And My Veins Got Drained.

4 Last drops.. And my veins got drained.


Notas iniciais
Eu ainda vou fazer mais algumas cartas, que vão ficar como as Hidden Drops.. Depois eu posto, hn?

Fechei meus olhos, e como um filme a lembrança veio em minha mente.

A grama era verde e viva com o toque do Sol. Minhas mãos estava sujas de terra do interior do Japão, e meio ralada pelas quedas. Eu queria voar. Havia tentado a tarde inteira pulando de cima de uma pedra dos fundos da casa, mas não conseguia. Sentei-me sobre a pedra com um beiço enorme, e ouvi meu pai andar atrás de mim, e se sentar ao meu lado. O sorriso dele era lindo e forte, mas por algum motivo, agora, não conseguia me lembrar dos olhos dele. Talvez por naquela época eu ter apenas uns 9 anos de idade. Ele me perguntou o que eu queria.

- Voar, papai. Eu sempre quis voar. Eu sempre quis voar...

Repeti, várias vezes. Naquele dia ele me disse que seres humanos não voam. Só caem.

Abri meus olhos. Eu não era humano. Minha camisa se abriu por minhas unhas e deixei lágrimas de sangue, o único tipo de liquido de meu corpo escorrerem por meu rosto. As unhas roçaram minha pele branca. Tremi. Eu sabia que já era tarde para sair dalí, muita coisa já estava feita. Permiti-me olhar para o céu, e dizer adeus, e fiz os mesmo às sombras. Delas saiu um pequeno gato branco de olhos azuis e se sentou, me olhando. Meu primeiro presente dado por Shiro. Hakki me olhou, e parecia chorar comigo. Pedi perdão. Levantei meus olhos e o primeiro raio de sol apareceu sem me tocar. Dor. Não do sol, pois não me tocava, mas senti a dor de minhas unhas rasgando meu peito ao meio, adentrando-o. O sangue escorria regando a grama verde, e meus dígitos tocaram meu coração morto. Com os fios negros escondendo o azul infinito de meus olhos puxei-o para fora, deixando-o cair dentro da caixa. Essa fechou com um baque e afundou ao meu comando na sombra para seu destino pré-ordenado. Meu último esforço... Doia respirar, e enxergar era difícil a beira do precipício. Estendi minha mão fitando as costas dela enquanto o sol subia, e pude ouvir o som do queimar ao mesmo tempo que via-a criando pontos de luz avermelhada. Dor, mais dor. O grande astro subiu e pude vê-lo uma última vez, matar a saudade de seu calor, que agora ateava fogo a todo meu corpo que se desintegrava em meio ao meu choro. A brisa batia contra mim e levava as brazas flamejantes para o céu levando o que uma vez foi meu corpo para o alto, junto aos céus sem fim. Não importava se eu conhecesse o inferno. Por momentos a dor se foi, e, no fundo... eu sempre quis voar...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.