Anatomy
20 Capítulo 20
Notas iniciais
Brian’s Pov
Acordei com a sensação de estar sozinho na cama, tateei o lugar onde era para Zachary estar e nada, então abri os olhos lentamente e me deparei com ele sentado na ponta da cama, vestido somente com uma boxer. Ele parecia pensativo e me perguntei se estaria arrependido.
Espreguicei-me e silenciosamente me aproximei dele, deslizando minhas mãos pelas suas costas.
– Bom dia. – disse sussurrante em seu ouvido.
Ele se virou para mim e abriu um largo sorriso, instantaneamente sorri junto.
– Bom dia. – me encarou. – Dormiu bem?
– Sim... Como muito tempo não dormia. – eu sorria enquanto envolvia meus braços em seus ombros, depositando um beijo em seu rosto. – E você?
– Muito bem. – piscou. – Quer tomar um banho antes do café?
– Só se for com você. – ri divertido.
– É... Pode ser comigo. – ele corou.
– Mas estou com preguiça de levantar. – permaneci rindo, me jogando de volta na cama.
– Preguiça? Que feio! – ele sentou-se ao meu lado sorrindo. Contornei meu dedo indicador em seu lábio e iniciei um beijo calmo e tentei o puxar de volta para cama, mas ele foi mais forte e me puxou pela cintura. Fiquei em pé para evitar que caíssemos no chão.
– Vem. – ele me chamou baixo, mordendo meu lábio, se afastando e dirigindo-se ao banheiro.
Se Zachary estava com segundas intenções eu não sabia, mas que eu estava... Oh, estava com primeiras, segundas, terceiras intenções.
Eu estava tão feliz que tive a sensação de ir saltitando para o banheiro. Soou gay, mas é.
Mesmo receoso, eu estava caindo de amores pelo meu professor.
Pois sem pensar, me joguei de cabeça no meu primeiro relacionamento com Collins e me feri gravemente. Talvez isso não se repetisse com o meu professor, mas mesmo assim, uma voz em meu subconsciente dizia para ter cuidado e ser receoso, enquanto outra voz dizia que Zachary era sim, perfeito para mim.
Brian’s Pov Off
Zachary’s Pov
Assim que eu havia acordado, me deparei com Brian dormindo angelicalmente. Aproveitei a circunstância para contemplá-lo. Ele tinha um sorriso belo no rosto enquanto dormia. Fechei meus olhos, voltando a lembrar de fatos da nossa noite passada.
Em nenhum momento com ele senti o remorso dominar o meu eu, além de eu não ter ficado arrependido por ter deitado com outro homem.
Era incrível a paz que me dominou depois de Brian me dizer todas aquelas palavras quando eu contei sobre Kath. Ele queria me ajudar. Ele realmente gostava de mim...
Eu não sabia explicar o que realmente eu estava sentindo por ele, só sei que meu corpo passou a pedir o corpo dele, que meus lábios clamavam pelos lábios dele, que meu coração necessitava pulsar em sintonia com o dele.
Parei de encará-lo e sentei-me na cama, perguntando aos céus se aquilo estava certo.
Pois eu sabia que na faculdade, relacionamento amoroso entre professor e aluno era extremamente proibido. Mas a questão é que estávamos fora de lá, eu era somente Zachary e ele era apenas Brian. Não existia professor e aluno, eram apenas dois homens com o mesmo desejo.
Minha cabeça martelava com diversas duvidas, mas elas foram interrompidas com Brian tocando meu corpo e me dando seu “bom dia”, fazendo arrepiar-me por inteiro, além de afastar todos os meus outros pensamentos, deixando minha mente e meu corpo totalmente focados nele.
Era incrível poder voltar a ter esse tipo de sensação, já que tudo aquilo, eu só sentia no meu inicio de namoro com Kathleen. Porém eram sensações iguais em situações e circunstancias diferentes.
Céus, eu estava me apaixonando por outro homem!
Zachary’s Pov Off
Brian e Zacky foram juntos para o banho, onde carícias mais ousadas eram trocadas. Os lábios de ambos passaram a conhecer o corpo do outro, enquanto a água quente do chuveiro colidia violentamente nos corpos de ambos fazendo com que tivessem a melhor sensação do mundo, sexualmente dizendo.
A idéia inicial era apenas um banho para tomarem em seguida o café da manhã, porém seus planos foram alterados, uma vez que voltaram para a cama e repetiram tudo o que haviam feito na noite passada, para depois finalmente tomarem o tal café da manhã.
– Quer passar o final de semana aqui? – o mais velho perguntou para Brian, que estava com a cabeça encostada em seu peito despido, depois de voltarem para a cama pela enésima vez pela manhã. – Sabe, gostaria de te compensar por aqueles dias...
– Já está compensando, Zee. – Brian sorriu assim que interrompeu o mais velho. – Mas se eu não for um incomodo para você, eu até fico...
– Às vezes eu me sinto sozinho aqui... É bom ter uma companhia de vez em quando que não tenha quatro patas e pêlos. – olhou para seus cães, que estavam deitados no chão de seu quarto. — Sem ofender vocês, claro.
Brian riu, jogando sua cabeça para trás, deparando-se com aquele par de olhos verdes-esmeralda.
– Mas eu não tenho roupas aqui. – Brian disse por fim.
– Brian... – o professor o olhou sério. – Você quase não usou mais roupas desde quando pisou aqui.
– Você que não me deixa me vestir... – Brian encarava o mais velho, rindo.
– Vestir pra quê? Pra ter todo aquele trabalho de tirar depois? – Zachary perguntou, rindo também.
– Ah... Então só quer saber de fazer sexo comigo? – fingiu estar ofendido, cruzando os braços.
– Então você quer conversar sobre anatomia ou talvez política? – riu, recebendo um tapa no antebraço. – Mas não... – disse, retomando o tom sério. — Eu não quero saber só disso... É estranho eu assumir isso, mas... Você está me fazendo bem. – mordeu o lábio tenso, dizendo baixo e pausadamente, como se estivesse procurando pelas palavras certas.
Brian apenas sorriu e o abraçou.
– Garanto que este sábado é um dos melhores que eu poderia ter. – Brian disse baixo.
Trocaram olhares, e voltaram a se deitar, em silencio, abraçados, pensando sobre o que estava acontecendo com ambos.
Os dedos do mais velho acariciavam os cabelos de Brian, que sorria mantendo seus olhos fechados. Muita coisa mudaria a partir daquele final de semana e eles tinham consciência disso.
Talvez eles iniciassem um relacionamento. Talvez Zachary superasse de vez a morte de Kathleen. Talvez Brian tivesse encontrado de vez o caminho para a tão esperada felicidade.
Eram incertezas que somente o tempo poderia responder-lhes.
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