Andromeda High School-Interativa
29 Academia Triangulum
Notas iniciais
Deitada em um chão sujo e gelado no meio de um corredor mal iluminado e vazio encontra se Lyanna,totalmente desacordada e suja de fuligem em todo o seu corpo.
—Ai minha cabeça... -Lyanna desperta em pulo e lentamente põem as mãos em sua cabeça, massageando-a com rigor. Ainda zonza por ter acordado, a garota olha para os lados sem entender onde estava.
”Um corredor vazio e escuro, com paredes sujas de sangue, portas muito enferrujadas e um cheiro fétido de algo se decompondo... Como eu cheguei aqui e principalmente onde eu estou?” — As perguntas chegavam a sua mente a cada segundo, todas confundiam ainda mais a garota.
Com dificuldade, Lyanna se levanta de chão e tenta conhecer melhor onde está, ao longe uma lâmpada no teto começa a brilhar com mais intensidade, iluminando a metade do corredor, possibilitando que a loira conseguisse ver mais ao horizonte.
Em baixo da lâmpada, tinha o que parecia ser um corpo, ao perceber a presença de outra pessoa naquele corredor a garota corre em direção ao corpo com cuidado, pois, e se aquela pessoa não fosse amigável?Ela não deveria manter a guarda baixada.
Mas se essa pessoa fosse amigável poderia ajuda-la a entender onde estava e assim poderia entender como chegara ali.
—Talvez, só talvez –ela repetia em tom baixo e rápido –Essa pessoa poderá me ajudar... Isso se ela estiver bem, ou pelos menos viva.
Um frio repentino passa pela garota, fazendo-a se arrepiar por inteira e sentir uma sensação estranhamente ruim. Angustia?Desespero?Receio talvez?Ela mesma não soube decifrar. Ao chegar perto da pessoa seu coração acelera. Cambaleante, ela recua, seus olhos inquietos analisava aquilo que estava esparramado pelo chão.
Um boneco de pano do tamanho de um adulto, não possuía face e estava vestido com o uniforme da academia que a garota estudava.
“Morte... Morte inevitável” — Uma voz grossa ecoa pelo corredor, as paredes, que antes só estavam manchadas de sangue, começam a jorrar sangue de forma intensa e as portas abriam e fechavam com violência.
Lyanna começa a se afastar ainda mais do boneco. O que aquilo significava?O que estava acontecendo ali? Ela se perguntava enquanto corria na direção oposta ao boneco. Por curiosidade a garota olha para trás. O boneco estava levitando e contorcendo-se intensamente no ar enquanto se transformava naquilo que parecia ser um humano.
—Isso não faz sentido!E-Eu estava na nave, prestes a sair dela! Isso não é possível, é ilógico!Isso parece um grande... -ela grita assustada pondo as mãos em sua cabeça e se agachando — Pesadelo!É isso!Apenas um pesadelo causado pelo estresse. Eu vou acordar e tudo voltará ao normal certo? -diz a si mesma com a voz carregada de medo.
“Sonho. Pesadelo. O que importa já que você está tendo ele?” — a voz cheia de sarcasmo ecoa novamente pelos corredores, desta vez acompanhada por uma risada maliciosa.
—Ah, fique quieto!Você é apenas um delírio meu!Tudo isso não passa de um sonho nada disso está acontecendo!É apenas um sonho, apenas um sonho, apenas um sonho... -Lyanna repete para si mesma.
Sua cabeça parecia explodir de tanta dor, ao sentir uma forte pontada repentina em sua nuca a garota acaba cedendo no chão, ficando com as mãos e joelhos encostados no chão. Uma forte náusea tomou conta da garota, forçando-a por todo o conteúdo do estomago para fora, a voz continua a dar risada e fala para ela olhar para cima.
Ela ficou encarando o boneco se contorcendo no ar, ele adquiria cada vez mais a forma de um companheiro de escola dela, era um garoto. E mesmo que o boneco ainda estivesse se transformando ela sabia muito bem que era.
