Notas iniciais
Aí está galera! Eu sei que tinho prometido postar ontem, mas eu não tive tempo porque praticamente não fiquei em casa ontem já que era meu aniversário...
Enfim, aí está.
Boa leitura!

Capítulo 18- It Was You

Percy parou o carro em frente à casa de Annabeth. Tomou coragem e... Voltou. Pensou mais um pouco... O que iria dizer? Algo como: Ei, quando você era pequena, tipo, 5 anos, nós nos conhecemos no metrô. Pois é, eu era aquele pirralho. Ou talvez ele dissesse: Continuo te amando e você continua sendo a mulher da minha vida. Percy esperava que não tivesse que dizer nada, apenas mostrar o buquê, ou algo assim.

Ele olhou para o buquê ao seu lado no banco do passageiro. O que ele iria fazer? Decidiu que ia pedir a opinião de um especialista. Mas como ele não conhecia nenhum então ele tinha que se contentar com a Thalia mesmo... Afinal, ela era mulher e, além disso, era amiga de Annabeth.

Percy pegou seu celular e discou o número da prima. O celular chamou algumas vezes antes dela finalmente atender:

-Alô?

Percy estranhou, afinal, ela sempre atendia o celular dizendo algo como: “E aí idiota?” ou “Beleza tapado?”

-Oi Thalia. Sou eu, o Percy.

-É, eu sei.

Estranho.

-Onde você está? –Perguntou.

-Na casa da Annie.

Ahh está explicado. Percy pensou. Já no andar de cima da casa da loira, a conversa delas havia sido interrompida pelo telefonema. O assunto da conversa? Percy Jackson.

-Ela não sabe que sou eu no telefone sabe? –ele perguntou, preocupado, afinal, se Annabeth descobrisse que eles estavam se falando, ela provavelmente perguntaria o porquê já que eles “mal se conheciam”, e eles teriam que dizer que eram primos. Percy não gostava de mentir para a loira, mas era preciso. Ele não queria Thalia intrometendo mais em seu relacionamento com a garota do que ela já estava intrometendo.

-Não, pai. –Percy riu ao ouvir isso. Mesmo que não gostasse de admitir isso, sua prima era esperta e inteligente. Ela iria se virar.

-Obrigado.

-Não por isso. Mas me diga, por que me ligou pai? –ela continuou com a farsa.

-Thalia, você lembra que quando eu tinha 6 anos, eu conheci uma garota no metrô? Minha mãe contou sobre ela para toda a família. Você tem que se lembrar... Foi meu primeiro amor... Eu dei rosas brancas para ela, se lembra?

-Sim. –disse Thalia normalmente como se estivesse apenas concordando com algo que seu pai havia dito.

-Pois é. Eu nunca a esqueci Thalia. Eu tentei, mas ela sempre esteve lá, no meu coração. –disse Percy, eufórico.

-Não me diga que você... –agora sua prima demonstrava preocupação.

-Que eu a encontrei? Sim, Thalia, eu a vi. Nós conversamos. E os sentimentos que estavam guardados, escondidos, se revelaram, e voltaram com ainda mais força!

-Eu não acredito que você vai fazer isso com ela! Não acredito! Ela te ama! – Thalia gritou, por um momento esquecendo que supostamente estava falando com seu pai.

-Espere Thalia, se acalme! Não é bem assim! –disse Percy percebendo a confusão em que havia se metido.

-Me acalmar? Me acalmar? Como você quer que eu me acalme depois do que você acabou de me contar? –Thalia continuava gritando.

-Thalia! A garota do metrô! O nome dela é Annabeth! Até ontem eu não sabia seu sobrenome, mas agora eu sei! Seu nome é Annabeth, Annabeth Chase! –disse ele também gritando.

-Annabeth... Chase? –disse Thalia no telefone, confusa.

-É! Ontem, depois do jogo, nós ficamos conversando... Até que todos foram dormir e ficamos apenas eu e Annabeth... Ela me chamou para subir ao seu quarto, mas quando chegamos lá, ela lembrou que havia esquecido o celular no andar de baixo e desceu para pegá-lo... Enquanto ela estava fora, eu me distraí olhando as fotos nos porta-retratos dela... Você está no quarto dela?

-Sim.

-Então vá até a estante com os porta-retratos.

-Ok.

-Ignore as fotos dela com a família, o porta-retrato em questão... Ela está sozinha, em frente a Estatua da Liberdade. Nesta foto ela tinha uns 5 anos... Achou?

-Sim.

