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18 Capítulo 17
Notas iniciais
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Capítulo 17
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[ Darsh segurou seu pulso com força:
— Não se atreva a se envolver nessa luta.
O lábio cortado parecia incomodá-lo um pouco, pois repuxava a boca inconscientemente ao falar.
— Como você quer que eu fique parada enquanto vejo você levar uma surra?! – O tom de voz alteou sem que ela percebesse. Estava irada com o machismo desnecessário dele. Apesar de dizerem que ela era um membro da gangue, os garotos sempre a protegiam, especialmente Dash, como se ela não tivesse demonstrado que era capaz de lutar lado a lado com eles. – Por que você tem que ser tão orgulhoso!? – Fitou-o com firmeza, como se assim pudesse fazê-lo enxergar o absurdo que estava ocorrendo.
— Eu não quero te ver machucada.
— Eu não sou uma boneca! Se eu não posso lutar então por que permitiu minha entrada na gangue? Me diga! Se você acha que eu sou tão inútil assim, então por que não me expulsa de uma vez?! – Puxou o braço se livrando do aperto dele.
— Não me interessa o que você acha. Você não vai entrar nessa luta! – Postou-se em frente a ela, como uma muralha, impedindo seu caminho.
Ela via claramente o esforço que ele fazia para não demonstrar a dor que sentia. Ele mal conseguia se firmar em pé normalmente, tendo seu equilíbrio prejudicado graças ao chute que tentara defender, mas que acertara suas costelas esquerdas.
— Eu quero ajudar... – Por que ele era tão injusto?
— Para um homem ter uma mulher o salvando é o mesmo que pisarem em seu orgulho. – Ele a empurrou para trás do corpo, voltando-se mais uma vez para o adversário que a tudo observava com curiosidade. Sentiu que Kagome iria replicar. – Ter a mulher que eu amo, correndo o risco de ser ferida por minha causa... Isso eu não posso permitir. NUNCA! – Olhou de relance para ela, o sorriso meio torto por causa do ferimento, mas nada que tirasse o sentimento que ele tentava transmitir. – O que um homem mais deseja é parecer incrível na frente da garota que gosta. Então apenas observe. – Piscou o olho, correndo logo em seguida em direção ao adversário.
Ela olhava estupidamente para as costas largas dele, até que o viu rir para ela enquanto se esquivava de um gancho poderoso do homem com quem voltara a lutar.
— Seu idiota! Leve isso a sério! Ou nada do que disse vai ter valor! Se você perder... – Ela o viu parar para escutar atentamente o que ela dizia. – Eu nunca, nunca, nunca, nunca, nunca te direi “Eu também te amo”! – Sentiu-se corar depois de gritar algo tão embaraçoso.
Ele apoiou as mãos no joelho e riu. Riu tanto que seus olhos lacrimejaram.
— Bem parceiro... Parece que eu definitivamente vou ter que te derrotar – disse sorrindo para o inimigo. Este apenas sorriu para ele.
— Não pense que só porque sua namorada está olhando eu vou pegar leve. – O homem sorriu.
— Não quero que pegue leve. – Desmanchou a pose de luta momentaneamente, olhando sorridente para ele. – Pelo contrário, quanto mais forte você bater, melhor será. Não terá prova maior de que não estou sonhando. – Colocou as mãos atrás da cabeça e riu. No mesmo instante caiu para trás com um soco no rosto. O sorriso, no entando, não tinha sumido do rosto. – Isso aí parceiro... – Levantou-se com dificuldade, mas já pronto para a luta.
— Darsh! Se você deixar que ele te acerte mais uma vez eu vou te surrar até a morte quando isso terminar! – Ela gritou de longe.
Darsh apenas aumentou o sorriso. Tinha certeza que iria ganhar a luta e Kagome não teria um motivo para nunca dizer “Eu também te amo”. Não havia nada melhor do que a não rejeição de uma declaração de amor para a mulher que amava.
