And All Things Will End...
4 Novos amigos...?
Notas iniciais
~ Desculpem a demora do segundo, minha net nao estava querendo conectar, entao é foda!
~ Obrigado pelas Reviews e vou ja responde-las!
Bjinn
P.S.: algumas vezes a historia nao vai ser interpretada pela Annie apenas, entao eu vou começar a colocar Ex.: Annie Pov´s ON
Annie Pov´s ON
Choveu o resto do dia, bom saber disso. Eu não podia sair de casa por nada. Não que eu fosse de açúcar ou coisa do tipo, mas estava caindo navalha lá fora e não tinha como eu sair de nenhuma forma.Depois de fazer uma comida escrota pra minha mãe e não comer quase nada, eu subi para meu quarto. Fiquei lá o resto do dia.
Quando já estava noite eu comecei ouvi-la gritar. Peguei meu mp3 e comecei a escutar uma musica. Ao menos eu não a ouviria gritar. Poderia pensar em chamar a policia, mas saberiam pelo numero quem ligava, não acreditariam em mim. Novidade!
Um dia ele vai acabar matando minha mãe, ou ate mesmo a mim. Mas se ele a matar, eu juro que não pensarei duas vezes em mata-lo. Gostaria que ele não existisse. Que meu pai não tivesse me abandonado. Queria que fossemos uma família feliz. Como aquelas que você ver em seriado americano.
Senti meu rosto molhado pelas minhas lagrimas, salgadas e frias lagrimas. Ouvi fortes batidas na minha porta, tirei o fone e antes que eu pudesse abrir, ele entrou no quarto com um cinto na mão.
- Porra, garota! Que tipo de merda é essa! — ele disse e jogou o prato da comida que eu havia feito na parede, senti meu corpo pular de susto com o baque — eu trabalho o dia todo nesse caralho, pra que?! Heim, me diga!? — ele pegou meu cabelo e o puxou — pra você ficar aqui sem nada pra fazer...fugindo e gastando uma grana em uma tatuagem de merda..HEIM?! SUA MERDINHA! UM ANJO??? PENSA QUE EXISTEM ANJOS?! ESTA ENGANADA GAROTA... — ele me deu o primeiro soco — E ESSA PORRA DE CABELO?? QUEM VOCÊ PENSA QUE É?? UM ESTRELA DO ROCK!
Depois disso senti o cinto me atingir nas costas. Parecia como ferro em brasa me atingindo. Podia ouvir minha roupa rasgar junto com minha carne, mas eu não chorei. Não por ele. Nunca mais por ele, ou pelo menos na frente dele.
Quando Steve viu que não me assombrava mais, vinha com tudo pra cima de mim, mas minha mãe se jogou e ficou entre nós dois.
- STEVE POR FAVOR, DEIXE ELA EM PAZ! VOCÊ VAI ACABAR MATANDO ELA! — ela falou desesperada, minha mãe me defendendo, não acredito?!
Pensei que ele não iria escuta-la e terminaria o serviço naquele instante, mas apenas se retirou batendo a porta com força.Senti as lágrimas dominarem meus olhos novamente.
Minha mãe levantou e saiu do quarto, nem tive tempo de agradecer, mas pelo quê?! Por adiar por mais algum tempo a minha morte. Preferia morrer logo, seria muito melhor.
Ouvi a porta se abrir novamente e me encolhi como um animal com medo do fim, mas por que? Eu não queria morrer ainda agora?!
- Sou eu... — ela sussurrou — deixe-me ver suas costas... — ela disse, mas eu me esquivei — deixe de ser mimada!
Mimada?! Eu? Eu nunca fui mimada ou ninada ou coisa do tipo, como ela ainda tem coragem de dizer uma coisa dessas...?
- Deixe-me ver, Annie!
Eu não aguentava mais, virei de costas e sentir pinicar no momento em que ela tentou retirar a blusa.
- Argh...
- Me desculpa... — ela disse fazendo os curativos.
- Desculpa pelo que?!
