And All These Little Things
4 Capitulo 4
Notas iniciais
Pov’s Dam
Depois de ser baleado não tive mais contato com Catherine, eu sabia que ela estava me evitando. Ela foi me visitar algumas vezes, mas todas na presença de Lindsay ou de Lily. Essa era minha ultima semana em Vegas e eu temia que não a visse mais.
O som do toque de meu celular me fez parar de pensar nela por um momento, coisa que eu não conseguia fazer por vontade própria.
– alo? – eu atendi o numero desconhecido.
– Dam Beckman?
– sim?
– sou do departamento de policia de Las Vegas e queria informar que temos sua mãe sobre custodia por embriaguez, ela insiste que você venha buscá-la.
– ela passou a noite na cadeia?
– sim.
– bom.
– o que?
– ah nada, eu estou a caminho. – eu disse e desliguei o celular. Era bom que ela passasse a noite na cadeia para ver se pensa no que está fazendo da próxima vez. Sempre há esperança. Fiz meu caminho para o departamento de policia, no meio do caminho me toquei de que talvez pudesse encontrar Catherine uma ultima vez antes de ir embora.
Caminhei até a sala indicada pela recepcionista. Era uma sala de interrogatório. Minha mãe estava sentada a mesa e a sua frente um homem que não parecia trabalhar ali, pois não estava de uniforme. Seu porte físico era de um jogador de futebol.
– filho ainda bem que está aqui! – “é claro, já que vou livrar a sua bunda”.
Ela se levantou da cadeira (sua aparência era a pior possível) e me abraçou. Logo o cheiro de vodka barata me invadiu. Eu me afastei, esse cheiro me trazia péssimas recordações. O homem se levantou da cadeira e eu me apresentei.
– prazer, Dam Beckman – estendi minha mão para ele.
– Nick Stokes, CSI. – ele disse.
– ela já vai ser liberada? – perguntei a ele.
– sim, você só precisa efetuar o pagamento da fiança, pode acompanhar esse policial. – ele disse me indicando o polical no canto da sala. Acompanhei o policial analisando os caminhos que tomávamos pelo departamento, esperando topar com ela por ai, ou descobrir qual sua sala. Fiz o pagamento e voltei para a sala.
Quando voltei a sala Catherine estava lá. Ela me olhou, um pouco surpresa, eu diria. Ela estava casualmente linda. Sua blusa social vermelha colada ao corpo, seus três botões abertos dando uma amostra grátis do quão gostosa ela é. Desci meu olhar pela sua silhueta onde se encontrava sua arma. Era desconcertante como ela ficava sexy com uma arma, mesmo sendo perigoso. Voltei meu olhar para seu rosto e ela estava vermelha. O CSI começou a tossir falsamente e me pergunto o quanto meu olhar foi descarado.
– Dam. – ela me cumprimentou.
– Catherine. – eu disse seu nome.
– está tudo bem? – ela perguntou preocupada.
– sim, já resolvemos tudo. – eu disse entregando o comprovante de pagamento da fiança para o CSI. Minha mãe se levantou para irmos embora. Nos despedimos e saímos da sala, mesmo que eu tenha a visto, não era o suficiente para matar o meu desejo. Eu precisava de qualquer forma ter essa mulher para mim, e quando eu quero alguma coisa eu consigo.
Enquanto eu esperava por minha mãe assinar alguns documentos e receber instruções sobre as aulas de reeducação no transito que teria que frequentar para ter sua carteira de habilitação de volta resolvi dar uma volta pelo dep. Na intenção de topar com ela mais uma vez.
Ouvi sua voz vinda de uma sala no fim do corredor, ela estava a vontade e sua risada era contagiante. Entrei na sala de repente e peguei Nick e ela intimamente próximos. Logo percebi que rolava alguma coisa ali, mesmo que despercebida pelos dois.
– ah desculpa é que eu me perdi. – ela se afastou rapidamente dele.
– tudo bem, eu te acompanho até lá fora, estou no meu horário de almoço mesmo. – ela disse e caminhou para fora da sala passando por mim, deixando seu perfume me rodear no ar. A segui para fora da sala e Nick seguiu atrás de nós.
– achei que tivesse me deixado aqui! – minha mãe disse, em uma altura extremamente irritante como sempre fazia. “é o que eu deveria fazer”
– já podemos ir? – perguntei e ela acenou com a cabeça. Dei uma ultima olhada para Catherine essa era oficialmente a ultima vez que eu a veria.
– que tal uma carona? – Nick ofereceu a minha mãe.
