Anatomy

25 Capítulo 25


Notas iniciais
Olá vocês... Primeiramente gostaria de dar as boas vindas as novas leitoras, sejam todas bem vindas! :D ah e eu adoro todas as reviews de vocês, sério. Obrigada *-* (é, hoje estou movida no agradecimento UHSAUHSA)vamos dar seguimento a tensão da fic... Mas calma, um pequeno enigma para o fim do capítulo de hoje: "nem tudo o que parece, é!" (wtf?) enfim, boa leitura :*

Brian’s Pov


E lá estava eu naquele local que cheirava a doença e morte. A última vez em que eu havia colocado os pés ali, eu havia perdido minha mãe, portanto as lembranças que eram despertadas não eram das melhores. Afinal, alguém gosta de hospital? E eu querendo me tornar um médico...

Estava inquieto, choroso e desesperado andando pela sala de espera, aguardando por qualquer noticia que fosse de Zachary.

Flashback

– Zacky? – o chamei desesperado assim que ele parou de responder pelo celular. – Me leve agora para o bar que fomos aquele dia – eu praticamente gritei para Owen.

– O que aconteceu? – ele perguntou assustado.

– A merda do pressentimento... Aconteceu algo com Zacky, me leve para lá agora!

– Ok. – ele pegou a chave de seu carro e assim, eu, ele e Amy seguimos rumo ao bar.

A inquietação, o medo e o desespero agitavam minha mente e eu quis chorar, mas resolvi segurar. Orei para que Zacky apenas tivesse bebido demais e estivesse passando mal por isso, mas algo dentro de mim dizia que não, que era algo extremamente mais grave.

Assim que chegamos, adentramos ao bar sem um pingo de gentileza e o local estava cheio, a maioria das pessoas presentes já estavam embriagadas, o que dificultou meu encontro com Zacky, porém assim que decidi ir ao balcão perguntar qualquer coisa para algum funcionário, me deparei com alguém debruçado sobre o balcão. Esse alguém era Zachary.

Corri até ele e levantei seu rosto, encontrando- o desacordado, a boca entreaberta mostrava que ele estava se esforçando para manter sua respiração. Decidi então verificar seu pulso e quase não senti nada.

– Zacky? – bati levemente em seu rosto, na tentativa de despertá-lo, porém não obtive respostas.

– As coisas dele estão com ele? – Amy perguntou, aparecendo atrás de mim. – Tem gente que aplica sonífero nas bebidas para levar os pertences das pessoas.

Verifiquei o bolso de sua calça e encontrei sua carteira lá, seu celular estava caído ao seu lado. Peguei ambos os objetos e entreguei para ela.

– Será que ele veio de carro? – perguntei mais para mim mesmo, do que para ela. – Se veio, a chave não está aqui...

– Brian? – Owen me chamou. Virei para encará-lo, mantendo Zachary em meus braços. – Veja esse copo, tem um pouco de pó branco no fundo. — estendeu o copo em minha direção. — Se esse copo for dele... Ele foi envenenado. – ele disse arregalando os olhos e em seguida discando rapidamente para uma ambulância.

Por que alguém envenenaria Zachary? Aquilo não fazia o menor sentido.

Como sua respiração estava fraca, resolvi o deitar no chão mesmo, iniciando uma respiração boca-a-boca.

Algumas pessoas já haviam notado nossa inquietação e nos encaravam, mas eu não me importava, eu apenas queria salvar meu professor, mesmo não sabendo por onde começar. Sentia-me um grande estudante de medicina de merda.

A ambulância não demorou a chegar, e eu agradeci muito por isso, já que eles sabiam o que fazer, uma vez que o socorriam devidamente enquanto Owen entregava o copo com o resto da substância para os socorristas.

Assim que finalmente levaram Zachary para o hospital, Owen se ofereceu para me levar também, já que eu havia começado a chorar sem saber o que fazer.

/Flashback


Perdi as contas de quantos cigarros eu já havia fumado e quantos copos de café eu havia bebido, e até então não havia chegado nenhuma informação dos médicos para me confortar. Eu estava desesperado e lágrimas não paravam de escorrer pelo meu rosto.

O modo que eu encontrei Zachary... Ele estava pálido, fraco, praticamente morto. E eu, sem saber o que fazer. Sentei-me pela enésima vez na poltrona e coloquei minhas mãos sobre os cabelos, chorando mais, ignorando as outras pessoas ali presentes que me olhavam com pena.