- Me desculpa pelas coisas que eu deixo de fazer por...você! — respirei fundo, estava deitada na cama de barriga pra baixo, esperando ela termina os curativos — fique assim, vou deixar a caixa com o que precisa do curativo aqui... acho que não irá dexar marcas na tatuagem... — ela suspirou pesadamente — eu preferia uma coisa mais feminina do que um anjo caído... mas essa é você!
Eu sorri com seu comentário. Ela já estava de saída quando eu finalmente consegui dizer alguma coisa.
- Por que? — eu perguntei num sussurro.
- O que?! — ela disse parando na porta de costas pra mim.
- Por que você não o deixa, mãe?! Ele lhe faz tanto mau... ele... ele nos faz tanto mau! — eu disse já chorando novamente.
- Porque eu o amo! — foi apenas o que ela disse antes de fechar a porta com força.
- Eu também te amo, mamãe... — eu sussurrei sentindo minha vista ficar embaçada pelas lagrimas, acabei por dormi mais rápido do que eu pensei.
Acordei no horário de sempre, antes de Steve e rumei pro parque perto de casa, era lá que eu ficava antes de ir pra escola, ate porque ainda estava amanhecendo e o colégio deveria estar fechado.
Usava minha famosa camisa do AC/DC e por cima um casaco com capuz, já que estava frio aquela manha, minha famosa calça jeans rasgada nos joelhos e meu all star preto surrado. Minha mochila nas costas e minha pasta com desenhos, sempre que vou para o parque eu desenho. Resolvi que hoje não seria diferente. Estou pensando seriamente em não ir pra escola hoje, além de eu ter um olho roxo escondido por causa do boné e do capuz, ainda estou com as costas doidas. Agradeci quando não foram profundos os machucados.
Mas o que me machucou foram as palavras de Steve, de certa forma ele estava certo, eu não sou nada e não represento nada e anjos não existem. Mas eu ainda acredito anjos e acredito plenamente que um dia, talvez um dia um anjo possa me salvar, meio clichê ou coisa do tipo, mas quem sabe...? por que não?
Ouvi alguém me chamar, quando olhei para o lado em um carro estava Charlie, meu ex-professor de artes. Senti-me uma merda pelas coisas que eu havia feito.
- Annie...? — ele perguntou tentando me reconhecer.
- Oi professor! — eu disse sorrindo.
- Pra onde você esta indo uma hora dessas...?
- Escola...?!? — eu respondi com uma pergunta que fez o soltar uma gargalhada.
Ele continuava o mesmo, lindo. Olhos azuis bem expressivos, pelo morena clara e cabelos levemente bagunçados e usava o mesmo casaco tom de bege e seu óculos de armação redonda. Sim eu já tive uma queda pelo meu querido ex-professor, uma fase que já passou, eu acho?!
- Estava indo pro parque não é?! — ele disse abrindo a porta dos passageiros por dentro — vem, entra! Conheço uma cafeteria ótima aqui perto!
Eu sorri e entrei no carro, sabia que não adiantava dizer não, ele iria insistir ate o fim do mundo o que não estava muito longe, já que todos estão falando que na virada pra 2000 o mundo irá acabar.
Continuei com o capuz na cabeça, não queria que ele visse o que aconteceu com minha cara, não agora. Eu sabia que ele iria insistir em querer que eu tire o boné e o capuz, ele sempre fazia isso na escola, e eu sempre inventava que havia brigado na rua ou coisa do tipo. Não seria diferente agora.
- O café daqui é ótimo! — ele disse tomando um gole do café preto.
- Eu prefiro achocolatado ao invés desse troço preto aí! — eu falei tomando um gole do meu achocolatado quentinho.
Ele riu do meu comentário e começou a comer umas torradas. Eu aproveitei que ele queria pagar e pedi um big mega sanduiche de atum. Amo atum!
- Posso? — ele perguntou pegando meus desenhos.
Eu apenas assenti e aproveitei meu café da manha, faz um bom tempo que não tenho uma refeição de verdade e não vou negar uma quando esta na minha frente.Ele analisava cada desenho, cada folha de papel, acho que foi isso que me atraiu nele, por ser o único que me admirava.
