And then... - Wolverine'
19 - A repentina morte de Mabel.
Notas iniciais
PVD Escritora.
Dias depois. Álfheim, lar nórdico dos elfos.
– Tem certeza de que aqui é seguro? — Perguntou Mabel ao tropeçar em um tronco e quase cair.
– Bem.. Seu amiguinho e.t. disse que era aqui. — Respondeu Wolverine de cenho franzido. — A não ser que ele esteja errado. — Sua voz tinha o tom que nunca ouvira antes. Confiança de mais, cega.
– Já tentou não chamar Thor assim? — Interveio a morena, visivelmente emburrada.
– Não. — Falou seco.
Se calaram enquanto andavam, ainda emburrados. Até avistarem um ser sentado de costas, no topo de uma rocha. Ambos pararam, sem reação.
– Você aí. — Chamou Logan. — Helmut. — O velho ficou tenso. — Este é seu nome, não?
– Sabe por de mais, midgardiano... E ao mesmo tempo por de menos.
– Viemos à mand--
– De Thor. — Completou o velho, cortando Mabel.
– Pacificamente.
– Pacificamente..– Ele repetiu gozado, levantando-se rápido de mais para um idoso. — Com isso quer dizer oque, mutantes? Que se eu baixar a guarda, vocês vão apenas olhar e não aproveitar a chan--
– Sem papo-furado, guri. Eu sei o que vem fazendo, valeu. Não precisamos de você lá em baixo. Tchau, agora volta pro buraco de onde saiu.
– Logan...
– Olha.. Somos realmente muito gratos por tudo. Mas--
– Aaarg — O velho gritou irado, fazendo ambos os midgardianos olharem assustados para ele. — Chega disso, quase-humanos insolentes! Eu nasci para ajudar, e me agradecem assim? — seu rosto se converteu em ira — Pensam que eu não sei que vieram me matar? E só não fizeram isso por que pensam que sou um inválido inútil!
– Senhor.. — Mabel deu dois paços para frente, um cedro foi apontado em sua direção.
– Leve esse recado para Thor, filho de Odin! — Falou ao mesmo tempo que uma onde de energia derrubou Logan para trás após atravessar o peito de Mabel.
E sumiu. Bem, Helmut sumira. -dentre suas habilidades o teletransporte era uma delas- mas criaturas estranhas saíram das árvores e cercaram os midgardianos. Logan segurava o corpo já desfalecido de Mabel.
Por sorte, -ou não- o exercito de elfos de Álfheim não estava longe. O estrondo os chamou atenção e assim aniquilaram os seres.
O que parecia ser o líder desceu do cavalo, andando em direção aos dois intrusos.
– "Que são?" — Perguntou na antiga língua elfica.
– "Quase-humanos. De midgard." — Respondeu o mais baixo. — "Não dizem nada, mas são conhecidos por lá".
O louro elfo assentiu, majestoso. Fitando os dois estranhos.
– Que fazem aqui? — Perguntou enrolado na língua asgardiana, que era o idioma humano.
– "Vim alertar." — Disse Logan na língua dos elfos-da-luz, agora de pé. Não havia expressão em sua face. — Há um mal florescendo nas sombras das suas florestas. Seu nome é Helmut, suas intenções eram boas, mas agora descontroladas. O mal que está nascendo dele irá dar fim ao seu mundo.
(Elfos são pura bondade, maldade os afeta. -Segundo o livro germânico)
– Seu corpo é humano, mas seu modo de falar não. Onde aprendeu nossa língua?
Em meio aos berros do elfo-chefe, Logan e Mabel desapareceram. Um clarão amarelo esverdeado consumiu suas imagens e logo não restara nada dos dois.
Os elfos se entreolharam assustados. Que diabos fora aquilo?
Alguns metros longe dali o ferido Loki escutava os múrmuros irritados dos elfos; Com certa satisfação, claro. Sempre apreciara os elfos, mas irrita-los era bom.
Mais um riso de satisfação antes de voltar a sentir a pontada no abdome, levara um golpe feio de espada. Escondeu-se de alguns guardas elficos que passavam, ainda inconformados com o acontecido.
Suspirou. Só havia uma maneira de sair dali com seus poderes esgotados. Concentrou-se em sua magia, a que impedia que fosse visto.
– Heimdall — chamou esgotado. — Tenho noticias.
Loki sentiu seu corpo ser sugado, sabia que estava sendo levado para casa.
Abriu os olhos controlando a tontura. As cores do arco-íris passavam muito rápido, tudo girava. Se perdeu em enjoo quando finalmente fora arremessado de joelhos em frente ao grande vigia da cidade dourada.
– Thor e seus amigos desejam vê-lo. — Falou por fim.
Loki assentiu, não sabia muito bem por que havia tentado ajudar, mas o fez. E agora pagaria as consequências.
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