— E possivelmente uma grande chance de ser correspondido...
É, não havia nada melhor...
Pelo menos foi o que pensou, até que o homenzarrão tombou para trás alguns minutos depois e Kagome veio correndo para ele, se jogando em seus braços, levando os dois ao chão, machucando-o mais do que o homem tinha conseguido durante a luta.
— Você é um idiota! – Esmurrou-o levemente no peito. – Nunca mais, nunca mesmo, faça isso de novo. Se você quer parecer "incrível" acabe com seu adversário sem apanhar tanto, seu idiota! Idiota! Idiota! Idiota!
— Calma aí... – Ele sorriu segurando os pulsos dela gentilmente. – Está tentando terminar o trabalho que o cara ali começou? – Apontou com a cabeça o lugar onde o homem estava jogado.
— Você bem que merece, seu idiota! Nunca mais me preocupe desse jeito! – Encarou-o seriamente. – Nenhuma mulher gosta de ver o cara que ela gosta machucado.
Darsh a olhou estupefato, soltando seus pulsos com o assombro.
— O que foi? Eu disse alguma coisa estranha? – Ela evitou olhá-lo no rosto, desviando sua atenção para qualquer coisa que não fosse o rapaz. Sentiu-se corar com o olhar fixo dele.
— Tem uma coisa no seu rosto... – Ele falou sério fazendo com que ela voltasse seu olhar rapidamente para ele.
— Sério? Onde? – Colocou a mão na bochecha tentando adivinhar o local.
— Aqui. – Ele apoiou-se em seus cotovelos, colando seus lábios aos dela.
Ela arregalou os olhos em surpresa, mas logo depois tratou de fechá-los, como sabia que as meninas faziam nos filmes... E sentiu a cabeça rodar.
Darsh sorriu entre o beijo.
— As coisas sempre podem ficar melhores afinal... – Abraçou-a com força enquanto colava mais uma vez seus lábios.]
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Kagome despertou aos poucos, o sonho ainda fresco em sua mente. Alguns meses atrás choraria com a lembrança, mas agora...
Inuyasha estava agachado ao lado dela, analisando-a fixamente, sem parecer notar que ela tinha acordado. O coração dela apertou. Aquela expressão perdida que ele tinha no rosto era familiar demais para que ela pudesse se enganar, imaginando que aquele sentimento era dirigido para ela. Shino provavelmente riria, dizendo que tinha avisado e claro que ela poderia argumentar que ele tinha dito que ela machucaria Inuyasha e não o contrário, mas isso não importava agora, não é mesmo?
Levantou-se com cuidado para não acordar Shippo que dormia aconchegado a ela. Com o movimento Inuyasha finalmente saiu do transe e virou o rosto, provavelmente sentindo-se culpado. Kagome sabia que se existia algum culpado nessa história, era ela.
Alguns dias já tinham passado desde que o beijara e nada parecia ter mudado, a não ser por esses momentos em que o pegava a observando com um olhar perdido. A colegial tinha certeza que ele procurava por Kikyo nela e entendia, afinal até mesmo ela enxergava Darsh em Inuyasha e não tinha como ter certeza se isso não fazia parte dos motivos para ter se apaixonado pelo meio-Yokai.
Um vento forte a trouxe de seus pensamentos. Inuyasha levantou-se rápido, observando um ponto no céu noturno, Kagome voltou-se para a mesma direção, imitando-o: uma pessoa flutuava, como se no meio de um salto extremamente alto, enquanto a lua, no fundo, impedia que conseguisse ter uma imagem clara da figura.
— O que foi? É um Yokai? – perguntou forçando a visão sem conseguir enxergar.
Inuyasha não respondeu, continuou observando a criatura enquanto ela sumia no horizonte, o rosto cada vez mais concentrado. De repente voltou-se para a garota.
— Precisamos voltar para o vilarejo.