- Continua obcecada por anjos?!! — ele disse rindo.
- Hu-rum! Sempre! — falei de boca cheia — eu fiz ate uma... — parei, sabia que ele não iria gostar nada.
- Uma...?
- Hum..er... tatuagem! — pensei que iria receber um sermão, mas não ele apenas soltou mais uma de suas famosas gargalhadas — não vai reclamar, dizer que não foi à coisa certa ou coisa do tipo?! — eu perguntei confusa.
- Não, não... Sabe Annie na escola somos pagos para educar e ensinar o que os adultos insistem em dizer que é certo, mas... fazer algo que sempre desejou não é um erro! Pelo contrario tem que ter coragem! — ele disse e me mostrou uma tatuagem no seu braço direito um pouco abaixo do ombro.
- Você...
- Sim! Eu sempre tive essa tatuagem! — ele disse sorrindo.
Fiquei chocada agora, ele sempre me disse que não era certo, mas todo tempo...
- Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço... — eu sussurrei e ele começou a rir novamente.
- Pois é... bem, eu tenho que ir! — ele olhou no relógio e sorriu pra mim — Quer uma carona pra escola?
Eu o fitei, ele mais do que ninguém sabia que se me vissem dentro do carro dele seria o assunto do mês todo. Ele apenas levantou e eu o acompanhei.
Ele pagou a conta, mesmo eu fazendo a pose do tipo: Eu ajudo a pagar ...blábláblá, mas ele não aceitou. Quando já estávamos nos despedindo, finalmente ou terrivelmente ele pediu para tirar o bendito boné e capuz.
- Eu tive uma pequena briga com uma garota nova no...
- Annie, Annie... — ele falou segurando meus ombros — você não precisa mentir sempre...
- Como assim?? — me fingi de desentendida.
- Humf... se estive com problemas sabe que pode contar comigo?! — sim eu sei, mas não posso! Queria poder dizer isso pra ele, mas não conseguia — eu acredito em você, Annie! E serei sempre seu amigo!
Ele me abraçou delicadamente, tentei não gemer ou fazer cara de dor e por sorte eu consegui.
Já estava atrasada, a tal cafetaria era um pouco longe, devia ter aceitado a carona. Merda! Corri ate os portões, por sorte ainda estavam abertos. Por um instante pensei ter visto Jimmy ou The Rev, sei lá, só sei que quando vi já estava em cima, acabei colidindo com um muro de aço, isso mesmo e cai de bunda no chão. Ótimo, além de já esta toda doida, ainda me acontece isso.
- Caramba garota... pensei que você fosse sair levando o Syn! — reconheço essa voz em qualquer lugar, ainda mais rindo, caramba estou me sentindo meio zonza, meu cabelo esta todo na cara e ... meu cabelo? Puta que o pariu, meu boné?! Meu capuz!?
Comecei a apalpar minha cabeça percebendo que eu estava exposta, mas eu sabia que isso aconteceria mais cedo ou mais tarde. Tentei controlar minha respiração e olhei pra cima, e o que eu vi foi quase como se estivesse no... céu(?)
Morri e não sabia que pessoas delinquentes iam para o céu. Por um momento me perdi nos olhos castanhos que me fitavam, pareciam confusos, surpresos ou seriam irritados? Bem eu não sei, mas acho que estava em outro mundo, por quê? Pense comigo se você ver um garoto incrivelmente lindo, nariz reto quase perfeito, rosto másculo bem desenhado, quase parecendo um boneco, cabelos escuros e um pouco
comprido escondidos com uma touca preta e um corpo sensacional só de se olhar dessa forma, imagine sem roupa...que tipo de pensamento é esse, Annie???! E olha eu nem falei dos braços dele, são totalmente cobertos por tatuagens. Incrível como meu desejo foi atendido, meu vizinho da casa de esquina realmente estuda na mesma escola que eu?! Obrigada meu Deus!
E ele é muito...
- Lindo... — eu sussurrei.
- O que você disse?!? — ele perguntou confuso estendendo sua mão para eu levantar.
