Andarilho

8 VIII- Engodo


Notas iniciais
"Acredite na justiça, mas não a que emana dos demais e sim na tua própria."
Código Samurai

A tropa de escravos se passando por soldados imperiais está no portão do castelo de Tsubaki-Oda. O Ronin está a frente deles, os portões se abrem e o comandante da tropa de defesa passa por eles acompanhado de três auxiliares de armadura. O Comandante, num tom orgulhoso, se aproxima do Ronin.

–Você deve ser o comandante desta tropa. Nota ele

O Ronin, temendo que os guardas do portão reconhecessem sua voz, muda-a, fazendo-a parecer mais grave.

–Sim, nós temos notícias urgentes para reportar ao Oda. Diz o Ronin, disfarçando sua voz.

O Comandante levanta a cabeça, direcionando seu olhar para o Ronin, que está montando um cavalo.

–Esse assunto é apenas para os ouvidos de Tsubaki? Pergunta o Comandante

O Ronin respira fundo, impaciente.

–Meus homens estão cansados, marcham já faz um bom tempo e espero, a nível pessoal, completar minha missão como um bom soldado do Grande Oda. Diz O Ronin imitando a forma de falar dos soldados

O Comandante olha para os soldados, vê suas feições cansadas.

–Seus homens realmente parecem cansados, entrem. O senhor deve ir a sala de Tsubaki relatar-lhe o ocorrido e seus homens devem ir se alimentar. Diz o Comandante

Os portões se abrem, O Ronin cumprimenta o comandante com a cabeça. A tropa marcha, andando lentamente, passando pelos portões O Comandante e seus três auxiliares seguem ao lado do Ronin montado em seu cavalo.

Eles passam por uma área aberta do castelo, com majestosas esculturas. As cerejeiras com calmantes tons rosados contrastam com o horrendo governante que ali vive.

Eles chegam ao portão, com dragões esculpidos em suas bordas e a tropa fica de frente para ele. O Comandante se dirige ao Ronin.

–O Senhor deve entrar e se dirigir a Tsubaki, seus homens devem me seguir. Diz o Comandante

O Ronin desce do cavalo, o som de seus pés entrando em contato com o piso causa um eco que pode ser ouvido das muralhas. O Ronin tira rápido sua Katana e decepa a cabeça do comandante. Seus auxiliares ficam perplexos, enquanto a cabeça do outrora comandante rola no chão.

Os auxiliares empunham suas Naguinatas e tentam alvejar o Roni, que não é acertado e corta a garganta dos auxiliares. Os Arqueiros na muralha atiram contra os ex- escravos , os mesmos, também possuidores de arcos atiram de volta, Soldados de Tsubaki correm contra a tropa do Ronin:

–Heimachi, comande a batalha aqui, eu vou entrar e quero vinte homens na retaguarda. Ordena o Ronin

–Como queira, Honorável Guerreiro. Responde Heimachi

As duas tropas se encontram, Heimachi vai para frente da furiosa tropa de ex-escravos. O Ronin, seguido de outros vinte homens entra no castelo e passa a subir uma grande escada de madeira. Alguns soldados vão contra eles, mas nem sequer passam pelo Ronin. Yaris são lançadas contra eles, alguns homens que seguiam O Ronin são atingidos.

Os sobreviventes passam pelo outro portão interno, que dá acesso a um grande corredor que é iluminado por aberturas na parede. Alguns homens de Tsubaki entram no corredor e atacam O Ronin e aqueles que o seguem, cercando-os pelos dois lados do corredor, um combate difícil s segue naquele pequeno espaço. Alguns homens do Ronin morrem, restam apenas nove. O próprio Ronin tem seu braço ferido por uma Katana.

Os homens lutam bravamente e derrotam as tropas que os atacavam. O Ronin, sem permitir descanso, continua a correr com seus soldados. Sempre passando por um pequeno grupo de soldados de Tsubaki, que são derrotados de forma breve pela rápida e furiosa lâmina do Ronin, eles continuam a corrida dentro do castelo.