E sem maior explicação, apagou a fogueira, pegou as provisões que ainda possuíam e começou a andar sem esperar por ela.
Kagome sentia que algo não estava certo, mas não adiantaria perguntar ao hanyo. O que quer que estivesse acontecendo tinha a total atenção do meio-yokai e ela sabia que só o irritaria, então apanhou Shippo com delicadeza, ajeitando-o nos braços, enquanto caminhava rapidamente, seguindo seus passos. Algumas horas mais tarde ele com certeza a apanharia, mas agora estava tão preocupado com o que quer que fosse que tinha se esquecido completamente do fato dela ser humana e não conseguir acompanhá-lo com facilidade, ainda mais segurando o pequeno filhote de raposa.
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A senhora Kaede estava parada em frente a cabana, com uma garota ao seu lado, dando-lhe apoio. A idosa estava coberta em bandagens e carregava um arco na mão esquerda, já que o braço direito estava imobilizado.
— Vovó Kaede?
Assim que Inuyasha colocou-a no chão, Kagome correu até a senhora.
— Já voltaram?
— O que aconteceu com a senhora? – A garota perguntou preocupada, enquanto observava a idosa.
— O quê? Ainda está viva? Você é uma velhota muito teimosa mesmo... – Inuyasha resmungou, mas Kagome percebeu que não havia o tom habitual de irritação. Ele continuava preocupado e, ela diria, até mesmo ansioso.
— Já sei, você sentiu o cheiro do meu sangue em uma Yokai.
A senhora Kaede dispensou a garota do vilarejo que estava com ela até então, e olhou para Kagome, fazendo sinal com a cabeça em direção à uma escadaria antiga atrás do local onde estavam. A colegial concordou levemente, aproximando-se da senhora e a ajudando a caminhar.
— Isso mesmo, o meu nariz nunca me deixa na mão. – Inuyasha respondeu, seguindo as duas.
Kagome sorriu pensando que o meio-yokai tinha retornado por estar preocupado com a mulher, mas então lançou-lhe um olhar rápido sobre o ombro e viu que ele olhava para o final da escadaria. Não era Kaede. Era alguma outra coisa e deveria ser muito importante, já que ele parecia completamente desligado de tudo a sua volta.
Quando chegaram ao final da escadaria, Kagome notou uma enorme cratera que caberia facilmente uma das construções do vilarejo. Kaede caminhou até o buraco, só parando ao chegar em sua borda, e voltou-se para Inuyasha.
— Era aqui que o túmulo da minha irmã costumava ficar. Eu não consegui protegê-lo daquela bruxa.
Kagome tentou lembrar-se da figura na noite anterior, mas mesmo com a informação de Kaede não conseguia definir a imagem. Tinha certeza, no entanto, que Inuyasha enxergara muito bem, pois não pareceu surpreso. Ele olhava para a cratera fixamente, sem prestar atenção ao que a senhora dizia.
— Minha irmã possuía poderes extraordinários para uma sacerdotisa... Se os ossos dela caírem nas mãos de um yokai... Não quero nem pensar nas coisas horríveis que podem acontecer.
Inuyasha deu-lhe as costa, mas parou próximo as escadarias, ao chamado de Kaede.
— Me recuso. – Ele estacou no primeiro degrau, voltando-se para a idosa, sem esperar que ela falasse o que queria. — Você não se lembra? A Kikyo e eu éramos inimigos. Não me diga que você esqueceu que ela me feriu com uma flecha bem aqui. – Apontou para o próprio peito.
— Você tem razão. – Kaede abaixou a cabeça, virando-se para o lado oposto, numa tentativa de ignorá-lo.
Inuyasha seguiu seu caminho, sumindo da visão de Kagome, que continuou ao lado da senhora até que ela decidisse descer as escadarias. Ela conseguia sentir a irritação da velha ao seu lado, então manteve-se quieta.