- Hãn...eu? como?! Não entendi! — merda eu bati minha cabeça muito forte.
- Eita moleca complicada! Ele perguntou o que você disse e eu também estou curioso...
Nota mental: quebra cada osso do corpinho de Jimmy Sullivan.
- Eu disse que estou indo... — eu levantei sem pegar na mão do garoto e coloquei meu capuz, acho que nenhum deles reparou no meu olho. Sorte!
Mas antes que eu corresse corredor adentro o maldito Sullivan me segurou.
- Eita, por que a pressa!? — ele disse risonho.
- Por-porque e-eu... — eu estou gaguejando, ainda mais com ele me fitando parecendo confuso ou seria irritado(?) — eu tenho aula ...e vocês também! — tentei fugir dos braços de Sullivan que me abraçou fortemente, e acabei fazendo careta com a dor que eu senti.
E pelo visto não passou despercebido pelo amigo dele que me fitou confuso e parecia querer ver meu rosto melhor.
- Deixa eu te apresentar uma pessoa... — ainda bem que The Rev não percebeu minha dor, mas o amigo dele ainda me fitava de um jeito estranho — Synyster Gastes essa é... aff... você nem disse seu nome...
Ele começou a rir e ele estava certo.
- Oi, meu nome é Annie St Lute... — eu falei estendo minha mão para garoto que não demorou a me cumprimentar.
- Brian Haner! — ele disse e eu fiquei confusa, olhando dele para Sullivan — mas pode me chamar de Syn ou Synyster ou Gates ou como quiser...
Caramba pra que tantos apelidos. Isso me deixa muito confusa.
- Não diga que o apelido dele é tosco, pois combina com ele! — disse The Rev passando seu braço pelo meu ombro e o apertando, é hoje que ele me mata.
- Hey The Rev, Synyster...e Annie?!?
Era Matthew Sanders, seguido por Zacky Baker e Johnny Seward, ótimo eu estou bem!
- E aí Angel! — disse Zacky e Johnny juntos.
Eu apenas sorri, ate porque era o máximo que eu conseguia com o Sullivan apertando meu ombro.
- Annie... vocês já se conhecem?! — Jimmy perguntou confuso
- Pois é Jimmy, eles estudando aqui faz tempo e devem conhecer todos que estudam aqui desde sempre... — falou o tal Synaoseioque ironicamente. Acho que vou chama-lo apenas de Brian mesmo, é mais fácil.
- Obrigado por me lembrar Syn, é que as vezes eu sou esquecido.
- Hei eu ganhei a aposta! — disse Johnny.
- Aff... — resmungou o tal Brian — eu vou para ginásio, fui!
- Eita que o Syn esta de TPM! — disse rindo Jimmy.
- O que tem no ginásio?! — eu perguntei sem entender nada.
- Parece que hoje não vai ter aula porque morreu um aluno ou antigo aluno, coisa do tipo...não sei!
Caramba. Agora eu fiquei...assustada. Morreu um aluno?!
- Sullivan seu idiota, assim você vai assustar ela! Morreu uma antiga professora daqui e não um aluno... — falou Matt revirando os olhos indo em direção ao ginásio.
- Como?! Quem? — eu perguntei curiosamente assustada (ainda).
- A senhora Collins, parece que foi o coração! — ele disse dando de ombros.
Acho que já tive aula com a senhora Collins, mas não lembro.
Chegando lá, sentamos próximo do tal Synystro ou coisa do tipo. Ate que eu gostava dele, mas com a boca fechada e um sorriso no rosto, puta merda, pense num garoto mimado, quando ele viu os amigos acenou sorrindo, já que Katharine Fox estava sentada do seu lado sussurrando alguma coisa em seu ouvido e quando ele me viu...BUM! O seu sorriso morreu e ele virou a cara. Gay!
Ainda bem que eu sentei distante dele. Ainda fiquei com o capuz e fiquei ainda mais feliz quando soube que não teria mais aula hoje. Claro que é uma tristeza alguém morrer, mas todos morremos um dia, certo?!