“O que importa se é um sonho? O que importa se é um sonho? Se é um sonho vindo de uma garota que vê o FUTURO!”- A voz agora cantarolava rápido e alto, ficando extremamente aguda varias vezes fazendo com que Lyanna colocasse novamente as mãos nas orelhas.
Surge uma ventania forte, fazendo com que as poucas coisas que estavam jogadas no chão fossem levadas. Os cabelos da garota voavam sem controle algum e agora, completamente desesperada, Lyanna se beliscava e se mordia tentando acorda desse sonho.
De repente tudo se acalma, um silêncio enlouquecedor toma o local, o boneco cai todo ensanguentado e retorcido na frente da garota. A imagem era assustadora, os braços dele estavam retorcidos e suas pernas, se é que davam ainda podiam ser chamadas de pernas, estavam queimadas, o boneco por inteiro estava ensanguentado.
Lyanna se aproxima do boneco, ela estava apavorada, porém o pouco de coragem e curiosidade que restava na garota a fizeram se agachar e ficar bem perto do rosto do boneco que por algum motivo ainda não ainda não tinha.
Rapidamente o rosto se transforma, pegando a garota de surpresa e a fazendo cair sentada.
—Ai meu cosmo!-Lyanna grita em pânico, ela põe as mãos na boca abafando os seus gritos. -É o...É o...
A sala começa a tremer, outra voz ecoa pelo local, era Kouta.Pelo tom de sua voz ele estava preocupado. Lyanna não conseguia entender o que ele dizia, porém ela começou a se sentir cansada e entorpecida pelo sono adormece.
—LYANNA ME RESPONDE! –Kouta gritava preocupado enquanto sacudia os ombros da garota de modo intenso.
—Hm? –a garota abre os olhos lentamente e olha para os lados, confusa — Eu voltei? –Ela pergunta a Kouta que ficar sem entender a pergunta da elfa.
—Voltou?Voltou de onde sua tapada? –Érika pergunta brava — Não fomos a lugar nenhum, só saímos da nave e a boneca desmaiou assim que pisou em solo firme.
De fato eles não haviam ido a lugar nenhum, todos estavam apenas fora da nave e ao redor de Lyanna, ao perceber que a atenção de todos estava voltada a ela, ela fica vermelha e sem graça.
—Não precisa ficar assim Lyah, não iríamos tão cedo a lugar nenhum mesmo — Melody se aproxima da amiga e põem a mão em seu ombro — Até por que há outras pessoas que acabaram passando mal também... -Ela aponta para a nave onde Kenta e Ganta estavam pálidos e grudentos de suor. Ao lado dos dois estava Haru que tentava inutilmente limpar a mochila dele com uma garrafa de água.
—Quando vocês melhorarem eu irei mata-los de modo lento e doloroso... –o garoto olhava para os amigos com olhar de pura raiva.
—Eu... Já... Pedi... Desculpa!-Kenta fala pausadamente enquanto limpa a boca com a manga de sua blusa. -Eu estava fiquei muito tonto depois dos tremores da nave e na quando fomos sair da nave me empurram. Você estava na minha frente na hora e bem, você já sabe o resto da história. -Kenta fala brincando.
—Infelizmente sim. É melhor tomar cuidado quando estiverem dormindo de agora em diante. — o garoto diz apontando para os dois varias vezes antes de se virar e se juntar a outro grupo mais a frente.
—Vem cá, não deveriam ter alguém responsável por nós nesse momento não?-Nian diz a Isabelle.
—Verdade, mas é tão ruim assim?Sinto-me até bem por não ter ninguém de vigiando!-Isabelle brinca com o rosado que dá leves tapinhas em seu ombro, ambos dão riem baixinho até que Nian para de dar risada e vai embora triste. Deixando Isabelle sozinha e muito confusa.