O passado de Inuyasha com Kikyo, para ela, era um mistério. O pouco que sabia se resumia a luta entre eles pela posse da Shikon no Tama. Sacerdotisa lacra hanyo e morre logo depois de um ferimento da luta. Hanyo fica preso durante 50 anos numa árvore. Ela nunca tinha se importado, porque, até então, não tinha interesse nenhum nos envolvidos.
Mas agora estava apaixonada por Inuyasha...
O jeito que o olhar dele ficava perdido quando a encarava era por se lembrar da sacerdotisa. Não eram lembranças ruins, claro que não... A expressão dele era de saudade, algo que você não sentiria por um inimigo. Kagome sempre soube o que Inuyasha sentia por Kikyo, mesmo sem alguém lhe confirmar, e ela não seria idiota de começar a duvidar agora.
A velha Kaede a tirou de seus pensamentos, dizendo que precisava retornar para a cabana. A garota acenou, ajudando a senhora a descer as escadarias e acompanhando-a até a porta de casa. Depois que teve certeza que a idosa não precisaria mais de sua ajuda, tentou encontrar Inuyasha.
Foi fácil. Ele estava na mesma árvore de sempre: a mais alta entre todas as árvores da vila. Dessa vez, contudo, estava sentado no chão, com as costas apoiadas no tronco, a cabeça baixa, perdido em pensamentos. A garota aproximou-se com cuidado.
— Podemos ir, Inuyasha? – perguntou, chamando-lhe a atenção.
— Ir para onde?
— Não está mal pelo que aconteceu com os ossos da Kikyo? – Ela sondou, analisando a expressão dele. – Mesmo que um dia vocês dois tenham se odiado, isso não importa mais...
Inuyasha desviou o olhar para algum ponto oposto à ela.
Kagome agachou-se em frente a ele, levando a mão delicadamente até a bochecha do rapaz, fazendo com que ele a fitasse.
— Você não odeia a Kikyo, não é mesmo? – sorriu docemente, inclinando a cabeça em um gesto que esperou ser delicado e nem um pouco acusatório. Tudo o que não queria agora era pressionar o hanyo.
O meio-yokai fixou seu olhar no dela, enquanto ela esperava por uma resposta dele. Em algum ponto, ela não saberia dizer exatamente quando, a situação se inverteu e era como se ele esperasse que ela dissesse algo, como se ela devesse alguma coisa a ele. Inuyasha segurou a mão dela, que ainda estava em sua bochecha. O toque dele, gentil, a fez quebrar o contato visual, fixando seu olhar nas mãos unidas.
Era até um quadro bonito o que aquele gesto compôs: a mão dele, maior, mais grossa, junto com as garras faziam um contraste interessante enquanto prendia sua mão, muito menor e mais delicada. Parecia tão certo, mais certo do que tudo que tinha visto até então.
Quando voltou-se para ele, ainda meio encantada com a situação, percebeu que ele tinha encurtado a distância entre eles. O coração falhou uma batida quando ela percebeu, mais uma vez, o olhar perdido no rosto dele. A dor não foi grande, já estava preparada para aquilo: a constante comparação. Afastou-se dele, impedindo que ele a beijasse.
Inuyasha voltou a si, olhando surpreso para ela, ainda processando o que acabara de acontecer. Ela sorriu para ele e chegou a abrir a boca para acalmá-lo, mas ouviu o som de cascos. Ao olhar para trás, viu a velha Kaede andando com dificuldade em direção a eles guiando um belo cavalo preto.
— Vovó Kaede? – Kagome perguntou incerta, levantando-se rapidamente para ajudar a senhora.
— Eu sou a irmã da sacerdotisa. Eu mesma vou recuperar os ossos da Kikyo. – A velha fitava fixamente o hanyo, ainda irritada por ele ter se negado a ajudar. – Me diga em que direção a feiticeira Urasue seguiu – ordenou.
Urasue?
