Notas iniciais
o fim chegou... sei que ficou um mer** mas é o que tem pra hj bjs minhas lindas e fieis leitoras. já estou pensando na minha proxima fic, quando eu terminar too late é claro. ;)

Pov’s narrador

No primeiro gole seu gosto era amargo, mas no seu terceiro copo de whisky, ela não se importava. Ela só queria descobrir por que foi tão estúpida de pensar que daquela vez seria diferente. Ela pegou a garrafa e encheu seu copo novamente, Lindsay não estava em casa para ver o sofrimento miserável de sua mãe amaldiçoada. A partir de agora ela passou a aceitar sua sina de ser eternamente sozinha.

O álcool desceu queimando sua garganta, mas queimando menos do que a dor que ela sentia. Ela podia afirmar que Dam era o homem da sua vida e ela remoeu isso nas ultimas duas semanas depois daquele dia, depois da ultima vez que ela o viu. Ele não tinha vindo atrás dela, o que ela achou que ele faria, e isso incomodava. Ela queria que ele estivesse ali para poder socá-lo ate ele cair de joelhos e pedir perdão. Mas nem para isso ele teve coragem, como não teve coragem de contar a verdade.

Mais um pouco em seu copo. Sua visão estava embaçada, mas ela não sabia se era por causa do álcool ou por causa das lagrimas que pingavam como as gotas da chuva que caia naquela noite. Ela estava sentada no chão, apoiada no sofá, com uma garrafa entre as pernas e um copo na mão. Seu estado era deplorável e ela jamais se permitiu chegar a esse estado por causa de um homem. Muito menos por causa de um moleque como Dam, onde diabos ela estava com a cabeça e por que ela não conseguia recuperar o controle?

Seu autocontrole tinha escorregado por entre seus dedos como água. Para começo de conversa ela não devia ter se metido com um garoto como ele. Estava estampado em letras brilhantes e chamativas que ela ia se ferrar, mas quem consegue discernir pensamentos enquanto está sendo prensado contra uma parede por um garoto com a metade da sua idade? Catherine não era mulher de fugir, ela acreditava que iria encontrar alguém para toda vida, mas ela não sabia que essa procura poderia machucar tanto.

Não era justo que ela ficasse ali, se debruçando em álcool e lagrimas. Ele tinha que ver o que ele fez a ela, ele tinha que ter consciência da dor que ele estava lhe causando e de que por causa dele, ela jamais seria capaz de confiar em alguém de novo. Por que, tantas vezes antes ela perguntou se ele tinha alguma coisa com a sua filha, ela insinuou e ela perguntou outras vezes, e ela sempre ouvia a mesma resposta “somos apenas bons amigos”. Bons amigos não dividem a cama assim como mãe e filha não dividem um homem.

Ela se levantou deixando a garrafa cair e derramar no chão. Sua cabeça contestou seu movimento abrupto com voltas e mais voltas. Ela tinha bebido, o que? Quatro, cinco copos? Por que estava girando? Ela abriu a porta, o vento gelado fez seu corpo tremer. Chovia bastante e ela pensou em usar o carro, mas ela não se sentia bem para dirigir, então resolveu que iria a pé. Sua raiva se incumbiria de fazer seus pés chegarem até lá. Ela só precisava parar suas lágrimas, como ela iria gritar com ele se sua garganta estava sufocada por elas?

Ao abrir a porta, Dam perdeu o fôlego. Catherine era a ultima pessoal no mundo que ele esperava ver do outro lado. Ela estava no seu pior estado possível e ele se sentiu martelado pela culpa de deixá-la assim. Ela estava olhando em seus olhos e ela estava tão perdida que ele sentiu necessidade de envolvê-la em seus braços. Ela estava completamente molhada, ainda vestida em sua camisola com seu robe colocado descuidadamente por cima. Seus cabelos estava pingando água e ela estava com os olhos vermelhos de tanto chorar.

Vê-la nesse estado foi a pior coisa que ele sentiu na vida. Saber que ela estava assim por causa dele, era esmagador. Ela colocou a mão sobre o rosto e simplesmente soltou seu corpo, mas no impulso Dam foi rápido o bastante para segurá-la. Ele tinha que abraça-la forte, para mantê-la em pé enquanto ela soluçava em seu peito.