– claro vou adorar ser escoltada por um policial bonitão. – ela disse dando o braço para ele. Catherine sorriu dele, enquanto eles caminhavam para fora. Talvez Nick estivesse me ajudando, não sei, só sei que não vou perder essa oportunidade.
– agora que estou livre da minha mãe, quer almoçar comigo?
– claro. – ela disse e sorriu.
O caminho até meu apartamento foi silencioso, eu fazia a maioria das perguntas, percebi que ela estava meio desconfortável na minha presença, certamente por causa do que eu disse no tiroteio. A enchi de perguntas sobre seu emprego, ela falava com tanto amor que eu podia ouvi-la durante horas.
Comecei a preparar um nhoque ao molho de tomate seco enquanto ela se sentou no balcão da minha cozinha pequena, mas pratica.
– eu te ofereceria um vinho, mas você tem que voltar ao trabalho.
– é, melhor não. – ela disse senti que suas palavras queriam dizer mais do que no contexto. Fique em silencio me concentrando no preparo do nhoque. Não demorei muito com o preparo, pois a massa já estava pronta, servi nossos pratos e começamos a comer em silencio.
– está chateada comigo por causa das coisas que eu disse quando fui baleado.
– não de onde tirou isso?
– não sei, você não disse nada sobre isso.
– eu já agradeci, não está achando que vai tirar algum proveito por ter salvo a minha vida, não é? – eu sorri, ela sempre espera o pior das pessoas, deve ser parte do seu trabalho.
– bem, eu estava esperando algum tipo de recompensa, o que acha de começar com uma massagem? – eu disse e ela sorriu.
– você está fugindo. – eu disse e ela me olhou, seu olhar era o mais sincero como se eu tivesse desvendado o maior mistério que ela já guardou.
– você tem que entender que eu sou a mãe da Lindsay e você é amigo dela, não meu. – ela disse se levantando e colocando seu prato na pia.
– eu não quero ser seu amigo, você não percebe? – eu perguntei me levantando também, ela se virou para mim.
– percebo e é exatamente por isso que eu estou fugindo. – ela disse e eu dei um passo na direção dela.
– esquece a Lindsay, me diz o que você quer?
– eu quero acabar com isso antes mesmo que comece, antes que seja tarde demais, antes que eu tome um caminho sem volta, antes que eu me perca. – ela ia dizendo e eu só me aproximando, até que estávamos a um centímetro de distancia. Seus olhos azuis me fitavam ansiosamente enquanto ela esperava imóvel pela minha ação. Levei minha boca a dela lentamente, mas ela virou seu rosto. “ah essa mulher ainda me mata”
Enterrei meu nariz em seu pescoço, seu cabelo cheirava divinamente. Encostei meu corpo ao dela e a senti suspirar contra meu peito.
– não faz isso Dam. – ela me suplicou em um sussurro, mordi a orelha dela.
– eu tenho namorado, mesmo ele sendo um bundão, a Lindsay gosta de você e eu tenho idade pra ser sua mãe... – ela ia dizendo enquanto eu passeava minha língua por seu pescoço, mordendo levemente para não deixar marca. Ela começou a empurrar meu peito para que eu me afastasse, mas eu não podia mais parar. Segurei os pulsos dela suavemente para trás e a encarei.
– eu não acredito que estamos discutindo isso, sendo que nada aconteceu;
– você não vê o que está fazendo? Pensa bem antes de... – eu tapei sua boca com a minha, eu sabia de toda essa merda que ela estava falando e eu sabia melhor do que ela que eram muitos os motivos para se manter longe de mim, mas eu não me importava, eu precisava ter ela na minha cama.
Passei a língua sobre seus lábios quando ela não se afastou e ela abriu a boca para mim. Tomei sua boca e puxei seu corpo contra o meu, meu desejo era algo inexorável, algo que não se corrompe diante de insistentes pedidos. Ela me empurrou com força dessa vez, seu olhar se apertando em fúria para mim.
“já era ela vai me matar, esqueci que ela tem uma arma ao seu alcance, bem na sua cintura”.
– meu Deus! – ela suspirou, levando a mão a boca. Sua respiração desregular, me denunciava o desejo que ela sentia por mim, mas ela estava realmente furiosa. Dei um passo para trás, mantendo uma distancia segura.
– desculpa, eu...
– esquece isso, isso nunca aconteceu. – ela disse e saiu do meu apartamento. Resolvi não ir atrás dela, não queria estragar ainda mais as coisas.
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