguiu isso, posso saber.

Acabamos rindo da maneira como ele disse, ele era tão lindo, como ele pode dizer essas coisas de si próprio nunca vi um monstro irradiar tanta beleza, sinceridade, suavidade ao falar a qualificação para ele era anjo nunca um monstro, sorri e sacudi a cabeça com meus pensamentos secretos ele me olhou indignado dizendo que não era justo o que eu estava fazendo com ele, eu perguntei o porquê, ele disse que eu sabia que ele não conseguia saber o que eu pensava eu ri e disse que ainda bem nossa conversa passou para um papo descontraído, o clima entre nos não era mais pesado, mas leve como devia ser entre dois bons amigos.

A janela estava um pouco aberta entrava um vento frio, eu pedi para fechar minha falta de ar já estava passando alem do que eu estava começando a congelar ele riu e perguntou se eu queria tomar alguma coisa quente estávamos aproximando de um posto de combustível e tinha um bar que servia boas bebidas quentes ali eu perguntei como ele sabia disso se ele não tomava bebidas quentes, ele disse que ouvia muita gente falar das bebidas desse local eu ri e disse que queria um cappuccino.

Paramos nesse local ele perguntou se eu ficava alguns minutos bem ou eu queria descer com ele por precaução eu fiz uma cara brava e disse que eu não ia me mexer nem um milímetro o carro dele estaria seguro, ele riu alto e disse que não estava preocupado com o carro ele saiu para pegar meu cappuccino, a ausência dele me deu angustia uma dificuldade em respirar algo doeu em peito uma insegurança porque estava sentindo isso era estranho, mal percebi ele já estava de volta olhou para e mim e fez uma cara preocupada perguntou o que eu estava sentindo se estava bem eu disse que sim, mas disse que me levaria a Carlisle mesmo assim, eu não queria isso então falei verdade, ele ficou preocupado e tenso eu perguntei o que eu tinha feito, ele com aquele sorriso hipnotizante falou:

___Você não fez nada só não quero que se sinta assim, por favor, tome sua bebida e temos alguns minutos termine de contar o que Jacob te contou.

___Porque quer saber o que Jacob me contou você deve conhecer essas estórias melhor do que o próprio Jacob.

___É acho que eu conheço, mas quero saber o que ele te contou.

___Ele me contou sobre o inicio da tribo, seus costumes, suas crenças de onde vem às lendas das florestas de Forks e sobre seus inimigos um inimigo em especial que não podia ser detido com armas comuns como suas lanças, mas um inimigo quase imbatível, imortal um morto vivo.

Olhei para ele que olhava fixamente a sua frente, isso me constrangeu profundamente, mas jamais teria outra chance sem olhar para mim com uma voz baixa e sussurrada pediu para eu continuar:

___Os frios são bebedores de sangue, e os chefes e seus descendentes se transformaram em um ser tão forte quantos esses frios tendo tanto poder quanto esses seres.

___O que são esses frios ele te contou.

___Os frios conhecido mais como vampiros são os únicos inimigos mortais dos quileutes, e de vez em quando ou de tempo em tempo alguns aparecem e os guerreiros quileutes sempre estão preparados, foi em um desses encontros que o antepassado do Jacob o chefe da tribo entre outros quileutes encontraram um grupo nas terras deles, o chefe do grupo dos frios de alguma forma consegui mostrar a eles que nem todos os frios são iguais e que ambos poderiam seguir em frente existindo sem se prejudicarem, então os lideres quileutes e o chefe desse outro grupo fizeram um tratado.

___Que tratado posso saber.

___Os quileutes respeitariam eles nunca revelariam realmente o que eles eram desde que eles nunca entrassem em suas terras por mais que fossem diferentes um bebedor de sangue é sempre um bebedor de sangue.

___Os quileutes tem boa memória, respeito e precaução demais nunca vez mal a ninguém e o que isso te fez ligar a mim e a minha família.

___Eu disse ao Jacob o que os antepassados tinham feito nada tem a ver com as gerações futuras, mas ele disse que vampiros não tem gerações futuras eles sãos os mesmos.

___É Jacob tem razão vampiros não tem gerações futuras, isso te assustou.

___Pra falar a verdade sim e não é complicado.

___Complicado Ane, por favor, pode me explicar vou tentar apesar de tudo te compreender não me enlouqueça mais.

___Eu te enlouqueço Edward.

Olhei para ele ri e tomei um golinho do meu cappuccino ele sorri piscou pra mim ligou o carro e continuamos a voltar para Forks, era estranho e diferente o clima entra a gente, não tinha mais tensão havia paz, ele colocou um cd de musica clássica, me perguntou se tudo bem eu disse que sim ele sorriu e disse que estava esperando a explicação, eu respirei fundo e comecei a contar que precisava conversar com ele e saber a versão da estórias dele, se Jacob estava falando a verdade ou tirando uma com a minha cara, porque ele sabia que eu havia escolhido Forks para o intercambio por causa dos livros e os filmes então olhei para cara dele e ri e perguntei se ele estava conseguindo entender.

