Andromeda High School-Interativa
16 Lembraças perdidas.
Notas iniciais
–Eu... Fui Beijada...
[...]
Pensamentos: Haru.
Estava sozinho, sentado em um banco, mexendo no meu celular quando senti uma violenta pontada nas costas e estomago.
–Que droga é essa?-disse derrubando o celular no chão e pondo a mão no peito, me levantei rapidamente e corri em direção ao banheiro.
Acabei vomitando, preto, me assustei. Sai do banheiro suando frio, estava tonto. Havia muitas pessoas ao meu redor, decidi disfarçar a dor... Por mais forte que fosse.
Avistei Kouta que estava ao lado de Lyanna que tinha em mão um urso meio rasgado. Fui chegando cada vez mais perto. Meus passos estavam cada vez mais lentos, que droga estava acontecendo comigo?
–Oi Haru!-Kouta me cumprimentou, apenas sorri fracamente.
–Você está pálido Haru... Está se sentindo bem?-Lyanna se aproximou e colocou a mão na minha testa. Minhas pernas estremeceram e eu cai para frente, Lyanna me pegou meio assustada.
– Haruka está me ouvindo?Fique acordado vou chamar ajuda.
Balancei a cabeça lentamente.
Não estava entendo nada, foi bem repentino aquilo... Há poucos minutos eu estava bem e agora isto?
As pontadas nas minhas costas ficavam cada vez mais fortes, até chegar uma hora em que eu desmaiei.
De repente tudo se escureceu, eu estava sozinho no nada.
Uma fraca luz se acendeu bem longe, fui caminhando até ela, meus cabelos minhas roupas iam mudando de cor, a cada passo que eu dava parecia que era outra pessoa em meu lugar.
Aquela luz, não importava o quanto eu caminha-se nunca conseguia alcança-la. De repende meu corpo parou de se mover e uma voz infantil começou a cantar ao meu redor.
–Quem está ai?-Gritei de repente uma neblina cinza se formou em minha volta, e uma garotinha de 10 anos apareceu na minha frente, sua pele era muito albina, seus olhos cinza opacos. Seus cabelos eram bem longos de coloração negra.
A garota ficou me fitando por alguns minutos depois abriu um grande sorriso perverso e disse:
–Não se lembra de mim Haru?
Fiquei alguns minutos tentando lembrar, de repente,como se fosse um tiro,as minhas lembranças sobre aquela garotinha voltaram. Era o fantasma da enfermaria, aquela que me fez machucar aquelas moças... Ou caras...
–O que você quer?Demônio!-Gritei bravo, correntes brancas surgiram do chão e prenderam minhas mãos, pernas e pescoço.
–Não fique bravo comigo Haru-chan.-A garota pisca com o olho esquerdo e sorri maldosamente.-Fiz aquilo para te ajudar eles iam te matar...-Ela anda em minha volta e para e cochicha em meu ouvido.-E você sabe muito bem disso.
Fiquei parado olhando para o chão, o que eu fiz para que isso se acontecer?Por que tudo aquilo estava acontecendo...
–Então você quer saber o motivo para eu viver dentro de ti?-Ela perguntou sentando de pernas de índio. -Vou te mostrar um pouco do seu passado, que eu apaguei da sua memória. -Ela bateu as mãos duas vezes e tudo ficou branco... De novo.
Quando o clarão sumiu percebi que estava em uma casa de verão. Sai da casa a reconheci, era a casa da minha infância.
–Haruka! Melodyne! Onde vocês estão!-Uma mulher de cabelos curtos de coloração negra e olhos marrons gritava desesperada... Era minha mãe. Ela corria na minha direção com os braços abertos, eu abri os braços também por impulso. Quando ela chegou perto de mim... Ela passou dentro de mim.
Uma lagrima escorreu do meu rosto, já fazia 10 anos que não via minha mãe, ela morrerá para salvar eu e a Melody
.-Não gaste lagrimas, inútil. –A fantasma surgiu do meu lado. -Ela não pode te ver, esse é o seu passado individual. Seu pecado nasceu nesse tempo... Assim como eu. -A garota sorriu.
Continuei parado, apenas olhando o que estava acontecendo. Comecei a andar no campo, a fantasma disse que os fatos que levariam a conclusão... Não entendi nada, mas continuei andando.
–Haru-chan você sabe que isso é errado né?-Uma garotinha de longos cabelos castanhos e olhos castanhos escuros correria na direção de um garotinho de cabelos negros e olhos castanhos... Minha versão infantil.
–Sim, você é meio chata às vezes. Que mal tem brincar um pouquinho com a Natasha?-Minha versão infantil dizia. Decidi chama-lo de Falso eu.
–Se isso der errado... Eu te mato. -A garotinha gritou brava amarrando as cordas em uma arvore. Cheguei perto dele e fiquei do seu lado. Melody acabou se cansando e entrando em casa. Natasha, minha mãe, surgiu do meu lado e ficou me encarando.
Eu sabia que ela não podia me ver... Mais fiquei feliz.
–Filho, o que você está fazendo?-Natasha perguntou. Minha versão sorriu e soltou a corda, fazendo com que uma grande pedra caísse na cabeça de Natasha e fazendo a desmaiar.
–Como assim. -Eu pensei, não sabia que eu não gostava da minha mãe. O pior é que nada tinha sentido para mim, fiquei alguns dias naquele local e em todos eles meu falso eu machucava a minha mãe, porém ela não fazia nada absolutamente nada.
Um dia meu pai decidiu levar-me falso eu para uma igreja, ele achava que eu estava sendo possuído por um demônio.
Depois que meu “falso eu” entrou na igreja, tudo ficou vermelho, escutei gritos e berros, por horas, até que tudo ficou calmo, e meu pai foi buscar o meu “falso e
–Eu quero sair!-Gritei fazendo com que a fantasma surgisse e sorri se maldosamente para mim dizendo:
–Não aquenta mais?A verdade dói tanto assim?Sabe o que aconteceu ali?
Fiquei mudo.
–Eles te amaldiçoaram... Comigo. Sempre que usasse o seu pecado,seus poderes,eu te corrigia,te machucando e machucando todos ao seu redor,te fazendo ficar solitário e odiado por todos.
Olhei para ela assustado corri na direção dela e tentei soca-la, ela apenas passou por mim e bateu as mãos três vezes e voltamos para o espaço escuro.
–Vou te liberar, vejo que não entendeu nada que eu quis passar. -A garota fala entediada. -Mas saiba que ainda estou aqui, e se pisar na bola eu faço sou vidinha infeliz ficar pior.
–Vai se ferrar... –Murmurrei.
–Não conte nada a ninguém. Se não eu te possuo e mata todos que admira. -A fantasma ameaça mais uma vez.
–Tá. -Disse sério. -Antes de ir quero saber como se chama.
–Felícia. -Ela disse batendo as mãos duas vezes e me fazendo acordar em um pulo.
Olhei em minha volta e notei que só havia um medico que me disse que eu tinha tido uma reação alérgica e desmaiei. Para que eu ficasse quieto e descansa se.
Fiquei sozinho mais uma vez suspirei e disse:
–Que demônios está acontecendo comigo?
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