Isabelle fica parada no local, sem entender nada. Ela estranhava as repentinas mudanças de humor dele e ficava se perguntado o motivo por trás disso. Lembranças do ocorrido á algumas semanas atrás retomam a sua mente e ela cria hipóteses. Será que ele estava bravo com ela por causa do Nicolas?
Essa ideia até parecia ser boba, possivelmente idiota. Porém Isabelle estava tão confusa que não a excluiu.
—Merda!Merda!Merda!Eu disse que nós íamos nos atrasar!Pega mal os anfitriões se atrasarem tanto!-Resmungava um homem alto, de cabelo cacheado e curto, possuía a pele preta e olhos amarelos selvagens. Seu corpo era robusto, totalmente coberto por tatuagens brancas, do rosto as pernas.
Ele corria na direção dos alunos,ao seu lado havia um homem esquivo, de pele azul bem clara e olhos brancos. Seu cabelo era branco, liso e longo, indo até o pescoço. Ao redor dos seus olhos há grandes e roxas olheiras.
—Pare de falar palavrão, Nefrus!Há crianças aqui!Seu tapado!-Adverte o albino. O jovem adulto olha aos alunos, ao perceber que todos olhavam para ele, rapaz dá uma risada sem graça e envergonhado.
—Ora, ora!Olhe só quem é o tapado agora. -Nefrus caçoa do albino, que soca o ombro do mesmo. Em volta do pescoço do moreno havia o que parecia ser uma coleira alto-falante, era muito comum algumas espécies terem uma. Já que essa coleira servia como um tradutor universal.
—HEY CALEM A BOCA E ME ESCUTEM, BANDO DE FEDELHOS!-o homem grita enfurecido estralando a língua a cada cinco segundos. — NÃO CONSIGO NEM ESCUTAR OS MEUS PRÓPRIOS PENSAMENTOS COM TODA ESSA GRITARIA!
—Acalme-se, cara...São só crianças.Eles estão assustados,é normal.Acho que se eu fosse uma criança eu também ficaria assustado com tudo o que aconteceu,até porque...-O albino falou muito baixo,até chegar ao ponto de sussurrar.
—Morreu e sumiu muita gente daquela escola, você sabe né?Aquela vadia da Rynne só pode estar louca... Gostaria de saber o que passa na cabeça daquela desnaturada!Qual seria o motivo para ela ter atacado um bando de crianças!-Os olhos do albino ficam totalmente vermelhos, ele parecia estar pegando fogo de tanta fúria.
—Está bem,não precisa ficar bravo,Boneco de neve.-Nefrus tenta acalmar o amigo.
—Eles são namorados?-Uma voz ecoa em meio à multidão de adolescentes, ao escutar Nefrus grita enfurecido:
—TÁ, EU TENTEI SER BONZINHO, MAS ESTOU VENDO QUE VOU ACABAR PAGANDO DE OTÁRIO!ESCUTEM AQUI SEUS PROJÉTINHOS DE PESSOA!A ACADEMIA DE VOCÊS FEZ UMA PARCERIA CONOSCO, A ACADEMIA DA CONSTELAÇÃO DE TRIANGULUM. VOCÊS FICARÃO AQUI ATÉ QUE TUDO SE NORMALIZE NA ACADEMIA DE VOCÊS. ATÉ QUE ISSO OCORRA VOCÊS DEVERAM SEGUIR AS REGRAS DESSA ACADEMIA. —o homem tem uma crise de tosse no meio do discurso.
—Como já está muito tarde e as aulas já acabaram e vocês serão levados para os dormitórios. Eros guiará vocês. — O homem se retira as pressas.
—Bem, os quartos são divididos por sexo e vocês terão colegas de quarto. Por favor, sigam-me. -Eros fala em meio enrolado.
—Ah!Desculpem-me, onde estão os meus modos?Sejam bem-vindos a Triangulum,jovens guerreiros!
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