Lá fora, na área livre do castelo a verdadeira batalha acontece, flechas voam de um lado para o outro. Algumas acertam o alvo, outras ficam cravadas em alguma parede ou no chão, Heimachi ataca furiosamente os soldados de Tsubaki, até que é chutado nas costas e cai. Um Soldado prepara-se para dar-lhe o golpe mortal, mas um ex-escravo corre e transpassa o peito do soldado imperial com uma Naguinata.

–Levante Heimachi-Sama, lute como o lobo que é. Diz o Ex-Escravo

Heimachi levanta, e enquanto fala pergunta ao escravo que o salvou:

–Honorável Guerreiro, como se chama?

O Ex-Escravo enfia sua Katana no rosto de um soldado, o sangue espirra, depois chuta o corpo morto que cai no chão.

–Meu nome é Keisuke Tomigawa, e entre os rebeldes eu era conhecido como... Keisuke faz uma rápida pausa para decepar a cabeça de um soldado... Tenbatsu no Ken.

Heimachi desfere um golpe de cima para baixo num soldado

–Ouvir falar de você, perdeu apenas para Daimaju. Lembra Heimachi

Mas, quando Heimachi se vira para atacar outro soldado, seu peito é transpassado por duas flechas, que penetram a armadura.

–Heimachi-Sama! Grita Keisuke

Keisuke corre entre todos aqueles que ali lutam, para vingar Heimachi. Um dos Soldados corta a cabeça de Heimachi, o sangue jorra. Keisuke ataca o Soldado com a fúria de um Oni, enfia sua Katana no peito do Soldado várias vezes.

Dentro do castelo, O Ronin e os nove homens que lhe restaram continuam caminhando. Eles entram na sala dos nobres, ele não está na sala. O Ronin e os nove homens ficam parados, olhando em volta, prontos para o pior.

Várias Shurikens são lançadas, matando os nov soldados, o Ronin desvia de todas, até usando os homens que o seguiam como escudo enquanto corre. Soldados com Yaris passam pelas portas laterais e correm contra o Ronin, que desvia de todas as estocadas potencialmente fatais.

O Ronin mata-os sem dificuldade, a facilidade de matar um Soldado que possui uma arma longa como uma Yari é bem maior. Tsubaki está numa das portas laterais, ele entrou com os Soldados, mas não avançou contra O Ronin.

–Eu te mandei para o inferno na Terra e você voltou dele. Diz Tsubaki

–Entregue Yoi e prometo que sua morte não envolverá órgãos expostos! Diz O Ronin num tom baixo, porém furioso

Tsubaki tira sua Katana.

–Cansei de mandar Soldados para te atacar, eu sou o maior guerreiro desta província, está na hora de enfrenta-lo face a face. Diz Tsubaki

O Ronin não responde, apenas empunha sua Katana e encara Tsubaki.

Notas finais
Naginata- Naginata têm no cume uma lâmina curvada preso por um longo cabo de madeira ou de bambu (Knutsen 1963: 27). É comumente pensado por ter sido inventado pelos monge-uerreiros do Japão, mas este é uma concepção perdida provocada pelo fato que quando elas caíram fora de estilo no período de Muromachi (1337-1573) os monges foram os únicos que continuaram se dedicando a elas (Knutsen 1963: 36). Embora os monge-guerreiros superassem em combate com naginata, o criador está perdido no tempo: elas são tão velhas quanto a pada, e na realidade era, lâminas de espada montadas em longos cabos em vez de cabos curtos.

Oni-(鬼?) são criaturas da mitologia japonesa. O termo Oni é equivalente ao termo "demônio" ou "ogro", porque tais podem descrever uma variedade grande das entidades. Onis são criaturas populares da literatura, arte e teatro japonês.

Próxima Estória- A missão de todo homem.