Ainda que estivesse meio perdida na conversa, a colegial se sentiu aliviada pela senhora não ter visto o que ocorrera ou, ao menos, ter fingido que não vira.
— Está querendo morrer, velhota?
— Eu não posso dizer o que vai acontecer antes de encontrá-la – respondeu malcriadamente.
Kagome suspirou cansada. Os dois eram igualmente teimosos.
— Vovó Kaede, é arriscado demais... – começou, tentando colocar algum juízo na idosa.
— Você acha que ela vai escutar você? – Inuyasha resmungou, olhando irritado para Kaede. – É por isso que eu detesto lidar com pessoas velhas. Feh – bufou, caminhando em direção ao cavalo. – Eu não sei quanto aos ossos da Kikyo, mas eu vou pegar os seus pessoalmente, velhota.
Inuyasha tomou as rédeas da mão da velha Kaede e sem dizer mais nada, caminhou em direção aos limites do vilarejo.
— Me desculpe, Inuyasha... – A senhora sussurrou ao lado de Kagome, fitando a figura do meio-Yokai distanciar-se delas.
A colegial não entendeu a tristeza com que as desculpas foram sussurradas. Parecia até que Kaede fizera algo terrível ao meio-Yokai.
Que belo timing, Kagome. Que belíssimo timing. Como se já não fosse ruim você se parecer com a ex, ainda tinha que beijar o cara e reviver todos os sentimentos que ele provavelmente escondia e que já seria difícil de controlar só com essa história do roubo. Parabéns, Kagome. Meus parabéns.
Rangeu os dentes, estapeando-se mentalmente. Bela hora para sua consciência aparecer.
— Vovó Kaede, eu vou com o Inuyasha... – Kagome murmurou numa espécie de desculpa, antes de correr para alcançá-lo.
A colegial sabia que talvez fosse melhor o hanyo ir apenas com a senhora naquela viagem, afinal eram os únicos com algum envolvimento com a falecida. Sem falar que se ela fosse com eles... Resgatar os ossos da mulher que amou junto de alguém que o lembrava dela? Como aquilo poderia fazer algum bem para a cabeça dele? Ainda mais com toda a tensão velada que existia entre eles, sentia que se fosse com ele as consequências no relacionamento dos dois seriam permanentes.
Apesar disso não conseguia controlar seus pés.
Mesmo que pensasse em todos os contras de segui-lo, Kagome sentia seu corpo esforçar-se ainda mais para alcança-lo; como se todo aquele diálogo interno tivesse servido apenas para alivia-la da culpa que sentia. Ainda que estivesse preocupada com Inuyasha, era egoísta o suficiente para não se afastar dele.
Seria tão ruim assim tentar investir no primeiro cara que conseguiu mexer comigo depois do Darsh?
A imagem clara de um Shino furioso gritando como resposta "Sim! Seria" pipocou em sua mente.
Estacou.
Talvez estivesse apressando demais as coisas, conhecia Inuyasha por pouco tempo, isso se realmente pudesse dizer que o conhecia. Investir nele? Que tipo de retorno esperaria de uma pessoa que não tinha maturidade suficiente para controlar a própria raiva? E como poderia pensar em ficar com alguém sem ter superado o ex completamente? Não queria olhar para Inuyasha com o mesmo olhar perdido que recebera: buscar um alguém que não era exatamente aquele com quem se estava. Aquilo machucava. Se negava a fazer algo parecido com quem quer que fosse.
Lançou um olhar preocupado para onde a senhora ainda estava, percebendo como não tivera nem ao menos a consideração de acompanhá-la, estando ela tão debilitada. Voltou correndo para o lado da velha Kaede, pedindo mil desculpas e ajudando-a a seguir o hanyo que já sumira no horizonte.
— O idiota levou meu cavalo... – a senhora riu.
Kagome não conseguiu segurar o sorriso, concordando com a idosa.
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[Ainda que a idiota fosse ela.]
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