Respondeu-me que sim e pediu para continuar, eu perguntei se ele não me achava louca ou algo parecido ele disse que queria ouvir tudo o que eu tinha a dizer depois ele tentaria chegar a uma conclusão, nós dois rimos e pela primeira vez ele colocou a mão perto da minha eu não resisti e a toquei sua mão era fria como gelo, eu achei que poderia estar incomodando, então me afastei e pedi desculpa, ele com uma cara de espanto disse que estava tudo bem, dei um leve sorriso e disse:

___Edward eu só queria a verdade, não vou mais te importunar com minhas perguntas eu prometo, vou chegar na casa do Charles e comunicar a minha decisão em voltar para casa o mais rápido possível, foi muito bom todos os momentos em que passei com você até mesmos os maus momentos eu jamais vou esquecer.

___Toma a sua bebida se não vai esfriar, você iria embora se descobrisse que Jacob estava tirando uma com sua cara, você veio até aqui para ir embora sem conhecer mais das lendas reais de Forks, Ane eu não quero que você vá embora.

___Eu também não quero ir, mas se a gente não pode ser amigos eu não quero ficar, não vou conseguir suportar seu desprezo.

___Quem disse que eu vou te desprezar, eu nunca quis fazer você sofrer só achei que dessa forma seria melhor pra você não sermos amigos.

___Melhor pra mim Edward, você não faz idéia de como isso acabava comigo uma dor no meu peito que me perturbou todos os minutos de cada dia que passei sem entender o que tinha feito a você para me tratar daquela forma até aquele dia em que Jacob confirmou tudo o que eu achava que poderia ser a única explicação possível.

___Você achava que eu era um monstro, e mesmo assim queria ser minha amiga ficar perto de mim.

___Você não é um monstro Edward eu gostaria de ter sido sua amiga desde o dia que nos conhecemos teria passado os melhores momentos da minha vida ao seu lado.

Olhei para fora já estávamos quase entrando na cidade, Edward reduziu um pouco mais a velocidade, acho que como eu ele queria um pouco mais de tempo para conversar, mas eu não disse mais nada a dor em meu peito já era insuportável só de pensar que eu nunca mais o veria talvez aquela fosse a ultima vez que eu contemplaria sua face hipnotizante, sua voz sussurrada, precisava ser forte não podia deixar nenhuma lagrima sair porque com certeza depois da primeira gota eu não conseguiria conter a enchente que veria após e como explicar ao Charles, mas ele com aquela voz de anjo quebrou o silencio entre nós dizendo:

___Não pode ir embora sem terminar o intercambio eu jamais permitirei uma coisa dessa, se alguém tem que ir embora não é você.

Isso foi demais pra mim, ficou difícil respirar e conter as lagrimas que descia sem minha permissão foi impossível era como se enfiasse um punhal em meu peito uma dor insuportável, Edward parou de novo o carro, olhou para mim e pediu que me acalmasse seu olhar era de dor também, ele pegou o copo da minha mão colocou do lado e me abraçou forte e disse:

___ Ane não deve se sentir assim escuta uma coisa, por favor.

___Não quero escutar nada, você não entende eu nunca quis te prejudicar em nada Edward eu não quero que vá embora, por favor.

Eu queria que aquele momento congelasse, eu não queria que ele me soltasse abracei o tão forte quanto ele me abraçava foi um momento único e inesquecível, mas o que é bom não dura para sempre ele com uma sensível delicadeza soltou meus abraços e disse:

___Está tarde seu pai vai ligar para o celular que ficou com sua amiga, precisamos ir.

Concordei dando um sinal com a cabeça baixa, me encostei no banco, sua mão fria era dura mais delicada ergueu meu queixo e com os dedos tirou algumas lagrimas que teimavam em sair e disse:

___Não quero que se sinta assim, por favor, se acalme como vai explicar ao seu pai essa tristeza toda, você saiu para se divertir e volta chorando.

___Eu vou chorar de qualquer jeito no meu quarto, eu tenho a desculpa perfeita é porque decidi ir embora e contei para as minhas amigas.

___Não precisa ir eu não quero que vá, por favor, não vá.

Eu ri fechei meus olhos e disse:

___Se você for embora Edward eu não vou ter forças ou porque ficar sua ausência será pior que o seu desprezo eu não vou conseguir.

Ele riu segurando minha mão e disse:

___Você não faz idéia de como eu me sinto, Ane eu não tenho mais forças para ficar longe de você isso não devia estar acontecendo.

___Porque não você é muito especial pra mim.

___Eu especial, é inacreditável ouvir você falar dessa forma depois de te fazer sofrer tanto com minhas atitudes isso não pode acontecer.