E agora aqui estou eu levantando e indo embora para meu lugar favorito: o parque. Mas quem dera se tudo fosse perfeito e Jimmy não tivesse me conhecido.
- Annie! — ele me chamou e eu fingi não escutar, ainda bem que o colégio esta uma loucura e todo mundo esta nessa merda de ginásio — ANNIE!
Ele berrou e o ginásio inteiro olhou pra mim, eu poderia fingir escutar mp3, mas a sorte nunca me sorrir e mais uma vez em menos de um dia esbarrei no tal do Synystro. Oh bichinho chato, ou seria gatinho chato. ¬¬ Aff... saí de mim pensamentos pervas!!
- Você...
- Você... — eu disse tentando imitar a pose de superior dele, e ele sorriu pra mim, não um sorriso aberto, mas um simples levantar no canto dos lábios dele, isso me lembra o dia em que eu o vi pela primeira vez.
- Garota da moita... — Hãm?eu? ahh, o dia em que eu me escondi na moita por espia-lo, merda, ele realmente me viu — eu sabia que te conhecia, mas... — ele tentou tirar meu capuz, mas eu me esquivei.
Eu ia fugir dessa bodega, mas eis que aparece The Rev, que sorte a minha...
- Caramba, ainda bem que você segurou ela, Syn! — pronto foi só chegar o Sullivan, que o tal Syn faz cara de paisagem — Hei, vamos ate a ferrovia abandonada! Ta afim de ir?!
- Claro! — respondeu eu e o Syn ao mesmo tempo.
Puta merda eu tentei escapar dele ainda a pouco e ele faz uma pergunta que nem foi pra mim e eu respondo Claro!, como assim?! sera que eu sou sequelada?!
- Ér... desculpem! — eu já ia me retirar, mas o tal Syn segurou no meu braço.
Oxi que todo mundo resolveu segurar meu braço esses dias, pareço ate uma boneca. Eu o fitei e ele nada disse, apenas ficamos nos olhando por um tempo que não sei quanto foi.
- Certo! Quando vocês decidirem para de se comer com os olhos, me chamem! — disse Sullivan nos tirando de nossos pensamentos, ele ate parecia irritado.
- Tsc... eu vou indo! — disso Syn, sem nem se despedir.
Mal-educado.
Jimmy me puxou pelo braço me levando junto com ele.Ótimo.
Quando vi já estava sentada do lado do tal Synystro. Eunem queria pegar carona com ele, e claro pelo que vi nem ele comigo, mas o Jimmy enrolou tanto a gente e acabou que eu vim com ele e o Johnny que dormia no banco de trás. Perfeito. Ate que ele tem um carrinho legal, um Opala conversível na cor azul claro. Ele ligou o radio e nem se importou se Johnny dormia ou não. Colocou logo de cara Ramones,Pet Sematary. Foda essa musica.
Ele batucava no volante e eu comecei a cantar a musica baixinho. Ele parecia surpreso e eu parei de cantar.
- Gosta...? — ele perguntou e eu apenas balancei a cabeça positivamente — é, você tem cara mesmo...
Dei de ombros e continuamos calados. Que merda, eu não tenho assunto com ele, não que eu não quisesse saber tudo sobre ele, mas parece que some, parece que minha cabeça fica um vazio total.
Não demorou pra chegarmos ao tal local. Eu moro aqui há bastante tempo, mas nunca tinha vindo pra essas bandas. Os outros garotos já estavam ali, sentados, jogando conversa fora.
- Eu pensei que vocês não vinham mais! — disse Matt.
- Por um instante me arrependi em ter deixado você ir de carona com o Syn, pensei que ele fosse te sequestrar ou coisa do tipo... — falou Jimmy me puxando para lado dele no estilo possessivo.
Eu fitei o Brian por um instante e vi um sorriso sapeca nos seus lábios, não entendi bem, mas gostei.
- Hei moleca, não esta nem mais tão frio e muito menos esta sol pra você esta toda encapada...
Quando eu escutei The Rev falando isso meu coração parou. Não tive tempo pra dizer nada e nem fazer nada.
