Notas iniciais
Boa leitura!

Capítulo 3-I Need Your Help

-Está sim, querida. Hum... Eu sou Sally, a mãe do Percy. Prazer. –disse a mulher, amavelmente.

Annie sorriu e respondeu:

-Annabeth, senhora. E o prazer é todo meu.

A mãe de Percy sorriu-lhe de volta e disse:

-Ele está no quarto. Imagino que queira falar com ele não? Bem, você pode subir. É a primeira porta a esquerda.

-Obrigada, dona Sally.

-Oh, querida, não precisa de toda essa formalidade. Chame-me apenas de Sally.

-Então ta, don... Sally. Eu vou lá.

Sally lhe lançou um último sorriso antes de a garota subir as escadas e parar em frente da primeira porta a esquerda no corredor.

Por um momento a garota hesitou, mas logo deu duas batidas de leve na porta.

-Entra. –ela ouviu a voz de Percy vindo de dentro do quarto e então entrou.

O garoto estava deitado em sua cama, ainda com a mesma roupa de antes só que agora sem os tênis. Quando a viu ele imediatamente se sentou e disse:

-Annabeth... O que faz aqui?

-Você disse que quando eu aceitasse que estou com problemas e quisesse ajuda eu poderia vir aqui.

-Claro. É só que eu pensei que fosse demorar mais um pouco para você cair na real.

-É que... –ela começou para logo depois contar a ele tudo o que aconteceu depois que ele foi embora.

-Annie, me desculpe.

-Pelo que, Percy?

-Por ter te dito tudo aquilo.

-Não tem problema, Percy. Você sabe que tudo aquilo é verdade. Sem falar que você abriu meus olhos. Sem você agora eu estaria vomitando. Mas não. Eu estou aqui. Com você. Aceitando a sua ajuda. Eu preciso da sua ajuda, Percy. Eu preciso de você.

-Eu estou aqui, Annie. Não se preocupe. Eu estou aqui. E sempre estarei ok? –ele a abraçou e ela abraçou-o de volta.

A garota chorou no ombro do rapaz já imaginando por tudo que ela teria que passar. Tudo que eles teriam que passar, ela se corrigiu. Eles enfrentariam tudo juntos, pois agora eram amigos... Será mesmo? Ela se perguntou, mas logo afastou estes pensamentos de sua cabeça.

Percy, meio relutante, afastou Annie alguns centímetros para poder olhar em seus olhos e falou:

-Posso contar para minha mãe?

A garota, ao ouvir aquilo, se separou imediatamente do jovem.

-Não Percy! Por favor. Vamos manter isso só entre nós está bem?

-Tudo bem. Como você preferir. Você quem decide ok? –disse ele voltando a abraçá-la. –Eu só pensei que talvez minha mãe pudesse ajudar já que ela trabalha com isso. Mas tudo bem. Você quem sabe. –completou.

-É só que eu prefiro que fique só entre a gente. Eu mal conheço sua mãe. Quer dizer, nós também acabamos de nos conhecer, mas eu sinto que posso confiar em você.

-É claro que você pode Annie. Somos amigos a partir de hoje. Não se esqueça disso. Nunca.

Ela confirmou com a cabeça e eles continuaram em silêncio. Cada um com seus pensamentos.

Eu preciso ajudá-la. É questão de vida ou morte. E por incrível que pareça a vida em jogo aqui não é a dela e sim a minha. Nada pode acontecer a Annie. Nada. Eu não vou deixar. Percy pensava.

Ele é tão lindo e tão gentil comigo. Ele diz que nunca vai me deixar. Como se fossemos amigos há anos. Ele é tão incrível. Sensível, amoroso, carinhoso. Pena que ele só quer ser meu amigo. Mas por enquanto só amizade para mim já está bom. Annie pensava.

-Annie... –Percy a chamou.

-Hum...?

-Sempre que você precisar me chame ok? Quando você quiser vomitar. Me chame está bem?

-Tudo bem Percy.