– Algum parente de Zachary Campbell? – um homem de meia idade já de cabelos grisalhos vestido de branco que eu logo julguei ser o médico apareceu na sala de espera.

– Eu. – me levantei apressadamente secando as lágrimas.

– O que você é dele? – perguntou.

– Eu sou... Amigo. – suspirei, tentando controlar meu ataque de tremor.

– Ok. – ele sorriu fracamente. – Bem, ele foi vitima de envenenamento, como você já deve saber e ele ainda está na UTI, mas conseguimos desintoxicar grande parte de seu organismo, uma vez que a substância já havia invadido seu sistema sanguíneo...

– Ele ainda corre risco? – perguntei receoso.

– Qualquer paciente ainda corre risco, por isso mesmo ele está em observação na UTI. – o médico respondeu de modo sereno.

Mordi meu lábio, tenso.

– Mas ele parece ser um homem de ótima saúde, vai sair bem dessa. – sorriu de um modo confortador, batendo levemente em meu ombro.

– Assim espero. – murmurei. – Posso visitá-lo?

O médico permitiu que eu entrasse na UTI por instantes, depois de vestir as devidas roupas. E o que mais me doía era ver Zachary ainda desacordado envolvido com diversos fios pelo seu corpo, todos ligados em uma máquina enquanto o monitor cardíaco apitava, me deixando mais tenso ainda. Dava-me aflição principalmente ao ver um fio ligado em seu nariz e um tubo em sua boca e ver que seu coração pulsava lentamente.

Aproximei-me hesitante e toquei em sua mão, a segurando com força em seguida.

– Talvez você não esteja me ouvindo, mas eu estou aqui e estarei aqui com você, só sairei daqui com você ao meu lado... Eu nunca te disse, mas eu te amo Zachary, eu te amo mais que tudo... – suspirei, acariciando seu rosto pálido. – Por favor, não me abandone. Você é a única pessoa que tenho e que se preocupa comigo. Por favor... – nesse instante pude perceber que sua freqüência cardíaca aumentou. Era como se ele estivesse sentindo a minha presença ali. – Eu te amo muito, meu amor. – sussurrei, beijando seu rosto em seguida. – Você consegue me ouvir? – perguntei baixo, mas só era possível ouvir o som do monitor cardíaco e do ventilador mecânico que auxiliava em sua respiração.

Uma enfermeira se aproximou e sorriu gentilmente para mim, indicando que eu deveria sair dali. Acenei triste e beijei o rosto de Zachary mais uma vez que permanecia imóvel.

– Eu vou te esperar, Zee. – disse próximo em seu ouvido e me retirei em seguida.

Brian’s Pov Off

Joseph’s Pov

O relógio digital que estava em cima da cômoda do quarto de Ashley marcava por volta das 3 horas da manhã. Ela dormia tranquilamente em meus braços e eu sorri fracamente ao vê-la. Se ela soubesse quem eu realmente era, ou soubesse sobre meu passado, ela se entregaria do jeito que ela se entregou a mim?

Meu coração estava completamente dividido entre ela e John. Sempre John. Eu ainda sofria por não tê-lo ao meu lado, embora esse sofrimento estranhamente se amenizou graças a ela.

Se eu assumisse algo com Ashley, ela teria de ter consciência do risco que passaria a correr, ou seja, eu teria de contar tudo sobre minha vida, e provavelmente ela não iria me querer mais. E eu ficaria machucado, porque bem, eu estava gostando dela. Realmente. Mas se eu terminasse com ela, embora não tenhamos começado nada, eu poderia me declarar para John, mas correria o simples risco de perder o meu único “trabalho”.

Ah, vida! Por que sempre fora tão injusta comigo?

– Fica aqui comigo. – ela resmungou, embora parecesse ainda estar dormindo.

– Eu estou aqui, Ash. – disse baixo beijando o topo de sua cabeça. Eu estava ali, mas não sabia até quando. Eu realmente não sabia se deveria estar ali.

– Eu te amo. – ela resmungou mais uma vez.

A apertei mais sobre meu corpo e suspirei pesadamente.

– Eu também. – respondi inconscientemente.

Pude perceber um largo sorriso nascer em seu rosto. Mordi meu lábio e cobri uma parte do seu corpo que estava descoberto, por fim adormeci.

Joseph’s Pov Off


Matthew’s Pov

Com um pouco de dificuldade levei Charles para o meu apartamento.