___O que não pode acontecer.

Ele soltou minha mão voltou na sua postura rígida e com as mãos em punho me olhou com certa fúria então disse:

___Eu sou um monstro, eu posso te ferir ou até mesmo acabar com sua vida aqui mesmo agora e você acaba de me dizer que eu sou especial me diga uma coisa do que eu me alimento.

___Você não vai me machucar, porque você não é um monstro Edward e nada do que fizer vai mudar o que eu sinto aqui dentro do meu coração.

Ele respirou fundo ligou o carro e em alguns minutos estávamos na frente da casa do Charles, tirei o casaco que tinha um cheiro maravilhoso e entreguei a ele e virei para sair quando ouvi sua voz sussurrante:

___Posso passar amanha te pegar para irmos a escola juntos.

___Claro que pode, ainda seremos amigos amanha.

___Ane você é inacreditável, realmente não importa que eu seja o que eu sou não tem medo de mim.

___Não me importo, não tenho medo de você só tenho medo que desapareça e me deixe sozinha, tome seu casaco.

___Está frio e chovendo fique com ele amanha eu pego.

___Eu adoraria ficar com ele, mas como explicar ao Charles de quem é esse casaco masculino e onde esta o meu casaco já imaginou o problema.

Dos grandes ele respondeu, pegou o casaco e ficou segurando tocando na minha mão, um carro passou por nós me assuntando e me despertando do meu devaneio sorri e quando ia saindo ele me chamou:

___Ane.

___Sim.

___Por favor, se cuida.

___Você acha que o meu quarto pode me causar algum dano Edward.

___O seu quarto não, mas conheci um pouco mais você hoje para ter certeza que você é um perigo para si própria então se cuida, por favor, estou falando serio Ane eu passo te pegar amanha cedo boa noite tenha bons sonhos e sonhe com os anjos.

___Só se eu tiver muita sorte hoje e sonhar com você meu anjo protetor, boa noite te espero amanha bem cedo então.

Sorri e sai correndo por causa da chuva quase que escorreguei não olhei para trás, mas tive a certeza que Edward parou o carro para se certificar que eu não me estabacaria no chão e se eu não me contive imagino ele que deve estar rindo até chegar em casa, entrei Charles estava deitado assinto TV ou me aguardando chegar, o cumprimentei e fui direto para meu quarto não queria que ele visse minha cara, mas antes de chegar à escada Charles levantou e perguntou se estava tudo bem seu eu havia me divertido respondi que sim e pedi um minuto precisava usar o banheiro já voltaria para conversarmos.

Olhei-me no espelho lavei meu rosto escovei os dentes e fiquei alguns minutos me olhando no espelho tentando assimilar o que tinha acontecido comigo era real ou eu estava tendo um sonho, Jacob não mentiu para mim não me contive de felicidade inacreditável o meu dia, então lembrei que Charles estava me aguardando na sala, desci perguntei se ele já havia jantado ou queria que lhe preparasse alguma coisa ele agradeceu e disse que havia jantado, isso era bom pensei então disse que estava cansada iria tomar banho e dormir, mas como sempre Charles é muito enxerido perguntou se eu havia comprado um vestido para o baile, eu não queria ser desagradável com ele então respirei fundo e disse que eu não iria ao baile, tinha coisas mais importantes para fazer como resolver algumas coisas do intercambio talvez precisasse dormir em Seattle, Charles levantou e disse que eu não iria sair da cidade não iria permitir eu pegar a estrada sozinha disse que eu não tinha experiência para fazer uma longa viajem.

Isso me irritou profundamente, olhei para ele e disse que eu não era nenhuma imbecil poderia muito bem ser capaz em ler um mapa, Charles sorriu e disse ter certeza da minha capacidade em ler mapa só não tinha conhecimento direito da área e o meu carro não era econômico seria melhor ir de ônibus ou ele iria ver se poderia ir comigo.

Não sei por que estávamos tendo essa discussão eu só queria uma desculpa para não ir ao baile, iria a Port Angeles ficaria por lá e depois voltaria, disse que estava cansada iria dormir depois falaríamos nisso desejei boa noite ele concordou, mas antes que eu subisse, ele deixou bem claro que não era meu pai de verdade, mas era responsável por mim e não permitiria eu ir dirigindo, iria ver se poderia ir comigo apesar de toda a minha irritação eu estava feliz demais para continuar discutindo com ele então eu concordei e fui me deitar e orar.

Era impossível dormir eu estava tão feliz com o meu descobrimento tudo confirmado eu não estava enlouquecendo, da louca fantasia a confirmação do meu sonho real o vampiro não é só um conto é um anjo o meu anjo protetor Edward Cullen.

Notas finais
Bem agora Ane sabe de tudo sobre quem realmente é Edward e por que ele a tratou com tanto desprezo, mas tudo ficou no passado o que importa é o que ela vai viver a partir de agora com seu vampiro perfumado e anjo protetor como ela o denominou.
Então curtam e comentem e divirtam-se obrigado.