-E você precisa saber que eu não posso te curar completamente. Não sozinho. Mais para frente vamos precisar de ajuda médica. Tudo bem por você?

-Pode ser. Só não quero tudo isso agora. E, Percy, eu prometo que eu vou me tratar, que eu vou me curar.

-Tudo bem Annie.

Eles ficaram mais um tempo em silêncio até que Percy se lembrou de um detalhe importante.

-Annie... Mas e seus pais? Eles precisam saber...

O rapaz sentiu a jovem ficar tensa em seus braços.

-Minha mãe morreu Percy.

-Eu sinto muito Annie. –ele disse e a abraçou mais forte. Ele sentiu lágrimas molhando sua camisa. Ela estava chorando. Mas ele não disse nada. Apenas a abraçou ainda mais forte e de uma maneira protetora. Ele permitiu que ela chorasse em seu ombro e quando viu que ela havia se acalmado ele os separou alguns centímetros para poder olhar novamente nos belos olhos acinzentados da loira.

-E seu pai?

-Ele vive viajando.

-Mas e você e seus irmãos? Com quem vocês ficam?

-Nós ficamos sozinhos em casa. Cuidando uns dos outros.

Percy assentiu e voltou a abraçá-la.

Eles ficaram abraçados por mais alguns minutos até que ouviram duas batidinhas na porta e logo uma vozinha chegou até eles:

-Posso entrar? –perguntou Sally já com a cabeça dentro do quarto.

-Claro mãe. –disse Percy soltando Annabeth do abraço e abraçando-a pela cintura. –Estamos só conversando. –ele completou.

-Sei... –disse Sally não muito convencida. –Bem, eu só vim aqui perguntar se vocês estão com fome.

Percy olhou para Annabeth e logo depois respondeu.

-Não estamos com fome não, mãe, obrigado. Bem... Eu acho melhor eu levar Annabeth para casa. Já está ficando tarde e os irmãos dela estão lá, sozinhos.

-Não precisa Percy. Eu vou sozinha.

-Não, não, não. Eu vou com você. Faço questão de te acompanhar até sua casa.

Annabeth não pode deixar de sorrir com as palavras do garoto e logo os dois estavam saindo pela porta da casa de Percy.

Os dois caminhavam calmamente pela rua, Percy ainda abraçava Annabeth pela cintura. Quem os visse não hesitaria em dizer que eram namorados.

Quando os dois chegaram à casa da garota eles pararam de andar e ficaram se encarando por um tempo.

-Obrigada. –ela disse.

-Pelo que?

-Por ser tão legal comigo.

-Não precisa agradecer.

-Preciso sim. A gente mal se conhece e você já se dispôs a fazer tanta coisa por mim.

-Já disse que não tem por que agradecer. Somos amigos esqueceu?

-Não, eu não esqueci.

Eles ficaram se encarando até que Annabeth perguntou:

-Você vai vir aqui amanhã?

-Só se você quiser. Você quer?

-Claro que quero! E então? Você vem?

-Claro! Estamos de férias!

-Então até amanhã.

-Até amanhã.

Mas nenhum deles se mexeu. Nenhum deles nem sequer saiu do lugar. Ficaram lá. Se encarando.

-É melhor eu ir. –ele disse.

-Sim. E é melhor eu entrar.

-É...

Mas nenhum deles se moveu.

-Annabeth! –disse uma vozinha lá de dentro da casa. Bobby.

-Estão te chamando.

-É eu sei.

-É melhor você ir ver o que ele quer.

-Já estou indo...

Ele riu de leve ao escutar outra voz de dentro da casa. Agora era Mathew quem chamava a irmã.

-Eu vou indo...

-Então vai...

-Eu vou... Mas antes...

Annabeth ficou na ponta dos pés e beijou a bochecha esquerda do garoto para logo depois sussurrar em seu ouvido:

-Obrigada.

-De nada.

E então a loira entrou em casa para ver o que os irmãos queriam enquanto pensava. Preciso da ajuda dele.

To be continue...

Notas finais
mereço reviews?