-Pois bem, Thalia, você está olhando para a garotinha que eu conheci no metrô, que eu me apaixonei à primeira vista e que eu dei uma rosa branca para ela... –disse Percy sorrindo.

-Não é possível. É muita coincidência.

-Não é coincidência, Thalia, é o destino. Essa foto provavelmente foi tirada na mesma viajem em que nos conhecemos. –ele ainda sorria.

-Espere um pouco. –disse ela e em seguida ela se direcionou à outra pessoa. –Quando você tirou essa foto Annie?

Percy escutou uma voz respondendo ao fundo:

-Quando eu tinha 5 anos, eu e meus pais fomos à Nova York e visitamos a Estátua da Liberdade. Os gêmeos também foram, mas geralmente eles ficavam no hotel jogando vídeo game trancados no quarto ou algo assim.

-E você conheceu alguém lá? –perguntou Thalia.

-Agora que você perguntou... Conheci sim. Um garoto, olhos verdes, cabelos pretos. Conhecemos-nos no metrô. Acho que o nome dele era Peter... Não, não, o nome dele era Percy. Ele me deu uma rosa. –respondeu Annabeth.

-Hm. Legal. –disse Thalia fingindo indiferença. E depois dirigindo-se a ele. –Você estava falando a verdade...

-É claro que estava Cara de Pinheiro. –disse Percy sorrindo.

-Já falei para não me chamar assim! Mas só teve uma coisa que eu não entendi... Por que você me ligou?

-Vá até a janela. –ele disse simplesmente.

-Por quê?

-Apenas vá até a janela.

Thalia foi em direção à janela e quando olhou para o lado de fora ela pôde ver o carro de Percy estacionado em frente à casa da loira.

-Tá. E daí?

-E daí que eu estou com um buquê de rosas brancas prontas para serem dadas de presente para a única garota que eu amei e que conseguiu me dar paz. –ele disse.

-Ahh.

-O que eu faço? –ele perguntou incerto.

-Exatamente o que você falou que iria fazer... –Thalia respondeu simplesmente.

-Você acha que ela vai gostar? –ele estava com medo de a resposta ser “não”.

-Tenho certeza.

-Então está na hora. Vou desligar agora. –ele disse enquanto sentia borboletas no estômago.

-Ok. Beijos, pai. –Thalia disse e Percy riu com a tentativa inútil da prima de manter a farsa.

-Beijos filha. –ele disse antes de desligar.

Percy olhou para o buquê e então teve uma idéia.

Ele pegou a caixinha de CDs e pegou o que queria logo em seguida colocando no aparelho de som do carro. Escolheu a música que queria e aumentou o volume logo em seguida saindo do carro com o buquê em mãos.

Está na hora. Pensou.

Enquanto isso no quarto de Annabeth...

-Seu pai? –perguntou Annabeth à amiga.

-Sim.

-Qual foi o problema? Você estava gritando.

-Não foi nada... Apenas um mal entendido... Está tudo bem agora... –disse Thalia medindo as palavras.

Annabeth decidiu não contestar. E foi nesse momento que uma música pôde ser ouvida vinda da rua.

A loira foi em direção à janela e, quando olhou para a rua, ela teve uma surpresa.

Percy estava em frente ao seu carro, meio escorado. Suas mãos estavam atrás de seu corpo como se ele estivesse escondendo algo. Seu rosto corado, os cabelos negros e rebeldes, seus olhos verdes. Ele estava lindo.

Again, do Bruno Mars, vinha do som de seu carro.

Ela desceu as escadas correndo, abriu a porta e correu em direção ao moreno. Ela jogou seus braços ao redor de seu corpo musculoso e sentiu que ele fazia o mesmo.

Quando os dois se separaram, Percy estendeu-lhe o que ele segurava escondido atrás de seu corpo momentos antes: um buquê de rosas brancas.

-O garotinho do metrô... Era você.

To be continued...

Notas finais
Vocês se lembram que a música do cap em que conta a história dos dois com 5 e 6 anos tinha a música Again do Bruno Mars? Pois é... Uma citação dela aqui também... Pra aumentar ainda mais a sensação de deja vu.
Este cap foi escrito enquanto eu ouvia They don't know about us do One Direction... Viciei!
Galera, só vou postar daqui uns 10 dias porque vou viajar e tem ano novo e talz e blá blá blá. Vou pra fazenda e depois vou pra Aruanã com minha amiga...
Mas eu estou meio deprê porque descobri que o garoto que eu tava a fim tá namorando :(
Portanto, o que eu quero saber hoje é: Já aconteceu isso com você? Conte-me a respeito...
Então é isso...