Ele pode sentir o cheiro de álcool e essa era a única explicação plausível para ela vir atrás dele. Estar bêbada. Ela balbuciou algumas palavras entre os soluços, mas foi impossível distingui-las. Então ele a apertou em seus braços, era divino poder senti-la novamente, vê-la novamente, sentir seu cheiro. Ele a ama mais que tudo nesse universo.

– eu te odeio. – ele agora conseguiu ouvir suas palavras, mas ela ainda estava chorando. Seus braços começaram a empurrá-lo quando ela voltou a apoiar seu peso sobre suas pernas.

– Deus! Como eu odeio você. – ela o olhou nos olhos e ele realmente pode ver ódio e magoa neles.

– sabe como você fez eu me sentir? – ele não respondeu, ele sabia que a melhor opção era deixá-la libertar a raiva que estava a consumindo por dentro e depois talvez ele pudesse tentar explicar e se desculpar.

– vamos conversar lá dentro Catherine. – ele disse tocando seu braço.

– não me toca! – ela puxou seu braço para longe dele.

– está frio aqui fora e você está toda molhada, só não quero que você fique doente.

– pode entrar se você quiser, eu nem sei por que diabos eu estou aqui mesmo. – ela estava tremendo de frio e ele sabia que ela ficaria doente se não saísse dessa chuva. Ele não se moveu apenas ficou parado olhando para ela, sentindo a chuva fria bater contra seu rosto.

– você me magoou mais do que qualquer um. Você acabou com o meu noivado. O que você queria de mim Dam? Por que você entrou na minha vida?

– por que eu amo você. – ele respondeu rápido. As lágrimas pingavam de seus olhos, se misturando as goras de chuva.

– não. Eu sempre fui um desafio para você não é? A única mulher que te disse um não, certo?

– não você foi a única mulher que me encantou. Eu amo você mais do que eu já amei alguém na minha vida. – ele se aproximou ficando de frente para ela.

– você é um mentiroso, eu estou me sentindo a pior pessoa do mundo. – ela empurrou seu peito fazendo-o dar um passo para trás. – você dormiu com a minha filha, tem noção do que é isso? Eu nem posso olhar nos olhos dela mais de vergonha.

– eu sei, me perdoa, eu devia ter dito. Mas eu nem me lembro do que aconteceu naquela noite, a gente só acordou na mesma cama e...

– me poupe Dam, eu não sou como as mulheres que você dorme. – ela o empurrou novamente, dessa vez mais forte.

– eu sei, para com isso. Vamos entrar. – ele respondeu. Ela continuou empurrando e dando murros em seu peito, mas ela não tinha força suficiente. Ela estava com raiva, mas a dor era mais forte e paralisava seus músculos.

– eu queria tanto te odiar. – ela gritou com ele, ainda o batendo no peito. Ele cansado daquilo tudo e sabendo que ela não estava em seu juízo perfeito segurou em seus pulsos e a virou empurrando suas costas contra a parede da sua casa, prendendo seus braços acima de sua cabeça e a olhando intensamente nos olhos.

– eu, sinceramente, não sei o que você veio fazer aqui. Por que se você queria me deixar mal, saiba que eu já estou mal o suficiente. – o peito dela subia e descia com a dificuldade de respirar. O efeito que ele tinha sobre ela era absoluto. – saiba que eu sinto muito por ter mentido para você, mas isso é passado. O que importa é agora e agora eu te amo. – ele disse seus olhos não se desconectavam, seus corpos estavam colados e ele ainda a prendia contra a parede.

Ele soltou seus braços e a beijou, um beijo quente e cheio de necessidades. Ela não podia fugir disso, ela não podia fugir dele. Ela pertencia a ele e nada nesse mundo iria mudar isso. Ele apertou sua cintura causando um gemido a escapar de sua boca, ela enfiou seus dedos entre os fios molhados de seu cabelo e o puxou para ela. Ele mordeu seu lábio inferior e se separou, os dois respirando pesadamente. Ele encostou sua testa a dela e fechou os olhos, era surreal o tamanho do amor que ele sentia por aquela mulher.

– eu amo você. – ela sussurrou e ele abriu os olhos para encontrar azuis brilhantes, cheios de lágrimas. – e eu podou você, por que eu não posso viver sem você. – ele deu um pequeno sorriso e a beijou novamente.

Notas finais
diga o que vc achou, faça uma escritora feliz: comente!!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!