- Caramba, o que foi isso?!? — ele perguntou vendo meu olho arroxeado ao retirar o capuz.
Senti todos os olhos sobre minha pessoa e principalmente os olhos dele, eu sabia que se cruzasse meu olhar com o dele eu estaria ferrada, eu só queria saber o porquê, eu só queria descobrir que tipo de poder era esse que ele estava exercendo sobre mim.
- Ahhh isso! Eu...ér... briguei com uma garota ontem! — eu disse tentando convencer a mim mesma e claro, eles.
- Nossa, eu não sabia que você se metia em brigas também... — falou Jimmy risonho, mas puder ver certa ironia na voz dele — são como troféus, né?! Olha o meu! — ele mostrou o beiço ainda vermelho e cortado pela briga de ontem.
Eu fitei Matt e Zacky que se entreolhavam desconfiados, normal, eles sabiam o quanto eu vivia roxa demais, eles e Johnny, mas o mesmo estava dormindo no carro do Syn, imagine quando meus olhos cruzaram com os dele, eu tive a certeza de vê muitas coisas, mas principalmente ele parecia está furioso, mas por quê? Seria raiva do fato de eu ser no momento o centro das atenções dos amigos dele.
Desviei meus olhos pra Jimmy que levantou e foi ate o carro do Matt trazendo algumas garrafas de bebida e cigarro. Jogou um maço pro Syn que levantou e se distancio do resto do pessoal.
- Você quer?! — ele perguntou me entregando uma garrafa de Heineken, eu neguei com a cabeça.
Mas me perguntei por que? Por que não aceitar?!
Vi Brian tragar seu cigarro e ir pro seu carro, de lá ele trouxe outra bebida, não parecia cerveja como a dos meninos. Ele virou a bebida na boca e ficou do meu lado me oferecendo sem dizer uma palavra. Era quase como um pedido silencioso que eu bebesse ou ate mesmo um olhar me desafiando a fazê-lo. Não sei de onde veio o impulso, mas eu lhe tomei a garrafa, no primeiro momento eu fiquei apenas sentindo o cheiro da bebida, era forte, mas mesmo assim era extremamente irresistível não querer
senti o gosto nos meus lábios. Eu olhei pra cima e ele parecia esperar que eu virasse logo a garrafa na boca, eu fechei os olhos e o fiz. Foi quase como laminas rasgando minha garganta, mas mesmo assim tomei o suficiente para me saciar, pelo menos naquele momento.
Devo ter feito uma careta muita feia, mas os meninos apenas gritavam, não pareciam esta bagunçando com minha cara ou coisa do tipo, apenas me elogiando pela coragem.
Eu sorri verdadeiramente naquele momento e agradeci ao Syn, que apenas assentiu e voltou a se distancia com seu cigarro e sua bebida estranha. Conversamos sobre muitos assuntos. Descobrir que eles tem uma banda chamada Avenged Sevenfold e estão fazendo alguns shows por Califórnia pra divulgar a banda. Falei um pouco da minha obsessão sobre anjos e como eu tinha vontade de fazer uma faculdade de desenhos, claro que um sonho distante da minha realidade. Eles me encorajaram, principalmente Jimmy, não demorou muito para Syn se juntar ao grupo, descobri pelos garotos que esse era o jeito dele mesmo, com o tempo ele volta a ser o palhaço de sempre. Descobri também que Matt namora uma garota da nossa escola chamada Valary e que Syn tem um rolo com a irmã gêmea dela Michelle, não sei por que mais isso me afetou um pouco. Jimmy também tem uma paixonite por uma garota chamada Leana e Johnny e Zacky são os únicos vagabundos, como disse o próprio Jimmy. Como se ele não fosse, já que ele não namora a tal Leana.
Experimentei o álcool pela segunda vez e também consegui minha primeira tragada, incrível como novos amigos mudam tudo. Há uns dias atrás eu poderia dizer que era uma fracassada sem amigos, mas agora é diferente.
Notas finais
~ Sexta eu posto mais um capítulo.
~ Quem sabe doisa, mas eu acho que esse foi enorme demais pra posta dois sexta!
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