Estava tão bêbado que mal conseguia se manter em pé, mas até que dava para tirar proveito dele e de seu belo corpo.

Minha noite estava saindo exatamente do modo que eu havia planejado. Morte e sexo na mesma noite, ah, eu podia sentir o mundo conspirando em meu favor! Pois sem Zachary em meu caminho, eu poderia me aproximar novamente o mais breve possível de Brian, para nos conciliarmos e voltarmos a viver como vivíamos quando tínhamos por volta dos 17 anos.

Joguei Charles brutalmente em minha cama e subi em cima dele, tirando sua camisa sem dificuldade, passando a beijar seu peitoral bem definido, enquanto minhas mãos deslizavam e exploravam centímetro por centímetro de seu corpo. Ele dizia coisas desconexas e por vezes arfava. Sem um pingo de delicadeza, abri o zíper de sua calça e abaixei a mesma junto de sua boxer escura. Mordi meu lábio em uma breve analisada pelo “material”.

– Completamente proporcional! – ri comigo mesmo, enquanto ele clamava por uma mulher, cujo nome desconhecia, e dizia coisas extremamente obscenas.

Ignorei seus chamados e passei a apertar e arranhar suas coxas enquanto permiti deslizar minha língua pelo seu membro completamente rígido. Deixei que ele penetrasse todo seu pênis dentro de minha boca com um único movimento de quadril.

Minhas mãos passaram a alisar seus testículos e passei a fazer movimentos de vai e vem, tirando e recolocando seu membro em minha boca. Porém para a minha surpresa e frustração, o desgraçado dormiu. Sim, dormiu, me deixando ali completamente duro, necessitado e sedento por sexo. Ele tinha mesmo de dormir justamente quando estava fodendo minha boquinha?

Em um momento pensei em fazer com ele, o que eu fiz com Brian há tempos atrás, mas as circunstancias eram diferentes e eu nem sabia se eu teria coragem de fazer novamente o que eu tinha feito.

Eu não o tive, mas eu gostaria e muito que ele despertasse com a certeza de que tivemos uma longa noite prazerosa.

Por fim adormeci com um largo sorriso, imaginando que à uma hora dessas o tal Zachary já havia partido dessa para uma melhor, ou pior.

Tudo o que eu estava fazendo era por amor a Brian.

Matthew’s Pov Off


Brian’s Pov

Estava com Owen e Amy na sala de espera, até que escutamos uma voz chamando com urgência alguns médicos na UTI.

– Zachary! – exclamei, me levantando da poltrona, com receio.

– Calma, Brian. – Owen tentou me segurar pelo pulso, mas eu me desvencilhei e corri em direção a UTI, ignorando todos que me chamavam e diziam que eu não deveria entrar.

A cena que eu menos queria ver estava acontecendo. O monitor cardíaco indicava que o coração de Zachary havia parado de bater... Ele havia morrido?

– Não Zee! – comecei a chorar, assistindo através do vidro que separava o corredor da UTI toda a cena dos médicos tentando reanimar Zachary. – Por favor, não me deixe. – eu dizia entre lágrimas desesperadas. Os médicos faziam compressão cardíaca e logo passaram a utilizar o desfibrilador.

Mas era possível ver que Zachary não respondia aos estímulos, seu coração não batia mais, ele estava partindo para nunca mais voltar.

Cai no chão, perdido entre tantas lágrimas, eu estava arrasado, perdido, sozinho. Fechei meus olhos por instantes, orando para que ele melhorasse, que tudo aquilo não passasse de um mero pesadelo. Mas não, era tudo real, tudo muito real.

Mais uma pessoa que eu amava estava partindo.

– O senhor não pode ficar aqui. – um segurança apareceu e ao ver meu estado, tentou soar gentil, embora tenha me levantado de modo rude, me levando embora daquele corredor, segurando firme em meu braço. Eu olhei uma ultima vez para a direção de Zachary que não acordou... A morte envolvera o homem que eu estava amando.

– Brian! – Owen veio em minha direção assim que me viu e me abraçou.

– Zachary... Ele... Ele morreu Owen, ele morreu. – me entreguei ao choro, enquanto Owen e Amy me envolviam em outro abraço. – Eu não posso viver sem ele! – eu disse soluçando. — Eu quero morrer junto com ele. – disse desabando em mais e mais lágrimas.


Notas finais
Será que devemos separar as nossas peças de roupas luxuosas e negras? hohoh ASHUAHS reviews?